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Livros de J.D. Salinger serão lançados em formato digital pela primeira vez

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J.D. Salinger. (Foto: Amy Sancetta/ AP/ Shutterstock)

Maior adversário dos livros eletrônicos da literatura, autor do clássico Apanhador no Campo de Centeio em breve terá suas obras nas bibliotecas digitais

Daniel Kreps, na Rolling Stone

O filho e proprietário do patrimônio literário de J.D. Salinger, Matt Salinger, anunciou que as obras clássicas do autor serão lançadas nas bibliotecas digitais. O anúncio foi feito seis meses depois da divulgação do plano para o lançamento dos escritos ainda não publicados do autor.

O New York Times noticiou que os quatro maiores trabalhos publicados de Salinger, O Apanhador no Campo de Centeio, Nove Histórias, Franny&Zooey e Os Carpinteiros, Levantem Bem Alto a Cumeeira & Seyour, Uma Apresentação, receberão versões digitais na terça-feira, 13.

A ausência dos trabalhos de Salinger no universo dos e-books era considerada a maior falha da literatura digital.

“Esse é última ficha a cair em termos das obras clássicas”, disse Terry Adams, editor digital e impresso da editora Little, Brown and Company para o New York Times. “Todos os outros patrimônios literários foram para os e-books, mas Matt, filho de Salinger, tem sido muito cauteloso”.

Apenas nos últimos anos, Matt considerou digitalizar os lendários trabalhos de seu pai. Primeiro, ele recebeu uma carta de uma mulher que dizia que tinha uma condição rara que dificultava a leitura em livros impressos.

Depois, em uma viagem para China, Matt presenciou como o jovens do país, que é cenário no livro O Apanhador no Campo de Centeio, liam quase exclusivamente em dispositivos digitais.

Matt Salinger reconheceu que seu pai provavelmente teria continuado como um antagonista da revolução digital. “Eu escuto sua voz bem clara em minha cabeça, e eu não tenho dúvida de 96% das decisões que eu tenho que tomar, porque eu sei o que ele queria”, disse Matt para o New York Times.

“Coisas como e-books e audiobooks são difíceis, porque ele claramente não as queria.” No entanto, Matt falou que seu pai “não gostaria que as pessoas não pudessem ler seus livros”.

Ele também disse à Associated Press: “Tem algumas coisas que meu pai amava mais do que uma experiência tátil completa de leitura com um livro impresso, mas ele talvez tenha amado seus leitores mais, e não só a ideia de ‘leitor ideal’ que ele escreveu sobre, mas todos os seus leitores.

Em fevereiro, Matt disse que trabalhos não publicados do autor “serão em algum momento compartilhados”.

Os cinco livros mais importantes de Toni Morrison

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Toni Morrison: escritora produziu romances com temas tabus para a época (Timothy Greenfield-Sanders/Bloomberg)

Primeira negra a ganhar o Nobel de literatura, escritora morreu nesta terça-feira, 6, aos 88 anos

Publicado na Exame

Ganhadora de um Nobel de Literatura e de um Prêmio Pulitzer e uma gigante da literatura afro-americana, a escritora Toni Morrison tratou do legado da escravidão nos Estados Unidos com uma voz poética e ao mesmo tempo crua, influenciando gerações de autores.

Abaixo, algumas de suas principais obras:

‘O olho mais azul’ (1970)

Primeiro romance de Morrison, publicado ao 39 anos, este livro conta a história de uma garota negra na década de 1940 em Ohio, que sonha com ter olhos azuis. Para a menina, um sinônimo de brancura e de beleza em um mundo assombrado pela escravidão.

Vívido, sensível, mas também duro e sem filtros, o livro foi descrito pelo jornal “The New York Times” como “uma prosa tão precisa, tão fiel ao discurso e tão carregada de dor e assombro que o romance se torna poesia”.

À época, teve uma resposta ambivalente do público, com baixas vendas. Começou a ganhar reconhecimento, após ser incluída em uma lista de leitura de uma universidade.

Desde então, enfrentou desafios legais e chegou a ser banido em escolas de vários estados americanos por tratar de temas tabu como incesto e abuso sexual infantil.

‘Canção de Salomão’ (1977)

Segundo romance de Morrison, ganhador do prestigioso US National Book Critics Circle Award, mistura realismo mágico, folclore e sociologia para contar a história de uma adolescente que tenta esquecer de seu passado como uma escrava.

Apresenta um dos temas caros à escrita de Morrison: a complicada busca por identidade em um mundo hostil.

‘Amada’ (1987)

Com seu quinto livro, Morrison virou uma celebridade do dia para a noite, ao dramatizar a dolorosa história real de Margaret Garner, uma escrava fugitiva que matou a filha em 1856 para salvá-la de uma vida de servidão.

“É uma obra-prima americana, a qual repensa, de um jeito curioso, todos os grandes romances da época em que é escrito”, escreve A.S. Byatt, no jornal “The Guardian”, por ocasião do lançamento.

Em decisões polêmicas, “Amada” foi preterido em dois dos principais prêmios americanos da área ao ser publicado, levando 48 escritores a assinarem uma carta aberta na “New York Times Book Review”, denunciando o não reconhecimento de Morrison.

Em 1988, veio, então, o Prêmio Pulitzer, adaptado para o cinema dez anos depois como “Bem-amada”, estrelado por Oprah Winfrey como a mãe, Sethe.

‘Paraíso’ (1998)

“Paraíso” completou a trilogia de romances de Morrison, iniciada com “Amada” e seguida por “Jazz” (1992), desafiando a leitura dominante do passado, ao explorar, especificamente, a história afro-americana desde meados do século XIX até os dias atuais.

Primeiro livro escrito depois de ser agraciada com o Nobel de Literatura, em 1993, “Paraíso” apresenta seu típico estilo de múltiplas vozes narrativas com saltos temporais para abordar as causas de um brutal assassinato em uma cidade de Oklahoma nos anos 1970.

‘Voltar para casa’ (2012)

“De quem é esta casa?” é a pergunta que abre este romance, que trata de um outro tema recorrente no trabalho de Morrison: o que é um lar e como isso nos molda, ou nos dilacera.

Nele, conta a história de um rapaz nos seus 20 anos que volta para casa, em Seattle, depois de lutar na Guerra da Coreia. Um jovem que deixa “um Exército integrado” para retornar para “um país segregado”, como escreveu o jornal “The New York Times” em uma resenha na época do lançamento.

Rapper dos EUA cria Clube do Livro e estreia com obra clássica de Paulo Freire

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Vitor Paiva, no Hypeness

Enquanto um parte do Brasil persegue um de seus maiores e mais importantes pensadores sem sequer conhecer de fato sua obra, fora do país o educador Paulo Freire segue como um dos mais respeitados e celebrados intelectuais do mundo. E nas mais diversas frentes e esferas: além de ser o brasileiro mais homenageado na história, com pelo menos 35 títulos de doutor Honoris Causa em universidades das Américas e da Europa e depois de ser reconhecido como o terceiro teórico mais citado em trabalhos acadêmicos em todo o planeta, até a juventude do hip-hop estadunidense quer estudar sua obra: Paulo Freire será o primeiro autor do clube do livro virtual recém inaugurado pela rapper Noname.

Noname, a rapper de Chicago, uma das mais celebradas da atualidade

A obra de Freire que irá inaugurar o Noname’s Book Club será seu título mais famoso: “Pedagogia do Oprimido” – que em inglês é publicado em sua tradução literal, “Pedagogy of the Opressed”. O livro inicia o clube junto de outra obra, “We Are Never Meeting in Real Life” (“Não estamos nos encontrando na vida real”, em tradução livre) da autora e comediante estadunidense Samantha Irby. Segundo a rapper a ideia do clube é “dar luz ao trabalho progressista de autores ‘de cor’ e de dentro da comunidade LGBTQ”.

Paulo Freire

Dona de uma poética densa e cheia de força literária e política, Noname, segundo suas próprias declarações, foi uma estudante com dificuldade de leitura ainda na escola em Chicago, onde nasceu. Conseguir mergulhar nos livros foi, para ela, porém, o divisor de águas de sua vida.

Seu clube é virtual, e já possui cerca de 20 mil seguidores no Twitter. A ideia é ler juntos, recomendar e debater através das redes a leitura. Em 2018 a rapper lançou o disco Room 25, considerado um dos melhores do ano em diversas listas.

Acesse manuscritos de Jane Austen que estão disponíveis online

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Trecho do manuscrito do romance incompleto Os Watsons, iniciado em 1803 (Foto: Edição Digital de Manuscritos de Ficção de Jane Austen)

Publicado na Galileu

A britânica Jane Austen morreu há mais de 200 anos, mas ainda conquista fãs no mundo todo por meio de seus livros. Resultado de sua habilidade de criar personagens femininas complexas, ou porque criava histórias de amor supermelosas (e nem por isso menos incríveis) Orgulho e Preconceito, sua obra mais famosa, já vendeu mais de 20 milhões de cópias, como relata o The Guardian.

Para fãs de carteirinha da autora ou apaixonados por história e literatura, diversos manuscritos de Austen foram disponibilizados pela Universidade de Cambridge. Os documentos escaneados estão espalhados pelo Reino Unido, em locais como a Biblioteca Britânica e o King’s College, para o projeto que “representa todas as fases de sua carreira de escritora e uma variedade de estados físicos: rascunhos de trabalho, cópias justas e manuscritos de publicações para circulação privada”, explicam os responsáveis.

Como conta a Open Culture, este é um recurso utilizado principalmente por estudiosos, já que grande parte do trabalho publicado está inacabado. Dentre os documentos que podem ser observados estão Juveniliarascunhos incompletos, como Os Watsons; e seu último e inacabado romance, Sanditon.

Cada edição digital dos manuscritos inclui uma nota sobre a história textual, procedência e estrutura física do documento em si, bem como uma transcrição do texto de Austen. Também está disponível a opção para visualizar as “edições diplomáticas” que transcrevem o texto com todas as correções e acréscimos da escritora.

Além do clássico romance entre Elizabeth e Mr. Darcy, publicado entre 1813, Austen escreveu Razão e Sensibilidade (1811), Mansfield Park (1814), Emma (1815), A Abadia de Northanger e Persuasão (ambos de 1818). Para visualizar a Edição Digital de Manuscritos de Ficção de Jane Austen basta clicar aqui.

Livro de filósofo francês ensina como enfrentar os “babacas”

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Maxime Rovere, professor da PUC-Rio Foto: QuisNilObstet/Wikimedia Commons

Com rigor filosófico e linguagem acessível, Maxime Rovere dá lições para resistir ao assédio de cretinos e megeras

Ruan de Sousa Gabriel, na Época

Por que um filósofo francês, leitor de Espinosa, abandonaria seus estudos sobre imanência, modos de percepção e a salvação dos ignorantes para escrever um livro sobre… a babaquice? Pois foi isso (ou quase isso) o que fez Maxime Rovere, professor na PUC-Rio. Em O que fazer com os babacas (Vestígio), Rovere junta um sólido repertório filosófico, linguagem acessível e bom humor para ajudar o leitor a resistir a cretinos, canalhas e megeras, àqueles que desrespeitam nosso silêncio, atacam nosso sossego com seus filhos e cãezinhos barulhentos e, às vezes, detém o poder político necessário para infernizar nossas vidas.

Conversei um pouquinho com Rovere para entender melhor como derrotar a babaquice e saber qual filósofo era o mais babaca de todos — porque já sabemos que Espinosa era o mais fofo.

Por que o senhor, um leitor de Espinosa, resolveu interromper suas pesquisas filosóficas para escrever um livro sobre a babaquice?

Meu último livro Le clan Spinoza ( O clã Espinosa , na tradução do francês), que será publicado no Brasil no ano que vem, é um estudo sobre a inteligência coletiva. Ou seja: não é tão estranho quanto parece que meus estudos se voltem para a babaquice como um fenômeno coletivo. A babaquice não é uma característica individual, mas de certas interações. Como todo mundo, eu também encontrei um babaca pessoal, alguém com quem eu tive de dividir uma casa e que não quis estabelecer regras de convivência. Esse é um dos princípios da babaquice: recusar as condições para a vida em comum. Ao perceber como é difícil se relacionar com esse tipo de gente, achei que seria interessante dedicar um estudo sério, mas acessível, à babaquice, esse fenômeno que nos afeta a todos.

No livro, o senhor menciona várias vezes seu “bacaba pessoal”. Como ele (ou ela) era?

Essa pessoa, como muitos outros babacas, pensava que todos tinham de viver como ela, que seu estilo de vida era o único possível para pessoas esclarecidas e cool. Quando o conflito começou, percebi que eu tinha convicções parecidas. Meu babaca era também meu espelho. Sempre somos o babaca de alguém. Não que meu babaca fosse um idiota, ele mas vivia de um jeito oposto ao meu e não queria negociar nada. Isso me matou: descobrir que existia gente que se recusa a negociar, que não aceita a possibilidade de estabelecer regras ainda que tenha concordado em dividir um casa com você. Isso nunca havia passado pela minha cabeça. Eu achava que todo mundo era e pensava como eu. Babacas como o meu se comportam como se os outros não existíssemos. É o que de mais violento alguém pode fazer: negar a relevância do desejo do outro.

O senhor afirma que dar lição de moral nos bacanas não é uma boa ideia. Por quê?

Diante de um babaca, tendemos a nos achar no direito de exigir, por exemplo, que ele limpe a cozinha depois de dar uma festa. Mas, como ele não tem respeito por nossas regras, tentar impô-las, uma vez que não somos o Estado e não podemos forçá-lo a nada, é inválido. Logicamente inválido. Não há como impor nossa moral sem força. Porque essa moral não se apoia na autoridade, mas em nossa insuficiência, nossa impotência de fazer com o que o babaca se comporte corretamente. Precisamos mudar de estratégia.

Como?

Em vez de desejar que os babacas desapareçam, devemos nos concentrar no que sentimos, nas emoções que eles fazem emergir em nós e em como superá-las. Precisamos expressá-las. Nossa primeira reação é xingar, mas precisamos encontrar meios de expressão mais úteis e eficazes para sair desse buraco relacional. Um insulto não ajuda em nada e pode piorar as coisas. Seguindo os filósofos estoicos, como Sêneca, acredito que é possível encontrar operações capazes reconfigurar as situações sem precisar tocar no babaca, sem tentar mudá-lo, mas tentando mudar a situação. Precisamos mobilizar nossas emoções mais fortes contra as situações, não contra as pessoas.

No livro, o senhor argumenta que a narrativa é uma maneira de expressar essas emoções: “Somente a narrativa permite apaziguar o conflito, porque ela permite à verdade emergir da intersecção dos pontos de vista sem ser necessário (…) se pôr totalmente de acordo, nem ser totalmente preciso, nem ter qualquer certeza”. A literatura pode nos ajudar a lidar com os babacas?

A narrativa é uma técnica a ser usada para se livrar de um conflito. Quando estiver diante de um babaca, peça para ele contar a versão dele dos fatos, ainda que você ache que ele está totalmente errado. Depois, talvez valha a pena você fazer um relato seu de como as coisas aconteceram. Narrar os eventos que criaram o conflito permite reconstruir o que se perdeu no meio do conflito, que é a nossa capacidade de entender e confiar no outro. Temos de reconstruir essa capacidade, que perdemos quase sem perceber. Se formos sinceros, pacientes e narradores habilidosos, podemos encontrar caminhos comuns. Aí a literatura pode ajudar, pois nos permite entrar em histórias além das nossas próprias. Se formos capazes de entender um babaca como o pai de Os irmãos Karamázov , de entrar na cabeça dele, nossa relação cotidiana com os babacas vai melhorar. Vamos saber lidar melhor com as narrativas deles e contar melhor as nossas.

E quando os babacas estão no poder?

É altamente provável que babacas estejam no poder, que ocupem posições de autoridade nos governos, nas empresas, nas famílias. Tendemos a pensar que babacas no poder são uma anomalia, uma injustiça cósmica. Mas não. Babacas no poder são quase a regra. Um tipo específico de babaca, os medíocres, tende a ascender ao poder, porque são hábeis em evitar os conflitos e discordar. Às vezes, a meritocracia só reconstrói novas formas de babaquice na elite. Não adianta isolar os melhores e lhes dar poder, porque eles vão reconstruir a babaquice entre eles. Dito isso, precisamos pensar em como se darão nossas lutas quando os babacas estão no poder. Temos de pensar em estratégias para orientar nossos governos, empresas e famílias para o que achamos melhor. A luta política é mais eficaz quando sabemos que ela é a promoção das preferencias e não a busca por justiça cósmica. Política é negociação com babacas, com adversários, com gente de quem não gostamos e que não gosta de nós.

Existe uma definição filosófica da babaquice?
É difícil, porque todo mundo define a babaquice baseado em seu babaca pessoal. Em vez de procurar uma definição universal da babaquice, devemos olhar os babacas como espelhos de nós mesmos, deixar que eles apontem nossas feridas. Filosoficamente falando, a babaquice nunca é uma característica que encontramos em pessoas. Ela aparece nas interações, nas trocas interpessoais. O meu babaca pessoal não era um babaca o tempo todo. A babaquice emergia no convívio e seus efeitos eram imprevisíveis. Ao entendermos que a babaquice está na interação, podemos pensar em intervenções salvadoras.

Qual filósofo foi o mais babaca?
(Risos.) Eu não esperava essa pergunta. Preciso pensar… (Silêncio) . Pensando bem, não considero babacas nem mesmo os meus adversários filosóficos, de quem eu discordo profundamente. Pela seguinte razão: um filósofo, por mais inaceitáveis que sejam suas posições, é alguém que tenta formular e explicitar suas razões para defender ou propor esta ou aquela posição. Ele permite que você entre no mundo dele e abre as portas para a negociação, para a argumentação, para o debate. Mesmo quem não é profissional da filosofia deve confiar na capacidade dos outros de entender nossos argumentos e de argumentar também. A grande dificuldade com os babacas é que eles não aguentam nenhuma forma de argumentação. Mas, quando um babaca se torna filósofo, ele deixa de ser totalmente babaca porque se abre à discussão.

E quem são os seus adversários filosóficos?
Quando eu escrevia minha tese de doutorado sobre Espinosa, (Immanuel) Kant (filósofo prussiano) sempre aprecia nas notas de rodapé. Tanto que meu orientador me disse que eu devia ter um problema com Kant. Ele diagnosticou uma rejeição afetiva, instintiva, minha a Kant. Eu odiava Kant sem saber.

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