Guerra Civil e outras versões romanceadas de clássicos da Marvel

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Conheça a coleção brasileira que detalha grandes arcos e publica histórias inéditas da Casa das Ideias

Natalia Bridi, no Omelete

Com 27.229 exemplares comercializados, Guerra Civil foi um dos 15 livros de ficção mais vendidos no Brasil em 2015. O romance, escrito por Stuart Moore com base nos quadrinhos de Mark Millar e Steve McNiven, se passa em uma linha do tempo alternativa, em que Peter Parker e Mary Jane nunca se casaram (estabelecida em One More Day, de J. Michael Straczynski e Joe Quesada,). O livro também atualiza os eventos da HQ, situando a história durante o governo de Barack Obama, não de George W. Bush.

Essa Guerra Civil levemente diferente é o carro-chefe da coleção oficial da Marvel na editora Novo Século, que conta com versões romanceadas de arcos conhecidos e histórias inéditas estreladas pelos heróis da Casa das Ideias. “São mídias diferentes, assim como na adaptação de um livro para o cinema. A base então é a mesma, mas a sensação é diferente. Sem o apoio da imagem, como nos quadrinhos, o leitor precisa usar a própria imaginação para construir a ação”, explica a editora Lindsay Gois sobre o formato que transforma ilustrações em parágrafos descritivos e balões de fala em diálogos.

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“- Agora você está mexendo com gente grande – disse Nitro. A energia jorrou dele, consumindo primeiro Namorita. Ela arqueou um grito de dor, soltou um grito silencioso e então se dissolveu em cinzas. A onda de choque continuou se espalhando, envolvendo a câmera, o cinegrafista, o ônibus escolar. Radical, depois Micróbio. A casa e os três vilões espalhados no quintal dos fundos. E as crianças.” – Comparação dos quadrinhos de Guerra Civil com um trecho do romance de Stuart Moore (página 17).

 

O selo já publicou 10 romances no Brasil (veja a lista completa na galeria), sendo o último A Morte do Capitão América, uma adaptação escrita por Larry Hama baseada na HQ de Ed Brubaker e Steve Epting sobre as consequências da Guerra Civil. O lançamento próximo a estreia no novo filme da Marvel faz parte da estratégia da editora, que aproveita a divulgação do estúdio e o consequente aumento do interesse do público. Deadpool: Dog Park, por exemplo, chegou às livrarias em janeiro, em preparação para o lançamento do longa do mercenário tagarela no mês seguinte. O livro de Stefan Petrucha conta com uma trama original, em que Wade Wilson precisa salvar a humanidade de terríveis filhotinhos de cachorro.

O público desses livros pode ser divido em três grupos, segundo Gois: o fã de quadrinhos que quer complementar o seu conhecimento das histórias (já que essas versões trazem mais detalhes sobre eventos conhecidos das HQs); os fãs que conhecem a Marvel apenas pelos filmes; e o leitor de romances leves. O foco geral é o nicho geek, facilmente impactado pelas capas assinadas pelo ilustrador mineiro Will Conrad (artista oficial da Marvel e da DC). Nas livrarias, os romances são expostos no mesmo setor dos quadrinhos, o que chega a causar confusão entre consumidores desavisados. Há casos, por exemplo, de quem comprou Guerra Civil, o romance, esperando ver os heróis desenhados por Steve McNiven nas páginas.

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