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Um estudo revelou que ler os livros da saga “melhorou as atitudes relativamente a grupos estigmatizados” como imigrantes, homossexuais e refugiados.

Mariana Branco, no Sabado

Um estudo publicado na revista Psicologia Social Aplicada revelou que pessoas que leram e gostaram dos livros da saga Harry Potter são menos preconceituosas.

A investigação “The greatest magic of Harry Potter: Reducing prejudice” (A grande magia de Harry Potter: reduzindo o preconceito) provou que um maior contato com os best-sellers “melhora as atitudes relativamente a grupos estigmatizados” como imigrantes, homossexuais e refugiados.

Os investigadores das universidades de Modena, Pádua e Verona, em Itália, e de Greenwich, em Inglaterra, revelaram que os mais jovens que gostam de Harry Potter e que não se sentem identificadas com as personagens más da saga, como Voldemort e os Devoradores da Morte, são “moderados” relativamente ao preconceito.

A explicação centra-se nas personagens criadas por J.K. Rowling, como os “muggles” ou os “puro-sangue”. Ao longo da história, várias personagens são tratadas como inferiores, abrangendo o tema do preconceito.

Já um estudo, de 2016, revelou que os fãs de Harry Potter têm uma opinião menos boa do presidente norte-americano Donald Trump. Quanto mais livros da saga leram, maior o efeito.

“Como as opiniões políticas de Trump são vistas como opostas aos valores expostos na saga de Harry Potter, a exposição aos livros pode influenciar a forma como os americanos respondem ao presidente”, explicou a professora Diana Mutz, da Universidade da Pensilvânia, que conduziu o estudo.

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