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Cristina Danuta

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Posts by Cristina Danuta

As cores do crepúsculo

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…dei-me conta de que aquilo que eu via pela primeira vez era o que eu sempre tinha visto. Ao final de minhas explorações eu retornava ao lugar de onde partira. O crepúsculo morara sempre dentro de mim. Ainda menino, eu já tinha um olhar crepuscular. Aquilo que eu via era, na realidade, o que eu sempre fora. Isso explicava a incompreensível nostalgia que sempre me acompanhara. O gosto pela solidão. O medo de morrer. O desejo de morrer. A vontade de chorar diante da beleza. A necessidade de deuses que retardassem o sol…

O Caminho do Coração (2)

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“Ao optar pela funcionalidade, optamos inevitavelmente pela ruptura. Muitos chegam a pensar que a experiência que o cristão tem com uma das pessoas da Trindade não é tão boa ou profunda quanto seria com uma outra”


“As relações que encontramos entre as pessoas da santíssima Trindade devem determinar o sentido das nossas relações, e não o contrário”

“A partir da Trindade descobrimos a importância da amizade como caminho para o conhecimento de Deus, uma vez que a natureza de Deus poderia ser resumida nesta expressão: Deus é amizade”

Ricardo Barbosa em, O Caminho do Coração (Encontro Publicações)

Conversas sobre política (2)

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não me recordo de nenhuma obra que Ghandi tenha inaugurado. Mas me lembro bem de outros gestos seus. Como uma longa caminhada que fez rumo ao mar quando tinha 61 anos de idade. Mais de quatrocentos quilômetros, 24 dias, 18 quilômetros por dia. Para quê? A inglaterra, potência colonial dominadora, proibia que os indianos possuíssem qualquer sal que não lhes estivesse sido vendido pelo monopólio governamental inglês. Ghandi Resolveu caminhar até o mar para ali transgredir a vontade dos dominadores: tomar nas mãos o sal que o mar e o sol haviam depositado nas rochas. Gesto mínimo, fraco, que não seria marcado por nenhuma fita cortada nem por nenhuma placa de bronze. Há situações em que a quebra da lei é a única forma de ser íntegro. Bem que podia ter ido em lombo de animal ou em vagão de trem. Seria mais rápido, mais cômodo. os políticos que se prezam tem horror a lentidão. Por isso se concedem atributos divinos de onipresença: agora estão aqui mas num abrir e fechar de olhos estão ali. Voam pelos espaços para se fazer ver e inaugurar… Ghandi pensava diferente, sabia que a vida cresce devagar.

Não queria inaugurar coisa alguma. Queria gerar um povo. E isso leva tempo, como uma gravidez. Era preciso que a caminhada demorasse, para que as pessoas caminhassem com ele e, com ele, sonhassem. E enquanto ele ia, crescia, na alma do seu povo, o sonho…

[…]

Pensei então que há dois tipos de políticos:

  • Os que se oferecem aos olhos do povo;
  • e os que oferecem novos olhos ao povo.

O Caminho do Coração

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“Mas, mesmo assim, o cultivo da oração apenas como uma amizade com Deus, pelo simples prazer de estar em sua presença e gozar sua companhia, é uma experiência um tanto rara para muitos cristãos, simplesmente porque não sabemos o que significa amizade. É relativamente raro encontrar alguém que tenha tido uma verdadeira experiência de amizade.”

“A partir do momento em que o homem for capaz de adorar e servir a Deus por nada, simplesmente porque este é Deus e não porque o cobre de benefícios, aí ele encontra o sentido maior da sua devoção, o centro da sua espiritualidade, o coração como fonte dos afetos mais puros e genuínos da alma humana.”

“O que muitas vezes compromete a espiritualidade cristã é a pretensão de restringir-se todo o mistério de Deus às explicações espiritualizadas ou racionalizadas das nossas experiências cristãs e humanas.”

Ricardo Barbosa em, O Caminho do Coração (Encontro Publicações)

Conversas sobre política

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“A política, dentre todas as vocações, é a mais nobre. A política, dentretodas as profissões, é a mais vil.”

“… a grande lição da democracia: é preferível cocô de rato a bosta de elefante”

“Foi por isso, por querer tranquilidade, que me decidi a não mais ler jornais. Dose matutina de veneno, eles só faziam me agitar, agitação que permsanecia o dia inteiro. O que me pertubava era a minha impotência: nada havia que eu pudesse fazer. Minhas palavras seriam inúteis, ninguém as ouviria. Pois quem prestaria atenção à voz de um poeta quando todos gritam?”

Rubem Alves

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