“Boneco de Neve”: universo literário de Jo Nesbo ganha as telas

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Harry Hole, detetive da série de livros policiais, é vivido por Michael Fassbender. Filme tenta traduzir sucesso editorial em franquia

Felipe Moraes, no Metropoles

Contemporâneo de Stieg Larsson, autor sueco da trilogia “Millennium” que morreu antes de desfrutar do sucesso literário, o norueguês Jo Nesbo tenta transformar o detetive Harry Hole, personagem de onze best-sellers, em uma lucrativa franquia de Hollywood. Com Michael Fassbender na pele do policial, “Boneco de Neve” estreia nos cinemas nesta quinta-feira (23/11).

Apesar do inegável sucesso mundial – livros traduzidos para 50 línguas e 33 milhões de cópias vendidas –, Nesbo só teve uma de suas criações adaptadas para o cinema antes de “Boneco de Neve”. Em 2011, o longa norueguês “Headhunters” entrou no mundo corporativo para desnudar um executivo que faz um dinheiro extra como ladrão de obras de arte.

Desta vez, o voo é mais ambicioso. A trama envolve a investigação de Hole em torno de um serial killer que usa bonecos de neve como cartão de visitas. O desaparecimento de uma vítima marca a chegada da talentosa agente Katrine Bratt (Rebecca Ferguson, vista este ano em “Vida”) para conectar o novo crime a casos de décadas atrás nunca solucionados.

Com orçamento de US$ 35 milhões e uma filiação não oficial à atmosfera sombria de “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (2011), baseado na trilogia de Larsson, “Boneco de Neve” marca o retorno do sueco Tomas Alfredson à direção após “O Espião que Sabia Demais” (2011) e “Deixa Ela Entrar” (2008).

Antes das filmagens, Martin Scorsese chegou a ser cotado para comandar a adaptação. Não fechou, só entrou como produtor executivo, mas mandou emissária. Thelma Schoonmaker, montadora de confiança dele há décadas, dividiu a edição de “Boneco de Neve” com Claire Simpson.

Apesar da quantidade de credenciais artísticas atrativas, o filme sofre nas bilheterias – as cifras mundiais mal passam de US$ 37 milhões – e não tem acolhida gentil da crítica.

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