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George R. R. Martin diz que deve terminar novo livro até o meio de 2020

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George R. R. Martin, criador de Games of Thrones (Rich Polk / Stringer/Getty Images)

A série da HBO Game Of Thrones foi adaptada a partir dos livros que antecederam “Os Ventos do Inverno”, aguardado desde 2011

Victor Sena, na Exame

A espera parece estar chegando ao fim. George R. R. Martin revelou que pretende terminar o sexto livro da série “As Crônicas de Gelo e Fogo” até o começo de 2020, antes de uma viagem que fará à Nova Zelândia. Os livros deram origem ao fenômeno da TV Game Of Thrones.

Intitulado de “Os Ventos do Inverno”, o livro é aguardado pelos fãs desde 2011, ano em que Martin lançou o volume anterior, “A Dança dos Dragões”.

George disse em um post no seu blog nesta quarta-feira (21) que pretende chegar à Nova Zelândia com o próximo livro “em mãos”. O autor deve ir ao país para participar da World Science Fiction Convention (Convenção Mundial de Ficção Científica, em tradução livre), que acontecerá entre 29 de julho e 2 de agosto de 2020. Martin foi convidado para ser uma espécie de mestre de cerimônias.

“Se eu não tiver ‘Os Ventos do Inverno’ em mãos quando eu chegar na Nova Zelândia para a convenção, vocês têm aqui a minha permissão formal para me aprisionar em uma pequena cela, sobre aquele lago de ácido sulfúrico, até eu terminar. Contanto que os vapores acre não atrapalhem meu velho processador de texto DOS, eu ficarei bem.”

Com o fim de Game Of Thrones, os fãs voltaram-se mais uma vez para a perspectiva de lançamento de “Os Ventos do Inverno”. George R. R. Martin é conhecido por escrever devagar, tanto é que a série da HBO ultrapassou os livros nas últimas temporadas, criando, então, um enredo inspirado em algumas orientações de Martin e nas ideias dos produtores David Benioff e D.B Weiss.

O autor já havia comentado que o fim dos livros será parecido e diferente, ao mesmo tempo, do que foi mostrado em Game Of Thrones.

“Como tudo vai acabar? Ouço as pessoas perguntando. O mesmo fim que a série? Diferente? Bem… Sim. E não. E sim. E não. E sim. E não. E sim”, escreveu, causando certo mistério.

Após “Os Ventos do Inverno”, George R. R. Martin pretende lançar o último livro da série, com o nome de “Um Sonho de Primavera”.

Chico Buarque vence o Prêmio Camões de Literatura de 2019

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Chico Buarque, 74 anos – Leo Aversa / Divulgação

 

Homenagem é a maior honraria da literatura em língua portuguesa

Publicado na Gaucha Zh

O escritor, cantor e compositor Chico Buarque, 74 anos, foi consagrado nesta terça-feira (21) com o Prêmio Camões de Literatura, considerado a honraria mais importante da literatura em língua portuguesa. Chico é o 13º brasileiro a vencer a premiação. O anúncio foi feito na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Como premiação, ele receberá o valor de 100 mil euros.

O júri foi formado por seis personalidades indicadas pela Biblioteca Nacional do Brasil, pelo Ministério da Cultura de Portugal e pela comunidade africana. São eles os portugueses Clara Rowland e Manuel Frias Martins, os brasileiros Antonio Cicero Correia Lima e Antônio Hohlfeldt, a angolana Ana Paula Tavares e o moçambicano Nataniel Ngomane.

Instituído com o objetivo de consagrar autores que tenham contribuído para o enriquecimento da língua portuguesa, o Prêmio Camões de Literatura ocorre desde 1988 e abrange escritores brasileiros, portugueses e de repúblicas africanas cuja língua oficial é o português.

Chico foi premiado não apenas como escritor sazonal que é, mas também pelo rico trabalho como compositor lírico. Além de um dos principais nomes da canção brasileira (sua última turnê, com o disco Caravanas, passou por Porto Alegre no ano passado), sua carreira literária inclui os romances Estorvo (1991), Benjamin (1995), Budapeste (2003), Leite Derramado (2009) e O Irmão Alemão (2014). Seu trabalho também abarca teatro (Gota D’Água, de 1975, e Roda Viva, de 1967, por exemplo) e literatura infantil (Chapeuzinho Amarelo, de 1970).

Os brasileiros vencedores do prêmio antes de Chico foram João Cabral de Melo Neto (1990), Rachel de Queiroz (1993), Jorge Amado (1994), Antonio Candido (1998), Autran Dourado (2000), Rubem Fonseca (2003), Lygia Fagundes Telles (2005), João Ubaldo Ribeiro (2008), Ferreira Gullar (2010), Dalton Trevisan (2012), Alberto da Costa e Silva (2014) e Raduan Nassar (2016).

Ao longo dos anos, a lista de premiados conta não apenas com ficcionistas, mas poetas como João Cabral e Miguel Torga e críticos e pensadores como Antonio Candido e Eduardo Lourenço. O último vencedor do Prêmio Camões havia sido o cabo-verdiano Germano Almeida, no ano passado.

OS VENCEDORES

1989 – Miguel Torga, Portugal

1990 – João Cabral de Melo Neto, Brasil

1991 – José Craveirinha, Moçambique

1992 – Vergílio Ferreira, Portugal

1993 – Rachel de Queiroz, Brasil

1994 – Jorge Amado, Brasil

1995 – José Saramago, Portugal

1996 – Eduardo Lourenço, Portugal

1997 – Artur Carlos M. Pestana dos Santos, o Pepetela, Angola

1998 – Antonio Candido de Mello e Sousa, Brasil

1999 – Sophia de Mello Breyner Andresen, Portugal

2000 – Autran Dourado, Brasil

2001 – Eugênio de Andrade, Portugal

2002 – Maria Velho da Costa, Portugal

2003 – Rubem Fonseca, Brasil

2004 – Agustina Bessa-Luís, Portugal

2005 – Lygia Fagundes Telles, Brasil

2006 – José Luandino Vieira, Angola

2007 – António Lobo Antunes, Portugal

2008 – João Ubaldo Ribeiro, Brasil

2009 – Armênio Vieira, Cabo Verde

2010 – Ferreira Gullar, Brasil

2011 – Manuel António Pina, Portugal

2012 – Dalton Trevisan, Brasil

2013 – Mia Couto, Moçambique

2014 – Alberto da Costa e Silva, Brasil

2015 – Hélia Correia, Portugal

2016 – Raduan Nassar, Brasil

2017 – Manuel Alegre, Portugal

2018 – Germano Almeida, Cabo Verde

2019 – Chico Buarque, Brasil

Conheça Luana Génot, a ativista que luta pela igualdade racial por meio da escrita

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Em seu livro de estreia “Sim à Igualdade Racial – Raça e Mercado de Trabalho” ela faz um raio x da influência da cor da pele na trajetória profissional e aponta caminhos para a mudança

Leonne Gabriel, na Vogue

Há quem diga que escrever um livro é como gerar um filho. Se pensarmos assim, Luana Génot teve gêmeos. Porque foi durante a gravidez da pequena Alice, hoje com 1 ano, que a publicitária carioca encarou a tarefa de concluir Sim à Igualdade Racial – Raça e Mercado de Trabalho (Pallas Editora, R$ 54,90), recém-chegado às livrarias.

Foram nove meses intensos, se revezando entre finalizar sua primeira obra, os preparativos para a maternidade e sua saída da equipe do ID_BR (Instituto Identidades do Brasil), órgão criado e dirigido por ela, cujo objetivo é produzir oportunidades a partir de ações inovadoras e mudança de culturas corporativas – com a missão de acelerar a igualdade racial no mercado de trabalho.

Uma das principais vozes no debate sobre o assunto, a autora questiona as vantagens e desvantagens raciais na realidade brasileira e propõe mudanças nessa lógica. No livro, ela faz um raio X da influência da cor da pele na trajetória profissional e convida os leitores a abraçar e entender essa causa – independentemente de sua origem. “A função de cada pessoa é essencial na luta por igualdade. O branco que entende seu papel no mundo sabe que uma sociedade mais inclusiva é algo bom para todos”, justifica.

Resultado da sua dissertação de mestrado em relações étnico-raciais no Cefet-RJ, a publicação traz 16 depoimentos inéditos de pessoas de diferentes etnias e profissões, além das falas da própria autora, seus pais e CEOs de grandes empresas brasileiras, a quem aplica o conceito de raça em diferentes contextos.

Entre os entrevistados também estão o ator Bruno Gagliasso e a atriz Maria Gal e, a partir das suas trajetórias, Luana sinaliza a raça e o gênero como diferencial competitivo. “São atores com a mesma faixa de idade, mas não com as mesmas oportunidades, sobretudo no recorte publicitário. A branquitude do Bruno dá a ele benefícios de conseguir mais papéis em campanhas. Já ter a pele preta como a de Maria Gal ainda é motivo de recusa”, explica.

Nascida no Rio de Janeiro, Luana passou sua infância na Penha, Zona Norte da cidade. Na adolescência, sonhava em ser modelo e subiu à passarela pela primeira vez no Fashion Rio, em 2008. Em seguida, começou a desenhar uma carreira de modelo internacional, trabalhando em países como Bélgica, África do Sul, Inglaterra e França, onde desfilou para Paco Rabanne e Saint Laurent. De volta ao Brasil, percebeu que a oferta de trabalho como modelo era muito limitada e acabou desistindo da profissão para ingressar no curso de publicidade e propaganda na PUC-Rio. Depois, como bolsista do programa Ciência Sem Fronteiras, cruzou novamente o oceano e foi estudar na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos. Na época, atuou ainda como voluntária na campanha de Barack Obama à presidência do país.

Apesar de todas essas experiências terem contribuído para sua formação, Luana conta que a maternidade a fez entender ainda mais seu papel. “A dádiva de ser mãe é poder mostrar que trilhei um caminho movido por um propósito”, defende. “Pari quase dentro do escritório, levei minha filha para reuniões e dessa forma acho que ela vai ter uma compreensão maior do mundo desde cedo.”

Sobre o futuro, a ativista tem uma certeza: “Não quero ter de falar de igualdade racial daqui a 50 anos. Falar sobre o mercado de trabalho delegando aos algoritmos o papel de ser inclusivo é a extensão da incapacidade de se colocar no lugar do outro”, desabafa. “O futuro não está nas máquinas, deve estar nas mãos de pessoas de todas as raças, gêneros e sexualidades.”

Nora Roberts anuncia 50° livro da série “In Death”, assinado por seu pseudônimo JD Robb

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Victor Tadeu, no Desencaixados

Nora Roberts revelou nesta segunda-feira (13) durante uma entrevista com a EW o lançamento do 50° livro da série In Death, onde ela assina com o pseudônimo JD Robb.

Golden in Death é o nome do lançamento e conta a história da detetive de homicídios Eve Dallas investigando um assassinato com um motivo misterioso – e uma arma aterrorizante. A autora afirmou na entrevista que é um desafio cruzar com Dallas em seus livros.

Já faz 25 anos, e ainda assim eu sou desafiado e entretido toda vez que eu deslizo de volta para o mundo de Eve Dallas”, reflete Roberts. “Como uma escritora que olha para frente, é apenas em marcos como este que eu me sento e fico maravilhado com a corrida.”

A série é publicada desde 1995 e os leitores só ficam sabendo que Nora era a autora por trás do pseudônimo em 2001 após o sucesso estrondoso dos títulos. No Brasil a Bertrand, selo editorial do Grupo Editorial Record, é responsável pelo lançamento de In Death, traduzida para Série Mortal.

Nora Roberts está comemorando esse marco, pois não imaginava que chegaria tão longe com a série. Ela é muito renomada nos Estados Unidos e tem grandes histórias publicadas no Brasil, ainda na entrevista ela revelou como In Death deixou de ser uma trilogia.

A trilogia me deu a oportunidade de explorar seu crescente relacionamento além de um único livro, e de os personagens evoluírem como indivíduos”, continua Roberts. “No momento em que o terceiro livro foi publicado, eu não queria deixar ir, dizer adeus a essas pessoas ou ao mundo delas. Quando minha editora manifestou interesse em mais, eu agarrei a chance.”

Golden in Death será lançado em fevereiro de 2020, sem previsão de lançamento no Brasil.

Sequência de “Bird Box” vai retomar ideia deixada de lado no primeiro livro

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Lello Lopes, no UOL

Josh Malerman é um escritor prolífico. Desde que lançou “Bird Box” (que ganhou o nome de “Caixa de Pássaros” no Brasil) em 2014 ele já publicou outros sete livros. Em outubro chega mais um: “Malorie”, sequência da história que virou sucesso na Netflix em filme lançado no final do ano passado.

Josh Malerman, autor de “Bird Box” Imagem: Chris Stranad Photography

Em entrevista ao UOL, por email, Malerman contou um pouco de “Malorie” e falou sobre o sucesso de “Bird Box”, visto por mais de 80 milhões de pessoas segundo a Netflix.

O escritor, que esteve no Brasil em 2015, voltará ao país para a Bienal do Rio, entre o final de agosto e o começo da setembro, para divulgar um outro livro lançado em 2019, “Inspection”.

Veja a entrevista:

Você esperava o enorme sucesso de “Bird Box” na Netflix?

Eu acho que ninguém poderia prever que o filme faria o que fez. Não estou dizendo que eu não tinha confiança ou esperança, mas ele explodiu de uma maneira que nenhum de nós previu. Que jornada, hein? Incrível.

O que você acha sobre o Desafio Bird Box (com as pessoas fazendo atividades cotidianas de olhos vendados) que muita gente fez após ver o filme?
Bem, no começo eu amei. Até pensei em eu mesmo fazer um. Então isso ficou esquisito quando uma garota dirigiu daquele jeito e bateu o carro. Graças a Deus ela ficou bem, mas a partir daquilo nós tivemos que dizer, tipo, ‘hey, em vez disso tente fazer um sanduíche de olhos vendados. É tão emocionante!'”.

Por que escrever uma sequência de “Bird Box”? Que tipo de história você vai nos contar?

O rascunho de “Bird Box” era duas vezes maior que a versão que acabou sendo publicada e lá tinha uma trama que eu tirei, uma trama que eu realmente gostava. Eu pensava nela frequentemente e imaginei que algum dia a faria.

O sucesso do filme, e consequentemente o do livro, meio que definiu que, se eu fosse escrever “Malorie”, agora seria a hora certa. Então no final eu consegui incluir essa trama perdida nesse segundo livro e é ótimo porque essa foi uma ideia que nasceu praticamente ao mesmo tempo do livro original.

O que você sabe sobre a adaptação de “Piano Vermelho” para o cinema?

Eu sei que os produtores são pessoas incríveis. Scott Free e Atlas Industries têm grandes pensadores que estão procurando por histórias originais e empolgantes, e eu me sinto completamente em casa falando e trabalhando com eles. Também sei que o roteirista, Barnett Brettler, é um cara incrível e brilhante, e eu amo a sua visão para a história. Bom, vamos ver como isso se desenvolve, mas no momento eu me sinto ótimo sobre como está.

Capa de “Malorie” Imagem: Reprodução/Esquire… – Veja mais em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/12/sequencia-de-bird-box-vai-retomar-ideia-deixada-de-lado-no-primeiro-livro.htm?cmpid=copiaecola

O seu novo livro, “Inspection”, promete uma discussão sobre gêneros. Como você vê o debate sobre o assunto nos dias de hoje?

Eu escrevi o rascunho de “Inspection” em 2007, então reescrevi completamente nos últimos anos. Meu publisher conhecia a ideia e meu editor achou que era o momento perfeito para lançar uma história como essa, com o tema de igualdade de gênero. Ela é intencionalmente fria, sem sexo e sombria. Mas, de alguma forma, apesar desses fatores, eu acho que o livro é quente ao dizer que você pode tentar empurrar a natureza dentro de uma caixa, mas ela achará um jeito de escapar, não importa o que você faça.

Você conhece alguma coisa da literatura brasileira? Tem algum autor favorito?

Eu amo o Rapahel Montes e a Janda Montenegro. Mentes brilhantes, pessoas brilhantes.

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