Menina de 9 anos doa livros em elevado de São Paulo: ‘As pessoas vão ficar mais inteligentes

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Luiz Souto, no Extra

Com apenas 9 anos de idade, a paulistana Giovanna Zambaldi Pampolin fala de Pedro Bandeira e Fernando Sabino como gente grande. Com tanta leitura que não cabe em si, a menina resolveu compartilhar seu conhecimento e, de 15 em 15 dias, sobe o Minhocão, famoso elevado na região central de São Paulo, para doar livros.

— É legal porque as pessoas vão ficar mais inteligentes — conclui a doce estudante do quarto ano, fã de “Diário de um banana”.

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Fã de aventuras, Giovanna conta que está escrevendo a própria história. São duas irmãs, exemplifica ela, que sonham ir para um mundo distante, imaginário. Mas avisa que não há páginas para princesas.

— Não gosto muito — surpreende ela, que quer ser cientista e pediatra: — Gosto de ciências e também de brincar de médica.

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O pai da menina, o fotógrafo Paulo Henrique Pampolin, de 44 anos, diz que sempre incentivou a filha única a ler. Ele garante que não censura nenhum título e se emociona ao lembrar que a pequena, recentemente, resolveu aumentar o volume de leitura:

— Ela agora está lendo “Terra de histórias”, que deve ter umas 300 páginas e menos ilustrações!

Paulo diz que sempre estimulou a filha a fazer doações do que não mais usava, como brinquedos e roupas, e que foi iniciativa da menina passar adiante os títulos que ocupavam uma grande estante.

— Como costumo passear no Minhocão aos domingos, porque vira área de lazer, resolvemos ir lá. Ela fez cartolinas avisando que estava doando e, no início, chegavam a achar que era pegadinha, mas começaram a pegar. E não cobramos nada! Pedimos apenas que a pessoa se comprometa a ler e doar, fazer o mesmo que a gente.

Para que essa história renda mais volumes, a dupla criou a página A menina que doa livros, no Facebook, e, em pouco tempo, pessoas de toda parte começaram a oferecer livros, mas Paulo não os quer. E explica:

— Nem temos espaço para abrigar tanta obra. Só queremos que as pessoas façam o mesmo. Há quem nem toque nos livros que tem na estante. Por que não colocar para circular?

A mãe da menina, a publicitária Ariane Zambaldi, de 39 anos, ainda não acompanhou Giovanna nesta aventura, já que não mora em São Paulo, mas se admira com tanta maturidade da filha única.

— Para mim é muito gratificante. É o resultado de uma educação que conseguimos passar, com muita leitura e consciência sobre a importância da doação. Para a Giovanna é tão normal que quando mostramos matérias que saem sobre o que ela faz, ela não entende o porquê de tanta surpresa.

Em sua inocência, a menina simplifica o discurso da mãe:

— Só estou doando livro!

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