Cristina Danuta

Cristina Danuta

(1 comments, 12946 posts)

This user hasn't shared any profile information

Posts by Cristina Danuta

ABL lança concurso de microcontos inspirado no Twitter

0

A Academia Brasileira de Letras lançou, na última segunda-feira, um concurso de microcontos com até 140 caracteres –mesmo limite utilizado no serviço de microblogs Twitter.

Para participar da competição, os interessados devem ser seguidores do perfil da ABL no Twitter (@Abletras) e enviar seus microcontos para o e-mail [email protected], acompanhado por seu perfil no serviço, nome, endereço e telefone. O tema dos trabalhos é livre.

Cada participante só pode enviar um microconto. O prazo para a participação é até 30 de abril, sendo que os três vencedores serão divulgados em 1º de julho.

Os escolhidos terão seus microcontos expostos no site da ABL e no perfil da instituição no Twitter. Além disso, o primeiro lugar receberá um Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP); o segundo lugar ganhará um minidicionário escolar; e o terceiro lugar receberá um minidicionário da Língua Portuguesa de Evanildo Bechara.

Pequenas histórias

Os microcontos se tornaram populares no Twitter no ano passado, com a criação de perfis específicos para a publicação das pequenas histórias. Perfis como o microcontos e o semruido publicam regularmente os pequenos contos.

Outro perfil famoso é o microcontoscos, que traz histórias bem humoradas.

Fonte: Folha Online

Contato com dicionários faz bem à saúde e dá prazer

0

Dicionários são consultados, de maneira geral, quando há dúvidas a respeito de como se escreve uma palavra. Poucos os leem como se aqueles volumes fossem romances ou poemas épicos. Uma pena. Talvez, se essas obras de referência fossem mais utilizadas, tudo seria diferente.

Diferente, no caso, para melhor.

O português tem cerca de 400 mil palavras. O chamado “homem comum” usa durante toda uma vida não mais que três mil palavras. Quem fez esse cálculo foi Antônio Houaiss (1915-1999), que hoje empresta o seu nome a um dos mais importantes dicionários em circulação no Brasil.

Esta edição do Caderno G Ideias é uma espécie de elogio aos léxicos, elogio esse que se faz por meio de uma conversa com linguístas e escritores, que têm nos dicionários algo tão cotidiano como o abrir e fechar da porta da geladeira.

Em comum, todas as fontes consultadas afirmam: estar em contato esses compêndios faz (muito) bem à saúde.

O escritor Luiz Ruffato acredita que as pessoas que, como ele, usam e abusam desses “calhamaços”, tendem a ter mais facilidade para conquistar um lugar ao sol na socidade, devido à aquisição do valorizado diferencial que é o chamado amplo repertório.

Pai dos burros?

Que nada. Um dicionários deveria ser chamado de mãe dos inteligentes.

Abrir um dicionário é se permitir saborear muitos prazeres, únicos, que uma língua pode proporcionar.

Fonte: Gazeta do Povo

Amor Líquido

0


Todo o mundo já viu, escutou e não conseguiu deixar de entreouvir a conversa de outros passageiros no ônibus falando sem parar em seus telefones. Há homens de negócio ávidos por se manterem ocupados e parecerem eficientes – ou seja, por se conectarem a tantos usuários de celulares quanto possível e mostrarem que de fato existem muitos deles prontos a receber sua chamada. Há adolescentes e jovens de ambos os sexos dizendo a alguém, em casa, por que estação haviam acabado de passar e qual seria a próxima. Você pode ter tido a impressão de que eles estavam contando os minutos que os separavam se seus lares e mal podiam esperar para estar com seus interlocutores em pessoa. Talvez não lhes tenha ocorrido que muitas dessas conversas entreouvidas não eram ouvertures de conversas mais longas e substantivas que prosseguiriam em seu lugar de destino – mas seus substitutos. Que essas conversas não estavam preparando o terreno para a coisa real, mas eram, elas próprias, exatamente isso: a coisa real… Que muitos desses jovens ávidos por dar seus paradeiros a ouvintes invisíveis iriam dentro em breve, logo que chegassem, correr para seus próprios quartos e trancar as portas.

Zygmunt Bauman em Amor Líquido – Sobre a fragilidade dos laços humanos

Livro mostra como padres da Teologia da Libertação estavam a serviço de Fidel Castro

0

Irapuan Costa Junior

Leio um livro que você, caro leitor, nunca lerá: “El Magnífico — 20 Ans au Service Secret de Castro” (Éditions Hugo et Compagnie, Paris, 2005). O autor é Juan Vivés, casado com uma francesa, e que vive em Marselha, desde 1979, ano em que fugiu de Cuba para não ser morto. Tive notícia deste livro por um amigo de Portugal e tentei comprá-lo em duas livrarias francesas onde o encontrei. As duas responderam que não podiam enviá-lo para o Brasil, sem maiores explicações. O gramcismo anda assim tão poderoso por aqui, a ponto de exercer essa censura toda (que, aliás, já conhecemos) e fazê-la chegar aos “companheiros” franceses? Mistério. O fato é que só consegui comprá-lo em um sebo francês.

O autor é um cubano oriundo da alta aristocracia espanhola, que se juntou à rebeldia de Fidel Castro, desempenhou algumas ações revolucionárias de repercussão (que lhe valeram, ainda durante a guerrilha, o cognome de El Magnífico, que é o título do livro), e serviu sob as ordens de Che Guevara. É um livro repetitivo em alguns aspectos: fala, com conhecimento — o autor foi testemunha — das atrocidades de Che Guevara, de sua incompetência administrativa e de como era inimigo de um bom banho. De como Fidel sempre foi uma figura performática, capaz de tirar proveito público de qualquer situação, em Cuba e no exterior. Mas traz notícias novas e fatos interessantes, a partir de como Vivés, apolítico, resolveu combater o ditador Batista e se aliar a Fidel Castro. O motivador foi, diz ele, Benvenutto Cellini (1500-1571), o célebre escultor italiano.

A família de Vivés tinha algumas obras de arte raras, trazidas da Europa, entre elas um Cristo de marfim, belíssimo, esculpido por Cellini. A mulher de Batista tentou forçar a compra da escultura, o que ofendeu o pai de Vivés, e acabou por criar uma inimizade que terminou em retaliação por parte do ditador. Entre as revelações do livro a de que o regime de Fulgencio Batista estava se decompondo quando o Granma desembarcou Fidel e seus guerrilheiros em Cuba. Isto fez com que os revolucionários conquistassem os quartéis do Exército praticamente sem combate. Os soldados, como praticamente toda a população cubana, ansiavam por mudanças. Não suportavam mais a corrupção (que desviava seus suprimentos), e os baixos soldos, enquanto os membros do governo roubavam e faziam fortuna. Não houve, ao contrário do alarde feito por Fidel, combates de verdade. A revolução foi quase um passeio.

“El Magnífico – 20 Ans au Service Secret de Castro”, livro de
Juan Vivés, garante que o presidente de Cuba, Raúl Castro

(no detalhe), é homossexual

Vivés era sobrinho de Osvaldo Dorticós, presidente cubano indicado por Fidel, que, embora figura decorativa, tinha sua importância. Era também parente de Celia Sanchez, segunda figura do regime comunista da ilha, depois de Fidel. Era, segundo os íntimos do poder, a única pessoa a contrariar Fidel Castro e a discutir com ele, quando discordava. Vitoriosa a revolução, Vivés foi designado para importantes funções, sob disfarce diplomático, todas elas ligadas ao serviço secreto cubano. Delas, o autor esconde mais que mostra, e alega fazê-lo para se resguardar, pois, caso não o fizesse, já teria sido eliminado. O que o salva, diz, são documentos secretíssimos depositados em um banco suíço, e que serão publicados caso seja assassinado.

Entre as mais interessantes passagens dessa biografia está a de que o autor foi encarregado, em Cuba, de instruir padres da Teologia da Libertação para trabalharem pelo regime castrista, e passar segredos, obtidos por confissão de fiéis importantes, para os dossiês da inteligência cubana. Como os padres brasileiros desse grupo não saíam de Cuba, é bem provável que fossem dos mais entusiasmados fornecedores de informações para os homens de Vivés. Os figurões que se confessaram com Leonardo Boff e Frei Betto devem pôr as barbas de molho.

Outro episódio estranho contado no livro é o de soldados e pilotos americanos aprisionados na guerra do Vietnã terem sido drogados e levados para Cuba onde foram interrogados e provavelmente mortos, sem que ninguém soubesse nos EUA. Vivés conta que ele próprio, que falava inglês correntemente, traduziu depoimentos desses pobres coitados. Também a homossexualidade de Raúl Castro é abordada no livro.

Outra revelação importante é sobre a morte do chileno Salvador Allende, em 1973. Como se sabe, todo o corpo de guarda-costas de Allende era constituído de cubanos experimentados. Os principais eram os gêmeos Patricio e Tony de La Guardia. Com a derrubada e morte de Allende, esses cubanos retornaram a Cuba e foram tratados como heróis por Fidel. Vivés não compreendia como tinham saído com vida do Palácio de La Moneda, até que Patrício, num encontro no bar do hotel Habana Libre, já alto, contou-lhe que, por ordem de Fidel, executara Allende que queria se asilar na embaixada sueca. Fidel queria criar (conseguiu) um mito de Allende resistindo até a morte. Morto Allende, os cubanos conseguiram abandonar o palácio antes do assalto final de Pinochet. Aliás, Pinochet só chefiou o exército chileno por indicação de Fidel, que o julgava com tendências comunistas. Vivés havia sido seu cicerone e interlocutor quando visitou Cuba.

Fonte: Jornal Opção

Marcos – Comentário do Novo Testamento

0

O comentário de William Hendriksen é um dos mais preciosos livros de referência e consulta para quem deseja aprender e conhecer a fundo o texto do evangelho. Recomedo a pastores, pregadores da palavra, mas também a todo aquele que deseja aprender sobre a mensagem do Evangelho.


• Marcos – Comentário do Novo Testamento. William Hendriksen. Editora Cultura Cristã (880p.)

Cristina Danuta's RSS Feed
Go to Top