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Autora Jarid Arraes é confirmada para a Flip

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Foto: Reprodução/Jarid Arraes

Publicado no Diário de Pernambuco

A escritora, cordelista e poeta cearense Jarid Arraes está confirmada para a Flip 2019, que será realizada entre 10 e 14 de julho, em Paraty.

Autora de As Lendas de Dandara, Heroínas Negras Brasileiras: Em 15 Cordéis e Um Buraco Com Meu Nome, Jarid trabalha sobre narrativas tradicionais e questões de ancestralidade para construir uma literatura de luta.

Seu primeiro livro de contos sai em junho, Redemoinho em Dia Quente.

Conheça os escritores que usavam tarô e os jogos de sorte na escrita de seus livros

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William Butler Yeats, Philip K. Dick e Jorge Luís Borges eram alguns que se influenciaram pelas cartas e moedas nos rumos tomados em suas obras

André Nogueira, na Aventuras na História

O tarô e os jogos de sorte são elementos importantes para algumas pessoas quando se trata de tomada de decisões. O tarô, por exemplo, pode recriar trajetórias de vida e projetar sua continuidade e, assim, produzir uma narrativa sobre o futuro.

Muitos artistas tiveram suas vidas marcadas pelo gosto pelas cartas e pela sorte aleatória. Philip K. Dick, por exemplo, autor de O Homem do Castelo Alto, decidiu a trajetória de sua obra tendo como principal influência uma moeda que lançava corriqueiramente sobre sua mesa para decidir rumos narrativos. O famoso “cara ou coroa” guiou boa parte da história que conta a vida estadunidense após a vitória alemã na guerra e a tomada do país pelos nazistas.

P. K. Dick / Crédito: Wikimedia Commons

Nessa época, Dick estava também muito influenciado pela sua recente descoberta: um jogo místico chamado I-Ching, de origem chinesa, muito próximo do esquema do tarô, mas que funciona a partir de números e moedas. O autor usava a diversidade de rumos possibilitados pelo uso do I-Ching para sua massiva produção de obras. Os jogos de moedas usados por Dick eram essenciais para sua produção literária.

O I-Ching é um jogo que permite o diálogo. As moedas respondem suas perguntas com o positivo e o negativo (sim e não). Já no tarô, a experiência é mais profunda e modificadora.

Tarólogos dizem que o uso das cartas é uma forma de traçar um relato compreensível em meio à confusão da vida. Seria uma estratégia de conceber um trajeto delineável e narrável em meio às múltiplas possibilidades de caminhos já percorridos e a se percorrer. Essa característica do tarô fez com que o jogo atraísse a atenção e o afeto de grandes nomes da literatura mundial.

O tarô começa na mesa como num mapa / Crédito: Reprodução

Sylvia Plath, por exemplo, usou o tarô para produzir pelo menos três poemas completos da compilação Ariel, de 1965, e, a partir deles, concebeu o desenvolvimento de uma trajetória guiada, como em um jogo de tarô.

William Butler Yeats, conhecido por sua ligação com filosofias ocultistas, usou frequentemente o tarô em sua obra, não somente na tomada de decisões, mas no próprio imaginário poético de sua narrativa.

A pintora e escritoa Leonora Carrington imaginava o tarô como o equivalente a espelhos, pois mostram aquilo que não conseguimos ver, e usou essa metáfora em diversas obras surrealistas que produziu.

Pamela Lyndon Tavers teve sua vida bastante influenciada pela crença no tarô. Sua principal obra, Mary Poppins, é marcada pelo clima obscuro e incerto, muito mais do que as versões cinematográficas. Tavers era frequentadora constante de sessões de tarô, mesmo que não necessariamente para pensar o rumo de suas obras, mas para pensar em sua vida pessoal. A adoção de sua filha e a mudança de casa foram frutos diretos do resultado de seu jogo de cartas, por exemplo.

P. L. Tavers / Crédito: Wikimedia Commons

Jorge Luís Borges, talvez o maior escritor da história argentina, também era um adorador desses jogos de sorte. Muito afeito ao tarô, Borges se deixou influenciar muito, na vida privada e em sua obra artística, pelas sessões de carta. Chegou a escrever uma poesia cuja principal influência era o I-Ching, chamada Para uma versão do I-Ching, em A Moeda de Ferro (1976):

Nosso futuro é tão irrevogável

Quanto o rígido ontem. Não há nada

Que não seja uma letra calada

Da eterna escritura indecifrável

Cujo livro é o tempo. Quem se demora

Longe de casa já voltou. A vida

É a senda futura e percorrida.

Nada nos diz adeus. Nada vai embora.

Não te rendas. A masmorra é escura,

A firme trama é de incessante ferro,

Porém em algum canto de teu encerro

Pode haver um descuido, a rachadura,

O caminho é fatal como a seta,

Mas Deus está à espreita entre a greta.

J. L. Borges / Crédito: Wikimedia Commons

O uso dessas formas de pensar o futuro foi tão influente na arte, em tantas partes do mundo, que em muitos aspectos a presença do tarô e do I-Chang não pode ser ignorada para pensar o desenvolvimento artístico e autoral de diversas figuras centrais da literatura.

Para muitos, o campo místico e supersticioso da análise do tempo pessoal é suporte básico para a vivência pessoal e para a experiência artística e da sublimação, servindo como preenchimento dos vácuos que a vida propriamente material não consegue acessar.

O tarô, que muitas vezes sofre preconceitos e represálias, foi fonte primal para o nascimento de romances e contos que não podem ser negados pelos que presam a arte. Afinal, é muito difícil negar a qualidade dos contos de Borges, das alucinadas histórias de Dick ou dos quadros de Carrington e todos eles se basearam na sorte e na superstição para poderem existir hoje.

Game of Thrones: George R. R. Martin diz que spin-off será gravado em 2019 e outros dois estão a caminho

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George R. R. Martin está envolvido em três novas séries baseadas no universo de Game of Thrones (Foto: Evan Agostini / AP)

Enquanto a HBO ainda não confirma quais serão as continuações de Game of Thrones, o criador dos livros traz importante atualização

Publicado na Rolling Stone

A série Game of Thrones está perto do fim, mas possivelmente a saudade não vai existir por muito tempo. De acordo com uma nova notícia publicada pela CNN, pelo menos três spin-offs, ou séries derivadas, estão sendo trabalhadas pela HBO.

Quem confirmou foi o próprio George R. R. Martin, criador dos livros As Crônicas de Gelo e Fogo, que deram origem à série Game of Thrones. A diferença é que Martin não chama as novas produções de spin-offs e, sim, de “séries sucessoras”.

Em uma publicação no seu blog pessoal, Martin revelou o seguinte: “Nós tivemos cinco diferentes sucessores de Game of Thrones em desenvolvimento com a HBO. E três delas estão seguindo em frente.””

“Um deles, que eu não não posso chamar de THE LONG NIGHT [Martin escreveu desta forma, em letras maiúsculas, algo como “A Longa Noite”] será filmado ainda neste ano. Outros dois ainda estão na fase de construção de roteiro, mas estamos chegando perto do fim.”

A HBO há tempos diz que quer usufruir do sucesso de Game of Thrones o máximo possível. O fato de dividir uma temporada em duas, a sétima e a oitava, já mostrava isso.

“Estão dizendo na imprensa, todo mundo, que temos três ou quatro spin-offs e eles todos supõem que todos eles vão acontecer e que nós teremos um show novo de Game of Thrones por trimestre”, disse Casey Bloys, presidente de programação da HBO, dois anos atrás.

“Não é isso que vai acontecer. A ideia não é fazer as quatro séries. O nível estabelecido por Game of Thrones é tão alto que espero que pelo menos um desses novos seriados faça justiça à original.

Ao questionado sobre a viabilidade das novas séries, Martin diz:

“Talvez alguns de vocês [jornalistas] deveria pegar uma cópia de Fogo & Sangue [lançado recentemente por Martin, que conta a história da família Targaryen] e criar as suas próprias teorias”, ele diz, sobre o livro recente, lançado em 2018.

André Aciman divulga Find Me, sequência de Me Chame Pelo Seu Nome

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Diego Barbarossa, no Cosmonerd

O livro que dará sequência a história de Me Chame Pelo Seu Nome teve sua capa e nome relevados. André Aciman, autor da obra, divulgou, através de seu Twitter, a capa de seu próximo romance Find Me. Confira abaixo.

Com previsão de lançamento para outubro deste ano, a publicação ainda não tem título em português. A nova história se passará em Roma, Nova Iorque e Paris.

O livro deverá focar mais no pai de Elio, Samuel, agora divorciado e em uma viagem de Florença à Roma para visitar o filho. Elio se tornou um pianista clássico, enquanto Oliver está casado e lecionando em uma universidade em New England.

Me Chame Pelo Seu Nome (2007) se passa no verão de 1983, no Norte da Itália em, e traz Elio Perlman, um garoto ítalo-americano de 17 anos, que passa seus dias na casa de campo de sua família. Um dia, Oliver, um charmoso pesquisador americano de 24 anos, que está fazendo doutorado, chega na cidade para trabalhar como estagiário de verão, encarregado de ajudar o pai de Elio, um renomado professor especializado em cultura greco-romana. É nesse cenário que Elio e Oliver descobrem a beleza inebriante do desejo despertado ao longo de um verão que mudará suas vidas para sempre.

O filme, lançado 2018, tem Luca Guadagnino na direção, e conta com Tymothée Chalamet, Armie Hammer e Michael Sthulbarg no elenco, a brasileira RT Features na produção do filme.

Justiça proíbe vendas de autora brasileira acusada de plagiar Nora Roberts

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Cristina Serruya foi processada pela autora Nora Roberts
Foto: Reprodução

Publicado no JC Online

Maria Fernanda Rddrigues, da Estadão Conteúdo

A escritora best-seller americana Nora Roberts ganhou a primeira batalha contra a brasileira Cristiane Ribeiro Allevato Serruya em processo de plágio aberto na semana passada, no Rio de Janeiro.

Em sua decisão, Maria Cristina de Brito Lima, da 6ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, determinou a suspensão da venda dos livros físicos, e-books e audiolivros dos títulos Royal Love, Royal Affair, Unbroken Love, Hot Winter, Forevermore e From the Baroness’s Diary, além da inclusão, na capa e nos links disponibilizados nos sites da Amazon, Saraiva, Cultura, Barnes & Noble, Kobo e E-Bay da expressão “suspensa a venda por ordem judicial”.

A juíza determinou ainda o bloqueio dos royalties advindos da venda desses livros nas livrarias citadas. Os valores devem ser depositados em conta judicial. O descumprimento da decisão judicial, por parte de Cristiane, das livrarias ou editoras, poderá acarretar multa de R$ 5 mil por exemplar de obra indevidamente vendida.

Novos rumos

“Isso representa um novo patamar de demanda judicial na área literária”, diz Gustavo Martins de Almeida, advogado de Nora Roberts. Principalmente porque envolve suportes imateriais – e-books e audiolivros – e porque Nora Roberts, estrangeira sem bens no Brasil, está dando como garantia os direitos autorais de seus livros publicados por três editoras. “É interessante ver o Judiciário se adequando às novas tecnologias”, comenta o advogado.

Cristiane Ribeiro Allevato Serruya tem 15 dias para recorrer da decisão.

O jornal O Estado de S. Paulo não conseguiu contato com a brasileira até o fechamento da matéria.

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