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Estudo faz mapeamento inédido do mercado de livro digital

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Censo realizado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros vai mapear tamanho do mercado de e-readers

Ernesto Neves, na Veja

Um mapeamento feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) vai revelar, pela primeira vez, o tamanho do mercado de livros digitais no país.

O estudo, visto como crucial para o desenvolvimento do setor, teve a adesão de 350 editoras e o resultado final será divulgado em junho.

Calcula-se que a venda de livros digitais cresça a uma taxa de 20% ao ano. O Brasil, no entanto, é menos desenvolvimento em relação às economias desenvolvidas.

“Acredita-se que apenas 2,5% das vendas sejam digitais. Na Espanha, por exemplo, já corresponde a 10%”, diz Marcos Pereira, dono da editora Sextante e presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livro (Snel).

É um produto muito atraente em tempos de crise, já que custa, em média, 30% a menos que o formato convencional”, completa.

O estudo é uma parceria entre o sindicato e a Câmara Brasileira de Livros.

Doria rebate Amazon e sugere que empresa doe livros para SP

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O prefeito eleito de São Paulo (SP), João Doria, participa de evento do LIDE em São Paulo (SP) - 21/11/2016 (Miguel Schincariol/AFP)

O prefeito eleito de São Paulo (SP), João Doria, participa de evento do LIDE em São Paulo (SP) – 21/11/2016 (Miguel Schincariol/AFP)

 

Prefeito de São Paulo considerou oportunista a atitude da gigante americana

Publicado na Veja

O prefeito de São Paulo, João Doria rebateu a gigante americana Amazon e sugeriu que a empresa doe livros à cidade. Em vídeo publicado em seu perfil no Facebook, Doria pede que a Amazon tenha “uma postura cidadã autêntica e não oportunista”. O vídeo é uma resposta ao filme publicitário da americana, que usou os muros cinza da cidade para divulgar seu livro digital.

O Kindle, principal produto da gigante americana, é conhecido por ter um fundo de cor acinzentada. “Cobriram a cidade de cinza? A gente cobriu o cinza de histórias”, diz a Amazon na peça.

Abaixo, o comercial do Kindle:

Em sua resposta, Doria sugere que a empresa doe livros para bibliotecas, computadores e tablets para escolas municipais de São Paulo. “Já que eles têm tanto amor pela nossa cidade, poderiam fazer de fato uma ação transformadora. Poderiam também patrocinar um dos Museus de Arte de Rua (MARs). Existem várias formas da Amazon ter uma postura cidadã autêntica e não oportunista.”

A estratégia da companhia americana se apoiou no programa Cidade Linda, implementado por Doria desde o começo de sua gestão, e que gerou polêmica por pintar de cinza muros que continham grafites e pichações.

Kindle provoca João Doria em primeiro filme no Brasil

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Kindle: Ooargumento do filme, chamado “Movidos por histórias”, é o seguinte: “Pintaram os muros de cinza? A gente cobriu o cinza de histórias” (Youtube/Reprodução)

Kindle: O argumento do filme, chamado “Movidos por histórias”, é o seguinte: “Pintaram os muros de cinza? A gente cobriu o cinza de histórias” (Youtube/Reprodução)

 

Na 1ª campanha para promover a marca no país, a Amazon utilizou projeção visual para reproduzir trechos de livros nos muros pintados de cinza pelo prefeito

Publicado na Exame

Ninguém pode negar o poder midiático do atual prefeito de São Paulo, João Doria.

Reflexo desta popularidade e das discussões ao redor de algumas de suas principais medidas a frente da gestão da cidade, é natural que sua figura ou suas ações invadam as mais improváveis esferas, incluindo a propaganda.

Se em janeiro o Habib’s brincou com o cinza da cidade e a luta do “gestor” contra os pichadores, agora é a vez da Kindle dar novas cores ao assunto.

Na primeira campanha para promover a marca no Brasil, a Amazon resolveu utilizar projeção visual para reproduzir trechos de livros nos muros pintados de cinza pela atual prefeitura.

O argumento do filme, chamado “Movidos por histórias”, é o seguinte: “Pintaram os muros de cinza? A gente cobriu o cinza de histórias”.

O trabalho de comunicação estreou hoje sua veiculação nas redes sociais, sites e portais brasileiros.

Confira:

Pessoas mais velhas e ricas são as que mais baixam livros piratas, diz estudo

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(Foto: Jonathan Auxier / The Scoop)

(Foto: Jonathan Auxier / The Scoop)

Lucas Carvalho, no Olhar Digital

A empresa antipirataria Digimarc, em parceria com o instituto de pesquisa Nielsen, divulgou nesta semana um curioso estudo sobre o perfil das pessoas que baixam conteúdo pirata na internet. O foco da pesquisa, porém, é naqueles que têm o hábito de piratear livros digitais.

O objetivo do estudo foi o de identificar que tipo de pessoa baixa ebooks piratas: gênero, idade, renda e outros detalhes. Para a surpresa dos pesquisadores, o estudo concluiu que pessoas mais velhas e de classes mais altas são as que mais recorrem à pirataria.

A maioria dos entrevistados (60%) tem mais de 30 anos de idade, enquanto 65% ganham mais do que US$ 60 mil por ano – equivalente a uma média de R$ 15 mil por mês, em conversão direta. A maioria também tem ensino superior completo (40%), enquanto outros 32% são pós-graduados.

Mas por que pessoas, em tese, mais ricas e mais velhas preferem baixar livros piratas em vez de comprar ebooks, que costumam ser bem mais baratos do que livros físicos, por exemplo? Para 58% dos participantes no estudo, a pirataria é “mais conveniente” do que pagar por uma cópia digital original.

Ainda assim, 42% disseram que, além de piratear livros, também compram ebooks originais pela internet, a partir de plataformas como a da Amazon e o iTunes. Na hora de baixar um conteúdo ilegalmente, 31% fazem isso por torrent ou por sites de troca de conteúdo direto, como o 4shared.

Por fim, a pesquisa conclui que o mercado editorial perde US$ 315 milhões por ano graças ao download ilegal de ebooks. O estudo foi feito com 516 pessoas identificadas pela Nielsen como “piratas” ao longo dos últimos seis meses.

Via TorrentFreak

STF amplia imunidade tributária de livros, e ‘e-books’ ficam livres de impostos

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Com decisão do Supremo Tribunal Federal, os ‘e-readers’, equipamentos para leitura dos ‘e-books’, também serão beneficiados por isenção tributária.

Renan Ramalho, no G1

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (8) estender aos “e-books” – livros eletrônicos – a imunidade tributária concedida pela Constituição a livros, jornais, periódicos e ao papel de impressão.

Com a decisão da Corte, além do próprio conteúdo do livro eletrônico, estarão livres de impostos também aqueles equipamentos utilizados exclusivamente para comportá-los, os chamados “e-readers”.

No mesmo julgamento, o STF ainda concedeu o mesmo benefício a componentes eletrônicos destinados exclusivamente a integrar materiais didáticos compostos de fascículos.

A decisão tem repercussão geral e assim deverá ser aplicada pelas demais instâncias judiciais em processos semelhantes, nos quais o governo vinha cobrando os tributos de editoras nos tribunais.

Durante a sessão, os ministros analisaram recurso apresentado pelo governo do Rio de Janeiro contra decisão do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), que livrou uma editora de pagar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na venda de uma enciclopédia jurídica eletrônica.

Por unanimidade, os ministros entenderam que a imunidade prevista na Constituição visa a difusão do conhecimento e da informação.

“A imunidade serviria para se conferir efetividade aos princípios da livre manifestação do pensamento e da livre expressão da atividade intelectual, artística, científica ou de comunicação, o que, em última análise, revelaria a intenção do legislador constituinte em difundir o livre acesso à cultura e à informação”, disse o relator da ação, Dias Toffoli.

Outros ministros, como Luiz Fux e Gilmar Mendes, ressaltaram as vantagens do livro eletrônico em relação aos impressos, pela fácil distribuição e dispensa do papel.

“Afinal não é preciso matar árvores para garantir a liberdade de informação por meio da mídia”, disse Fux.

“Negar-se imunidade em formato outro que não seja papel convencional pode ser gravíssimo equívoco que revela desprezo com a inovação institucional”, acrescentou Gilmar Mendes.

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