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Cristina Danuta

Cristina Danuta

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Posts by Cristina Danuta

Repintando a igreja (3)

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“… viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Eles estavam lançando redes ao mar, pois eram pescadores.”


Por que eram pescadores?

Porque não eram discípulos. Eles não eram suficientemente bons; não tinham os requisitos.

Jesus chama os que não são suficientemente bons.”
ROB BELL, em REPINTANDO A IGREJA
QUINTO MOVIMENTO: POEIRA (p.152).
EDITORA VIDA

Poesia completa de Alberto Caeiro

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Como falar de Fernando Pessoa? Li, digo, devorei a Poesia completa de Alberto Caeiro! Pessoa é um dos poetas que mais me fascina!

Todos os dias agora acordo com alegria e pena.
Antigamente acordava sem sensação nenhuma; acordava.
Tenho alegria e pena porque perco o que sonho
E posso estar na realidade onde está o que sonho.
Não sei o que hei-de fazer das minhas sensações,
Não sei o que hei-de ser comigo.
Quero que ela me diga qualquer coisa para eu acordar de novo.
Quem ama é diferente de quem é.
É a mesma pessoa sem ninguém.

Informações importantes para quem quer escrever e publicar um livro

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Informações importantes para quem quer escrever e publicar um livro é um livro que apresenta, de maneira fracionada, as leis e diretrizes para quem deseja publicar um livro. Recomendo para quem não conhece muito do processo editorial e deseja aprender como publicar sua obra.

Alguém que já não fui

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No mundo das aparências ser é menos sedutor do que estar. Estar é viver cercado de acólitos, seguidores, aplaudidores, justificadores, beneficiários, companheiros. Ser é solitário.

Eu venho do tempo dos que estão. Dos que desistiram de ser para estar. Todos com o melhor dos propósitos e as mais elevadas teorias de solidariedade humana, mas muitos estando e poucos sendo. O tempo de quem desistiu de ser para estar gerou guerras, destruições, deixando como herança, apenas e tão-somente, uma profunda vontade de Ser: porque a gente é sempre mais do que a posição em que se está.

Eu mudo sempre. Por isso sou ALGUÉM QUE JÁ NÃO FUI. Alguém que pretende estar apenas e até onde conseguir ser. Pouco. Mas todo.

Artur da Távola, em Alguém que já não fui (PLG/Salamandra)

A saúde do mistério…

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Enquanto se mantém o mistério se tem saúde; quando se destrói o mistério se cria a morbidez. O homem comum sempre foi sadio porque o homem comum sempre foi um místico. Ele aceitou a penumbra. Ele sempre teve um pé na terra e outro num país encantado. Ele sempre se manteve livre para duvidar de seus deuses; mas, ao contrário do agnóstico de hoje, livre também para acreditar neles. Ele sempre cuidou mais da verdade do que da coerência. Se via duas verdades que pareciam contradizer-se, ele tomava as duas juntamente com a contradição. Sua visão espiritual é estereoscópica, como a visão física: ele vê duas imagens simultâneas diferentes e, contudo, exerga muito melhor por isso mesmo.

Assim, ele sempre acreditou que existia isso que se chama de destino, mas também isso que se chama de livre-arbítrio. Assim, ele acreditava que as crianças eram de fato o reino dos céus, mas, apesar disso, deviam obedecer ao reino da terra. Ele admirava a juventude por ela ser jovem e a velhice por não o ser. É exatamente esse equilíbro de aparentes contradições que tem sido a causa de toda a vivacidade do homem sadio. Todo o segredo do misticismo é este: que o homem pode compreender tudo com a ajuda daquilo que não compreende. O lógico mórbido procura tornar lúcido e consegue tornar tudo misterioso. O místico permite que uma coisa seja mística, e todo o resto se torna lúcido.

G.K. Chesterton, “Ortodoxia”, Mundo Cristão, 2007.

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