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Conhecida como Castelo de Luz, biblioteca da Letônia leva título de melhor do mundo de 2018

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Foto: Facebook/Reprodução/Indriķis Enganar Skipper

Prêmio foi concedido pela Feira do Livro de Londres, que também considerou a biblioteca construída em terreno do Carandiru entre as melhores do mundo

Publicado na Gazeta do Povo

A Biblioteca Nacional da Letônia foi eleita a melhor do mundo de 2018. O título foi concedido pela Feira do Livro de Londres (London Book Fair, no original em inglês), um dos eventos mais importantes da área, e a associação de editores do Reino Unido em cerimônia na noite desta terça-feira (10).

Foto: Facebook/Reprodução

A Biblioteca São Paulo (BSP), construída no terreno onde ficava o Complexo Penitenciário do Carandiru, palco do massacre em que morreram 111 presos, em 1992, ficou entre as melhores do mundo, mas não levou a medalha de ouro.

A biblioteca monumental fica no centro histórico da capital Riga e foi projetada em 2014 pelo arquiteto letão naturalizado norte-americano Gunars Birkerts (1925-2017), bastante conhecido por seus projetos modernistas em Michigan. Na concepção do espaço, o arquiteto aplicou diversas referências do folclore da Letônia, e apelidou o edifício de Castelo de Luz, que à noite se destaca na paisagem com suas luzes interiores.

Foto: Facebook/Reprodução

À época, a obra foi vista como um enfrentamento à arquitetura pública soviética, que dominou a história recente do país, com um edifício contemporâneo, apesar de manter o caráter monumental. Foi concebida inicialmente em 1988, mas só saiu do papel anos depois, em 2014, quanto os habitantes também criaram um movimento para proteger os livros antigos e levá-los para as novas bibliotecas. A ação envolveu 14 mil pessoas, que criaram uma corrente humana de 2 quilômetros de comprimento, para proteger alguns exemplares da literatura nacional do país.

Foto: Facebook/Reprodução

A biblioteca tem 4,5 milhões de livros, o que inclui exemplares raros. Por isso é a coluna vertebral de todo o sistema público de bibliotecas da Letônia, auxiliando atividades escolares, pesquisas universitárias e consultas do parlamento, além de desenvolver padrões nacionais para o setor.

Veja mais fotos da melhor biblioteca do mundo de 2018

FotoS: Facebook/Reprodução

As irmãs iraquianas que estão reconstruindo a biblioteca de Mossul, destruída pelo EI

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Moradores de Mossul, no Iraque, tentam reconstruir a cidade depois dos horrores da guerra – entre 2014 e 2017, a terceira maior cidade do Iraque esteve em poder do grupo autodenominado Estado Islâmico.

Publicado na BBC Brasil

A cidade só foi libertada do domínio dos extremistas depois de nove meses de guerra, entre 2016 e 2017. A ONU (Organização das Nações Unidas) diz que a reconstrução vai custar um bilhão de dólares e levar muitos anos.

Mas duas irmãs estão tentando restaurar uma parte da cidade que é especialmente importante para elas: a biblioteca da universidade.

Estudantes de medicina, Farah e Rafal coletaram livros de diversas partes do país ainda durante o domínio do EI e começaram uma nova coleção para a biblioteca.

“No futuro, quero ter orgulho de dizer que ajudei a reconstruir a cidade”, diz Farah.

A biblioteca da Universidade de Mossul era a maior da cidade e funcionava como uma espécie de polo de conhecimento antes de ser usada como base para o EI, que a incendiou antes de ser expulso da região.

 



Biblioteca São Paulo é finalista de prêmio internacional na Feira do Livro de Londres

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Biblioteca São Paulo, na zona norte da cidade. Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Instituição na Zona Norte da cidade concorre com bibliotecas europeias; Brasil lidera número de indicações

Guilherme Sobota. no Estadão

Cinco iniciativas e projetos brasileiros relacionados à literatura e ao mercado editorial são finalistas do prêmio The London Book Fair International Excellence Awards 2018. Entre elas, a Biblioteca São Paulo (cuja sede está no mesmo local onde era o presídio do Carandiru), que concorre na categoria Biblioteca do Ano.

Os outros indicados brasileiros são: a Editora Atheneu (Prêmio de Editores Acadêmicos e Profissionais), a Ubook.com (Editora de Audiobooks do Ano), a Fundação Dorina Nowill para Cegos (Prêmio de Excelência Internacional para Livros Acessíveis) e a TAG (Prêmio Quantum de Inovação Editorial).

Na categoria Biblioteca do Ano, as outras indicadas são todas de países europeus (Noruega, Dinamarca e Letônia).

Os prêmios, que são resultado de uma parceria da UK Publishers Association (PA) com a Hytex, celebram a excelência em dezessete categorias relacionadas ao setor.

O Brasil é o país que tem o maior número de indicações este ano. Projetos de 27 países concorrem ao prêmio, que será entregue durante a Feira do Livro de Londres, no dia 10 de abril de 2018, no The Conference Centre, Olympia, Londres.

Em 2017, o editor brasileiro Luiz Schwarcz venceu o The Lifetime Achievement no mesmo evento. A premiação já concedeu o tributo a influentes personalidades do mercado editorial internacional, como Sonny Mehta, Deborah Rogers, Antoine Gallimard, Jorge Herralde e Christopher MacLehose. Luiz Schwarcz foi o primeiro latino-americano e o quarto profissional do mercado de livros de língua não inglesa a ser homenageado.

Em 2018, a premiada será Sara Miller McCune, fundadora e presidente da SAGE Publishing, uma das maiores editoras independentes do mundo, sediada em Londres e com escritórios na Índia e em Singapura. A editora é voltada para publicações sociais, como de estudos urbanos, da mídia, de relações étnicas e violência.

Antes e depois do Estado Islâmico: voluntários reinauguram biblioteca da Universidade de Mossul

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Antes e depois: mais de 32 mil livros foram resgatados dos escombros do prédio original da biblioteca da Universidade de Mossul em 2017, após a saída do Estado Islâmico, e levados para outro prédio no campus, onde em fevereiro de 2018 a biblioteca foi reaberta (Foto: Divulgação/Saad Hadi/Mosul Eye)

Depois de meses de trabalho de limpeza e remoção de milhares de livros para um novo prédio, iraquianos de Mossul comemoraram nesta terça-feira (6) a reinauguração da biblioteca.

Ana Carolina Moreno, no G1

Antes em meio à poeira, à penumbra e aos destroços de guerra, os livros da Biblioteca Central da Universidade de Mossul que sobreviveram à ocupação de mais de dois anos do Estado Islâmico na cidade iraquiana voltaram a estar disponíveis para empréstimos. Nesta terça-feira (6), o historiador iraquiano Omar Muhammed, que criou o blog Mosul Eye e coordena um grupo de voluntários no projeto de recuperação da biblioteca, anunciou sua reabertura.

No perfil oficial do blog no Twitter, ele publicou fotos de algumas salas da nova biblioteca. A original, em um imponente prédio no campus da universidade, foi invadida pelo Estado Islâmico em junho de 2014 e virou o quartel-general do “ministério da educação” dos jihadistas até janeiro de 2017, quando eles deixaram o local danificado.

Foto publicada em fevereiro de 2018 pelo historiador iraquiano Omar Muhammed, responsável pelo blog Mosul Eye, comemora a reabertura da biblioteca da Universidade de Mossul, em um novo edifício no campus (Foto: Divulgação/Mosul Eye)

Em entrevista ao G1, Muhammed explicou que a biblioteca foi reaberta fora do prédio original, que sofreu danos estruturais graves após a batalha pela retomada de Mossul. Durante meses, voluntários se arriscaram dentro do prédio para resgatar parte dos mais de 800 mil livros, manuscritos, periódicos e outras obras, incluindo raridades, dos escombros do edifício.

“A partir de agora ela está aberta todo dia, as pessoas podem entrar e especialmente pedir livros. É incrível. É um prédio pequeno, mas muito bom”, explicou ele.

O historiador diz que, por enquanto, podem emprestar obras para fora do prédio apenas os professores, pós-graduandos e pesquisadores da Universidade de Mossul.

O esforços de reabertura da biblioteca fazem parte do trabalho de reconstrução da universidade. Mas o historiador afirma que o trabalho principal de resgate, limpeza e reorganização dos livros se deve ao trabalho dos voluntários.

Vida no exílio

Muhammed coordena esse e outros projetos de longe: no fim de 2015, ele precisou fugir de Mossul, com medo de ser morto por causa do blog. Ele só revelou sua identidade em dezembro de 2017, seis meses depois de o exército do Iraque expulsar o Estado Islâmico da cidade, em uma dura batalha que durou nove meses e deixou a maior parte do lado oeste de Mossul completamente destruída.

Ao G1, o historiador, que atualmente vive na Europa, mas não divulga em que cidade por motivos de segurança, afirmou que o grupo de voluntários conseguiu cumprir o prazo, estabelecido por eles mesmos, de reabrir a biblioteca em fevereiro deste ano, pouco mais de um ano após a saída do EI.

Andar principal do prédio original da biblioteca da Universidade de Mossul ficou reduzido a destroços após a expulsão do Estado Islâmico (Foto: Divulgação/Saad Hadi)

Doações de livros

Além de limpar a biblioteca e resgatar os livros que sobreviveram à batalha, o grupo também recebe doações de livros ao redor do mundo, em qualquer língua. Além dos cerca de 32 mil livros resgatados do prédio original, outros cerca de 50 mil chegaram de vários países.

“Durante a batalha pela retomada da cidade, o Estado Islâmico queimou e destruiu a biblioteca. Mas, felizmente, depois que a batalha acabou, conseguimos achar e resgatar livros”, afirmou ele.

A campanha internacional mobilizou pessoas de todas as partes do mundo, principalmente no Ocidente, explicou Muhammed. “Já recebemos mais ou menos 50 mil livros de muitos países, e estamos esperando por mais. Gostaria de agradecer a todos que fizeram isso acontecer, que pensaram na biblioteca, que nos apoiaram mesmo sem poder doar um livro.”

Depois de meses de trabalho de limpeza e remoção de milhares de livros para um novo prédio, iraquianos de Mossul comemoraram nesta terça-feira (6) a reinauguração da biblioteca.

‘Não use bananas como marcadores de livros’, avisa biblioteca após encontrar casca da fruta em livro devolvido

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Biblioteca da Universidade de Manchester, no Reino Unido, se surpreendeu ao encontrar casca de banana apodrecida dentro das páginas de livro sobre direito e geopolítica.

Publicado no G1

Tudo começou na terça-feira (9), com um alerta que os funcionários da biblioteca da Universidade de Manchester, no Reino Unido, decidiram publicar na internet. “Por favor não use bananas como marcadores de livros, e definitivamente não devolva seus livros para nós com marcadores de banana velha e mofada ainda dentro deles. Muito obrigada”, escreveram eles, na conta oficial da biblioteca no Twitter (veja abaixo).

A mensagem, porém, logo se espalhou, com milhares de curtidas e compartilhamentos e dezenas de pessoas cobrando imagens da cena inusitada. Surpresos com o interesse, os bibliotecários decidiram pesquisar se as pessoas queriam mesmo ver com os próprios olhos como uma banana poderia ganhar tal função na vida literária.

No dia seguinte, eles publicaram uma bem humorada enquete com a seguinte pergunta: “Você gostaria de ver uma foto do marcador de banana velha e mofada que foi recentemente encontrada em um de nossos livros?”

A curiosidade dos internautas venceu de lavada: mais de 1.500 pessoas votaram, e 90% delas pediram que a imagem fosse tornada pública.

Respeitando o desejo da maioria, na quinta-feira (11) o perfil entregou a imagem que todos esperavam: a casca da banana foi encontrada entre as páginas 80 e 81 de um livro sobre a crise constitucional na Europa, na parte em que o autor trata sobre aspectos econômicos da questão, incluindo a crise financeira internacional. Partes do texto, porém, estão ilegíveis porque a banana, já com cor escura e pontos de mofo, deixou marcas pelas páginas, o que indica que talvez os leitores devam buscar objetos de materiais não-orgânicos se precisarem guardar a página em que interromperam a leitura.

Biblioteca em Manchester, no Reino Unido, publicou no Twitter foto de um dos livros devolvidos ao local, que continha uma casca de banana apodrecida entre as páginas (Foto: Reprodução/Twitter/UoMLibrary)

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