Polícia Civil afirma que sumiço de Bruno Borges se tratou de ‘jogada de marketing’

Bruno Borges, o menino sumido do Acre
Bruno Borges, o menino sumido do Acre

Publicado no Giro Business

O sumiço de Bruno Borges, do Acre, foi uma estratégia de marketing para a venda do livro TAC – Teoria da Absorção de Conhecimentos. Essa é a conclusão da Polícia Civil, que encontrou vários pontos que apontam para uma tentativa de divulgação da obra.

“Bruno se ausenta, o livro é lançado. Então, eu acho que fica evidente que havia um plano de divulgação”, afirmou o delegado responsável pelo caso, Alcino Júnior.

A primeira tiragem do livro foi de 20 mil cópias e entrou para a lista “não ficção” dos mais vendidos da semana, entre 24 e 30 do mês passado.

A polícia descobriu que antes de sumir, Bruno assinou um contrato de publicação de livros, sendo que ficou acordado a divisão dos lucros entre dois amigos (19%), o primo (15%) e a editora (5%). Ele ficaria com o restante dos recursos. Até as datas de lançamentos foram previamente acordadas, segundo as investigações.

“A polícia entrou para verificar o motivo da ausência. Com as buscas, que é o segundo momento, a gente descobre que há um planejamento sim. Os contratos apreendidos demonstram sim um planejamento do Bruno com os amigos Márcio Gaiote e Marcelo Ferreira pra essa divulgação do livro, inclusive, com datas prefixadas para o lançamento”, pontua o delegado.

Bruno se defende: “Eu até entendo que as pessoas levem a pensar essas coisas por causa de todo esse acontecimento. Só que, ironicamente, o fato de eu ter feito contrato com eles é justamente porque não me importo com dinheiro, porque o trabalho deles nesse projeto foi muito importante pra realizar meu sonho”

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