Livros transformados em filmes rendem bilhões à indústria cinematográfica

Publicado no CoNews

Na semana passada, “Sniper Americano”, de Clint Eastwood, superou os US$ 500 milhões arrecadados em bilheterias de todo o mundo e se tornou o filme de guerra de maior sucesso comercial da história (posto que, até então, pertencia a “O Resgate do Soldado Ryan”). O longa que conta a trajetória real de Chris Kyle, atirador de elite do exército dos Estados Unidos, alçado à condição de herói nacional pelas mais de 150 pessoas que assassinou na Guerra do Iraque, é mais uma das muito bem sucedidas adaptações de livros – uma autobiografia homônima, no caso – para as telonas.

Além de “Sniper Americano”, temos hoje em cartaz no Brasil outros filmes que seguiram o mesmo caminho, como “50 Tons de Cinza”, adaptado da obra de E. L. James, e “Insurgente”, segundo filme da série “Divergente”, de Veronica Roth. Outros ainda virão, como “O Duplo” (a partir do livro de Fiódor Dostoiévski), “Moby Dick” (baseado no romance de Herman Melville), “Vício Inerente” (Thomas Pynchon), “O Pequeno Príncipe” (Antoine de Saint-Exupéry) e “O Outro Lado do Paraíso” (Luiz Fernando Emediato).

sniper

A tendência de transformar em filme histórias contadas primeiro em livros parece ser cada vez mais forte e, pelos números, que chegam a alcançar os bilhões de dólares, deverá continuar como uma grande aposta da indústria cinematográfica. Vamos a alguns deles:

– Dentre as estreias do ano passado, o campeão de bilheteria nos Estados Unidos foi justamente “Sniper Americano”, que já arrecadou US$ 337,2 milhões no país – número que deve aumentar, pois segue em cartaz.

– A segunda colocação ficou com “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1″, adaptação da obra de Suzanne Collins, que arrecadou US$ 336,8 milhões.

– Juntas, as adaptações de “Divergente” (de Veronica Roth), “A Culpa é das Estrelas” (de John Green) e “Garota Exemplar” (de Gillian Flynn) renderam mais de US$ 140 milhões apenas na primeira semana de exibição.

– Lançado em 2013, “Frozen”, baseado no conto “A Rainha da Neve”, de Hans Christian Andersen, faturou US$ 1,3 bilhão.

– Os oito filmes da saga “Harry Potter”, criada por J. K. Rowling, arrecadaram mais de US$ 2 bilhões.

Há ainda outros números que impressionam. A arrecadação de filmes inspirados em obras de J. R. R. Tolkien (“O Senhor dos Anéis”, “O Hobbit”…), por exemplo, supera US$ 1,5 bilhão, mas creio que, com o que foi apresentado, já é possível ter uma noção da força deste mercado.

Mercado que não aposta somente em livros do momento. O autor com o maior número de filmes (mais de 400) baseados em sua obra é o inglês William Shakespeare. Dentre os escritores vivos, a medalha de ouro fica com Stephen King, que viu 37 de seus títulos adaptados para as telonas, com destaque para “O Iluminado”, “À Espera de um Milagre” e “Carrie – A Estranha”.

Há ainda toda uma linha de clássicos cinematográficos que fizeram essa transição do papel para o cinema, como “O Poderoso Chefão” (adaptação de “O Chefão”, de Mario Puzo), “O Auto da Compadecida”, nacional baseado na obra de Ariano Suassuna, e o aclamado argentino “O Segredo dos Seus Olhos”, feito a partir do livro homônimo de Eduardo Sacheri. Sucessos comerciais e artísticos que nasceram da cabeça de escritores.

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