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Cristina Danuta

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Posts by Cristina Danuta

A Inocência do Padre Brown

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– Como diabo conhece você todas essas coisas horríveis? – exclamou Flambeu.
A sombra de um sorriso iluminou a fisionomia de seu adversário clerical.
– Oh, por ser um toleirão celibatário. Nunca lhe ocorreu que um homem tenha grandes probabilidades de conhecer a maldade humana? Além disso, outra parte de meu negócio levou-me também a me certificar de que você não era padre.
– O que foi? – perguntou o ladrão, quase embasbacado.
– Você atacava a razão. E isso é má teologia.

G.K. Chesterton, em “A Inocência do Padre Brown”

O padre Brown é um personagem criado pelo romancista inglês G. K. Chesterton. Suas 52 curtas histórias foram compiladas depois em cinco livros. Chesterton baseou o personagem no padre John O’Connor (1870 – 1952), o paroquiano de Bradford que esteve envolvido em sua conversão ao Catolicismo em 1922.

Resistência e Submissão

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Resistência e Submissão é uma coletânea muito bem tecida e montada das correspondências de Dietrich Bonhoeffer na época do cárcere. Nelas você convive com os sonhos, angústias e desejos de um homem que se vê preso pelo regime Nazista tendo como acusação real a sua fé. O livro apresenta desde correspondências simples até testamentos, poesias e orações para os encarceirados. Uma leitura, muitas vezes, cansativa, mas que ao fim, nos revela como um homem conviveu com a espera pela liberdade até o dia em que foi liberto eternamente:
Liberdade, procuramos-te muito na disciplina, na ação e no sofrimento;
morrendo reconhecemos, no semblante de Deus, a ti mesma

• Resistência e Submissão. Dietrich Bonhoeffer. Editora Sinodal e EST. (640p.)

Ortodoxia (4)

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Título: Ortodoxia
Editora: Mundo Cristão
Lançamento: 2008
Autor: G. K. Chesterton

Pena que apenas este livro encontra-se traduzido para a língua portuguesa. G. K. Chesterton é considerado um dos mais influentes escritores do século XX na defesa da fé cristã. Suas obras influenciaram grandes nomes da literatura como C.S. Lewis e Jorge Luis Borges.

Neste livro Chesterton, procura explicar sua crença e responde questões fundamentais da vida, de forma filosófica expõe os motivos que o levaram a debater seus valores com outros grandes escritores de sua época.

Sua defesa a favor da fé cristã torna a obra um grande tratado apologético não deixando de fora temas atuais do mundo moderno, passando por política, sexo e movimentos ideológicos ao longo da história.

Particularmente este livro reforçou algumas de minhas idéias no mundo ocidental, o otimismo diante de nossa realidade caótica e uma explicação plausível dos paradoxos da Igreja.
Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Bernad Shaw, H.G.Wells são alguns dos nomes que o autor livro mantem diálogo ao longo de suas respostas.

Vale a pena ler e refletir!

O divisor de nuvens

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“É irônico, portanto que o pai considerasse sua incapacidade de obrigar todos os filhos a compartilhar de sua fé como seu supremo fracasso. Nós no comportávamos exemplarmente; éramos piedosos. Mas não tínhamos fé. Até mesmo algumas de suas filhas, depois de adultas, perderam a fé. Embora, ao contrário de nós, meninos, não cressem que deviam lhe contar isso. Talvez por serem mulheres e acreditarem mais do que nós, os homens, na utilidade do segredo e do decoro, talvez porque fossem mais gentis do que nós – fora o fato de que, para todos nós, era como se a própria luz de nosso pai resplaneesse com tamanha intensidade que eclipsava o sol que o iluminava. Assim, nos parecia que esse sol brilhava apenas sobre ele. E como recebíamos dele apenas a luz refletida, como a luz do sol é refletida pela lua, nem sempre éramos aquecidos por ela, mas ela apenas nos iluminava.”

Russel Banks em O divisor de nuvens.

Tempus Fugit

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Li Tempus Fugit pela primeira vez em 1998. Li novamente para sentir o gosto de algumas passagens que amo neste livro.

O amor mora num outro lugar: as palavras. Por isso que o Milan Kundera diz que começamos a amar uma mulher no momento em que ligamos o seu rosto a uma metáfora poética. Amamos uma pessoa pela poesia que vemos escrita no seu corpo.

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