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Met Museum disponibiliza 474 livros de arte para download gratuito

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Romullo Baratto, no Arch Daily Brasil

Um dos maiores museus de arte do mundo, o Metropolitan Museum of Art (The Met), de Nova Iorque, disponibilizou parte de suas publicações para download. São, ao todo, 474 livros de arte para download gratuito.

As obras foram publicadas entre 1964 e 2013 e acompanham todo o período da história da arte com estudos críticos e biográficos. Entre os artistas estão grandes nomes como Pablo Picasso, Georgia O’Keeffe, John Singer Sargent e Utagawa Hiroshige.

para facilitar a busca no acervo, o usuário pode procurar os títulos desejados através do nome do autor, da própria obra ou com palavras-chave. Além disso, é possível navegar na coleção selecionando o tipo de publicação desejada, temática, departamento do museu em que se encontra a obra e formato.

Os livros foram disponibilizados para download em formato PDF ou podem ser lidos online. Para acessar o acervo, clique aqui.

Na onda do Pokémon Go, livros apostam na realidade aumentada

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Tecnologia didática. Apresentado na última Bienal do Livro, “Diário dos sonhos” ensina educação financeira às crianças com desafios de realidade aumentada - Agência O GLOBO / Edílson Dantas

Tecnologia didática. Apresentado na última Bienal do Livro, “Diário dos sonhos” ensina educação financeira às crianças com desafios de realidade aumentada – Agência O GLOBO / Edílson Dantas

 

Editoras querem tornar leitura mais atraente por meio de interações virtuais

Publicado em O Globo

RIO — A mesma tecnologia que permite a jogadores caçarem criaturas virtuais pela cidade pode ser a solução para dinamizar um mercado editorial em crise no país. Surfando na onda do Pokémon Go, editoras investem cada vez mais na utilização da realidade aumentada em suas publicações. O recurso não é novo — vinha sendo utilizado sem muito alarde em obras físicas e digitais desde 2008 — mas ganha força à medida que é aperfeiçoado e invade progressivamente nossas vidas. Quem comprou a aposta, garante: chegou a hora e a vez da realidade aumentada na indústria do livro.

Seja na ficção, no didático ou no infantil, as possibilidades são múltiplas, desenvolvendo elementos gráficos em 3D, vídeo e interações entre o virtual e o real. O princípio é o mesmo que o do famoso jogo dos bichinhos japoneses, só que a serviço da leitura. Pela mediação de tablets e smartphones, personagens saem da página e ganham vida, cenários fixos viram mundos virtuais quase palpáveis, e a apresentação interativa de conteúdos difíceis como matemática ou ciência tornam o aprendizado mais lúdico e atrativo.

— Com a febre mundial do Pokémon Go, houve uma popularização da tecnologia, o que sinaliza o óbvio: se já está sendo assim nos games, será assim com os livros — avalia Josué Matos, da editora PenDragon, que exibiu na última Bienal de São Paulo, encerrada no sábado passado, publicações com a tecnologia em seu estande.

Seus mais recentes lançamentos (como a fantasia “Adelphos — A Revelação”, de M. Pattal) incluem interações em 3D entre público e obra. Os próximos prometem ir mais longe, oferecendo mapas virtuais em romances de fantasia e personagens animados saltando dos livros e brincando com os leitores.

— Felizmente o uso da tecnologia em um jogo mostrou o caminho para a união perfeita entre imaginação e realidade — diz o editor. — Saber fazer uso dessa tecnologia colocará definitivamente os livros de ficção, ou de qualquer outro gênero, como ferramenta lúdica, com potencial para mudar o mundo.

Por enquanto, as iniciativas atuais nesse sentido envolvem principalmente os universos didático e infantil. Também na última Bienal, a DSOP, especializada em educação financeira, exibiu o seu “Diário dos sonhos”, de Reinaldo Domingos (com ilustrações de Bruna Assis Brasil). O livro traz desafios animados, em que cenários e personagens saltam das páginas para ensinar crianças sobre o uso de dinheiro.

Presidente da DSOP, Reinaldo Domingos aponta diversas razões na demora para a ferramenta ganhar a indústria como um todo — e de continuar sendo ainda apenas uma aposta no mercado editorial.

— O custo de criação ainda é relativamente alto em relação ao processo de criação de um livro, o que torna um investimento arriscado — diz ele. — Tem também o fato de ser uma ferramenta relativamente recente. Contudo, tenho certeza que essa será uma tendência para o mercado de editoras, pela necessidade cada vez maior de integrar o livro físico com novas tecnologias, para sobreviver a uma evolução natural da comunicação.

Fundador da Ovni Studios, um estúdio independente de games, Tiago Moraes desenvolveu, no final do ano passado, o projeto “Perônio”, que junta a dinâmica dos livros animados com a interatividade digital das telas sensíveis, e foi um dos primeiros lançamentos na linha híbrida 3D, realidade virtual e aumentada. Ele acredita que, só agora, os dispositivos móveis ideais para este tipo de experiência passaram a oferecer a performance necessária para a difusão da tecnologia.

— Por muito tempo se usou a webcam dos computadores para experiências de realidade aumentada, mas é fácil entender que os computadores e notebooks não eram os dispositivos ideais para este tipo de experiência — explica Moraes. — Antes do Pokémon Go, a grande maioria das pessoas não fazia ideia do que se tratava. Agora, ao serem confrontadas com esse termo, já associam ao jogo e sabem do que se trata. Devido à popularidade do aplicativo, outros estão tentando surfar na onda da realidade aumentada, pois o mindset das pessoas muda e as oportunidades aparecem.

Segundo Moraes, novas tecnologias demoram para chegar ao consumo de massa. A partir de agora, contudo, a realidade aumentada tende a evoluir de forma rápida — e quem souber aproveitá-la melhor deve sair na frente.

— A tecnologia de hoje tenta fazer com que tudo esteja dentro de nossos celulares. Muitas das coisas que fazíamos nos computadores são feitas nos celulares, como e-mails, redes sociais, GPS, fotos e entretenimento de forma geral — diz. — Em um período curto, tudo estará nos celulares, computadores e TVs deixarão de existir.

“LIVROS INFANTIS SAEM NA FRENTE”

Com tese de doutorado sobre novas narrativas em mídias, a professora e coordenadora do curso de Jornalismo da Eco-UFRJ Cristiane Costa acredita que, de todas as novas estratégias para o livros animados, a realidade aumentada é a que tem mais possibilidade de vingar. Uma de suas principais vantagens em relação ao livro pop-up, que cria animações em dobraduras por meio de um complexo trabalho com o papel, é que ela não demanda os altos custos de impressão.

— Embora tenha uma linguagem única, a realidade aumentada é uma evolução dessa estética que já existia no impresso com os livros pop-up — explica. — Seu desenvolvimento a popularizou e aumentou o nível de interatividade.

Depois de pesquisar o assunto com Cristiane na UFRJ, a produtora editorial Aline Pina passou a editar um site sobre as novidades do uso da tecnologia nos livros. Segundo ela, os grandes grupos editoriais no Brasil continuam alheios às inovações nesse campo, que estão sendo introduzidas no mercado principalmente por editoras independentes, startups e agências de publicidade.

— Um bom projeto com realidade aumentada precisa ter um projeto gráfico pensado para o digital, que explore ao máximo as interações e as possibilidades oferecidas pelo conteúdo multimídia, e que esteja intimamente ligado com o conteúdo do impresso ou do aplicativo — opina Aline. — Atualmente, os livros infantis saem na frente porque têm maior apelo com as imagens, é mais fácil adaptar as histórias às animações. Estes livros são como brinquedo nas mãos das crianças, elas adoram. Nos didáticos, o uso da ferramenta torna o conteúdo mais fácil de vivenciar e aprender, mais empírico, construindo um novo entendimento baseado nas interações com objetos virtuais que trazem um material complementar e de fixação das aulas.

Lê livros no smartphone? Veja alguns aplicativos que podem melhorar a experiência

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Publicado no 33Giga

Nem sempre dá para carregar um monte de livros na mochila. A solução que muita gente têm encontrado é passar a ler por meio de smartphone e tablets com ajuda de aplicativos específicos. Com muitos desses apps disponíveis para Android, iOS e Windows Phone, eles também são uma boa alternativa para quem procura uma plataforma que proporcione uma leitura personalizada, agradável e gratuita. Abaixo, o 33Giga separou cinco boas opções de softwares dedicados aos leitores, confira.

Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, escreva para [email protected].br e suas questões podem ser respondidas

Amazon Kindle
Versão para Android, iOS e Windows Phone de um dos eReaders mais populares do mundo, o aplicativo oferece os recursos do gadget para os usuários de tablet e smartphone. Com o software, na hora da leitura você pode personalizar a cor do plano de fundo da página, intensidade do brilho da tela e o contraste. Também é possível criar coleções de leitura, fazer pesquisas no dicionário e outros sites e ainda levar para seu aparelho os eBooks comprados na Amazon.

Aldiko
Exclusivo para Android, este aplicativo roda arquivos em vários formatos, incluindo os com proteção DRM da Abode. A ferramenta de leitura tem recursos como marcação de texto, compartilhamento, anotações e pesquisas no dicionário. Também é possível configurar brilho e contraste da tela para melhorar a experiência para os olhos e conforme a luminosidade do ambiente. Além de servir como leitor de textos, ele também ajuda o usuário a gerenciar sua biblioteca e organizar leituras de forma automática.

Google Play Livros
Disponível para Android e iOS, esta é a loja de eBooks do Google. Com uma infinidade de livros digitais pagos e gratuitos, o aplicativo também permite que o usuário utilize as funcionalidades disponíveis para ler documentos carregados por ele no smartphone ou tablet, como arquivos em PDF e ePUB. Com uma interface bastante intuitiva, o aplicativo já vem instalado nos dispositivos Android e precisa ser baixado nos aparelhos IOS.

Kobo Reader
Desenvolvido pela empresa que produz o eReader Kobo, esta também é a versão para Android, iOS e Windows Phone de um gadget muito popular no mundo. No Brasil, você pode usar o app para ler os eBooks que comprou na Livraria Cultura (parceira da Kobo Inc. no Brasil) ou adicionar documentos em PDF, por exemplo. É importante destacar que o aplicativo também é indicado para quem gosta de ler revistas e HQs pelo celular.

Ebook Reader
O aplicativo lê arquivos em vários formatos, comprados ou não na loja virtual ebook.com. Isso significa que o usuário pode transformar o app em um gerenciador de biblioteca, com a possibilidade de editar manualmente as tags referentes a cada título. Entre outros recursos, o leitor também pode fazer backup de toda a sua leitura, marcar partes do texto, personalizar o tamanho da fonte e usar o sistema de buscas para encontrar trechos específicos com mais rapidez. Disponível para Android, iOS e Windows Phone.

Os 20 melhores livros do ano, segundo a Amazon

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(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

 

Juliana Américo, no Olhar Digital

A Amazon anunciou, nesta quarta-feira, 22, a lista dos melhores livros do ano, já lançados até agora.

“É sempre uma emoção olhar para trás ao longo dos últimos seis meses e compartilhar com os clientes os livros que se destacaram”, afirma Sara Nelson, Diretora Editorial de Impressão e Kindle Books da empresa em comunicado. “Este ano, depois de muitos debates acalorados entre nossa equipe, nós compilamos uma lista que é notável pela sua profunda seleção de não-ficção e ampla gama de temas”.

O livro que recebeu o primeiro lugar foi Lab Girl, da cientista Hope Jahren, que conta sobre como suas experiências de vida a levaram a seguir uma carreira estudando árvores, flores, sementes e solo.

Veja a lista completa:

1 – Lab Girl, de Hope Jahren
2 – Grunt: The Curious Science of Humans at War, de Mary Roach
3 – Before the Fall: A Novel, de Noah Hawley
4 – The Nest: A Novel, de Cynthia D’Aprix Sweeney
5 – When Breath Becomes Air, de Paul Kalanithi
6 – Evicted: Poverty and Profit in the American City, de Matthew Desmond
7 – The Girls: A Novel, de Emma Cline
8 – The Longest Night: A Novel, de Andria Williams
9 – Pumpkinflowers: A Soldier’s Story, de Matti Friedman
10 – Narconomics: How to Run a Drug Cartel, de Tom Wainwright
11 – All the Birds in the Sky, de Charlie Jane Anders
12 – The Girl in the Red Coat, de Kate Hamer
13 – Kill ‘Em and Leave: Searching for James Brown and the American Soul, de James McBride
14 – LaRose: A Novel, de Louise Erdrich
15 – Barkskins: A Novel, de Annie Proulx
16 – Girls & Sex: Navigating the Complicated New Landscape, de Peggy Orenstein
17 – The Gene: An Intimate History, de Siddhartha Mukherjee
18 – Valiant Ambition: George Washington, Benedict Arnold, and the Fate of the American Revolution, de Nathaniel Philbrick
19 – The Fireman: A Novel, de Joe Hill
20 – I’m Thinking of Ending Things, de Iain Reid

Bibliotecas virtuais e os livros tradicionais

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publicado na Gazeta

Hoje, fazendo um expurgo na minha biblioteca, escolhendo livros que eu tinha em duplicata, livros meus que não foram vendidos porque tinham uma manchinha ou algum defeito pequeno de confecção e outros que eu já li e não vou ler de novo, para doar ao projeto Floripa Letrada, que os disponibiliza aos usuários do transporte coletivo, lembrei-me de uma matéria que vi na televisão, recentemente, sobre bibliotecas virtuais.

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É claro que as bibliotecas como as conhecemos hoje não vão acabar, as bibliotecas virtuais não vão substituí-las, mas já são realidade. E é claro que, apesar das novidades tecnológicas como os leitores de livros eletrônicos, como Kindle, tablets e smarfones, o livro de papel impresso continuará existindo por muito e muito tempo.

Mas as bibliotecas digitais estão aí, oferecendo livros para quem tem os leitores eletrônicos ou quiser lê-los na tela do computador. A biblioteca da USP e a Biblioteca Nacional Digital, por exemplo, estão com grande parte de seu acervo digitalizados. Outras bibliotecas de grandes universidades também estão digitalizando seus acervos. A Escola Dante Aliguieri, de São Paulo, tem mais de sessenta mil livros já em versão digital.

A Biblioteca Mundial da Unesco, que abriga obras do mundo inteiro, também oferece seu acervo digitalizado e disponível. E muitas outras pelo mundo afora já tem seu acervo digitalizado.

Então a tendência para um futuro próximo é termos tudo o que já foi publicado transportado para a versão virtual e o que está sendo publicado e que será publicado, sair com a versão tradicional impressa e outra digital.

As editoras estão vendendo também, via internet, seus livros digitais. Aliás, as grandes editoras já se organizaram e criaram uma Distribuidora de Livros Digitais. Os escritores, mesmo os alternativos, que fazem suas edições próprias, estão fazendo também uma edição digital quando publicam seus livros.

Então podemos aproveitar as grandes bibliotecas digitais que nos oferecem grandes acervos em versão virtual, quase sempre gratuitamente, pois muita coisa não tem mais direito autoral.

Se não tivermos o Kindle ou um tablet, ou o smartfone, que atenuam o brilho das suas telas, podemos também ler os livros digitais na tela de nossos computadores, embora nossos olhos não tenham sido feitos para enfrentar o brilho intenso e a radiação por muito tempo. Mas não precisamos ler tudo de uma vez, podemos ler pequenos ou médios trechos de cada vez.E aproveitar, de um jeito ou de outro, a imensa gama de títulos que nos são oferecidos por lojas e bibliotecas virtuais.

Luiz Carlos Amorim é coordenador do Grupo Literário A ILHA

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