Concurso Cultural Literário (147)

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O sumiço

Georges Perec (autoria), Zéfere (tradução)

Este romance do francês Georges Perec é todo escrito sem a letra “e”, a mais frequente da língua francesa. A inovação da obra não está, porém, apenas na falta da vogal, mas principalmente em fazer do desaparecimento da letra o próprio tema do livro e a lei maior à qual se deve toda a história. O autor cria um mundo de letras, povoado por seres de letras, cujo destino depende também das letras, e, principalmente, do sumiço de uma delas. Esta mirabolante história de investigação policial, cheia de mistério, bom-humor, romances e reviravoltas, vai além de um enredo intrigante, voltando-se para o ato da escrita e os jogos de linguagem que apontam para a própria língua, o francês – mutilado, porém.

Para publicar uma versão em português, exigiu-se do tradutor uma constante tarefa de recriação desses jogos numa outra língua, também amputada de uma vogal que muitos julgariam imprescindível. O criativo trabalho realizado por José Roberto Andrade Féres, ou Zéfere – como prefere ser chamado –, nesta obra foi precedido do estudo de diversos artigos, dissertações e teses de estudiosos de Perec, assim como de tradutores da obra em outras línguas.

A leitura d’O sumiço levará o leitor a querer jogar com Perec, desvendar suas pistas e encaixar as peças dos seus inúmeros quebra-cabeças. Enfim, um livro que é um verdadeiro (e divertido!) desafio para quem escreve, quem traduz e, claro, para quem lê.

***

Em parceria com a Editora Autêntica, vamos sortear 2 exemplares de “O Sumiço”, livro de Georges Perec.

Para concorrer, formule na área de comentários uma frase sobre livros (ou leitura) sem usar a letra “e”.

Se participar via Facebook, por favor deixe seu e-mail de contato.

Para ficar sempre por dentro das novidades e promoções, sugerimos que curta as páginas dos envolvidos neste concurso cultural:

O resultado será divulgado dia 22/3 neste post.

Participe e divulgue!

ATENÇÃO PARA OS GANHADORES!

Edith Giovanna Cardoso e Francieli Valeze. Parabéns! Entraremos em contato.

 

 

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19 thoughts on “Concurso Cultural Literário (147)

  • 16 de fevereiro de 2016 em 15:21
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    O livro constitui o sumiço do fastio, a privação da vida sólida, o voo não dito da alma.

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  • 16 de fevereiro de 2016 em 16:43
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    A falta das palavras tipografadas produz a monotonia da vida, causa a paralisação da cognição, finalizando no óbito dos sonhos !

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  • 16 de fevereiro de 2016 em 18:12
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    Sou o vindo, o ido, passado, futuro, a moldura do mundo já dito: louco, contido, lido. Sou livro

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  • 16 de fevereiro de 2016 em 18:58
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    Tão fortuito amar os livros com todo coração, pois com constância acabam com minha vida romantica.

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  • 16 de fevereiro de 2016 em 19:06
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    Livros são a mais bela das coisas. Livros são sonhos!

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  • 16 de fevereiro de 2016 em 19:08
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    Livros são a mais linda das coisas. Livros são sonhos!

    (Ignorar anterior que tinha E! Hahahah)

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  • 16 de fevereiro de 2016 em 19:30
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    Nos livros vamos do lido para o não lido no virar da página introduzindo-nos a mais um novo mundo.

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  • 17 de fevereiro de 2016 em 1:26
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    uma vogal faz muita falta, mas quando usamos nossa imaginação, as palavras somam, multiplicam!

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  • 17 de fevereiro de 2016 em 8:06
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    Os livros são como amigos, a paz no caos, a brisa no calor, um novo olhar no nosso infinito.

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  • 21 de fevereiro de 2016 em 18:51
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    Nada faz falta quando abrimos um bom livro, quando viajamos numa história inspiradora!

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  • 21 de fevereiro de 2016 em 22:45
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    Os livros são importantíssimos para a transformação dos indivíduos, do mundo. São o afortunado clorofórmio do espirito!

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  • 22 de fevereiro de 2016 em 10:41
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    A cada livro um novo caminho, um novo amor, uma nova conquista!

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  • 27 de fevereiro de 2016 em 21:28
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    Livros não são só palavras organizadas: a alma do autor no livro achamos,partículas da nossa própria alma sondamos.

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  • 29 de fevereiro de 2016 em 15:29
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    Cada livro torna o mundo mais criativo na imaginação da raça humana.

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  • 2 de março de 2016 em 17:10
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    Cada página uma nova conquista

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  • 8 de março de 2016 em 17:05
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    livro: a única “coisa” apta à transformar a humanidade.

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  • 17 de março de 2016 em 0:48
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    – Ana afirma dançar ao som da valsa infinita tocada por palavras; diz costurar lindos bordados com cada linha a formar parágrafos; adora aspirar o odor das rosas plantadas nas páginas já viradas. Afinal, qual o diagnóstico, doutor? Sonhos ilógicos? Surtos psicóticos?
    – Nada disso, minha cara. Sua filha anda apaixonada… por livros!

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