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Cristina Danuta

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Posts by Cristina Danuta

Descobrindo Deus nos lugares mais inesperados

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Descobrindo Deus nos lugares mais inesperados me mostrou um Philip Yancey que não conhecia: o articulista. Não gosto dos livros de Philip Yancey, mas este me surpreendeu pela linguagem direta e simples, comum em artigos e textos mais curtos.

Noé por Chaves

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De todas as histórias que o Professor Girafales já nos contou, uma das mais bonitas é a de um senhor chamado Noé, que fabricava barcos e criava animais.

Um dia Deus disse a Noé que já faltava pouco para o Dilúvio, que é um grande aguaceiro, só que mais forte ainda. Aí Noé perguntou a ele o que devia fazer, e Deus lhe aconselhou que fabricasse um barco bem grande, onde coubessem todos os animais. Até o elefante.

Mas os únicos que ajudaram Noé foram seus filhos (que eram três) e as esposas de seus filhos. Por outro lado, as outras pessoas da cidade não o ajudaram em nada, e não faziam outra coisa senão debochar de Noé, pensando que o probrezinho estivesse louco. E Noé respondia que eles é que eram loucos e que depois não viessem se queixar quando estivessem se afogando.

Porém, mais do que as zombarias das pessoas, o que preocupava Noé era que ele teria que juntar casais de animais, porque deviam ser machos e fêmeas, e nem sempre é fácil distinguir qual é o macho e qual é a fêmea. Claro que há alguns que se reconhecem facilmente (os burros, por exemplo), mas tem uns que não sei como Noé fez para distinguir, como é o caso dos pássaros, dos peixes, das cobras, dos vermes etc.

Bem, o fato é que Noé conseguiu juntar todos os casais de animais e lhes pediu que entrassem no barco, que, na verdade, se chamava Arca.

Mas entraram bem na hora, porque em poucos minutos começou a cair o Dilúvio, e como ainda não haviam sido inventados os escoadouros, as ruas começaram a se inundar. E aí continuou chovendo tanto, que em pouco tempo não se viu mais o chão, nem as casas nem nada. A única coisa que se podia ver era o barco em que iam Noé, sua família e os outros animais.

Noé achava que os outros iam morrer de inveja, mas não foi assim; eles morreram afogados.

O chato foi que, um dia, como não tinha muito o que fazer, Noé inventou o vinho. E, é claro, tomou um porre.

Mas estava tão bêbado que nem podia se levantar para saber se já havia parado de chover. Por isso, o que fez foi segurar um pássaro e pedir que saísse pra ver se ainda estava chovendo. Então, um de seus filhos começou a debochar dele, dizendo que os pássaros não sabem falar, a não ser os papagaios. Mas os papagaios não sabem dizer se está chovendo ou não; eles só sabem dizer coisas como “Dá o pé, louro!”, “Vai à merda, menina peidorreira” e coisas desse tipo. Ou seja, de nada servia mandar um pássaro.

Mas Noé continuava tão bêbado que nem sequer ficou com vergonha quando seu filho debochou dele. Em vez disso, decidiu amaldiçoar os filhos de seu filho. Ou seja, passou a prejudicar os netos, que não tinham culpa de nada.

No dia seguinte, Noé disse que ele não era tão burro a ponto de esperar que um pássaro falasse, mas que o mandou pra ver se ele voltava seco ou molhado; porque, se voltasse molhado, significaria que continuava chovendo. E vice-versa.

O chato é que o pássaro não voltava nem seco nem molhado. Ou seja, continuavam na mesma. E Noé não podia mandar outro pássaro porque eles podiam acabar (pois de cada espécie só tinha dois). Até que finalmente alguém resolveu se informar e viu que o Dilúvio não estava mais chovendo. Aí todos desceram do barco e começaram a ter filhos para repor a população que havia morrido afogada. Alguns filhos saíram brancos, outros negros, e outros, chineses.

Mas o mais interessante de Noé foi a quantidade de anos que viveu (não me lembro bem, mas acho que foram mais de novecentos). Ou seja, chegou a ser ainda mais velho que Jaiminho, o carteiro.

Para Francisco

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Tenho procurado ler, ultimamente, textos que me façam ver a beleza de Deus fora da igreja. Para Francisco é um simples livro com profundas demonstrações da graça comum. Leitura leve e com uma capacidade ímpar de nos fazer repensar o valor das coisas corriqueiras da vida. Vale a pena conferir! 

Esse Ofício do Verso

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“O gosto da maçã não está nem na própria maçã – a maçã não pode ter gosto por si mesma –, nem na boca de quem come. É preciso um contato entre elas. O mesmo acontece com um livro ou com uma coleção deles, uma biblioteca. O livro é um objeto físico em um mundo de objetos físicos, um conjunto de símbolos mortos, sendo necessário o aparecimento de um leitor atento para que as palavras e a poesia por trás delas saltem para a vida, ocorrendo a ressurreição da palavra.”

Bispo Berkeley, citado em
“Esse Ofício do Verso”
Jorge Luis Borges

Ortodoxia (3)

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“Num jardim Satanás tentou o homem; e num jardim Deus tentou Deus. De alguma forma sobre-humana ele passou pelo horror humano do pessimismo. O mundo foi abalado e o sol desapareceu do céu não no momento da crucificação, mas no momento do grito do alto da cruz: o grito que confessou que Deus foi abandonado por Deus.

E agora deixemos que os revolucionários escolham um credo dentre todos os credos e um deus dentre todos os deuses de inevitável recorrência e poder inalterável. Eles não encontrarão um outro deus que tenha ele mesmo passado pela revolta. Não (a questão torna-se difícil demais para a fala humana), mas deixemos que os próprios ateus escolham um deus. Eles encontrarão apenas uma divindade que chegou a expressar a desolação deles; apenas uma religião em que Deus por um instante deixou a impressão de ser ateu.”

G.K. Chesterton, em Ortodoxia.

Sobre a identificação. Terminei de ler “Ortodoxia”, muitíssimo bom! Recomendo.

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