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Guilherme

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Nova aplicação de livros digitais adapta as histórias a cada leitor

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publicado no RTP

Uma aplicação de livros digitais que se adapta aos gostos, à vida e à personalidade de cada leitor foi criada em França pela Vía Fábula, uma empresa emergente francesa.

“Não fazemos livros interativos, mas sim adaptativos”, disse à agência espanhola EFE Bruno Marchesson, fundador do projeto.

A diferença é que as histórias interativas permitem que o leitor escolha o que quer ler, e “é o livro que escolhe a história que vai mostrar ao leitor e que se vai adaptar melhor aos seus gostos e interesses”, explicou.

Na aplicação, que já conta com mais de 1.100 utilizadores desde que foi lançado no início deste ano, pode ler-se o policial `Crónicas do abismo`, de Marc Jallier, que apresenta o seu primeiro capítulo adaptado à hora e à cidade do leitor mas, para já, apenas na versão francesa.

O custo é de 4,99 dólares (4,38 euros). Trinta por cento é para a plataforma de descarga, 30% para a Vía Fábula e os restantes 40% são para o autor. “É uma verdadeira vantagem para os escritores, porque normalmente as editoras pagam-lhes apenas 10% das vendas”, disse o empresário.

O livro tem seis histórias diferentes, que partiram da mesma base, com nove finais alternativos e 150 variações de desenvolvimento da história.

“Funciona com um algoritmo que introduz as variações da história, a partir de uma plataforma informática que muda para cada leitor”, disse Marchesson.

A Vía Fábula trabalha agora na publicação de novos livros: um infantil e ilustrado, para conquistar os mais pequenos e “incentivá-los a lerem desde os primeiros anos”, segundo Marchesson e outro de ficção científica, que deverá estar pronto no final de 2016.

4 livros de não-ficção que você deve conhecer

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publicado no Universia

A leitura é uma prática capaz de aumentar os conhecimentos dos estudantes. Além disso, faz com que eles tenham um repertório cultural maior e, consequentemente, consigam ter um desempenho melhor nas redações de vestibulares. Assim, confira 4 livros de não-ficção que você deve conhecer.

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1 – Diário de Anne Frank
Anne Frank foi uma garota alemã de origem judaica que foi perseguida durante o holocausto nazista. Durante esse período, escreveu um diário, que em 1947, foi publicado por seu pai, único sobrevivente da perseguição. A leitura permite que o público conheça as atrocidades do período e entre em contato com uma visão de alguém que foi diretamente afetada pelo nazismo.

2 – Homenagem à Catalunha
Esta obra, escrita em 1938 por George Orwell, traz um relato particular das impressões do autor durante a Guerra Civil Espanhola. Utilizando a primeira pessoa, Orwell faz com que os leitores entendam bem o contexto do conflito, bem como quais as partes envolvidas. No entanto, a leitura é mais complexa.

3 – Abusado
Escrito pelo jornalista Caco Barcellos, o livro é uma reportagem sobre o tráfico de drogas e outras atividades criminosas, focando na história de um personagem do Morro de Santa Marta, no Rio de Janeiro. Lançado em 2003, Abusado revela o lado humano de personagens envolvidos pelo tráfico, muitas vezes ignorado pela mídia.

4 – Fama e Anonimato
Gay Talese dedicou seu conhecimento jornalístico para criar um dos livros mais importantes dentro da área. Publicado em 1973, Fama e Anonimato reúne textos sobre assuntos relativos à cidade de Nova York, com uma apuração extremamente detalhada. Um dos mais famosos deles é o perfil do cantor Frank Sinatra, quem o autor nunca entrevistou e escreveu o texto com base em observação.

Manuscritos medievais descobertos em encadernações de livros

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publicado no PT

Uma revolucionária técnica de raios X desenvolvida por uma equipa de cientistas na universidade holandesa de Leiden levou já à descoberta e decifração de vários fragmentos de manuscritos com mais de mil anos que tinham sido usados para reforçar as encadernações de outras obras.

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“É como uma caça ao tesouro, uma coisa realmente emociante”, disse ao jornal britânico The Observer o especialista em literatura medieval Erik Kwakkel, um dos investigadores envolvidos neste projecto, que utiliza uma nova tecnologia, a Ma-xrf (sigla de macro x-ray fluorescence spectrometry), para ler as páginas ocultas sem destruir as encadernações.

Desenvolvida por uma equipa liderada por Joris Dik, da Universidade de Teconologia de Delft, a Ma-xrf começou por ser utilizada para revelar camadas ocultas em telas de Rembrandt e de outros grandes pintores. Foi esta tecnologia que permitiu a descoberta, em 2011, de um até então desconhecido auto-retrato de Rembrandt, que apareceu, incompleto e já um tanto desvanecido, sob a superfície de outra pintura.

Mas as potencialidades desta técnica para a descoberta de manuscritos embutidos em encadernações são particularmente interessantes, porque o revolucionário scanner inventado por Dik permite não apenas detectar a sua existência, mas também lê-los, e isto sem danificar as lombadas dos livros.

A partir do século XV, e até ao século XVIII, era frequente os encadernadores cortarem e reciclarem livros medievais, escritos à mão, que a invenção da imprensa viera tornar obsoletos, para reforçar as lombadas. E alguns desses materiais eram já então antiquíssimos, como se demonstra pelos primeiros resultados do projecto da Universidade de Leiden, que encontrou numa das encadernações já radiografadas o fragmento de um manuscrito do século XII, que cita excertos de uma obra de Bede: um monge inglês e doutor da Igreja (é até hoje o único natural da Grã-Bretanha a quem foi concedido esse título) que viveu entre os séculos VII e VIII e redigiu uma célebre História Eclesiástica do Povo Inglês.

A equipa da universidade holandesa tem mesmo conseguido separar virtualmente páginas que foram coladas umas às outras, tornando legível o texto de cada uma delas.

Erik Kwakkel calcula que uma em cada cinco encadernações dos primeiros tempos da imprensa contenha fragmentos de manuscritos medievais, que em alguns casos poderão ser mesmo o único vestígio que ocultamente sobreviveu de obras há muito dadas como irremediavelmente perdidas.

“Seria óptimo encontrarmos, por exemplo, um fragmento de alguma cópia muito antiga da Bíblia, que foi o texto mais importante durante a Idade Média”, diz Kwakkel, observando que as grandes bibliotecas públicas, como a British Library ou a biblioteca da Universidade de Oxford, “têm milhares de obras com encadernações deste tipo”.

Para detectar os manuscritos ocultos, a tecnologia Ma-xrf recorre a um feixe de raios X que regista a presença e a abundância de elementos como o ferro, o cobre e o zinco – principais constituintes das tintas medievais – soba as camadas de papel ou pergaminho, um material particularmente denso, fabricado a partir de peles de animais.

O principal senão da nova tecnologia é, por enquanto, a sua lentidão. Radiografar uma lombada pode levar 24 horas, reconhece Dik, cuja equipa está a tentar encontrar métodos mais expeditos. “Para já, provámos que isto funciona”, diz o cientista.

‘Tinder dos livros’, Book4You quer conectar leitores e histórias sem preconceitos

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Sem exibir capa ou autor, o serviço oferece novos títulos para usuários sem mostrar capa

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publicado no Estadão

“Cruel e sanguinário” é o que diz um trecho da descrição do perfil que aparece na tela do smartphone. Na parte inferior do celular, apenas as opções de curtir ou passar. Apesar da descrição assustar, o usuário toca em “curtir”. A situação seria preocupante caso o serviço em questão fosse o aplicativo de paquera Tinder. Entretanto, o “cruel e sanguinário” não é a descrição de uma pessoa, mas de um livro. Trata-se do Book4You, serviço brasileiro que está sendo chamado de “Tinder do livros”.

O Book4You, que pretende unir histórias e pessoas, sem preconceitos com capa, autor ou nacionalidade da obra, começou a tomar forma em 2013, quando o administrador Cassio da Silveira resolveu comprar uma página no Facebook que iria ser desativada, mas que já contava com mais de 400 mil inscritos. “A página só compartilhava fotos e críticas de alguns livros, como várias outros canais do Facebook”, conta Cassio. “Comecei a procurar novas formas de inovar.”

O administrador pensou em criar um serviço que facilitasse o encontro de usuários com novas histórias. A ideia era usar o modelo de sucesso do Tinder: ele começou a desenvolver um site com design e funcionalidade parecidos e lançou o Book4You em novembro de 2015. Desde então, ele já conseguiu atrair mais de 15 mil pessoas para o aplicativo, que é operadora por uma equipe de apenas quatro pessoas. Eles são responsáveis por fazer a curadoria das obras exibidas para os usuários.

Para usar o Book4You, basta entrar no serviço — que por enquanto só possui versão para web — e escolher uma lista temática, como romance, horror, bestsellers e outras mais criativas, como “sobre o Vietnã” e “para ler no metrô”. Depois, basta navegar nas sinopses. Caso goste de alguma, a pessoa deve curtir e, em seguida, já é redirecionada para uma loja virtual de livros. Caso não goste da história, basta rejeitar e outra sinopse aparecerá na tela.

Modelo de negócio. Além de criar listas de livros patrocinadas por empresas — como acontece no serviço de streaming de música Spotify, por exemplo —, a Book4You ganha cada vez que um usuário do serviço compra um livro quando é redirecionado para alguma loja virtual.

Até agora, porém, o site não conseguiu faturar o suficiente para se bancar. Para Cassio, apesar da crise econômica, as perspectivas são boas para os próximos meses. “Conforme aumentam os usuários, aumentam também as parcerias e o nosso faturamento”, afirma o criador do Book4You. “Em breve, vamos começar a nos bancar para poder crescer.”

19 livros que não podem faltar em sua biblioteca

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publicado na Gazeta do Povo

1) Memórias Póstumas de Brás Cubas

Machado de Assis

L&PM Pocket, 228,pp, R$ 22.

“Livro moderníssimo numa prosa que, ainda hoje, vibra e educa o ouvido da língua portuguesa”.

Leandro Sarmatz, editor Cia. das Letras.

2) Crime e Castigo

Fiódor Dostoievski

Editora 34, trad. Paulo Bezerra, 568pp, R$ 39.

”Primor de argumento, narrativa, com perfeita definição de personagens e tensão em crescendo. Raskolhnikov é um exemplo de protagonista-vilão, com quem os leitores se identificam. Um livro do qual nunca nos libertaremos”.

Ernani Buchmann, da Academia Paranaense de Letras.

3) As Aventuras do Senhor Pickwick

Charles Dickens

(Fora de Catálogo)

”Engraçadíssimo e fundamental para se compreender como funciona a justiça. Ideal para desiludir quem espera muito das instituições. Sobre justiça, poder e ressentimento, aliás, pautas tão contemporâneas é uma obra essencial, assim como o Quixote e o teatro completo de Shakespeare”.

Luís Henrique Pellanda, escritor.

4) Ensaios

Michel Montaigne

Cia. das Letras, trad. de Rosa freire D’Aguiar, 616 pp. R$ 37.

“Houve uma época em que eu lia um ensaio de Montaigne por noite. E noite após noite, a cada ensaio, minha própria natureza transparecia naquelas páginas. Montaigne é um espelho de nós, séculos depois; isso é assustador”.

Felipe Munhoz, escritor.

5) Górgias

Platão

Versão eletrônica livre

”Deveria ser de leitura obrigatória .Mostra-nos bem como o cidadão é enganado através da linguagem, julgando que está a ouvir a verdade. Um livro onde se assiste à guerra entre a retórica e o conhecimento (ou a sua busca).

Paulo José Miranda, escritor vencedor do prêmio José Saramago 1999.

6) Moby Dick

Herman Melville

Cosac Naify, trad: Alexandre barbosa de Souza, 628 pp. R$ 59

“O livro mais poderoso. Tudo nele é impressionante. Gosto inclusive dos nomes dos lugares (Nantucket) ou dos personagens (Queequeg). Não há nada que se compare a esse livro”.

Mário Bortolotto, escritor e dramaturgo.

7) Os Cantos de Canterbury

Geoffrey Chaucer

Editora 34, trad Paulo Vizoli , 784 pp. R$ 98.

“Escrito a partir de 1387 é uma coleção de 24 histórias narradas cada uma por um peregrino, nos coloca diante de figuras das diversas camadas sociais de uma Inglaterra medieval e explora, com grande humor e com uma linguagem primorosa, temas, entre cotidianos e polêmicos, que são surpreendentes por sua atualidade”.

Luci Collin, escritora e professora de literatura

8) Paranoia

Roberto Piva

(Fora de catálogo)

“Uma viagem delirante por São Paulo. Um clássico que marcou minha juventude e despertou meu interesse por poesia”.

Diego Moraes, escritor.

9) Mahabharata (poema épico indiano escrito em sânscrito entre 300 AC e 300DC )

Fora de Catálogo

“A maior obra literária de todos os tempos”.

Alberto Mussa, escritor

(Fora de catálogo)

10) Stoner

John Williams

Rádio Londres, trad. Marcos Maffei, 320 pp. Romance. R $45.

“Clássico a gente também descobre tardiamente, e este faz a síntese perfeita das qualidades de dois outros livros indispensáveis de americanos contemporâneos: A marca humana, de Philip Roth, e Foi apenas um sonho – Revolutionary Road, de Richard Yates”.

Christian Schwartz, tradutor e editor.

11)É Isto é um homem?

Primo Levi

Rocco, tra. Luigi del Re. 256pp. R$ 28.

“O relato sobre Auschwitz fica martelando pelo resto da vida, dia após dia, nos lembrando dos horrores que somos capazes de cometer”.

Rogério Pereira, diretor da Biblioteca Pública do Paraná.

12) Grande Sertão: veredas

João Guimarães Rosa

Nova Fronteira, 624 pp. R$55

“O maior livro já escrito no Brasil. Rosa criou ele mesmo uma linguagem, um cenário e um sagrado a partir de suas percepções sensíveis sobre o povo sertanejo. Ler Grande Sertão é um dos poucos privilégios de ser brasileiro nativo”.

Yuri Al’Hanati, youtuber do canal “Livrada”.

13) Pornopopeia

Reinaldo Moraes

Objetiva, 480 pp. R$ 62.

“Uma viagem, já nasceu clássico. A história é divertida, o personagem principal é amoral e a linguagem exuberante, com uma saraivada de gírias que se misturam a referências cultas. Uma espécie de Grande sertão: veredas urbano, pop e picaresco”.

Luiz Rebinski Jr, editor do jornal literário Cândido.

14) Alice no País das Maravilhas

Lewis Carrol

“Narrativa riquíssima em jogos de palavras, imaginação, fantasia, sutilezas da alma humana, crítica e bom-humor; para todas as idades”.

Stela Maris Rezende, autora infantil e vencedora do premio BPP em 2014

15) Só garotos

Patti Smith

Cia. das Letras, trad de Alexandre Souza. 280 pp, R$ 44.

“Um livro nada acadêmico, autobiográfico, sugere a mulher participativa envolvida com as nuances de um novo mundo, cosmopolita”,

Toninho Vaz, autor da biografia de Paulo Leminski, O Bandido que Sabia Latim

16) Desastres do Amor

Dalton Trevisan

Record, 144pp. R$ 35.

“Fico com este Dalton em que as histórias de Joãos e Marias são contadas com humor sutil e toques de poesia (“Os plátanos enfeitam-se da conversa dos pardais.”). É uma boa introdução na obra do maior contista brasileiro”

Marleth Silva, jornalista cultural e colunista da Gazeta do Povo

17) Crônica de uma morte anunciada

Gabriel García Márquez

Record, trad Remy Gorga Filho, 176 pp. R4 25.

“Uma aula de como contar uma história que já se conhece o desfecho”

Tito Montenegro, editor da Arquipélago Editorial

18) O Livro das Vidas- Obituários do New York Times

Vários Autores

Cia. das Letras, trad: Denise Bottman, 312 pp. R$ 54.

A obra revela histórias improváveis e mostra o poder da qualidade narrativa na descrição de pessoas aparentemente comuns.

Daniela Arbex, escritora e jornalista

19)Vidas Secas

Graciliano Ramos

Record, 175 pp. R$ 25.

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