Brasil analisa modelo do currículo escolar australiano

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Publicado no Amo Direito

O currículo escolar australiano pode inspirar a construção da base comum curricular do ensino básico no Brasil. Além de ser um país dividido em estados ou territórios, como o Brasil, a construção da base curricular na Austrália é recente e baseou-se nas melhores experiências do mundo. O currículo prevê que os estudantes desenvolvam desde habilidades numéricas à criatividade.

No Brasil, a definição de uma base nacional comum curricular está no Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado no ano passado pela presidente Dilma Rousseff. O PNE estabelece metas e estratégias para os próximos dez anos, de modo a melhorar a educação. Entre as estratégias está a base nacional comum, que definirá os objetivos de aprendizagem para cada anos dos ensinos fundamental e médio.

Segundo o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE-PR), Mangabeira Unger, a ideia não é copiar, mas debater uma experiência que classifica como “uma das mais interessantes do mundo”.

O modelo australiano define competências a serem desenvolvidas pelos alunos, que vão de letramento e habilidades numéricas a pensamento crítico e criativo. Incluem também capacidade de informação e comunicação tecnológica, capacidades pessoais e sociais, compreensão ética e compreensão intercultural.

Todas essas habilidades são trabalhadas em oito áreas de aprendizagem: inglês, matemática, ciências, ciências humanas e sociais, artes, tecnologias, educação física e línguas.

Há ainda três temas transversais prioritários, que são história e cultura dos aborígenes e dos indígenas das ilhas Straights, sustentabilidade e Ásia e engajamento da Austrália com a Ásia.

“O currículo define o que os alunos precisam aprender, não define como os professores devem ensinar. Isso é responsabilidade dos professores”, explica o diretor-executivo do conselho curricular australiano (Acara, na sigla em inglês), Robert Randall.

Mangabeira diz que no Brasil é preciso romper com o que chama de enciclopedismo, quando os estudantes decoram o conteúdo, em vez de aprender. “Temos pelo menos dois caminhos”, diz ele.

“No primeiro, uma enciclopédia grande é substituída por uma menor [reduzindo as disciplinas e os conteúdos]. O segundo é superar o enciclopedismo de uma vez por todas e ter um ensino pautado no desenvolvimento de competências analíticas, como a interpretação de texto e raciocínio lógico”. O ministro defende um debate amplo.

Fonte: A tarde Uol

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