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Após críticas no Facebook, escola de SC demite professor e terá campanha contra vandalismo

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A estudante Isadora Faber, 13, criou a página "Diário de Classe" para relatar os problemas da escola onde estuda

A estudante Isadora Faber, 13, criou a página “Diário de Classe” para relatar os problemas da escola onde estuda


Suellen Smosinski, no UOL Educação

Uma semana após ganhar destaque na mídia com a repercussão da página de Facebook “Diário de Classe”, feita pela estudante Isadora Faber, de 13 anos, a Escola Básica Maria Tomázia Coelho já apresenta mudanças. Além da realização de obras de manutenção, a escola irá passar por uma campanha de conscientização contra o vandalismo. O professor de matemática criticado pela aluna também não faz mais parte do quadro de docentes da unidade.

Isadora havia publicado um vídeo no Facebook retratando a bagunça que aconteceria durante as aulas de matemática. A Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis informou em nota que o docente, admitido em caráter temporário em fevereiro de 2012, estava sendo avaliado desde a entrada na unidade e seu rendimento em sala não alcançou as exigências pedagógicas da prefeitura.

Em um vídeo postado na noite de sexta-feira (31), Isadora pede que os alunos conservem o que está sendo arrumado, assim como aquilo que já estava em boas condições. A estudante também publicou fotos da reforma dos banheiros, do novo bebedor e da pintura das portas.

“As coisas que estão arrumadas na escola não podem ser estragadas de novo. Os alunos que quebram, eu acho que tem que ter punição. Aqui em casa se eu quebro alguma coisa da minha irmã ou ela quebra alguma coisa a gente tem que pagar da nossa mesada e eu acho que na nossa escola não pode ser diferente”, disse a estudante no vídeo.

Segundo Sidneya Gaspar de Oliveira, secretária de Educação de Florianópolis, as obras de manutenção acontecem em todas as escolas da rede e não foram exclusividade da unidade retratada no Facebook. “Em julho, já havíamos feito uma intervenção na escola, trocando 13 luminárias. Em menos de um mês elas tiveram de ser repostas porque estavam quebradas. Por isso, vamos fazer uma campanha de conscientização com os pais e alunos para que não aconteça tanto vandalismo”, afirmou Sidneya.

De acordo com a secretária, a ideia da campanha de conscientização surgiu após as denúncias da estudante. “A gente conta com o apoio dos professores e da própria Isadora para fazer isso. Tudo que ela mostrou foi consequência de atos praticados pelos alunos”, disse.

Se agora a escola espera trabalhar em conjunto com Isadora, no começo das publicações a aluna diz ter sofrido represálias e teria recebido pedidos para tirar a página do ar. “Os professores não aprovaram. As merendeiras riam, as pessoas fazem algumas indiretas. Chamaram minha mãe e disseram que eu não podia estar fazendo isso”, contou a aluna.

Segundo a secretaria, a diretora afirmou que não houve “represália” para que Isadora tirasse a página do ar, mas admitiu ter chamado a mãe da menina para conversar. O órgão disse que a diretora somente “aconselhou” a não utilização de imagens de alunos, funcionários e professores no Facebook.

Campanha eleitoral
Em outro vídeo, Isadora aparece junto com os pais para dizer que o “Diário de Classe” não tem nenhum vínculo com programas eleitorais. “Nós não autorizamos a participação da Isadora em nenhuma campanha eleitoral. Não existe nenhum vínculo, com nenhum partido e ela não vai participar de nenhum programa eleitoral”, disse Mel Faber, mãe da estudante.

Na tarde da última segunda-feira (27), a página criada pela estudante no Facebook tinha sido “curtida” por pouco mais de 6.000 pessoas. No dia seguinte, esse número já era superior a 114 mil. Até as 19h de ontem (3), mais de 219 mil internautas já haviam “curtido a página”.

Isadora incentivou outros alunos a criarem páginas relatando a situação das suas escolas, oferecendo inclusive ajuda para quem quisesse escrever um “Diário de Classe”. Páginas como a EEPAC, criada pelos alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Profº Pedro Augusto Porto Caminha, em João Pessoa, começam a aparecer e relatam a situação de colégios públicos em várias localidades do Brasil.

Educadores não estão prontos para lidar com ‘Isadoras’

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Imagem feita por Isadora Faber, de 13 anos, na Escola Básica Municipal Maria Tomázia Coelho, em Florianópolis, e publicada na página "Diário de Classe", no Facebook. Ela diz que as deficiências da escola começam na "porta de entrada"

Imagem feita por Isadora Faber, de 13 anos, na Escola Básica Municipal Maria Tomázia Coelho, em Florianópolis, e publicada na página “Diário de Classe”, no Facebook. Ela diz que as deficiências da escola começam na “porta de entrada” – Reprodução

Lecticia Maggi, na Veja

Aos 13 anos, a estudante Isadora Faber, de 13 anos, já detonou uma pequena revolução. Queixando-se, no Facebook, dos problemas de sua escola, atraiu em menos de dois meses cerca de 200.000 fãs para a página virtual “Diário de Classe”, motivou reportagens na imprensa e provocou uma reunião de emergência na Secretaria de Educação de Florianópolis, que resultou em promessas imediatas de providências para sanar as falhas. Saltam aos olhos no episódio a força que uma ferramenta como o Facebook, quando bem usada, pode ter em benefício da educação e também o quão desatentos e despreparados estão os educadores para isso. Prova disso é que a secretaria admitiu que conhecia as denúncias de Isadora, mas só decidiu tomar providências depois que o caso virou assunto nacional.

“As redes sociais são armas poderosíssimas e os jovens descobriram isso antes dos adultos”, afirma Maria Elisabeth de Almeira, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). João Mattar, pós-doutor pela Universidade Stanford e especialista no uso de tecnologias na educação, concorda. Para ele, as instituições ignoram as redes sociais porque não sabem o que está acontecendo nelas. Quando tomam conhecimento, consideram que as manifestações não são importantes.

Entre os especialistas, é consenso que reprimir ou ignorar as queixas dos estudantes é a pior alternativa. “Um profissional sem experiência pode achar que apagar um comentário resolverá o problema, mas ele não lembra que provavelmente aquele texto já circula em outro ambiente virtual”, afirma Mattar. Ao se deparar com alguma crítica, os educadores devem procurar o estudante – via mensagem privada, por telefone ou pessoalmente – para ouvi-lo. “A escola precisa de uma atitude pró-ativa”, diz.

De acordo com o educador João Manuel Moran, especialista em novas tecnologias, a ação de Isadora foi inovadora. Para ele, os professores ainda veem a rede social como um repositório de queixas sobre professores ou provas, por exemplo. No momento em que as reclamações se dirigiram para a infraestrutura escolar e suas falhas, os docentes e direção foram surpreendidos. “Isadora contribuiu efetivamente para a melhoria do sistema. Isso é um fenômeno novo, para o qual as escolas não estão preparadas. Elas só reagem depois que algo acontece”, diz.

Para evitar surpresas desagradáveis, o secretário-adjunto de Educação do Estado de São Paulo, João Cardoso Filho, afirma que a secretaria está insistindo com os coordenadores pedagógicos das escolas para reativar os grêmios estudantis. O objetivo é estimular um canal pelo qual os estudantes se expressem – e reclamem. “A manifestação dessa aluna deve ter ocorrido porque ela não encontrava espaço para falar de suas angústias”, diz Cardoso Filho.

Nos EUA, pais pedem demissão de professor por bullying em classe de aula

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Publicado originalmente no Opera Mundi

Os pais de um adolescente de 13 anos pedem na Justiça a demissão de um professor de ensino médio na cidade de Gig Harbor, no Estado de Washington (noroeste dos EUA). O argumento utilizado pela família é de que o docente teria provocado e consentido que o garoto sofresse bullying em plena sala de aula. Por sua vez, o professor envolvido no caso, John Rosi, se defende dizendo que tudo ocorreu como uma atividade recreativa, mas pediu desculpas pelo ocorrido.

O episódio ocorreu no dia 2 de fevereiro deste ano na Kopachuck Middle School e foi gravado por um telefone celular de um colega de sala. O vídeo, que foi editado pela emissora de TV local King 5 – algumas pessoas envolvidas tiveram seus rostos encobertos. Os pais do aluno receberam o vídeo do colega e autorizaram sua veiculação pela rede de televisão.

Nas imagens, o pré-adolescente é amordaçado com uma meia, imobilizado, amarrado e arrastado pela sala de aula pelos colegas. Ele também ficou preso em uma “armadilha de carteiras”. Rosi participava de algumas ações, uma delas diretamente com o garoto.

Reação dos pais

“Estou chocado! Minha mulher começou a chorar [ao ver as imagens]. Foi difícil de assistir”, disse Randall Kinney, pai do garoto. Em muitos trechos do vídeo, o bullying ocorria na frente do professor, que às vezes participava das ações.
“Eu não acho que ele tenha ideia do que ele fez”, disse Karla Kinney, a mãe. “Ele me dizia: ‘eu quero morrer! Eu quero me matar’”, afirmou. Depois do ocorrido, o garoto não voltou mais às aulas.

Além da demissão, os pais pediram uma investigação das razões de o professor não ter relatado o ocorrido apropriadamente, um peiddo que foi aceito pela justiça local.

Punição

De acordo com Chuck Cuzzetto, superintendente de educação do distrito local, Rosi agiu de maneira inapropriada na condução da sala de aula, e se disse “horrorizado”. No entanto, eles decidiram não demiti-lo por enquanto em razão de não ser reincidente nesse tipo de episódio em sua carreira.
No entanto, em 2005, ele já recebeu uma reprimenda do distrito por ter sido acusado de preparar seus alunos a fazerem uma prova estadual do ensino médio após ter lido as respostas do exame. Ele nega qualquer fraude.
“Foi um caso isolado em 18 anos de carreira. Foi horrível, e merece uma ação rápida e significativa. E foi o que fizemos”, disse o dirigente, ao afirmar que o professor foi suspenso por dez dias e remanejado para uma outra instituição de ensino.

Outro lado

Oito dias depois do ocorrido, Rosi enviou uma carta ao distrito justificando suas ações. Admitiu que estava muito cansado naquela manhã e que tanto ele quanto a classe tiveram poucas atividades recreativas durante todo o ano letivo, e a aula daquele dia seria realizada em uma sala de música. Depois da saudação da bandeira, ele observou alguns meninos “brincando de luta e cavalgada”, sem que se verificasse violência ou agressão, e resolveu deixar que eles continuassem.

Segundo Rosie, todos pareciam se divertir e nenhum aluno parecia desconfortável com a situação. Ele também afirmou que sabia que a atividade estava sendo gravada. Toda a ação durou, segundo o professor, 14 minutos. E que, após a “recreação”, colocou a classe “em ordem” e terminou a aula nos dez minutos restantes. “Pela minha experiência, eu sei que esse é o modo que crianças interagem com seus professores”.

Rosie também disse que o garoto envolvido nunca havia demonstrado qualquer problema de relacionamento nem teve atos de indisciplina. Ele se desculpou dizendo que o local não foi apropriado e disse que o episódio “servirá como uma lição de experiência como professor”.

Quase 300 mil crianças de 6 a 14 anos nunca frequentaram a escola

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Crianças que vivem em locais de difícil acesso estão mais sujeitas a abandonar os estudos, diz relatório da Unicef (Foto: Valter Campanato/ABr)

Crianças que vivem em locais de difícil acesso estão mais sujeitas a abandonar os estudos, diz relatório da Unicef (Foto: Valter Campanato/ABr)

Amanda Polato, na Revista Época

Quase 300 mil brasileiros em idade escolar, de 6 a 14 anos, nunca frequentaram a escola. E ninguém sabe quem eles são e porque não estão matriculados, diz Maria de Salete Silva, coordenadora do programa de educação do Unicef do Brasil – fundo da ONU para a infância. A organização divulgou, nesta sexta-feira (31), um relatório sobre a falta de acesso à educação no Brasil.

“Uma hipótese é que muitas dessas crianças tenham deficiência e nunca saiam de casa. Ainda há famílias que têm dificuldades para levar o filho à escola ou não veem sentido naquilo. Outra hipótese é que parte desse número [300 mil] corresponda a populações isoladas, sem acesso a serviços públicos, como ribeirinhas, quilombolas e indígenas”, diz Salete.

Além da exclusão em razão de deficiências ou de dificuldades de acesso, a pobreza extrema e o trabalho infantil são as principais barreiras à universalização da educação no país, diz o relatório.
O país está quase lá. 98% das crianças entre 7 e 14 anos estão na escola, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, do Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, em números absolutos, a porcentagem de excluídos (2%) corresponde a 534.872. As desigualdades sociais se refletem no sistema de ensino do país, já que os mais atingidos são pobres, negros, indígenas e populações sob risco de violência e exploração.

No país, a matrícula é obrigatória de 7 a 14 anos, correspondendo ao ensino fundamental, mas uma lei aprovada em 2009 determina a ampliação desta faixa para 4 a 17 anos. O país tem até 2016 para se adaptar a ela. É justamente na educação infantil e no ensino médio que estão os maiores problemas de falta de vagas ou evasão. Segundo o Censo 2010, 3,8 milhões de crianças e jovens até 17 anos estão fora da escola.

A coordenadora da Unicef afirma que é mais fácil para o Brasil cumprir as metas para a faixa etária dos 4 a 5 anos do que para adolescentes. “Quem tem de 15 a 17 anos, em geral, já entrou no mundo do trabalho e a questão fica mais complicada. As taxas de evasão e repetência são muito altas. Metade dos jovens ainda está no ensino fundamental”, diz Salete. Ela cita outros problemas: faltam professores em disciplinas da área de exatas, a escola é pouco atrativa e não prepara para a vida profissional. “Adolescentes nos relatam que aprendem mais no trabalho do que na escola.”
A situação de muitos jovens mostra que a própria instituição escolar pode ser uma das responsáveis pela exclusão, afirma a representante da Unicef. “Quando políticas sociais não consideram as desigualdades, começam a excluir. A escola tem que ser diferente, para garantir a inclusão de crianças diferentes.” Ela afirma que o sistema educacional deve levar em conta a situação socioeconômica e também necessidades específicas dos alunos.

Possíveis soluções

O relatório da Unicef faz uma série de recomendações para a inclusão de todos na escola. Uma delas trata da articulação de diversas políticas relacionadas à infância: assistência social, saúde, cultura, esporte e lazer. Crianças que vivem em abrigos ou são vítimas do trabalho infantil, por exemplo, participam de diversos programas e ações. A integração de cadastros e estratégias é o primeiro passo para garantir melhor atendimento a elas, diz o texto.

A Unicef defende ainda a ampliação dos investimentos da educação, de 7% para, no mínimo, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em dez anos – proposta que está no Plano Nacional de Educação. A Câmara já aprovou o projeto, mas ele ainda deve passar pelo Senado.

O documento do fundo da ONU recomenda a solução de problemas antigos, como falta de transporte e alimentação escolar adequados, em especial na zona rural, além de melhor formação e salários para os professores. Outras sugestões são a garantia da acessibilidade para crianças com deficiência e criação, nas escolas, de medidas antidiscriminatórias em relação a gênero, raça e etnia, religião, deficiências e orientação sexual.

Desalojada, filha de sem-teto luta para ir à escola em SP

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Júlia Rafela Andrade Belizario, 7, se prepara para a desocupação do prédio na avenida Ipiranga, 908 (centro de SP)

Alessandro Shinoda e Ricardo Gallo, na Folha de S.Paulo

Enquanto policiais mandavam um grupo de sem-teto esvaziar um prédio invadido na avenida Ipiranga, centro de São Paulo, na terça-feira, Júlia, 7, só pensava em não deixar para trás todo o seu material escolar –mochila, três cadernos, lápis e borracha.

Em protesto contra a reintegração de posse, a família (pai, mãe, ela e uma irmã de dois anos) e parte dos sem-teto decidiram acampar na av. São João, em frente à Secretaria Municipal de Habitação.

Nas barracas de lona, Júlia guardou o material na cômoda ao lado da cama montada sobre o chão da rua. Paula Renata Andrade, 31, a mãe, diz que a filha não queria perder aula no dia seguinte.

Ainda haveria a noite pela frente, a primeira da família Andrade na rua. Eles estavam no prédio na Ipiranga desde o final de 2011, quando foram obrigados a deixar um quartinho em que viviam de favor em Guaianases, zona leste.

Fazia frio e a lona da barraca não impedia o vento de entrar. Mesmo protegida por cobertores, a menina acordou com os lábios rachados pelo frio, e o corpo dolorido pela cama dura. “Tava muito frio, parecendo gelo”, disse.

Na quarta, ela acordou às 7h com preguiça, esperando o relógio marcar as 10h, diz a mãe. Júlia sabe que o banho antecede a ida para o colégio. Ela entra às 13h na escola estadual Prudente de Moraes, na avenida Tiradentes, a 1 km do acampamento.

PORTÃO FECHADO

Depois do café da manhã (um copo de refrigerante e pão com manteiga, doação de um restaurante), a mãe conseguiu que ela tomasse banho em outro prédio invadido na Ipiranga.

Só que havia fila, e Paula e Júlia demoraram mais do que o planejado. Chegaram às 13h08 à escola. Os portões haviam fechado.

Paula ainda insistiu com uma funcionária, que negou a entrada. Júlia teve que voltar para o acampamento. “Não acredito que não me deixaram entrar. Não faltei porque eu quis”, disse à mãe. “Queria ir para educação física, estudar, ir no recreio.”

Paula diz que Júlia sempre foi assim. E que, mesmo acampada, incentivará a filha a ir à aula. “Primeiro que é o direito dela de ir à escola, e ela gosta. Queria dar continuidade, para ela aproveitar esse prazer que ela tem.”

A família não tem planos de sair tão cedo do acampamento, até porque não tem para onde ir. Paula, auxiliar de cozinha desempregada, concluiu o segundo grau. O sonho dela é que a filha faça curso superior. “Ela quer ser médica. Já tem o próprio sonho dela, vive dizendo: ‘Mãe, quando eu virar médica, vou te dar uma casa e um carro’.”

Desempregados, a mãe e o pai vivem com os R$ 620 do seguro-desemprego dela, o que não dá para pagar aluguel e se sustentar, diz ela.

Ontem, Júlia saiu mais cedo de casa e, enfim, foi à aula. Ao chegar, disse, orientada pela mãe, que faltou em consequência da reintegração de posse. O dono do imóvel conseguiu liminar para retomar o prédio um mês antes.

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A Secretaria da Educação do Estado lamentou que a aluna tenha sido impedida de assistir à aula e disse que o conteúdo seria reposto ontem. Afirmou ainda que ia apurar a conduta da agente que atendeu Paula e Júlia.

A Secretaria Municipal da Habitação disse que ofereceu às famílias retiradas do prédio na Ipiranga e a possibilidade de ir para abrigos e que elas estão cadastradas em programas habitacionais. A família de Júlia não foi para abrigo pois isso os separaria.

fotos: Alessandro Shinoda/Folhapress


Após a desocupação, Júlia e sua família foram para um acampamento na avenida São João; na foto, a mãe de Júlia, a auxiliar de cozinha Paula Patricia Silva Andrade, 31, e sua irmã, Armanda Andrade Belizario, 2

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