Sucesso nos EUA, ‘A Garota do Calendário’ chega ao Brasil

Os primeiros volumes já estão no mercado; em cada livro, a protagonista encontra um novo cliente
Os primeiros volumes já estão no mercado; em cada livro, a protagonista encontra um novo cliente

 

Cinthia Oliveira, no Hoje em Dia

Série erótica de 12 livros, “A Garota do Calendário” (Verus Editora/Record), de Audrey Carlan, é um grande sucesso nos Estados Unidos. Por lá, foram vendidas mais de 2,5 milhões de cópias, um número muito alto até mesmo para os padrões americanos. Para se ter uma ideia do sucesso, a série teve os direitos vendidos para 27 países e os direitos de adaptação para a TV foram adquiridos pelos produtores da bem-sucedida “Gossip Girl”.

Realmente a autora Audrey Carlan consegue rechear os livros com cenas bem quentes de sexo, mas a leitora tem que ter um verdadeiro exercício de abstração e compreender quão inverossímil é a história ali contada. Na trama, Mia Saunders é uma garota bonita que sonha em ser atriz, mas tem um grande problema a ser resolvido: pagar a dívida de R$ 1 milhão que seu pai, viciado em jogo, fez com um agiota.

Para isso, ela aceita a proposta de uma tia para trabalhar como acompanhante de luxo de executivos – algo que, todos sabemos, está bem próximo à prostituição. Para cada mês do calendário, um cliente – por isso são 12 volumes na série.

A autora é perspicaz em não transformar sua protagonista em uma garota de programa: o contrato de Mia com a agência visa apenas o acompanhamento, não prevê sexo. Se ela tiver uma relação sexual com um cliente será por livre escolha – ou seja, cada envolvimento com um cliente será porque ela quis, mas com direito a um adicional ao pagamento pelo serviço.

Glamour

Mas os clientes de Mia não são engravatados velhos e fora de forma. São sempre executivos jovens, ricos, de músculos torneados e olhos brilhantes. E como é um livro erótico para mulheres, obviamente não há só sexo entre a personagem e os clientes. Há amor.

“A Garota do Calendário” insere glamour no trabalho da prostituição – mesmo que a trama tente afastá-la do termo, já que Mia só faz sexo quando quer (mas recebe dinheiro por isso). A intenção aqui não é fazer um julgamento conservador sobre a prostituição, mas sobre o perigo que é colocar beleza em um trabalho que não é um conto de fadas na vida real.

Em nenhum momento a autora trabalha os verdadeiros problemas da profissão. Difícil para Mia é apenas se despedir dos clientes por quem se apaixona e dos tórridos encontros sexuais.

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