Audiolivros ganham espaço entre os consumidores de literatura

Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS
Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

O produto está em crescimento no mercado editorial como uma alternativa para combinar o hábito de leitura com atividades

Alexandre Lucchesse, no Zero Hora

Um longo engarrafamento ou uma caminhada no parque podem ser o que você precisa para melhor entender um episódio da história do Brasil ou avançar mais um capítulo na biografia de seu ídolo. Pelo menos é assim com Luís Filipe Bizarro, 35 anos, fiscal de projetos em uma empresa de eficiência energética. Ele aumenta suas horas de leitura com a ajuda de um recurso cada vez mais acessível, os audiolivros.

Aposta de diferentes serviços de streaming ao redor do mundo, os livros para ouvir constituem um mercado promissor, que vai muito além do público com problemas de visão: são uma alternativa para combinar leitura com outras atividades. No Brasil, o serviço chegou há cerca de seis meses, com a plataforma de assinantes Ubook, mas há opções para baixar e ouvir os livros em lojas virtuais e portais gratuitos.

Em suas viagens de trabalho e sessões de exercícios físicos, Bizarro ouve livros como Vale Tudo, de Nelson Motta, e 1822, de Laurentino Gomes, pelo aplicativo Ubook, que oferece um crescente acervo de títulos para seus assinantes.

– Acho muito confortável e parece que assimilo melhor do que a leitura em papel. É quase como uma conversa – avalia Bizarro.

Na carona dos serviços de streaming, o hábito de ouvir livros deu um salto. Nos EUA, enquanto a venda de publicações em papel permaneceu praticamente estagnada, o consumo de audiolivros cresceu cerca de 28% no ano passado em relação a 2013, ultrapassando com folga os e-books, que subiram 6%, de acordo com a Association of American Publishers.

A Audible, empresa ligada à Amazon, é a grande líder no mercado americano e, assim como a Netflix tem feito com as séries, também passou a produzir conteúdos exclusivos – já encomendou e disponibilizou cerca de 30 obras originais, desde suspenses com intrigas internacionais até romances de vampiros.
– O grande boom dos audiolivros só se deu depois que os aplicativos foram para os celulares. Os smartphones trouxeram a facilidade de acesso – explica Flávio Osso, fundador e CEO do Ubook.

Com apenas um semestre de atuação, a Ubook já conta com cerca de 250 mil assinantes, segundo a empresa. Para Osso, o Brasil, é um mercado muito promissor:
– É muito difícil ver um brasileiro no ônibus ou no metrô com um tablet aberto, mas muitos estão com um celular no bolso e um fone nos ouvidos. É um enorme potencial.

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