A carta em que Alan Rickman se despede de Severo Snape

Alan Rickman como professor Snape, em Harry Potter (Foto: Warner Bros/Divulgação)
Alan Rickman como professor Snape, em Harry Potter (Foto: Warner Bros/Divulgação)

 

Em 2011, Rickman terminou de filmar Harry Potter e agradeceu aos colegas – e a J.K Rowling – pelo personagem

Rafael Ciscati, na Época

Alan Rickman era um dos atores britânicos mais queridos. Para quem nasceu entre os anos 1990 e 2000, ele era também Severo Snape, o professor de Hogwarts que, apesar de perseguir Harry por anos, revelou-se um dos seus maiores aliados ( ela era, afinal, “o homem mais corajosos que já conheci”).

A morte de Rickman foi confirmada pela sua família nesta quinta-feira (14). Rickman tinha 69 anos e lutava contra um câncer.

Pelas redes sociais, colegas e fãs lamentaram a perda. Em um tuite, J.K Rowling – que criou a série Harry Potter – disse que Rickman era “um ator incrível e um homem maravilhoso”.

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Nesse meio tempo, uma carta que Rickman escreveu voltou a circular pela web. Em 2011, pouco depois de filmar as últimas cenas de Harry Potter e as Relíquias da Morte, Rickman escreveu uma mensagem para se despedir dos atores. Foi também seu adeus a Snape, o personagem que ele interpretou por mais de dez anos. O texto foi publicado, originalmente, na revista Empire:

Acabo de voltar do estúdio, onde falei ao microfone como Severo Snape pela última vez. Numa tela, havia flashbacks com cenas de Daniel, Emma e Rupert de dez anos atrás. Eles tinham 12 anos. Eu também voltei recentemente de Nova York e, enquanto estava lá, vi Daniel cantando e dançando (brilhantemente) na Broadway. Uma vida inteira parece ter passado em minutos.
Dez anos se passaram desde que um telefonema de J.K Rowling, revelando uma pequena pista, me convenceu de que havia mais em Snape que o figurino imutável e de que, embora apenas três dos livros tivessem sido publicados àquela altura, ela tinha toda a imensa e delicada narrativa em suas mãos.

Ser contado em história é uma necessidade antiga. Mas a história precisa de um grande narrador. Obrigado por tudo, Jo.

Alan Rickman

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