Americano visita escolas em Mogi para lançar rede social para crianças

Aos 11 anos, ele criou a Grom Social, maior rede para crianças do mundo.
Rede já tem mais de 1 milhão de perfis em 200 países.

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Jamili Santana, no G1

O americano Zach Marks, de 14 anos visitou na manhã desta quarta-feira (6) uma escola de Mogi das Cruzes (SP) para lançar a versão em português de seu site “Grom My Life” (Grom Social, no Brasil), criada por ele, aos 11 anos de idade. O site é a maior rede social para crianças e adolescentes do mundo. Na escola, no bairro Alto do Ipiranga, Zach falou sobre sua invenção, respondeu perguntas e mostrou como o site funciona. Na tarde de terça (5), o americano visitou uma escola municipal, no mesmo município.

A Grom Social permite adicionar amigos, compartilhar fotos e vídeos e acessar jogos, igual a redes sociais mais conhecidas. O diferencial está no conteúdo – apropriado para crianças de 5 a 16 anos – e no controle dos pais, que podem monitorar o acesso dos filhos, em tempo real, 24 horas por dia.

O americano fica no Brasil até o dia 9 de maio, para divulgar a primeira versão do site fora dos Estados Unidos. Além disso, está recrutando “embaixadores brasileiros” para fazerem parte da equipe do site, testando jogos e novas ferramentas antes que elas sejam disponibilizadas para os demais usuários. Crianças de 5 a 16 anos, podem fazer o cadastro gratuitamente.

Atualmente o site tem 1 milhão de perfis cadastrados em mais de 200 países. “Na hora de se cadastrar a criança deve indicar um e-mail dos pais ou responsável. É através dele que esse adulto tem acesso ao conteúdo que a criança está acessando”, detalhou Marks. A plataforma também promove discussões de alguns temas de responsabilidade social como ações contra o bullying, drogas e fumo.

A ideia de criar uma rede social para crianças surgiu quando Zach tinha 11 anos e queria interagir com outras crianças on-line. Ele criou uma conta no Facebook e rapidamente adicionou mais de 600 amigos. Sua conta foi descoberta por seu pai, Darren Marks, que o tirou da rede com medo de sua exposição a conteúdo adulto e impróprio. “Isso aconteceu por duas vezes seguidas. Da última vez que discutimos sobre isso, perguntei se não poderia criar a minha própria rede social. Meu pai disse ‘boa sorte’. Então fiz uma rede com meus irmãos, mas muita gente começou a entrar e tivemos que pensar em uma estrutura mais abrangente” disse o americano.

“É importante acompanharmos o que os nosso filhos estão acessando. O Zach acabou criando um ambiente online totalmente adequado para a idade deles, e isso nos deixa muito tranquilos. Quando o jovem faz 18 anos, ele pode migrar para outras redes sociais, porque até lá já aprendeu no Grom a como não se expor ou disponibilizar informações pessoais demais nas redes”, destacou o pai Darren Marks.

Embaixadores
O americano procura no Brasil “embaixadores” para o Grom Social. “As crianças cadastradas recebem material promocional do Grom e nos ajudam a testar novas plataformas do site, como jogos, por exemplo, antes do material ficar disponível para os demais usuários”, comentou.

“Gostei muito do site, da ideia. Fiquei impressionado de ele ser tão jovem e já ter criado uma rede social. Foi uma experiência bem legal”, comentou o aluno do 6º ano João Pedro Granado. O cadastramento dos interessados é feito por meio das professores das escolas que Zach visita.

Plataforma virtual
Zach e os irmãos estudam em casa, através de uma escola virtual, que administra um programa no Brasil que permite ao aluno conciliar a carga horária do Ensino Médio com aulas complementares do programa. Ao final do curso, o estudante recebe o dual diploma – certificado amplamente aceito entre as mais respeitadas universidades americanas como Princeton, Harvard, Yale, MIT, entre outras. “Essa visita só foi possível porque temos o programa Smart disponível aos nossos alunos. Queríamos fazer uma ponte com o Zach, que está em outro País, mas pode inspirar ideias. Essa troca de experiências é muito importante”, disse Silvino Melo, diretor do colégio.

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