educação

Os 10 países onde professores são mais bem pagos

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Imagem Google


Thales Azamor, no Lista 10

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) atualizou a lista de salários de professores ao redor do mundo. Os dados são deste ano de 2012 e contabiliza o ganho anual de um professor do ensino fundamental 2 (6º a 9º anos). Confira o Top 10:

  • Luxemburgo: US$ 101 mil
  • Suíça: US$ 65 mil
  • Alemanha: US$ 60 mil
  • Holanda: US$ 55 mil
  • Espanha: US$ 49 mil
  • Irlanda: US$ 49 mil
  • Coreia do Sul: US$ 48 mil
  • Canadá: US$ 48 mil
  • Dinamarca: US$ 47 mil
  • Áustria: US$ 46 mil
  • Brasil: US$ 16,3 mil*

Relátorio completo neste link

*Base dos dados do Pnad (Pesquisa Nacional Amostra de Domicílios) 2010
Fontes: OCDE e Pnad

Professor é espancado após expulsar aluno de sala, no Rio

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Publicado originalmente na TV Uol

Um professor foi espancado e ameaçado de morte depois de expulsar um aluno da sala, no Rio de Janeiro. Traumatizado, ele está em casa há uma semana e precisou recorrer a tratamento psiquiátrico.

Para analistas, baixa qualidade do ensino e taxa de reprovação “expulsam” jovem da escola

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Alunos assistem a aulas a distância para o ensino médio no Amazonas

Cristiane Capuchinho, no UOL

Caiu o número de jovens na escola a partir dos 15 anos de idade. O dado da Pnad 2011 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), explicita um problema que preocupa há algum tempo pesquisadores da educação: a escola não consegue reter o adolescente.

Segundo a Pnad, 83,7% dos jovens entre 15 e 17 anos estudavam em 2011. O número é mais baixo do que o apurado em 2009, quando a taxa era de 85,2%. Isso siginifica 1,7 milhão de jovens fora da escola – população equivalente à de Curitiba.

“O jovem que vai à escola não encontra o professor de determinada disciplina ou não tem a aula de maneira adequada. Esse jovem percebe que essa escola [da maneira como é oferecida] não garante um lugar no mercado de trabalho. Então considera que o mais lógico é abandonar a escola”, explica a professora Marcia Malavasi, da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). “Dessa maneira, a escola ‘expulsa’ os jovens do ensino médio”, conclui.

Uma pesquisa realizada pelo Ibope, em parceria com o Instituto Unibanco, em 2011 mostra que os estudantes do ensino médio perdem entre 17% e 40% dos dias de aulas, na maioria dos casos, por falta de professor.

Desinteresse
“O jovem diz que não tem interesse, não tem saco, não gosta da escola”, afirma Haroldo Torres, diretor de análise e disseminação de informações da Fundação Seade. Segundo ele, até existe um reconhecimento de que estudar “é importante para o futuro”, mas isso não se traduz em esforço para se manter na escola.

A falta de interesse do aluno parece ser resultado de um conjunto de situações, que vão da baixa qualidade do ensino, falta de professores e altos índices de reprovação a problemas de infraestrutura escolar, como a falta de bibliotecas e salas de estudo.

“O jovem tem dificuldades para chegar até a escola, pois é longe e o transporte é caro. Quando ele chega, não tem professor e a escola sequer tem uma biblioteca para manter o aluno ali estudando”, critica Marcia.

Retenção
A probabilidade de evasão do jovem aumenta conforme o número de repetências no histórico escolar. “O nosso sistema é muito reprovador, sobretudo em algumas regiões. No Nordeste, por exemplo, é muito comum as pessoas ficarem retidas no ensino fundamental”, explica Torres.

O Censo Escolar de 2011 revelou que a taxa de reprovação no ensino médio brasileiro atingiu 13,1%, maior número desde 1999.

A avaliação de que os altos índices de retenção desestimulam o aluno ecoa na fala do pesquisador Simon Schwartzman, do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade).

“A educação pública brasileira é em geral muito mal gerenciada, com níveis absurdos de reprovação e dependência. Basta “arrumar a casa”, garantir que os professores venham e dar aulas de reforço para os alunos que ficam para trás para que os indicadores comecem a melhorar”, diagnostica.

Estrutura
Apesar do aumento no investimento no ensino médio, com a criação do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) que atende toda a educação básica, os números do ensino médio não melhoraram. Uma das hipóteses é de que o currículo não agrade a esse jovem.

“É importante deixar de obrigar todos a seguirem os mesmos currículos, abrir espaço para escolhas, e ampliar de maneira muito significativa a alternativa de formaçao profissional sem mantê-la atrelada ao ensino médio regular”, argumenta Schwartzman.

Professor brasileiro ganha menos que metade do salário dos docentes dos países da OCDE

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Karina Yamamoto, no UOL

Um professor brasileiro do fundamental 2 (6º a 9º anos) ganhou, em média, US$ 16,3 mil por ano em 2009. Enquanto isso, na média, um profissional com formação e tempo de experiência equivalentes recebeu US$ 41,7 mil nos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Se for levada em consideração a situação do professor da rede pública, a comparação fica ainda pior. A média anual é U$ 15,4 mil. Os salários dos docentes brasileiros foram calculados, com base nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional Amostra de Domicílios) 2010 pela Metas – Avaliação e Proposição de Políticas Sociais a pedido do UOL. Já os dados da OCDE foram divulgados no começo de setembro no relatório anual Education at a Glance (“Olhar sobre a Educação” em tradução livre).

“Salário é o principal [fator de atração para carreira docente]”, afirma o pesquisador Rubens Barbosa de Camargo, da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo). E os estudos – além da experiência prática – confirmam e reafirmam a importância do professor na qualidade da educação.

“Há muitos licenciados [profissionais com licenciatura que podem dar aulas] que deixam a profissão. Melhorando o salário, não só atrai a juventude como pode trazer de volta esses professores”, diz Camargo.

Para a economista Fabiana de Felício, da consultoria Metas – Avaliação e Proposição de Políticas Sociais, a questão que se coloca é: como selecionar bons professores se a profissão não é valorizada. “É uma atividade desgastante e [dar aula é] um compromisso inadiável. Tem de pagar um salário compatível [para que valha a pena ser professor]” , diz Fabiana.

Diferença com outros profissionais
Pelos cálculos da consultoria Metas, o salário médio de um professor da rede pública com curso superior e com, pelo menos, 15 anos de experiência (US$ 15,4 mil) não chega a metade (48,5%) da remuneração dos demais profissionais (US$ 31,7 mil) no Brasil.

No caso dos profissionais do fundamental de modo geral a diferença é um pouco menor. O salário anual médio de um professor da rede pública (US$ 13,1 mil) é 54,7% do médio das demais profissões (US$ 24,4 mil) com a mesma formação e o mesmo tempo de serviço.

Os números são ruins, mas já foram ainda piores. “Com a introdução do Fundef [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério] que depois virou o Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação], o professor deixou de ter salários acintosos”, diz Camargo.

Essa desproporção é comum mesmo nos países ricos da OCDE. Na média, os países da OCDE pagam a seus professores 85% do valor com que remuneram os demais profissionais da etapa equivalente ao fundamental 2.

Na Finlândia, país tido como exemplo pela qualidade da educação, um professor secundário com 15 anos de experiência tem salário praticamente equivalente ao restante da força de trabalho (98%). Dos 30 países com dados disponíveis, apenas quatro têm proporções na casa dos 50%. São eles: Islândia (50%), República Tcheca (53%), Estônia (57%) e Hungria (58%).

Em comparação com os países da OCDE, o Brasil está entre aqueles com menor investimento anual por aluno do grupo, sendo o terceiro que menos investe por aluno no pré-primário (US$ 1,696) e no secundário (US$ 2,235) e o quarto colocado no primário (US$ 2,405).

PNE
Uma das 20 metas do documento original do PNE (Plano Nacional de Educação), elaborado no final de 2010, diz respeito à remuneração dos professores. Segundo o documento a 17ª meta das 20 propostas é “valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente”.

O PNE, que deveria estar em vigor no período de 2011 a 2020, ainda se encontra na Câmara dos Deputados. A disputa que mais tem causado o atraso de sua aprovação é o percentual de investimento em educação. Movimentos em defesa da educação apontam para 10% do PIB (Produto Interno Bruto).

No último capítulo dessa novela, a meta de investimento em educação subiu de 7,5% para 8% do PIB e criou a possibilidade de elevar esse percentual a 10%, caso metade dos recursos do pré-sal, a serem investidos na área, representem 2% do total.

Segundo um relatório elaborado pela Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp), o salário dos professores abocanham um valor equivalente a 1,5% do PIB nos dias de hoje. “Com 2% do PIB seria possível alcançar a média dos outros trabalhadores”, avalia Rubens Barbosa de Camargo. Segundo ele, a valorização do magistério passa ainda por melhoria nas condições de trabalho, como infraestrutura de qualidade e diminuição do número de alunos por sala.

Em MG, alunos bebem antes da aula e entram com cachaça; professora sentiu “hálito etílico”

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Rayder Bragon, no UOL Educação

Alunos com idade entre 10 e 12 anos confessaram terem ingerido cachaça antes de ingressarem no turno da tarde, para assistirem às aulas, na escola estadual Doutor Paulo Borges, localizada na cidade de Patos de Minas (400 km de Belo Horizonte).

Segundo a ocorrência, as crianças beberam a aguardente antes de entrarem na escola. O restante foi levado para dentro da unidade educacional em squeezes.

O caso ocorreu na última quarta-feira (26). Uma professora do turno da tarde teria detectado o hálito etílico nos alunos e alertou a direção da escola, onde estudam aproximadamente mil e duzentos alunos, do 1º ano até o ensino médio.

Ao todo, onze estudantes foram levados para a sala da diretora, onde assumiram terem feito uso da bebida. A Polícia Militar foi acionada e os pais e responsáveis foram chamados para comparecerem à escola. O Conselho Tutelar do município foi acionado e também acompanhou o caso.

De acordo com a PM, duas adolescentes de 12 anos disseram que compraram em uma mercearia duas embalagens plásticas contendo a cachaça. Em seguida, ela foi distribuída aos colegas. O funcionário do estabelecimento comercial que vendeu o produto às jovens foi preso em flagrante e encaminhado a uma delegacia da Polícia Civil da cidade, que vai investigar o caso.

Para a polícia, o homem disse ter ouvido das duas adolescentes que a bebida seria para a mãe delas.

Mãe avisou
A direção da escola havia sido alertada previamente por uma mãe de um dos alunos da escola sobre estudantes com uniformes da instituição educacional terem sido vistos bebendo a cachaça antes do início das aulas. Em seguida, a diretoria emitiu um alerta para que os professores prestassem atenção em algum comportamento estranho dos alunos.

Conforme relato do vice-diretor Janderson Silva Borges, nenhum dos estudantes passou mal após a ingestão da bebida alcoólica.

Os estudantes foram submetidos a uma sanção disciplinar de suspensão por três dias de frequentarem as aulas.

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