Cristina Danuta

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Posts by Cristina Danuta

A história da minha vida

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Numa palavra, a literatura é a minha Utopia. Ali, não sou deficiente. Nenhuma barreira dos sentidos me exclui do discurso doce e gracioso de meus amigos livros. Eles me falam sem embaraço ou constrangimento. As coisas que aprendi e as que me foram ensinadas parecem ridiculamente sem importância comparadas com “os grandes amores e as caridades celestiais” dos livros.

Helen Keller em A história da minha vida, capítulo XX páginas 94-95, José Olympio Editora, Rio de Janeiro: 2003.
Helen Keller nasceu em 1880 e faleceu em 1968. Surda e cega, Helen formou-se em Filosofia no Radcliffe College. Em sua autobiografia faz referência, com freqüência, a obra Bíblica e seu valor inestimável para sua vida. A sua descrição de um campo onde passou férias é impressionante. Aprendeu a falar. Tinha conhecimento de línguas estrangeiras, como Francês, Alemão e Latim. Foi escritora, jornalista e conferencista. Recebeu, desde cedo, o apoio necessário de uma professora, Anne Sullivan, que dedicou a Helen a sua vida, para que ela pudesse nos mostrar que não há obstáculos que não possam ser rompidos.

Vale Tudo

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Sensacional livro sobre a vida do grande cantor brasileiro. Uma envolvente narraçao de Nelson Motta, que prende o leitor do início ao fim. Vale a pena conferir!

A história da minha vida

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“Muitos poucos livros exigidos nos diversos cursos são impressos para cegos e sou forçada a tê-los soletrados em minha mão. Conseqüentemente, preciso de mais tempo para preparar minhas lições do que outras moças. A parte manual leva mais tempo e tenho perplexidades que elas não têm. Há dias em que a grande atenção que preciso dar aos detalhes abrasa meu espírito, e a idéia de que preciso passar horas lendo uns poucos capítulo, enquanto no mundo lá fora as outras moças estão rindo, cantando e dançando, me deixa revoltada; mas logo recupero minha resistência e expulso o desagrado do meu coração com risos. Porque, afinal, todo mundo que deseja obter verdadeiro conhecimento precisa escalar a Colina da Dificuldade sozinho, e já que não há nenhuma estrada fácil para o cume, preciso ziguezaguear ao meu próprio modo. Escorrego e recuo muitas vezes, caio, fico parada, corro à beira de obstáculos escondidos, perco a paciência, encontro o caminho de novo e o conservo melhor; ando com dificuldade para a frente, avanço, subo mais alto e começo a ver o horizonte amplo. Cada luta é uma vitória. Mais um esforço e eu alcanço a nuvem luminosa, as profundezas azuis do céu, as regiões elevadas do meu desejo. Mas nem sempre estou sozinha nessas lutas. O sr. William Wade e o sr. E.E.Allen, direto da Instituição Pensilvânia para a Instrução dos Cegos, conseguem-me muitos livros que preciso em relevo. A atenção tem sido de uma tal ajuda e incentivo para mim que jamais poderão ter noção dela algum dia.”

Helen Keller em A história da minha vida, capítulo XX páginas 94-95, José Olympio Editora, Rio de Janeiro: 2003.
Helen Keller nasceu em 1880 e faleceu em 1968. Surda e cega, Helen formou-se em Filosofia no Radcliffe College. Em sua autobiografia faz referência, com freqüência, a obra Bíblica e seu valor inestimável para sua vida. A sua descrição de um campo onde passou férias é impressionante. Aprendeu a falar. Tinha conhecimento de línguas estrangeiras, como Francês, Alemão e Latim. Foi escritora, jornalista e conferencista. Recebeu, desde cedo, o apoio necessário de uma professora, Anne Sullivan, que dedicou a Helen a sua vida, para que ela pudesse nos mostrar que não há obstáculos que não possam ser rompidos.

Descobrindo Deus nos lugares mais inesperados

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Descobrindo Deus nos lugares mais inesperados me mostrou um Philip Yancey que não conhecia: o articulista. Não gosto dos livros de Philip Yancey, mas este me surpreendeu pela linguagem direta e simples, comum em artigos e textos mais curtos.

Noé por Chaves

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De todas as histórias que o Professor Girafales já nos contou, uma das mais bonitas é a de um senhor chamado Noé, que fabricava barcos e criava animais.

Um dia Deus disse a Noé que já faltava pouco para o Dilúvio, que é um grande aguaceiro, só que mais forte ainda. Aí Noé perguntou a ele o que devia fazer, e Deus lhe aconselhou que fabricasse um barco bem grande, onde coubessem todos os animais. Até o elefante.

Mas os únicos que ajudaram Noé foram seus filhos (que eram três) e as esposas de seus filhos. Por outro lado, as outras pessoas da cidade não o ajudaram em nada, e não faziam outra coisa senão debochar de Noé, pensando que o probrezinho estivesse louco. E Noé respondia que eles é que eram loucos e que depois não viessem se queixar quando estivessem se afogando.

Porém, mais do que as zombarias das pessoas, o que preocupava Noé era que ele teria que juntar casais de animais, porque deviam ser machos e fêmeas, e nem sempre é fácil distinguir qual é o macho e qual é a fêmea. Claro que há alguns que se reconhecem facilmente (os burros, por exemplo), mas tem uns que não sei como Noé fez para distinguir, como é o caso dos pássaros, dos peixes, das cobras, dos vermes etc.

Bem, o fato é que Noé conseguiu juntar todos os casais de animais e lhes pediu que entrassem no barco, que, na verdade, se chamava Arca.

Mas entraram bem na hora, porque em poucos minutos começou a cair o Dilúvio, e como ainda não haviam sido inventados os escoadouros, as ruas começaram a se inundar. E aí continuou chovendo tanto, que em pouco tempo não se viu mais o chão, nem as casas nem nada. A única coisa que se podia ver era o barco em que iam Noé, sua família e os outros animais.

Noé achava que os outros iam morrer de inveja, mas não foi assim; eles morreram afogados.

O chato foi que, um dia, como não tinha muito o que fazer, Noé inventou o vinho. E, é claro, tomou um porre.

Mas estava tão bêbado que nem podia se levantar para saber se já havia parado de chover. Por isso, o que fez foi segurar um pássaro e pedir que saísse pra ver se ainda estava chovendo. Então, um de seus filhos começou a debochar dele, dizendo que os pássaros não sabem falar, a não ser os papagaios. Mas os papagaios não sabem dizer se está chovendo ou não; eles só sabem dizer coisas como “Dá o pé, louro!”, “Vai à merda, menina peidorreira” e coisas desse tipo. Ou seja, de nada servia mandar um pássaro.

Mas Noé continuava tão bêbado que nem sequer ficou com vergonha quando seu filho debochou dele. Em vez disso, decidiu amaldiçoar os filhos de seu filho. Ou seja, passou a prejudicar os netos, que não tinham culpa de nada.

No dia seguinte, Noé disse que ele não era tão burro a ponto de esperar que um pássaro falasse, mas que o mandou pra ver se ele voltava seco ou molhado; porque, se voltasse molhado, significaria que continuava chovendo. E vice-versa.

O chato é que o pássaro não voltava nem seco nem molhado. Ou seja, continuavam na mesma. E Noé não podia mandar outro pássaro porque eles podiam acabar (pois de cada espécie só tinha dois). Até que finalmente alguém resolveu se informar e viu que o Dilúvio não estava mais chovendo. Aí todos desceram do barco e começaram a ter filhos para repor a população que havia morrido afogada. Alguns filhos saíram brancos, outros negros, e outros, chineses.

Mas o mais interessante de Noé foi a quantidade de anos que viveu (não me lembro bem, mas acho que foram mais de novecentos). Ou seja, chegou a ser ainda mais velho que Jaiminho, o carteiro.

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