Mãe faz a prova do Enem para incentivar a filha e acaba passando no vestibular

A cearense Vera Menezes e a filha Paula, de 15 anos, tentaram pela primeira vez passar no Enem, em 2014. Para surpresa de ambas, a mãe teve excelente resultado

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Publicado em Tribuna Ceará

“Conhecimento é assim, uma vez adquirido, dificilmente é esquecido”, indica a advogada Vera Menezes. Mãe de uma adolescente de 15 anos, ela se inscreveu e fez o Exame Nacional do Ensino Médio, em 2014, para incentivar a filha a estudar. O que não esperava é que fosse passar na Universidade Federal do Ceará (UFC).

Depois de 33 anos, Vera se viu sentada em uma sala de aula para fazer mais uma prova de vestibular. A iniciativa começou como brincadeira, mas acabou virando coisa séria. “Minha filha estava no 1º ano e quis tentar o Enem. Eu resolvi fazer também para incentivá-la, para que ela visse que quando você tem uma base forte na educação, o conhecimento não se perde”, explica.

A advogada não lembra da nota exata, mas diz ter atingido mais de 600 pontos. A diferença entre ela e a filha Paula foi pouca. A nota permitia que Vera passasse para cursos como Letras/Português e Engenharia de Pesca. “Foi uma experiência interessante. Eu passei no vestibular da UFC de primeira. Agora, para 2015, a minha nota não me permitiria passar para o curso”, conta.

Vacilo na redação

Vera diz que sua falta de experiência em Enem a prejudicou na hora de fazer a redação. Ela não sabia da existência do papel de rascunho e arriscou escrever seu texto diretamente no papel oficial. “Cometi um erro de principiante. Coisa que um estudante de hoje tira de letra. Eu não sabia”.

A brincadeira virou coisa séria e Vera sentiu vontade de voltar a estudar. Encontrou um curso de Magistério Indígena, na UFC, mas acabou descobrindo que não era uma área de nível superior, e que somente os índios podem fazer. “Foi o único curso que eu tive vontade de fazer. A cada ano que passa, tenho mais e mais vontade de estudar história e geografia do Ceará. Estou cada vez mais enraizada com a nossa cultura. Mesmo não dando certo, isso tudo foi um incentivo pra eu voltar a estudar. Estudar por prazer”.

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