Currículo brasileiro de história é ‘insuficiente’, diz ministro da Educação

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Publicado em Folha de S.Paulo

O ministro Aloizio Mercadante (Educação) afirmou nesta segunda-feira (11) que o conteúdo do currículo de história proposto na base nacional comum é “insuficiente” e, portanto, deve sofrer alterações, como defendem especialistas.

“Não podemos ter um currículo que não valorize a história ocidental, a democracia, a separação de poderes, os direito e garantias individuais (…). São todos valores da cultura ocidental, que é a cultura predominante na nossa matriz”, afirmou após coletiva de imprensa.

A disciplina foi alvo de fortes críticas, diante da maior ênfase na história das Américas e África em detrimento da “visão europeia”, por exemplo. Mercadante ponderou, entretanto, que essa ressalva não deve “servir de pretexto” para deixar de fora um conteúdo que é “excluído historicamente”.

Em setembro, uma primeira proposta de um currículo nacional foi divulgada pelo MEC e desde então está em consulta pública. Na semana passada, a Anpuh (Associação Nacional de História) foi convidada a participar do debate.

Até aqui, a proposta de um currículo para toda a educação básica recebeu 9,4 milhões de sugestões. “A UnB [Universidade de Brasília] vai fazer uma triagem para ver a qualidade e a natureza das contribuições”, disse o ministro.

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