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Cristina Danuta

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Posts by Cristina Danuta

O Caminho do Coração

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“Mas, mesmo assim, o cultivo da oração apenas como uma amizade com Deus, pelo simples prazer de estar em sua presença e gozar sua companhia, é uma experiência um tanto rara para muitos cristãos, simplesmente porque não sabemos o que significa amizade. É relativamente raro encontrar alguém que tenha tido uma verdadeira experiência de amizade.”

“A partir do momento em que o homem for capaz de adorar e servir a Deus por nada, simplesmente porque este é Deus e não porque o cobre de benefícios, aí ele encontra o sentido maior da sua devoção, o centro da sua espiritualidade, o coração como fonte dos afetos mais puros e genuínos da alma humana.”

“O que muitas vezes compromete a espiritualidade cristã é a pretensão de restringir-se todo o mistério de Deus às explicações espiritualizadas ou racionalizadas das nossas experiências cristãs e humanas.”

Ricardo Barbosa em, O Caminho do Coração (Encontro Publicações)

Conversas sobre política

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“A política, dentre todas as vocações, é a mais nobre. A política, dentretodas as profissões, é a mais vil.”

“… a grande lição da democracia: é preferível cocô de rato a bosta de elefante”

“Foi por isso, por querer tranquilidade, que me decidi a não mais ler jornais. Dose matutina de veneno, eles só faziam me agitar, agitação que permsanecia o dia inteiro. O que me pertubava era a minha impotência: nada havia que eu pudesse fazer. Minhas palavras seriam inúteis, ninguém as ouviria. Pois quem prestaria atenção à voz de um poeta quando todos gritam?”

Rubem Alves

O menino do pijama listrado

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O Menino do Pijama Listrado foi, dos livros que li recentemente, o que devorei com mais avidez. É verdade que não é uma obra extensa. Entretanto, meu desejo de acabar logo com o livro deveu-se à incrível associação que há entre essa obra e o evangelho de Cristo.
John Boyne narra a história de Bruno, um menino de 8 anos, filho de um alto oficial nazista, que vê sua vida virar de pernas para o ar quando, subitamente, sua mãe lhe informa que eles teriam de deixar a tão estimada Berlim. Sem entender o porquê da trágica mudança – e incapaz de fazer alguma coisa para reverter a situação – Bruno se vê forçado a construir uma nova vida longe dos amigos, em um lugar que, em nada, parecia sua antiga cidade, tendo como única companhia (ainda que por ele totalmente dispensável) sua irmã mais velha.
Não tendo nada para fazer na pacata região para onde se mudara, Bruno resolveu começar a explorar o que, ao observar pela janela do seu quarto, estava ao alcance de seus olhos. Inicialmente ele ficou intrigado, pois não conseguia discernir o que todas as pessoas “do outro lado da cerca” faziam – de tão longe que estavam. Além disso, era um mistério a razão que as levava passar o dia inteiro vestindo o mesmo pijama listrado.
Movido pela inquietação e ingenuidade tipicamente infantis, Bruno resolveu seguir, secretamente, a cerca que separava sua casa do terreno das pessoas de pijamas listrados. Em uma de suas andanças, ele conheceu aquele que viria a ser seu grande amigo: Shmuel. Por causa de algumas semelhanças, aqueles garotos estabelecem uma amizade e começam a perceber as significativas diferenças entre suas histórias – ainda que, para eles, tais diferenças fossem insignificantes. Maior do que elas eram as pequenas coincidências entre suas histórias, capazes de fortalecer, a cada encontro, o sincero amor entre dois amigos.
Há, a meu ver, consideráveis semelhanças entre este livro e o reino dos céus. O desfecho desta obra, digno de ser descoberto por conta própria, revela como uma verdadeira amizade pode nos expor às piores situações imagináveis, e ainda assim continuar valendo a pena. Além disso, Bruno e Shmuel nos ensinam que, como disse Jesus, é necessário sermos como criança. A prudência e a maturidade da vida adulta não devem tirar de nós a inocente e despreocupada disposição de amar de um infante!
Das personagens com as quais “convivi” em minhas recentes leituras, Bruno e Shmuel foram as que mais me ensinaram a praticar o simples, porém desafiador, mandamento de Cristo: amar o próximo como a mim mesmo. Vale a pena conferir esta obra!

Sermão da Sexagégima

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“Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos e é de noite, não se pode ver por falta de luz. Logo há mister luz, há mister espelho e há mister olhos. Que coisa é a conversão de uma alma, senão entrar um homem em si e ver-se a si mesmo? Para esta vista são necessários olhos, é necessária luz e é necessário espelho. O pregador concorre com o espelho, que é a doutrina; Deus concorre com a luz que é a graça; o homem concorre com os olhos, que é o conhecimento.”

“O pregar que é falar faz-se com a boca; o pregar que é semear, faz-se com a mão. Para falar ao vento bastam palavras; para falar ao coração, são necessárias obras.”

“O que sai só da boca pára nos ouvidos; o que nasce em juízo, penetra e convence o entendimento.”

“Dizei-me, pregadores (aqueles com quem eu falo indignos verdadeiramente de tão sagrado nome), dizei-me: esses assunts inúteis que tantas vezes levantais, essas empresas ao vosso parecer agudas que prosseguis, achaste-las alguma vez nos Profetas do Testamento Velho ou nos Apóstolos do Testamento Novo ou no autor de ambos os Testamentos, Cristo? […] Pois se não é esse o sentido das palavras de Deus, segue-se que não são palavras de Deus. E se não são palavras de Deus, que nos queixamos que não façam fruto as nossas pregações?”

“Grande miséria por certo, que se achem maiores documentos para a vida nos versos de um poeta profano e gentio, que nas pregações dum orador cristão, e muitas vezes, sobre cristão, religioso!”

“Pregar o pregador para ser afamado, isso é mundo; mas infamado, e pregar o que convém, ainda que seja com descrédito de sua fama, isso é ser pregador de Jesus Cristo.”

– Padre Antônio Vieira

A pedra frágil

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Posso deixar meus leitores protestantes desconfortáveis por falar muito de Pedro e do que percebo como sua primazia inquestionável. Simão foi o primeiro discípulo a fazer praticamente tudo, desde pregar até curar. Isso indica também claramente que ele foi o primeiro, o líder dos Doze.

Posso deixar meus leitores católicos desconfortáveis – talvez, até zangados – pelo fato de que, embora eu fale sobre a primazia de Pedro, não seja capaz de concluir que isso gere sua supremacia. Ou seja, não sou capaz de, com eles, chegar à conclusão de que a primazia de Pedro necessariamente faça com que ele seja o primeiro papa.

(…) Não estou interessado em fazer (ou desfazer) a história da Igreja. Porém, parece-me evidente que tanto os católicos quanto os protestantes não compreenderam a Pedro. Os católicos fizeram dele um monumento, não uma pessoa. Os protestantes simplesmente negaram sua autoridade de discípulo fundador por medo de concordar com os católicos!

Michael Card, em A Pedra Frágil

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