Levará mais de um século para as mulheres alcançarem os homens no mercado de trabalho

Pesquisa feita com empresas do mercado norte-americano indica que a desigualdade de gêneros ainda é forte no mundo corporativo

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Publicado em Universia Brasil

Um estudo feito pela McKinsey&Co, em parceria com o site LeanIn.Org, indicou que a presença da mulher em cargos de gerência ainda é menor quando comparada a dos homens.

A pesquisa também revelou outro dado alarmante: considerando o crescimento feminino no mercado de trabalho dos últimos três anos, será necessário mais de um século para que haja igualdade de gêneros nas gerências de grandes companhias e organizações.

O estudo, que começou em 2012, tem como objetivo analisar o atual cenário de liderança feminina e igualdade de gêneros no mercado de trabalho. Cerca de 30.000 funcionários foram entrevistados e 118 companhais participaram do projeto.

A pesquisa também mostrou que a vontade de receber uma promoção é praticamente igual para homens e mulheres (78% e 75%, respectivamente). Contudo, ao analisar diferentes níveis da hierarquia das empresas, descobriu-se que as mulheres têm 15% menos chances de subir de cargo.

Outros resultados

Há um menor interesse feminino em galgar cargos seniores, como de alto executivo e presidente, em comparação com a ala masculina. Entre as entrevistadas, 60% afirmou querer ocupar um alto cargo na companhia, enquanto 40% disse que o estresse e a pressão por resultados fazem com que as posições de chefia não valham tanto a pena.

Também concluiu-se que, ao contrário do que muitos acreditam, mulheres que já começaram uma família e são mães tem mais vontade de tornar uma top executiva do que aquelas que não tem crianças. Outro dado interessante é que as hispânicas, negras e asiáticas são 43% mais interessadas em se tornar uma gerente do que as mulheres brancas e 16% do que os homens brancos.

De uma forma geral, os resultados sugerem que a igualdade de gênero no mundo corporativo está longe de ser alcançada. Para os pesquisadores, uma possível solução para o problema é que as empresas passem a quantificar o problema, por meio de métricas e pesquisas internas. Outra iniciativa essencial é conversar com os funcionários sobre as disparidades entre os sexos e ensiná-los a combater as diferenças no dia a dia.

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