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Cristina Danuta

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Posts by Cristina Danuta

Ciumento de carteirinha

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Dizem que os jovens não gostam de ler. Não é verdade. Jovens leem, sim, e leem com prazer, desde que sejam bem motivados. Disso posso dar um exemplo pessoal: na minha turma de colégio tínhamos grandes leitores. Tínhamos não, temos: muitos de nós continuamos amigos e, quando nos reunimos, agora com nossas mulheres e nossos filhos, sempre falamos dos livros que estamos lendo, dos livros que já lemos um dia – livros que, garanto a vocês, fizeram nossa cabeça. A gente aprendeu muita coisa com a leitura, muita coisa que vem nos ajudando pela vida afora. E, muito importante, aprendemos com prazer e emoção. Como dizia o professor Jaime: livro bom é aquele que emociona, que diverte – e que ensina a gente a viver.

trecho de Ciumento de carteirinha, de Moacyr Scliar

Carta a D. – História de um amor

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Carta a D. – História de um amor é, literalmente, uma carta que o escritor André Gorz escreveu para sua esposa, D., já na velhice. Ele fala da história de suas vidas do seu ponto de vista. Qualquer comentário a mais que eu possa fazer, quebrará com as expectativas. Leia, é curto e vale a pena.

Você acabou de fazer oitenta e dois anos. Continua bela, graciosa e desejável. Faz cinquenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo você mais que nunca.

A sua resposta era incontornável: “Se você se une a alguém para a vida inteira, os dois estão pondo em comum sua vida e deixarão de fazer o que divide ou contraria a união. A construção do casal é um projeto comum aos dois, e vocês nunca terminarão de confirmá-lo em função das situações que forem mudando. Nós seremos o que fizermos juntos”. Era quase Sartre.

• Carta a D. – História de um amor. André Gorz. Annablume; Cosac Naify e Éditions Galilée. (80p.)


André e D.

Ler e esquecer

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“Montaigne queixava-se a toda hora (queixava-se ou gabava-se) da sua falta de memória. Quanto a mim, acho isso uma ótima vantagem, por motivos óbvios. E, ao reler um livro, espanta-me e diverte-me o que relembro na hora, às vezes uma simples frase, um gesto, um acidente mínimo.
Mas por que exatamente essas e não outras coisas?
Seria o caso de fazer uma auto-análise, pesquisando a natureza dessas fixações. E, como além da desmemória, a minha outra qualidade é a preguiça, deixo aqui a sugestão aos especialistas.
E continuarei sempre a ler, com a alegria de um descobrimento, o velho Machado, Tchekov, Dostoiévski e outros rapazes eternamente jovens.”

Mário Quintana, Porta Giratória, Ed. Globo

Decepcionado com Deus

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“Os santos tornam-se santos por, de alguma forma, apegarem-se à indômita convicção de que as coisas não são como parecem, e que o mundo invisível é tão sólido e confiável quanto o mundo visível ao seu redor. “Homens dos quais o mundo não era digno”, conclui Hebreus 11 acerca do surpreendente grupo de pessoas que reuniu, acrescentando este intrigante comentário: “Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus.” Para mim, aquela frase dá um giro de 180 graus no comentário de Dorothy Sayer quanto às três grandes humilhações de Deus – a Igreja, em especial, tem causado vergonha para Deus, mas também tem lhe trazido momentos de orgulho, e os desolados santos de Hebreus 11 mostram como.”

Philip Yancey, em Decepcionado com Deus.

Decepcionado com Deus

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“Os santos tornam-se santos por, de alguma forma, apegarem-se à indômita convicção de que as coisas não são como parecem, e que o mundo invisível é tão sólido e confiável quanto o mundo visível ao seu redor. “Homens dos quais o mundo não era digno”, conclui Hebreus 11 acerca do surpreendente grupo de pessoas que reuniu, acrescentando este intrigante comentário: “Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus.” Para mim, aquela frase dá um giro de 180 graus no comentário de Dorothy Sayer quanto às três grandes humilhações de Deus – a Igreja, em especial, tem causado vergonha para Deus, mas também tem lhe trazido momentos de orgulho, e os desolados santos de Hebreus 11 mostram como.”

Philip Yancey, em Decepcionado com Deus.

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