Colégio estadual no Rio enfrenta até falta de papel higiênico, dizem pais

infante dom henrique

Pais, alunos e professores dizem que a situação está precária.
Secretaria de Educação afirmou que reclamações não procedem.

Publicado no G1

Pais, alunos e professores do Colégio Estadual Infante Dom Henrique, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, reclamam das condições precárias da escola. Eles dizem que falta até papel higiênico nos banheiros. As informações são do Bom Dia Rio.

Segundo professores, a instituição não tem nem folha da chamada. “Isso dificulta o nosso trabalho, ou seja, nós pegamos uma folha e fazemos a famosa chamada, que é preciso, até porque você sabe que as famílias precisam saber que os filhos estão na escola. Isso é um documento sério da educação, da escola e realmente ainda não chegou até nós e deveria já ter chegado”, disse a professore de filosofia Sônia Lucas.

Os alunos voltaram às aulas no dia 9 de fevereiro, mas os primeiros dias do ano letivo não têm sido muito bons para a filha do taxista Júlio César Araújo.

“Ela entra no horário de 7h até 18h e o colégio deveria fornecer pra ela café da manhã, depois almoço e depois o lanche da tarde, só que só estão dando o almoço. Se nós pais não mandarmos, ela vai ficar o dia inteiro sem comer e só come na hora do almoço, só uma refeição”, falou o taxista Júlio César Araújo.

O taxista disse ainda que esteve no colégio e que não saiu de lá com boas notícias. “Está faltando papel higiênico e está tendo um relato dentro do colégio que o governo não está mandando material até para os próprios profissionais trabalharem e estão falando inclusive até em corte da verba do almoço”, Araújo.

A direção da instituição impediu a entrada a equipe do Bom Dia Rio na unidade. Mas alguns alunos contaram que até resma de papel está faltando. Os estudantes precisam anotar o conteúdo programático, que deveria ser impresso pelo colégio, nos cadernos.

“Fiquei em dependência em umas três matérias. A gente não tem livro para levar para casa. É uma quantidade de livros para dividir para muitos alunos. Então a professora mesmo que carrega esses livros. Muita coisa pra copiar e as vezes é um tempo só. Cansa também. Você estuda com o que tiver no caderno, se não tiver, não estuda”, contou uma aluna.

Problemas frequentes
Os pais reclamam que os problemas não são recentes. A comerciante Helena Barros afirmou ter gastado mais de R$ 2 mil em 2014 com despesas escolares para a filha, também aluna do colégio estadual.

“Um lanchinho que ela come lá, eu que dou R$ 3 pra ela lanchar todos os dias, mais uniforme, que a escola não fornece, tive que comprar durante todo esse período, desde a primeira série até agora eu que tenho comprado uniforme, tênis, tudo. Nos matamos de trabalhar pra poder pagar um pré-vestibular pra ela porque se for contar só com a escola, não tem condições, não passa de jeito nenhum. Eu fico triste, não só pela minha filha”, afirmou Helena Barros.

“É muito difícil, porque faltam professores. Na primeira semana de aula os alunos estavam almoçando só arroz com feijão, porque não tinha carne, legumes. Outra coisa também é que não tem papel na escola pra imprimir as provas, pra imprimir os trabalhos dos alunos. Se a gente não falar nada vai continuar assim pra sempre e não pode ser assim, entendeu?”, contou uma estudante.

A secretaria Estadual de Educação afirmou, em nota, que as informações sobre o Colégio Estadual Infante Dom Henrique não procedem. Segundo a secretaria, os repasses das verbas para a manutenção e para a merenda estão sendo feitos normalmente. A direção do colégio disse que está oferecendo as refeições aos alunos regularmente.

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