Sentir, cheirar, imaginar…Ah, a magia do livro é insuperável

Para atrair a leitura infantil, autores abusam da criatividade nos livros

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Publicado em Diário Digital

Sentir o gostinho da imaginação, num cantinho só seu, vontade de pular dentro da história, que acaba se tornando sua, de mudar o rumo, das sensações deliciosas… Será que isso se perdeu? Será que entramos em uma fase tão tecnológica que a magia do livro ficou guardada a sete chaves? Quantos livros eu li esse ano? Faça um desafio a você mesmo e veja as mudanças que vão acontecer…

E pra falar um pouco sobre a literatura infantil, o Diário Digital conversou com a coordenadora de conteúdo da editora Alvorada, Cleomar Herculano de Souza Pesente. Para ela, além da imaginação, a leitura também desperta a escrita, o desenho, a vontade de conhecer, de aprender. “Estamos em uma era tecnológica, mas acredito que o livro ainda resiste a essas mudanças e a leitura tem que ser incentivada, tem a questão do volume, do cheiro, de tê-lo junto, que são insuperáveis, são que nem os quadros, as obras vão existir, passam-se os tempos elas ficam ainda mais valiosas” fala Cleomar.

Enquanto conversa com a equipe do DD, Cleomar folheia o livro “Uga, a tartaruga” da autora Ângela Maria de Brito e é aparente esse amor dela pelos livros. Cleomar sabe todas as histórias de cor, não só pela profissão, “eu amo ler”, diz ela e complementa: “Essa história é linda, conta o dia em que uma tartaruga ao ver uma libélula fica pensando que ela não pode voar e fica muito triste. Ao ver um vagalume fica ainda mais triste porque ela não produz sua própria luz, mas aí cai uma chuva, todos os bichinhos procuram lugar para se proteger, enquanto ela se refugia em seu casco e vê qual é sua qualidade”, conta.

Para atrair a leitura infantil, os autores abusam da criatividade, tem livro com CD, com sons dos animais, com quebra-cabeça, tudo para interagir com a criançada e tornar a leitura mais agradável. “Os pais devem saber escolher o livro de acordo com a idade, para não tornar aquilo chato para a criança. Se é uma que não sabe ler, ela não vai gostar de um livro com muita escrita, e sim com mais imagens, que não seja óbvia e deixe espaço para que ela possa imaginar como quiser aquela história”.

A leitura desde criança é essencial para aquisição de conhecimento, de habilidades de escrita e da própria maneira de ler. “Nós precisamos contribuir com novos leitores. A leitura amplia a capacidade de compreensão do mundo e quem não lê, não escreve. A leitura também traz diversos benefícios para a vida toda”, finaliza Cleomar.

O Dia Internacional da Literatura Infantil foi comemorado esta semana, 2 de abril, dia do aniversário de um dos mais importantes nomes da literatura infantil, o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Andersen não foi o primeiro a escrever para o público infantil, mas é considerado o primeiro autor a adaptar fábulas já existentes para uma linguagem mais adequada ao universo dos pequenos. No Brasil também é comemorado no dia 18 de abril, que marca o aniversário de nascimento do precursor do gênero no país, o escritor Monteiro Lobato. Lobato não só produziu clássicos da literatura infantil, como as histórias do Sítio do Picapau Amarelo, como também traduziu e adaptou clássicos mundiais, como Alice no País das Maravilhas.

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