A escola precisa dialogar com as ruas, diz organizador da Virada Educação

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Publicado em UOL

“Temos sempre a intenção de entender a cidade como um espaço de aprender, um território educador”. É assim que o jornalista André Gravatá explica a Virada Educação, projeto que ele ajudou a idealizar. O evento acontece no dia 19 de setembro, em vários pontos do centro de São Paulo, das 9h às 18h.

Para Gravatá, a ideia é que a Virada continue após o dia 19 de setembro, por meio da iniciativa dos próprios participantes. “Quando os adolescentes e crianças saem das escolas, eles se deparam com a cidade e é muito importante que eles tenham autonomia, sintam-se protagonistas e tenham espaço para criar”, explica. “Criar diálogo entre as escolas e as ruas é urgente para fazer uma educação mais transformadora”, conclui.

A programação da Virada inclui oficinas, palestras, aulas e performances, mas, segundo Gravatá, o principal elemento é o encontro. Seja ele entre as escolas e as ruas, professores e alunos, adultos e crianças.

“Muitas vezes, a gente sente frustração porque perdeu o encantamento com a realidade. Resgatá-lo é muito urgente. Na Virada Educação, a gente tenta fazer esse resgate por meio do encontro”, explica Gravatá.

Para isso, a Virada Educação propõe uma série de atividades, organizadas pelos próprios estudantes e pessoas da comunidade ao redor, em espaços pouco explorados durante a rotina escolar. “Temos um exemplo que é a cozinha experimental, na qual as crianças vão fazer pratos e que foi organizada pelo pai de um aluno da escola [Emei Gabriel Prestes]”, conta Gravatá.

A praça Roosevelt, ponto central do evento, terá o dia dedicado ao educador Paulo Freire. Além de uma oficina de estêncil pela manhã, a praça vai receber uma grande aula pública sobre o educador.

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