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educação

Concurso de blogs ajuda estudantes a compartilhar leituras

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bandeira uruguai

O país com a maior participação foi o Uruguai, com 224 blogs criados


Amanda Cieglinski, na Exame.com

Salamanca – Um dos principais desafios atuais em todos os sistemas educacionais do mundo é encontrar uma maneira de estimular o hábito da leitura entre os jovens. Um projeto da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e da Fundação SM buscou unir o livro à internet, principal meio de comunicação entre os jovens. E o resultado surpreendeu os organizadores: mais de 800 alunos entre e 12 e 15 anos participaram da iniciativa ¿Qué estás leyendo? (O que estás lendo?), que incentivou os participantes a compartilhar informações sobre livros e outras plataformas de leitura.

Os participantes usaram diferentes ferramentas – imagens, texto e vídeos – para compartilhar dicas de obras que estão lendo ou que recomendam que sejam lidas. O concurso recebeu de março a agosto de 2012 a inscrição de mais de 800 jovens de 16 países – a maioria de língua espanhola. O país com a maior participação foi o Uruguai, com 224 blogs criados. A experiência foi apresentada durante reunião preparatória do Congresso das Línguas na Educação e na Cultura, em Salamanca, na Espanha.

A coordenadora do projeto, Inés Miret, avalia que o saldo foi muito positivo. Segunda ela, essa primeira edição do projeto funcionou como um piloto e na próxima etapa o objetivo é ampliar a participação, incluindo estudantes brasileiros. Até o fim do ano, será escolhido o melhor blog de cada país por um grupo de jurados que está sendo montado. Inés aposta que muitas páginas já têm um formato mais consolidado e deverão continuar funcionando depois do fim do concurso. Houve grande interação entres os blogueiros, que compartilhavam dicas e conteúdos.

Inés destaca que a internet, muitas vezes vista como inimiga pelas escolas, pode ser grande impulsionadora do hábito de leitura. “É interessante ver um recurso desse tipo, que aporta coisas diferentes para que as experiências sejam diferentes. A experiência literária sempre fez parte da educação, mas é interessante ver o que acontece quando transcendemos o âmbito da sala de aula ou da escola e o encontro entre leitores se dá por afinidade e não por proximidade física”, aponta Inés.

Além da experiência dos blogs, outros projetos de estímulo à leitura foram apresentado aos representantes dos países íbero-americanos. Na Costa Rica, o Ministério da Educação produziu uma campanha de televisão em que atletas, cantores, atores e músicos apresentavam seus livros preferidos e convidavam o público a “ler com eles”. O ministro da Educação, Leonardo Garnier, sugeriu que outros países façam isso, convocando os ídolos locais.

Parece Facebook, mas não é: são as redes educativas

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Edmodo: rede social voltada para professores e alunos tem quase 10 milhões de usuários

Edmodo: rede social voltada para professores e alunos tem quase 10 milhões de usuários (Reprodução)

Nathalia Goulart, na Veja.com

Seus usuários trocam mensagens, compartilham fotos e comentam atividades recentes. Até parece o Facebook, mas não é. Nesse território, os usuários têm um único assunto: educação. São as chamadas redes sociais educativas. Elas funcionam como uma rede social virtual, mas são mais seguras – o que agrada professores e escolas – e tornam o aprendizado mais interessante para a geração que já nasceu conectada à internet. Além disso, permitem aos pais dar uma espiadinha na rotina escolar dos filhos. “Queremos tornar a escola mais colaborativa, divertida e social”, diz Shivanu Shukla, fundador da Teamie, uma rede nascida em Singapura que já mira o mercado brasileiro.

Por enquanto, uma das poucas redes internacionais que disponibilizam conteúdo em português é a Edmodo, sucesso nos Estados Unidos. Nascida em 2008 no Vale do Silício, na Califórnia, já recebeu 47,5 milhões de dólares em investimento (25 milhões no último mês) e soma hoje mais de 9,8 milhões de usuários espalhados por quase 100.000 instituições de ensino. O número representa apenas a centésima parcela de usuários do Facebook, mas é considerado um feito e tanto em matéria de ambientes dedicados exclusivamente ao ensino. Conta Jeff O’Hara, um dos fundadores da plataforma: “A ideia surgiu enquanto eu trabalhava na área de TI de uma secretaria de educação. Vi que muitas redes sociais e sites de vídeo eram bloqueados, e comecei a pensar em alternativas. Percebi que a educação precisava de um espaço só seu.”

O funcionamento da Edmodo, da Teamie e dos demais serviços nascentes é bastante parecido. Em geral, o professor se inscreve na plataforma – que pode ser gratuita ou paga, dependendo da empresa desenvolvedora e dos recursos oferecidos –, cria comunidades para os cursos que ministra em determinada instituição de ensino e, em seguida, “adiciona” seus alunos, franqueando o acesso deles à rede. A partir daí, em um ambiente restrito, é possível compartilhar mensagens, material didático, textos e livros e também criar fóruns de discussão (confira o funcionamento das redes no quadro abaixo). Tudo isso é exibido em uma espécie de linha tempo, bem semelhante à do Facebook. Os estudantes podem entregar trabalhos pela ferramenta, e o professor pode atribuir as notas ali mesmo. Para os docentes, é oferecida ainda uma biblioteca virtual, onde é possível organizar livros, textos e artigos interessantes a cada disciplina. Caso um estudante use a rede para fins não educativos, os professores têm autonomia para deletar comentários impróprios ou arquivos indesejados. “Sabemos que a segurança e a privacidade são imprescindíveis nesse campo da educação”, diz Nic Borg, cofundador da Edmodo. De fato, o medo de perder o controle da situação é preocupação permanente dos docentes.

A bem-sucedida experiência internacional da Edmodo entusiasmou o professor de história Rodrigo Abrantes, do Colégio Joana D’Arc, de São Paulo. Desde o início do ano letivo, ele vem integrando a rede social a seus cursos. “Fiquei empolgado com a possibilidade de intercâmbio de ideias e compartilhamento de conteúdos e experiências em um ambiente virtual especificamente escolar”, conta. O trabalho tem fluido bem, principalmente nos anos finais do ensino médio. “Em uma aula de atualidades, por exemplo, os livros didáticos ficam defasados rapidamente. Com a ajuda da internet, fica mais fácil compartilhar material complementar com os alunos.” Entre as ferramentas que fazem mais sucesso nas aulas de Abrantes está o quiz, aquele jogo de perguntas e respostas. Se um ponto da matéria não foi bem assimilado pelos estudantes, o professor cria testes on-line que ajudam a fixar o conteúdo e, de quebra, treinar para o vestibular. “Não digo que eles me pedem para passar dever de casa, mas eles se empolgam mais em responder questões na internet do que no papel.”

Estudantes e professores não são os únicos empolgados com as novas ferramentas. Estudiosos também veem com bons olhos as redes sociais educativas. “Esses sistemas permitem uma experiência educacional mais maleável, no sentido de que o professor pode adaptá-la segundo as necessidades da classe. Além disso, ela extrapola os muros da escola. O estudante passa a estar ‘conectado’ ao saber mesmo fora do período de aula”, diz Christopher Quintana, especialista em tecnologia da educação da Universidade de Michigan. Outro ponto positivo: sites como o Edmodo permitem a participação dos pais, mantendo-os atualizado sobre as atividades escolares dos filhos. “Nosso objetivo é criar uma comunicação transparente entre família e escola para que toda comunidade escolar acompanhe de perto a evolução dos estudantes”, diz Shivanu Shukla, da Teamie.

O entusiasmo dos especialistas com os serviços, contudo, não deve ser compreendido como aprovação total. “Tudo ainda é muito novo, e não houve tempo para a medição de impactos”, diz Quintana. “É preciso evitar exageros, como avaliar que esta é a salvação para todos os males da educação.” Em resumo: é preciso dar tempo ao tempo e às redes para avaliar a capacidade de inovação delas no campo da educação. O estudioso lembra ainda que nem todos os conteúdos se adaptam bem ao formato. “O professor precisa ter discernimento para saber quando alguma interação precisa ser real, não virtual.”

Na esteira da Edmodo, outras redes vicejam. Há, por exemplo, serviços voltados ao ensino superior. É o caso do Lore. Criada por quatro jovens amigos, a rede já é acessada por estudantes de mais de 600 universidades, majoritariamente nos Estados Unidos. “Percebemos que, para fortalecer os laços sociais, existia o Facebook; para estreitar relações profissionais, o LinkedIn. E para as relações acadêmicas?”, diz Hunter Horsley, criador do Lore. Não existia alternativa à vista. Ou os estudantes criavam comunidades fechadas no Facebook ou trocavam mensagens por meio de grupos de e-mail. “Mas era tudo improvisado”, diz Horsley. O criador compara o Lore ao Facebook da fase original (mas sem a eleição da “garota mais quente”, que marcou o nascimento do site de Mark Zuckerberg), quando só estudantes de Harvard podiam se cadastrar na plataforma universitária. Assim como Zuckerberg, Hunter abandonou os estudos e não chegou a concluir seu curso, na Universidade da Pensilvânia. Hoje, dedica-se exclusivamente ao negócio.

O lucro dessas redes pode vir de duas fontes: a cobrança de uma taxa de acesso ou a venda de acessórios. No caso da Edmodo, o dinheiro vem da venda de aplicativos educativos, comercializados em uma loja virtual nos moldes da AppleStore. As vendas ainda não estão liberadas para os usuários brasileiros, mas isso deve acontecer em breve. Já a Teamie cobra pelo acesso. A taxa é de 5,50 dólares (equivalente a cerca de 12 reais) por aluno ao mês.

Por aqui, a onda das redes sociais educativas já inspirou um negócio genuinamente brasileiro. O site Passei Direto foi idealizado por Rodrigo Salvador quando ele tinha apenas 17 anos. Seis anos depois, a ideia saiu do papel. Lançado em 4 de junho, já tem 110.000 usuários espalhados por 30 instituições de ensino. Para fazer parte, o usuário cria um perfil e seleciona a universidade e o curso do qual faz parte. Lá, encontra outros estudantes na mesma condição: a partir daí, começa o compartilhamento de arquivos e mensagens. Os professores até podem fazer parte rede, mas são identificados como qualquer outro usuário. Ou seja, o negócio é mesmo dedicado aos estudantes. E a um assunto: a educação.

Conheça seis redes sociais voltadas à educação

 

O Edmodo já está disponível em português, e o acesso é inteiramente gratuito. Tem como públuco-alvo escolas de ensino fundamental.

 

 

 

dica do Jarbas Aragão

Após críticas no Facebook, escola de SC demite professor e terá campanha contra vandalismo

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A estudante Isadora Faber, 13, criou a página "Diário de Classe" para relatar os problemas da escola onde estuda

A estudante Isadora Faber, 13, criou a página “Diário de Classe” para relatar os problemas da escola onde estuda


Suellen Smosinski, no UOL Educação

Uma semana após ganhar destaque na mídia com a repercussão da página de Facebook “Diário de Classe”, feita pela estudante Isadora Faber, de 13 anos, a Escola Básica Maria Tomázia Coelho já apresenta mudanças. Além da realização de obras de manutenção, a escola irá passar por uma campanha de conscientização contra o vandalismo. O professor de matemática criticado pela aluna também não faz mais parte do quadro de docentes da unidade.

Isadora havia publicado um vídeo no Facebook retratando a bagunça que aconteceria durante as aulas de matemática. A Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis informou em nota que o docente, admitido em caráter temporário em fevereiro de 2012, estava sendo avaliado desde a entrada na unidade e seu rendimento em sala não alcançou as exigências pedagógicas da prefeitura.

Em um vídeo postado na noite de sexta-feira (31), Isadora pede que os alunos conservem o que está sendo arrumado, assim como aquilo que já estava em boas condições. A estudante também publicou fotos da reforma dos banheiros, do novo bebedor e da pintura das portas.

“As coisas que estão arrumadas na escola não podem ser estragadas de novo. Os alunos que quebram, eu acho que tem que ter punição. Aqui em casa se eu quebro alguma coisa da minha irmã ou ela quebra alguma coisa a gente tem que pagar da nossa mesada e eu acho que na nossa escola não pode ser diferente”, disse a estudante no vídeo.

Segundo Sidneya Gaspar de Oliveira, secretária de Educação de Florianópolis, as obras de manutenção acontecem em todas as escolas da rede e não foram exclusividade da unidade retratada no Facebook. “Em julho, já havíamos feito uma intervenção na escola, trocando 13 luminárias. Em menos de um mês elas tiveram de ser repostas porque estavam quebradas. Por isso, vamos fazer uma campanha de conscientização com os pais e alunos para que não aconteça tanto vandalismo”, afirmou Sidneya.

De acordo com a secretária, a ideia da campanha de conscientização surgiu após as denúncias da estudante. “A gente conta com o apoio dos professores e da própria Isadora para fazer isso. Tudo que ela mostrou foi consequência de atos praticados pelos alunos”, disse.

Se agora a escola espera trabalhar em conjunto com Isadora, no começo das publicações a aluna diz ter sofrido represálias e teria recebido pedidos para tirar a página do ar. “Os professores não aprovaram. As merendeiras riam, as pessoas fazem algumas indiretas. Chamaram minha mãe e disseram que eu não podia estar fazendo isso”, contou a aluna.

Segundo a secretaria, a diretora afirmou que não houve “represália” para que Isadora tirasse a página do ar, mas admitiu ter chamado a mãe da menina para conversar. O órgão disse que a diretora somente “aconselhou” a não utilização de imagens de alunos, funcionários e professores no Facebook.

Campanha eleitoral
Em outro vídeo, Isadora aparece junto com os pais para dizer que o “Diário de Classe” não tem nenhum vínculo com programas eleitorais. “Nós não autorizamos a participação da Isadora em nenhuma campanha eleitoral. Não existe nenhum vínculo, com nenhum partido e ela não vai participar de nenhum programa eleitoral”, disse Mel Faber, mãe da estudante.

Na tarde da última segunda-feira (27), a página criada pela estudante no Facebook tinha sido “curtida” por pouco mais de 6.000 pessoas. No dia seguinte, esse número já era superior a 114 mil. Até as 19h de ontem (3), mais de 219 mil internautas já haviam “curtido a página”.

Isadora incentivou outros alunos a criarem páginas relatando a situação das suas escolas, oferecendo inclusive ajuda para quem quisesse escrever um “Diário de Classe”. Páginas como a EEPAC, criada pelos alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Profº Pedro Augusto Porto Caminha, em João Pessoa, começam a aparecer e relatam a situação de colégios públicos em várias localidades do Brasil.

Educadores não estão prontos para lidar com ‘Isadoras’

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Imagem feita por Isadora Faber, de 13 anos, na Escola Básica Municipal Maria Tomázia Coelho, em Florianópolis, e publicada na página "Diário de Classe", no Facebook. Ela diz que as deficiências da escola começam na "porta de entrada"

Imagem feita por Isadora Faber, de 13 anos, na Escola Básica Municipal Maria Tomázia Coelho, em Florianópolis, e publicada na página “Diário de Classe”, no Facebook. Ela diz que as deficiências da escola começam na “porta de entrada” – Reprodução

Lecticia Maggi, na Veja

Aos 13 anos, a estudante Isadora Faber, de 13 anos, já detonou uma pequena revolução. Queixando-se, no Facebook, dos problemas de sua escola, atraiu em menos de dois meses cerca de 200.000 fãs para a página virtual “Diário de Classe”, motivou reportagens na imprensa e provocou uma reunião de emergência na Secretaria de Educação de Florianópolis, que resultou em promessas imediatas de providências para sanar as falhas. Saltam aos olhos no episódio a força que uma ferramenta como o Facebook, quando bem usada, pode ter em benefício da educação e também o quão desatentos e despreparados estão os educadores para isso. Prova disso é que a secretaria admitiu que conhecia as denúncias de Isadora, mas só decidiu tomar providências depois que o caso virou assunto nacional.

“As redes sociais são armas poderosíssimas e os jovens descobriram isso antes dos adultos”, afirma Maria Elisabeth de Almeira, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). João Mattar, pós-doutor pela Universidade Stanford e especialista no uso de tecnologias na educação, concorda. Para ele, as instituições ignoram as redes sociais porque não sabem o que está acontecendo nelas. Quando tomam conhecimento, consideram que as manifestações não são importantes.

Entre os especialistas, é consenso que reprimir ou ignorar as queixas dos estudantes é a pior alternativa. “Um profissional sem experiência pode achar que apagar um comentário resolverá o problema, mas ele não lembra que provavelmente aquele texto já circula em outro ambiente virtual”, afirma Mattar. Ao se deparar com alguma crítica, os educadores devem procurar o estudante – via mensagem privada, por telefone ou pessoalmente – para ouvi-lo. “A escola precisa de uma atitude pró-ativa”, diz.

De acordo com o educador João Manuel Moran, especialista em novas tecnologias, a ação de Isadora foi inovadora. Para ele, os professores ainda veem a rede social como um repositório de queixas sobre professores ou provas, por exemplo. No momento em que as reclamações se dirigiram para a infraestrutura escolar e suas falhas, os docentes e direção foram surpreendidos. “Isadora contribuiu efetivamente para a melhoria do sistema. Isso é um fenômeno novo, para o qual as escolas não estão preparadas. Elas só reagem depois que algo acontece”, diz.

Para evitar surpresas desagradáveis, o secretário-adjunto de Educação do Estado de São Paulo, João Cardoso Filho, afirma que a secretaria está insistindo com os coordenadores pedagógicos das escolas para reativar os grêmios estudantis. O objetivo é estimular um canal pelo qual os estudantes se expressem – e reclamem. “A manifestação dessa aluna deve ter ocorrido porque ela não encontrava espaço para falar de suas angústias”, diz Cardoso Filho.

Nos EUA, pais pedem demissão de professor por bullying em classe de aula

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Publicado originalmente no Opera Mundi

Os pais de um adolescente de 13 anos pedem na Justiça a demissão de um professor de ensino médio na cidade de Gig Harbor, no Estado de Washington (noroeste dos EUA). O argumento utilizado pela família é de que o docente teria provocado e consentido que o garoto sofresse bullying em plena sala de aula. Por sua vez, o professor envolvido no caso, John Rosi, se defende dizendo que tudo ocorreu como uma atividade recreativa, mas pediu desculpas pelo ocorrido.

O episódio ocorreu no dia 2 de fevereiro deste ano na Kopachuck Middle School e foi gravado por um telefone celular de um colega de sala. O vídeo, que foi editado pela emissora de TV local King 5 – algumas pessoas envolvidas tiveram seus rostos encobertos. Os pais do aluno receberam o vídeo do colega e autorizaram sua veiculação pela rede de televisão.

Nas imagens, o pré-adolescente é amordaçado com uma meia, imobilizado, amarrado e arrastado pela sala de aula pelos colegas. Ele também ficou preso em uma “armadilha de carteiras”. Rosi participava de algumas ações, uma delas diretamente com o garoto.

Reação dos pais

“Estou chocado! Minha mulher começou a chorar [ao ver as imagens]. Foi difícil de assistir”, disse Randall Kinney, pai do garoto. Em muitos trechos do vídeo, o bullying ocorria na frente do professor, que às vezes participava das ações.
“Eu não acho que ele tenha ideia do que ele fez”, disse Karla Kinney, a mãe. “Ele me dizia: ‘eu quero morrer! Eu quero me matar’”, afirmou. Depois do ocorrido, o garoto não voltou mais às aulas.

Além da demissão, os pais pediram uma investigação das razões de o professor não ter relatado o ocorrido apropriadamente, um peiddo que foi aceito pela justiça local.

Punição

De acordo com Chuck Cuzzetto, superintendente de educação do distrito local, Rosi agiu de maneira inapropriada na condução da sala de aula, e se disse “horrorizado”. No entanto, eles decidiram não demiti-lo por enquanto em razão de não ser reincidente nesse tipo de episódio em sua carreira.
No entanto, em 2005, ele já recebeu uma reprimenda do distrito por ter sido acusado de preparar seus alunos a fazerem uma prova estadual do ensino médio após ter lido as respostas do exame. Ele nega qualquer fraude.
“Foi um caso isolado em 18 anos de carreira. Foi horrível, e merece uma ação rápida e significativa. E foi o que fizemos”, disse o dirigente, ao afirmar que o professor foi suspenso por dez dias e remanejado para uma outra instituição de ensino.

Outro lado

Oito dias depois do ocorrido, Rosi enviou uma carta ao distrito justificando suas ações. Admitiu que estava muito cansado naquela manhã e que tanto ele quanto a classe tiveram poucas atividades recreativas durante todo o ano letivo, e a aula daquele dia seria realizada em uma sala de música. Depois da saudação da bandeira, ele observou alguns meninos “brincando de luta e cavalgada”, sem que se verificasse violência ou agressão, e resolveu deixar que eles continuassem.

Segundo Rosie, todos pareciam se divertir e nenhum aluno parecia desconfortável com a situação. Ele também afirmou que sabia que a atividade estava sendo gravada. Toda a ação durou, segundo o professor, 14 minutos. E que, após a “recreação”, colocou a classe “em ordem” e terminou a aula nos dez minutos restantes. “Pela minha experiência, eu sei que esse é o modo que crianças interagem com seus professores”.

Rosie também disse que o garoto envolvido nunca havia demonstrado qualquer problema de relacionamento nem teve atos de indisciplina. Ele se desculpou dizendo que o local não foi apropriado e disse que o episódio “servirá como uma lição de experiência como professor”.

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