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Cristina Danuta

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Posts by Cristina Danuta

O poeta fingidor

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O poeta fingidor, livro que recebe como nome o primeiro verso do poema abaixo, é fruto do documentário de mesmo nome, e acompanha em DVD o livro. Passando por textos selecionados dos principais heterônimos de Pessoa, O poeta fingidor é um deleite para quem ama a obra de Fernando Pessoa, pois vem recheado de fotos e fac-símiles de originais do autor, mas é também um bom primeiro passo para quem não conhece a obra e quer começar a conhecer Pessoa e seus heterônimos.

Autopsicografia
O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

• O poeta fingidor. Fernando Pessoa. Editora globo. (96p.)

Pacto de Lausanne

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Pacto de Lausanne apresenta em quinze capítulos parâmetros e diretrizes para Igrejas evangélicas que se comprometem com a sua missão de evangelizar de maneira eficaz e integralmente o ser humano. Apresenta em seus quinze capítulos as bases de fé de uma Igreja evangelizadora, mostrando o propósito de Deus em redimir sua criação, apresentando a Bíblia como autoridade, por ser ela a Palavra de Deus e demonstrando seu poder, visto ser ela a expressão do próprio Deus. O Pacto também chama a atenção para que a interpretação bíblica seja feita de maneira coerente com os princípios do próprio Deus. Assim, o texto aponta para a unicidade de Cristo, ou seja, o seu caráter de único salvador, ou seja, o único meio pelo qual o mundo pode ser salvo. Daí a natureza da evangelização: o anúncio da mensagem de Cristo, o salvador do mundo sem se isolar deste. Por isso a responsabilidade cristã com o meio em que está inserida.

O pacto segue afirmando que a Igreja precisa assumir seu papel de promotora da evangelização do mundo, não podendo se filiar a poderes e sistemas políticos ou sociais, mas sim promovendo a transformação da sociedade. Assim a Igreja deve buscar em seu corpo, nas mais diversas expressões de fé, o apoio necessário para o cumprimento de sua missão, que se apresenta em caráter de urgência diante da inércia das Igrejas face a realidade do mundo. A Igreja não pode, no entanto, confundir evangelização e transformação social com transformação cultural, há que se respeitar, compreender e associar as culturas à mensagem do evangelho. Para isto, há que se investir em educação e capacitação de missionários e líderes dispostos a cumprir o chamado.

O Pacto segue afirmando que a Igreja enfrenta e enfrentará conflitos espirituais no cumprimento de seu chamado, e por isso deve manter-se vigilante nos princípios norteadores de sua fé. Igualmente, enfrentará perseguições, mesmo quando desfrutar de liberdade de atuação. No caso de liberdade de atuação, a Igreja será fortemente atacada por valores que nada tem a ver com os seus valores de fé. No caso de perseguição, a Igreja enfrentará confrontos diretos com esferas de poder estabelecidos social e politicamente.

Nenhum tipo de obstáculo deve ser encarado sem a consciência do pode do Espírito Santo, que o Pai enviou para dar testemunho de seu Filho e que fortalece a Igreja e a sustenta firme em sua tarefa de anunciar o evangelho até o dia em que Cristo voltar.

O texto encerra apresentando a importância da Igreja e cada cristão em se comprometer em orar, planejar e trabalhar juntos na evangelização de todo o mundo.

• Pacto de Lausane. Diversos autores. ABU editora. (103p.)

Tive fome

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Tive fome é uma coletânea de artigos que procuram trazer a reflexão acerca da questão da fome no Brasil e lançar luz sobre a atuação, ou a falta dela, da Igreja brasileira para solucionar a questão.

Em seus primeiros capítulo, o texto procura mostrar ao leitor que fome não se resume apenas à falta de alimento, mas inclui a falta de condições de higiene, de educação, de políticas públicas de saúde, entre outros. Procura abordar a importância de se implementar políticas públicas de alimentação, alinhando estas políticas públicas com a atuação das igrejas evangélicas na implementação e desenvolvimento de trabalhos para minimizar os efeitos da fome no país. Há um grande teor político na questão da aceitação por parte das Igrejas do programa Fome Zero do Governo Federal. Há também uma busca por atualizar a agenda de combate à fome, acrescentando, por exemplo, a fome de paz.

Em seus capítulos relacionados diretamente ao manifesto Tive Fome, os articulistas procuram demonstrar o quanto a Igreja Evangélica esteve e está distante da realidade que a cerca. A herança medieval e também puritana de que o homem está de passagem no mundo e os problemas dele não lhe dizem respeito é um dos fatores que contribuem para a falta de atuação nas questões sociais por parte da Igreja. Um exemplo disto é a herança na prática do culto nas Igrejas, onde cânticos remetem a importância de uma vida em comunhão com Deus e em desapego à realidade ao redor. O modelo para quebrar este paradigma é o próprio senhor da Igreja, Jesus Cristo, que não apenas denuncio os males de sua sociedade mas mostrou aos discípulos como agir diante deles para restaurar o ser humano de maneira integral. Amou a cada pessoa de maneira especial, vivendo este amor ao curar, libertar e ensinar as pessoas, independente se seus seguidores ou não, se judeu ou não judeu, Jesus não fez distinção. Não podemos nos negar a fazer o bem a quem quer que seja, não com intuito de conquistar pessoas pela barganha, mas sim pelo testemunho.

O testemunho da Igreja também se dá pela proclamação em um mundo caído, ou seja, permeado pelas injustiças causadas pelo próprio ser humano. Quando o cristão decide viver os valores do Evangelho enfrenta oposição daqueles que, pela mentira, procuram desviá-lo de sua missão. A confiança na soberania de Deus deve nortear a esperança do cristão em meio às adversidades. Enfrentar as adversidades é preço de quem decide caminhar na luta pela implantação do Reino de Deus. Denunciar as perseguições e combater os métodos usado pelos que nos perseguem é a forma como o cristão vive o Evangelho. A maneira mais eficaz de atuar neste mundo é zelar pela pureza e integridade de sua vida cristã.

O cumprimento da missão do cristão passa pela compreensão de dois valores importantes: a encarnação e a unidade. No primeiro, precisamos compreender a importância de se caminhar vivendo a realidade do povo, conhecendo a fundo, ou seja, encarnando-se na realidade do faminto. Isto requer do cristão humildade, e em muitos casos esbarra na questão econômica e intelectual, dois grandes obstáculos que deveriam ser meios de bênçãos acabam distanciando o cristão de seu objetivo. O segundo valor, a unidade, nos chama a compreender a importância da comunhão com o Corpo de Cristo. Isto implica em criar pontes entre cristãos que servirão de suporte apoio na jornada da luta pelo fim da fome no país. Não pode haver barreiras para comunhão entre os que professam a mesma fé. Para viver estes valores, é preciso compreender que é necessário trabalhar em amor e auto-sacrifício, para caminharmos com o povo.

• Tive fome: um desafio a servir a Deus no mundo. Diversos autores. ABU editora. (87p.)

Ser é o bastante

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“O discípulo vive permanentemente o conflito de independência da multidão e de cumplicidade com ela. A nova comunidade não é um mosteiro alienado, isolado da multidão, é uma família cuja casa permanece de portas abertas acolhendo pessoas.”

Renato Russo: o filho da revolução

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Em Renato Russo: o filho da revolução o jornalista Carlos Marcelo, testemunha do fatídico show de Brasília em junho de 1988, nos apresenta Renato Manfredini Junior. Desde seu nascimento até o sucesso. As histórias do Aborto Elétrico, do Trovador Solitário e do início da Legião Urbana são narradas entremeadas do cenário político e social da época. Renato é fruto do seu tempo. Renato é um espelho real de um Brasil surreal. Para quem é fã de Renato, conhece todas as letras e histórias do cantor e compositor, o livro é uma viagem no tempo e na memória. Surpreendeu-me, particularmente, a maneira como chegou ao fim de sua vida. Se a causa morte foi consequência do HIV, drogas e álcool, tudo isso tem fruto em uma mente brilhante, incansável, deslocada neste mundo, um gigante no palco, um homem perdido fora dele, um homem que amou, e por amar, sofreu. Gênio, mesmo não aceitando este rótulo, Renato se angustiava com sua geração. Poesia, cinema, música, artes. Renato era cultural, na verdade, era a própria cultura de seu tempo. Identifico-me profundamente com as palavras de Carlos Marcelo: Como aquele cara que, fora do palco, tinha aspecto frágil e voz infantil, conseguia arrastar multidões ao escrever letras que sintetizavam angústias e sentimentos de uma geração, a minha geração?.

• Renato Russo: o filho da revolução Carlos Marcelo. Agir. (416p.)

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