Mais obras de Sylvia Plath, entre textos inéditos e relançamentos, chegam às livrarias

plath

Uma das obras ‘A redoma de vidro’, considerado ‘semiauotobiográfico’

Mariana Filgueiras, em O Globo

RIO – Além de poeta e romancista, Sylvia Plath passava horas desenhando animais, cadeiras, cestas, barcos e situações cotidianas de Londres, que desde o fim do ano passado podem ser conferidos na bela edição que a Biblioteca Azul põe nas prateleiras, “Desenhos de Sylvia Plath” (Tradução: Matilde Campilho).

Um de seus sonhos, relatados em seus diários, era que a revista “New Yorker” publicasse seus desenhos junto a seus textos.Plath desenhou sua lua de mel com Ted Hughes em Paris e a temporada que o casal passou na Espanha. No poema “Drawings”, o próprio Ted Hughes fala como o hábito acalmava Sylvia, como ela ficava concentrada e quieta, e como, “enquanto as horas passavam, os objetos que ela representava eram torturados até que toda cena ficasse confinada para sempre”. Ela gostava dos pintores Gauguin, Henri Rousseau, Paul Klee e De Chirico. Parte dos desenhos foi doada por Ted Hughes aos filhos pouco antes de morrer, em 1998, e só vieram a público em 2011, quando comprados pela Mayor Gallery, de Londres

Outra obra do selo, que vem relançando a obra de Plath desde 2014, é “A redoma de vidro”, considerado “semiauotobiográfico”, e publicado meses antes de sua morte, em 1963. Ainda este ano, será lançado o inédito infantil dePlath “The it doesn’t matter suit and other stories”, com tradução do Alípio Correia de França Neto.

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