Aplicativo ajuda a ‘manter amizades’ controlando empréstimo de livros

Interior da Biblioteca Mario de Andrade, na região central de São Paulo
Interior da Biblioteca Mario de Andrade, na região central de São Paulo

 

Carol Prado, na Folha de S.Paulo

Sabe aquele livro que você emprestou há uns dois anos —nunca voltou— e, agora, nem sabe mais com quem está?

Um trio de Florianópolis conseguiu transformá-lo em negócio.

Lançado oficialmente em janeiro, o aplicativo Livrio é uma espécie de facilitador de empréstimos de livros. Além disso, “ajuda a manter amizades” que seriam destruídas por algum título não devolvido, diz um de seus criadores, o engenheiros de softwares Aurélio Saraiva, 30.

Funciona assim: o usuário cadastra seus livros na ferramenta, se conecta a outras pessoas, navega pela biblioteca de seus contatos e pode solicitar ou receber pedidos de empréstimo. Também é possível recomendar obras a amigos.

Para consumar o empréstimo, é claro, é preciso marcar um encontro —a internet não resolve tudo.

“Existe um vínculo e um prazo. Quem emprestou consegue saber com quem está o livro e quando ele tem que ser devolvido. Quem pegou emprestado é notificado sobre quando precisa devolver”, explica Saraiva.

Ele e mais dois amigos investiram cerca de R$ 150 mil na criação da ferramenta. A ideia surgiu há um ano e, em outubro do ano passado, o aplicativo foi aberto a um número restrito de pessoas.

Menos de dois meses após o lançamento oficial, o serviço tem 2.500 cadastrados e mais de 20 mil livros disponíveis para empréstimo.

“O objetivo é que, com o tempo, as pessoas percam o medo de emprestar”, afirma o criador.

O software está disponível para aparelhos com sistemas operacionais iOS e Android.

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