8 vezes em que Jane Austen influenciou a cultura pop

Britânica não foi reconhecida em seu tempo, mas até hoje serve de inspiração para romances, filmes da “Sessão da Tarde” e musical da Broadway. Em 2015, se comemora os 240 anos de seu nascimento

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Em 2015, se comemora os 240 anos do nascimento de Jane Austen, autora de “Orgulho e Preconceito” e tataravó da comédia romântica. Muito irônica e dona de senso de humor discreto, a autora nasceu em Steventon, no Reino Unido, em 1775. Seu primeiro livro, “Razão e Sensibilidade”, foi publicado em 1810 sob o pseudônimo “By a Lady”, já que a família de Jane preferia a discrição.

 Reprodução Neste ano, comemora-se os 240 anos de nascimento de Jane Austen

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Neste ano, comemora-se os 240 anos de nascimento de Jane Austen

Em 1813, saiu seu romance de maior sucesso, “Orgulho e Preconceito”, seguido por “Mansfield Park”, de 1814, cujos exemplares da primeira tiragem esgotaram em seis meses. “Emma” e “Persuasão”, suas duas últimas obras lançadas ainda em vida, foram lançadas com poucos meses de diferença.

A escritora morreu em julho de 1817, aos 41 anos, em pleno auge, por causas desconhecidas na época. Hoje em dia, após estudos minuciosos sobre os sintomas que Austen citava em suas cartas, acredita-se que ela foi vítima de Doença de Addison.

A sociedade e os costumes mudaram bastante, mas as histórias de Jane continuam fazendo sucesso e ganhando adaptações até hoje. Os textos da escritora influenciaram romance da literatura “chick-lit” (“leitura de meninas”), filme da Sessão da Tarde, musical da Broadway e até blockbusters indianos — sem falar que a autora tem o seu próprio fandom. Veja as evidências de que Jane Austen é ídolo da cultura pop até hoje:

1- “O Diário de Bridget Jones” (2001)
Aos trinta e poucos, cheia de problemas de auto-estima e atrapalhada, Bridget Jones, protagonista dos livros de Helen Fielding, é muito diferente das heroínas de Austen, mas a ansiedade para arranjar um casamento, a má impressão inicial e as voltas do amor de “Orgulho e Preconceito” estão lá. Além disso, o amado dela, Mark Darcy, é praticamente uma versão atual do Sr. Darcy. Bridget é, ainda, obcecada por Colin Firth, intérprete do personagem na célebre minissérie de TV da BBC de 1995. Adivinha quem interpretou Mark na adaptação de “O Diário de Bridget Jones” para o cinema?

 Divulgação “As Patricinhas de Beverly Hills” (1995) é inspirado no livro "Emma", terceiro livro de Jane Austen

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“As Patricinhas de Beverly Hills” (1995) é inspirado no livro “Emma”, terceiro livro de Jane Austen

2- “As Patricinhas de Beverly Hills” (1995)
Cher (Alicia Silverstone) é uma garota rica, mimada, popular e muito feliz. Seu passatempo favorito é fazer transformações de visuais e bancar a cupido. Ela conhece, então, a desajustada Tai (Brittany Murphy) e adota como missão torná-la também uma garota popular. O plot é parecido com o de muitos filmes da Sessão da Tarde, mas ele é originalmente de “Emma”, terceiro romance de Jane Austen.

 Divulgação “Orgulho e Preconceito e Zumbis”, de Seth Grahame-Smith, mistura o romance de Lizzie Bennet com... zumbis

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“Orgulho e Preconceito e Zumbis”, de Seth Grahame-Smith, mistura o romance de Lizzie Bennet com… zumbis

3- “Orgulho e Preconceito e Zumbis” (2012)
Como se não fosse o bastante mostrar as desventuras de um casal, por que não também mostrar a Inglaterra vitoriana assolada por zumbis? Esta foi a ideia de Seth Grahame-Smith na hora de criar o primeiro mash-up classic. Uma das únicas diferenças entre o original e a versão geek é que Elizabeth Bennet não é apenas uma dama à procura de um bom casamento, mas também uma mestre em artes marciais e especialista no uso de diversas armas. Em 2016, chegará aos cinemas com Lena Headey (“Game of Thrones”), Matt Smith (“Dr. Who”) e Lily James (“Cinderela”).

4- “Sem Prada Nem Nada” (2012)
Camilla Belle e Alexa Pena Vega estrelam uma versão da colônia mexicana dos EUA de “Razão e Sensibilidade”. Até então muito ricas, as irmãs Nora e Mary Dominguez descobrem que perderam tudo com a morte do pai e precisam morar com a tia. O embate entre o lado racional de uma com o mais impulsivo da outra estão presentes da adaptação, que ainda tem Wilmer Valderrama no elenco.

5- “I Love You Because” (2006)
O musical que ficou em cartaz em 2006 em Nova York retratam dois jovens se apaixonando na cidade dos dias atuais. Com letra de “Ryan Cunningham”, a produção também é uma versão de “Orgulho e Preconceito” e viajou pelo Canadá e Inglaterra.

6- “Metropolitan” (1990)
Dirigido por Whit Stillman e indicado ao Oscar de roteiro, a trajetória de um grupo de novaiorquinos da alta sociedade é inspirada em “Mansfield Park”. Na trama de Austen, Fanny mora com seus tios em Mansfield e é bastante crítica em relação ao estilo de vida de seus primos, mas vê sua rotina mudar completamente com a chegada de um casal de irmãos. No filme, Tom (Edward Clements) acaba se tornando amigo de um grupo de bem-nascidos, porém não resiste em achá-los frívolos até que começa a se interessar por Audrey (Carolyn Farina).

7- “Bride and Prejudice” (2004)
Esta versão de Bollywood de “Orgulho e Preconceito” é, como os filmes indianos mais populares, cheios de cenas de dança e momentos engraçadinhos. Martin Henderson interpreta o americano William Darcy, que viaja à Índia para conhecer a família de seu melhor amigo, Balraj, vivido por Naveen Andrews, o Sayid de “Lost”! A mega-estrela indiana Aishwarya Rai Bachchan interpreta a protagonista Lalita.

8- “I Have Found it” (2000)
“Razão e Sensibilidade” também ganhou uma versão indiana, mas de Kollywood, cujos filmes são falados em tâmil, língua nativa da Índia. Esta foi a primeira vez que Aishwarya Rai Bachchan trabalhou em uma versão atualizada de um livro de Jane Austen. Ela interpreta Meenu, jovem passional e entusiasta da poesia, enquanto Tabu é Sowmya, diretora de escola muito racional. As duas irmãs, então, passam por desventuras amorosas.

BÔNUS:
Janeites – Assim como o One Direction tem os directioners e Justin Bieber, os beliebers, Jane Austen tem seu próprio fandom, os janeites. Eles se reúnem para fazer cafés da manhã, bailes de dança e clubes do livro. Mas esta mania não é coisa recente: o ~janeitismo~ teria começado em 1870, quando foi lançado a biografia “Memoir of Jane Austen”. A partir daí, a personalidade da autora, assim como seus personagens e outros elementos de sua vida começaram a ser idolatrados. O termo janeite, no entanto, só surgiu em 1894, cunhado pelo especialista em literatura George Saintsbury, que escreveu o prefácio de uma nova edição de “Orgulho e Preconceito”.

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