11 citações de Jane Austen que provam que ela era a Rainha da Insolência

Filme Become Jane, 2007 (Miramax)
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Publicado no Escritoras Inglesas

Até Jane Austen tinha seus críticos. Mark Twain, por exemplo, não era um fã (certa vez, ele disse “toda vez que leio Orgulho e Preconceito, me dá vontade de desenterrá-la e acertar o crânio dela com sua própria tíbia”). Por outro lado, Harper Lee admirava Austen, dizendo que “em outras palavras, tudo o que quero ser é a Jane Austen do sul do Alabama”. Charlotte Brontë definitivamente não era uma fã e já disse que “dificilmente eu gostaria de viver com suas senhoritas e cavalheiros em suas casas elegantes, mas restritas”, entre outras críticas. Virginia Woolf explicou suas opiniões sobre Jane Austen dizendo que havia “muito pouco de rebeldia em sua composição, muito pouco descontentamento”.

Pessoalmente, tenho que descordar da última afirmação. Em primeiro lugar, não posso evitar notar o humor oculto e as duras críticas que permeiam a sua obra (embora frequentemente as deixem passar por causa do sr. Darcy). Em segundo lugar, se ler suas cartas, você vai ver que Jane Austen era a rainha da insolência. Ela deu um bom uso ao seu humor afiado e ela foi, basicamente, a definição de “ignorar os haters”. Acha que Jane Austen era toda histórias de amor e citações românticas? Escolha uma de suas cartas e você encontrará uma história bem diferente.

A propósito, como vou deixar a juventude, acho muito gratificante ser uma espécie de acompanhante (em bailes), porque sou colocada no assento perto do fogo e posso beber o tanto de vinho que eu quiser”. Carta de 6 de novembro de 1813 sobre envelhecer.

Não vou dizer que suas amoreiras estão mortas, mas receio que não estão vivas”. Carta de 3 de maio de 1811 sobre suas habilidades de jardinagem.

Pensarei com delicadeza e prazer no belo e sorridente semblante dele e em seus modos interessantes, em uns anos, o terei transformado em um rapaz incontrolável e descortês”. Carta de 27 de outubro de 1798, sobre o seu sobrinho de 3 anos de idade.

Não gosto das srtas. Blackstones; de fato, sempre fui determinada a não gostar delas então não há menos virtude nisso”. Carta de 8 de Janeiro de 1799 sobre não gostar das pessoas.

Na próxima semana, devo começar a trabalhar no meu chapéu, no que você sabe que minhas principais chances de felicidade dependem”. Carta de 27 de outubro de 1798 sobre a importância dos chapéus.

“Seu silêncio sobre o assunto do baile me faz supor que sua curiosidade é muito grande para caber em palavras”. Carta de 24 de janeiro de 1809 sobre a importância dos bailes.

Enviei minha resposta… a qual escrevi com muito esforço, porque era rica e ricos são sempre respeitáveis, qualquer que seja seu estilo de escrita”. Carta de 20 de junho de 1808 sobre classe e poder.

Ben e Anna vieram aqui… e ela estava tão bela, foi um tanto prazeroso vê-la, tão jovem, tão florescente e tão inocente, como se ela nunca tivesse tido um pensamento mau na vida, e ainda assim há razão em supor que ela já teve, se acreditasse no pecado original”. Carta de 20 de fevereiro de 1817 sobre as aparências enganarem.

“… que ótimo a sra. West pudesse ter escrito tais livros e reunido tantos trabalhos difíceis, com todo o cuidado de sua família, é de se admirar! Escrever parece impossível para mim com a cabeça cheia de juntas de carneiro e doses de rubarbo”. Carta de 8 de setembro de 1816 sobre a sra. West que, aparentemente, não é muito brilhante.

Ele e eu não devíamos concordar minimamente, é claro, em nossas ideias de romances e heroínas – retratos da perfeição, como você sabe, deixam-me doente e má”. Carta de 23 de março de 1817 sobre a importância de heroínas imperfeitas.

Não quero que as pessoas sejam muito agradáveis, isso me poupa o trabalho de gostar muito delas”. Carta de 24 de dezembro de 1798 sobre gostar das pessoas.

Fonte: Bustle

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