Canal Pavablog no Youtube
Cristina Danuta

Cristina Danuta

(1 comments, 12917 posts)

This user hasn't shared any profile information

Posts by Cristina Danuta

Para viver um grande amor.

0

Em Para viver um grande amor. Crônicas e poemas, foram intercaladas crônicas e poesias de Vinicius de Morais, compondo assim um recorte histórico-literário do poeta e cronista. Ao final, somos presenteados com oito crônicas inéditas, não publicadas nas edições anteriores.

Transcrevo abaixo a primeira crônica da publicação, que revela muito da dificuldade de se escrever em tal gênero.

O exercício da crônica
Vinicius de Moraes

Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, de preferência colhido no noticiário matutino, ou da véspera, em que, com as suas artimanhas peculiares, possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida emocionalmente despertados pela concentração. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado.

Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali desses pequenos achados que são a sua marca registrada e constituem um tópico infalível nas conversas do alheio naquela noite. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, e constituem a maioria, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica com uma espécie de desespero, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros, as espicaçam; este é lido por puro deleite, aquele por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica, e o cronista afirma-se cada vez mais como o cafezinho quente seguido de um bom cigarro, que tanto prazer dão depois que se come.

Coloque-se porém o leitor, o ingrato leitor, no papel do cronista. Dias há em que, positivamente, a crônica “não baixa”. O cronista levanta-se, senta-se, lava as mãos, levanta-se de novo, chega à janela, dá uma telefonada a um amigo, põe um disco na vitrola, relê crônicas passadas em busca de inspiração – e nada. Ele sabe que o tempo está correndo, que a sua página tem uma hora certa para fechar, que os linotipistas o estão esperando com impaciência, que o diretor do jornal está provavelmente coçando a cabeça e dizendo a seus auxiliares: “É… não há nada a fazer com Fulano…” Aí então é que, se ele é cronista mesmo, ele se pega pela gola e diz: “Vamos, escreve, ó mascarado! Escreve uma crônica sobre esta cadeira que está aí em tua frente! E que ela seja bem-feita e divirta os leitores!” E o negócio sai de qualquer maneira.

O ideal para um cronista é ter sempre uma os duas crônicas adiantadas. Mas eu conheço muito poucos que o façam. Alguns tentam, quando começam, no afã de dar uma boa impressão ao diretor e ao secretário do jornal. Mas se ele é um verdadeiro cronista, um cronista que se preza, ao fim de duas semanas estará gastando a metade do seu ordenado em mandar sua crônica de táxi – e a verdade é que, em sua inocente maldade, tem um certo prazer em imaginar o suspiro de alívio e a correria que ela causa, quando, tal uma filha desaparecida, chega de volta à casa paterna.


• Para viver um grande amor. Crônicas e poemas. Vinicius de Morais. Companhia das Letras. (224p.)

Um céu numa flor silvestre

0

Ver um mundo num grão de areia
e um céu numa flor silvestre,
ter o infinito na palma da sua mão
e a eternidade numa hora

(William Blake)

Em Um céu numa flor silvestre Rubem Alves parte do veros de William Blake e nos apresenta a beleza em diversas perspectivas nas vinte e cinco crônicas. Com sua peculiar maneira de falar das coisas simples de maneira tão envolvente e poética que prende o leitor da melhor maneira possível: você não quer parar de ler e reler.
Os olhos são as portas pela qual a beleza entra na alma(p.75)


• Um céu numa flor silvestre. Rubem Alves. Versus Editora. (164p.)

Cristo Senhor

0

O pesquisador que talvez tenha me dado minhas conclusões mais importantes e que continua a fazer isso com sua enorme produção é N. T. Wright. Ele é um dos escritores mais brilhantes que já li e sua generosidade em aceitar os céticos e comentar seus argumentos é uma inspiração. Sua fé é imensa e seu conhecimento vasto.

Em seu livro The Ressurrection of the Son of God [A ressurreição do Filho de Deus], ele responde solidamente à pergunta que me perseguiu a vida inteira. O cristianismo chegou aonde chegou, segundo N. T. Wright, porque Jesus ressuscitou dos mortos.

Foi o fato de Jesus ter revivido que impeliu os apóstolos para o mundo com a força necessária para criar o cristianismo. Nada mais teria provocado isso, senão a ressurreição.

Wright faz muito mais para pôr essa questão inteira numa perspectiva histórica. Como posso ser justa com ele aqui? Só posso recomendá-lo sem reserva e continuar lendo seus trabalhos.
Do Epílogo (p. 252) de  Cristo Senhor: A Saída do Egito, de Anne RiceEditora: Rocco, 2007


. 




Walk On: a Jornada Espiritual do U2

0

Se o U2 freqüentasse uma igreja nos Estados Unidos ou a 100 quilômetros ao norte de Dublin [uma região predominantemente protestante], na Irlanda do Norte, seria fácil ter sido sugado por uma subcultura cristã. Muitas bandas em situação semelhante são desencorajadas a tocar em espaços seculares, como bares ou clubes, porque cristãos não deveriam estar em lugares assim. A teoria é a de que você não deveria levar Jesus em lugares freqüentemente chamados de “antros de iniqüidade”. A única razão aceitável para freqüentar estes lugares seria a de ir para evangelizar os perdidos que vão ali.

Como conseqüência desta mentalidade, muitos músicos talentosos são introduzidos no cenário gospel, indo de igreja em igreja,cantando canções previsíveis, de conteúdo limitado. A platéia, que é quase que exclusivamente composta por cristãos e que em sua maioria já aceitou as crenças pregadas do palco, acaba não tirando proveito dos clichês. Uma indústria cristã segura, de gueto, é criada com pop stars e gravadoras. Há uma revista, a “Contemporary Christian Music – CCM”, que se tornou o selo de toda a indústria – uma indústria sempre exposta ao risco de acabar se tornando culturalmente irrelevante. Quando Jesus disse a seus discípulos que eles eram a luz do mundo (Mateus 5.14), como queria que eles brilhassem? Como raios de luz que fazem a luz brilhar cegamente sobre si mesma, ou como fachos de luz de vidas alternativas e radicais que cruzam a escuridão? Você culpa a escuridão por ser escura, ou a luz por não brilhar?

(Walk On – A jornada espiritual do U2, de Steve Stockman)

Steve Stockman é ministro presbiteriano na Irlanda, onde trabalha na capelania de Queen’s University, em Belfast. Conferencista, possui um programa de rádio na BBC Radio Ulster. Tem utilizado o trabalho da banda U2 em seus semões e palestras por mais de 20 anos.

(Trecho originalmente publicado em http://waltercruz.com/log/contracultura-ou-subcultura, em 29 de janeiro de 2007)

A era das máquinas espirituais

0


O cérebro humano, presumivelmente, segue as leis da física, então deve ser uma máquina, ainda que muito complexa. Será que existe uma diferença inerente entre o pensamento humano e o pensamento de uma máquina? Para colocar a questão de outra maneira, quando os computadores forem tão complexos quando o cérebro humano, e puderem se comparar ao cérebro humano em sutileza e complexidade de pensamento, será que devemos considerá-los conscientes? Esta é uma questão difícil sequer de se perguntar, e alguns filósofos acreditam que não faz sentido; outros acreditam que ela é a única questão que faz sentido na filosofia. Esta questão, na verdade, remonta aos tempos de Platão, mas, com a emergência de máquinas que genuinamente parecem possuir volição e emoção, a questão se tornará cada vez mais importante.

Da Wikipedia: Raymond Kurzweil (Nova Iorque, 12 de fevereiro de 1948) é um inventor e futurista dos Estados Unidos, pioneiro nos campos de reconhecimento ótico de caracteres, síntese de voz, reconhecimento de fala e teclados eletrônicos. Ele é autor de livros sobre saúde, inteligência artificial, transumanismo, singularidade tecnológica e futurologia.

Entre outras coisas, prevê um fênomeno/evento chamado singularidade, onde as barreiras entre homens e computadores seriam finalmente extintas, levando ao surgimento de um novo tipo de homem. É mais conhecido pelos teclados e sintetizadores Kurzweil.

Cristina Danuta's RSS Feed
Go to Top