Centro de Referência Paulo Freire disponibiliza obras e aulas do educador para download

Stéfanie Medeiros, no Olhar Direto

Protestantes neste domingo, 15 de março de 2015, seguram faixa que diz: “chega de doutrinação marxista, basta de Paulo Freire” em Brasília. Reprodução.
Protestantes neste domingo, 15 de março de 2015, seguram faixa que diz: “chega de doutrinação marxista, basta de Paulo Freire” em Brasília. Reprodução.

Nascido em 19 de setembro de 1921, Paulo Reglus Neves Freire é considerado por muitos o patrono da educação brasileira. O educador, pedagogo, filósofo e escritor é também referência na pedagogia mundial. Autor de diversas obras, o acervo de Freire está disponível para download online.

O Centro de Referência Paulo Freire, dedicado a preservar e divulgar a memória e o legado do educador, disponibiliza, além dos livros, vídeos das aulas, conferências, palestras e entrevistas que Freire deu em vida. A proposta tem como objetivo aumentar o acesso de pessoas interessadas na vida, obra e legado do educador. Cliquei AQUI para acessar o acervo.

Uma das suas obras de destaque é “Pedagogia do Oprimido”, livro que propõe um método de alfabetização dialético. A obra diferenciou-se do “vanguardismo” dos intelectuais de esquerda tradicionais e defendeu o diálogo com as pessoas simples, não só como método, mas como um modo de ser realmente democrático.

Em 13 de abril de 2012 foi sancionada a lei 12.612 que declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira. Freire também foi o brasileiro mais homenageado da história: ganhou 41 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford.

Biografia

Paulo Freire nasceu em 1921 em Recife, numa família de classe média. Com o agravamento da crise econômica mundial iniciada em 1929 e a morte de seu pai, quando tinha 13 anos, Freire passou a enfrentar dificuldades econômicas. Formou-se em direito, mas não seguiu carreira, encaminhando a vida profissional para o magistério.

Suas idéias pedagógicas se formaram da observação da cultura dos alunos – em particular o uso da linguagem – e do papel elitista da escola. Em 1963, em Angicos (RN), chefiou um programa que alfabetizou 300 pessoas em um mês. No ano seguinte, o golpe militar o surpreendeu em Brasília, onde coordenava o Plano Nacional de Alfabetização do presidente João Goulart.

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Freire passou 70 dias na prisão antes de se exilar. Em 1968, no Chile, escreveu seu livro mais conhecido, Pedagogia do Oprimido. Também deu aulas nos Estados Unidos e na Suíça e organizou planos de alfabetização em países africanos. Com a anistia, em 1979, voltou ao Brasil, integrando-se à vida universitária.

Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores e, entre 1989 e 1991, foi secretário municipal de Educação de São Paulo. Freire foi casado duas vezes e teve cinco filhos. Foi nomeado doutor honoris causa de 28 universidades em vários países e teve obras traduzidas em mais de 20 idiomas. Morreu em 1997, de enfarte.

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