O hábito de ler como forma de compreender a realidade

Saber ler é fundamental, mas compreender as entrelinhas é a chave para uma boa interpretação da realidade.

Ricardo Sorati, no Administradores

Ultimamente, venho pensando sobre a distância entre os livros e as pessoas, isso porque nossos jovens e também nossos adultos não possuem o hábito de ler. A informação passa, necessariamente, pela leitura. Não apenas uma leitura superficial, rápida do que se tem às mãos, mas, sobretudo, uma leitura crítica, imparcial e reflexiva. Leitura crítica no sentido de analisar os fatos apresentados; imparcial significa não ter, nem antes, nem durante um pré-julgamento, isto é, não ser tendencioso. E, por fim, a leitura refletiva, que nos levará a tomar uma decisão, aceitando ou não a informação que o texto nos oferece.

Nestes tempos de informações rápidas, que nos chegam às mãos pelos mais variados tipos de tecnologias, temos de ter o cuidado de checar a fonte. Os chamados analfabetos funcionais, definidos como os indivíduos que diante um texto ou uma simples operação matemática não conseguem interpretar tais situações, mesmo conhecendo as letras e os números, são muito comum em nossa sociedade, que não têm uma boa educação de base.

Um dado alarmante me chamou a atenção: um percentual elevadíssimo da população brasileira, 70%, não leu um livro durante todo o ano de 2014 (pesquisa feita pela Fecomércio do Rio de Janeiro). Isso é preocupante. Mas a questão central disso tudo é por que muitos não têm o habito de ler. Hábito é feito diariamente, aos poucos; os pais devem introduzir este “gosto” em seus filhos desde os primeiros anos. Como disse anteriormente, as informações estão à nossa disposição; mas para que saibamos extrair todo o conteúdo deste texto, devemos ter sempre a cautela, a temperança para não incorrermos em interpretações erradas, e, com isso, chegarmos à conclusões equivocadas.

Por isso, neste ano de eleições municipais, que saibamos ler o contexto e interpreta-lo; converse com os candidatos; conheça-os; saiba suas reais propostas. E que saibamos, antes de mais nada, cultivar o habito da leitura, para que não sejamos enganados pelas falsas informações aí difundidas. Portanto, como disse Tryrion Lannister “ uma mente necessita de livros da mesma forma que uma espada necessita de uma pedra de amolar se quisermos que se mantenha afiada”.

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