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A inspiração real para Moby Dick

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Reprodução

No aniversário de 168 anos da publicação do livro, conheça a história real da baleia assassina do século 19

Isabela Barreiros, na Aventuras na História

O escritor estadunidense Herman Melville publicou seu maior romance no ano de 1851. Moby Dick se tornou um dos maiores clássicos da literatura, contando a história do capitão Ahab que tem uma obsessão no mar: matar a baleia que arrancou fora sua perna, a famosa Moby Dick.

O que poucos sabem é que o autor teve uma inspiração da vida real para escrever o livro. Moby Dick foi influenciada pela história de Mocha Dick, uma baleia albina conhecida por destruir todos os barcos que passavam por seu caminho.

Ela provavelmente viveu durante o começo do século 19, nas águas da ilha de Mocha, perto da costa do Chile. O mais assustador do animal, além da destruição causada pela sua cauda, era sua aparência. Albina, Mocha Dick estava coberta por enormes cicatrizes em sua cabeça.

Crédito: Reprodução

O explorador Jeremiah N. Reynolds escreveu o artigo Mocha Dick or the white whale of the Pacific em 1839, descrevendo a baleia como “uma aberração da natureza, branca como a lã e com a cabeça coberta de cracas”. Ela também possuía uma maneira muito particular e agressiva de agir no mar.

“Ao invés de projetar sua cabeça obliquamente para frente e soprar com um esforço curto, acompanhado por um ruído de bufo, como de costume da sua espécie, ela arremessava a água da narina num volume alto e expandido, em intervalos regulares e um tanto distantes”, explicou o autor.

Estima-se que o animal tenha conseguido escapar de mais de cem armadilhas organizadas especificamente para assassiná-lo. Mas foi na década de 1830 que Mocha Dick foi morta por marinheiros.

A carcaça de aproximadamente 20 metros foi usada pelos baleeiros. Eles produziram mais de cem barris de óleo de baleia e de âmbar-cinzento – considerado uma das mais importantes substâncias para a elaboração de perfumes.

Margaret Atwood, de ‘O Conto da Aia’, ganha prêmio Booker Prize

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A escritora canadense Margaret Atwood (//Getty Images)

Pela primeira vez em 27 anos, jurados decidiram quebrar as regras e eleger duas vencedoras

Publicado na Veja

Pela primeira vez em 27 anos, o prêmio literário The Booker Prize não teve uma vencedora, mas duas: a canadense Margaret Atwood, com Os Testamentos, e a britânica Bernardine Evaristo, com Girl, Woman, Other. As escritoras foram declaradas as vencedoras da honraria nesta segunda-feira, 14, e vão dividir igualmente o prêmio de 50.000 libras esterlinas.

“Fomos informados com firmeza de que as regras permitiam apenas um vencedor. Nosso consenso foi de que era nossa decisão quebrar as regras e dividir o prêmio deste ano”, disse Peter Florence, um dos jurados do prêmio, ao jornal The Guardian. “Quantos mais falávamos sobre os dois livros, mais os valorizávamos e queríamos as duas (autoras) como vencedoras.”

De acordo com o júri, ambos os livros são “romances completamente engajados”, “linguisticamente inventivos” e “aventureiros de todas as maneiras, dando insights sobre o mundo atual e criando personagens que soam como nós e vão soar por muito tempo”.

A obra Os Testamentos, de Margaret Atwood, é a esperada continuação do best-seller O Conto da Aia. O romance distópico avança 15 anos no tempo e narra três histórias de mulheres que estão embrenhadas com a República de Gilead. Duas narradoras são jovens adolescentes, uma cresceu na ditadura teocrática, e a outra no Canadá, para onde os refugiados do que antes era os Estados Unidos vão. A terceira narradora é ninguém menos que tia Lydia, personagem famosa no livro e na série inspirada na trama, The Handmaid’s Tale. O livro chega ao Brasil em novembro, pela editora Rocco.

Já Girl, Woman, Other, de Bernardine Evaristo, narra a vida de doze mulheres negras e britânicas, cujas histórias se cruzam ao levantar questões importantes sobre machismo, preconceito e raça.

6 livros para conhecer Olga Tokarczuk e Peter Handke, vencedores do Nobel

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Olga Tokarczuk e Peter Handke, vencedores de 2018 e 2019, respectivamente (Foto: Reprodução Nobel Media)

Escritores receberam prêmios de 2018 e 2019, respectivamente

Giuliana Viggiano, na Galileu

Um escândalo envolvendo participantes do comitê do Prêmio Nobel atrasou a consagração da escritora polonesa Olga Tokarczuk, que deveria ter sido laureada em no ano passado. Mas, ao que parece, são águas passadas: ela e seu colega de profissão, Peter Handke, receberam as honrarias de 2018 e 2019, respectivamente.

A Academia ressaltou a imaginação narrativa de Tokarczuk, que “com paixão enciclopédica, representa o cruzamento de fronteiras como uma forma de vida”. Já Handke teve seu trabalho descrito como influente e engenhoso, pois explora “a periferia e a especificidade da experiência humana”.

Como sabemos que nossos leitores curtem literatura e amam ficar antenados nas novidades, a GALILEU separou três livros de cada um desses escritores para conhecer melhor o trabalho deles. Confira:

Olga Tokarczuk

1. Escrituras de Jacó, 2014
Ainda sem tradução para o português, esta obra de Tokarczuk lhe rendeu o maior Prêmio Nike, o mais importante da Polônia. No livro, o leitor é conduzido a buscar Jacob Frank, uma figura histórica controversa do século 18. A jornada passa por cenas dos impérios Habsburgo e Otomano e pela Comunidade Polaco-Lituana.

Ao longo da história, descobre-se que Frank é o líder de um grupo misterioso e herético de judeus — que, anteriormente, já seguira o Islã e o Catolicismo. O livro é narrado pelos seguidores do “messias”, destacando suas proezas e boas ações.

A obra, apesar de muito elogiada pela crítica, rendeu a Tokarczuk ameaças de morte por parte de grupos extremistas da Polônia. Isso porque, para os membros da direita, o romance histórico desafia a “pureza” das origens polonesas.

2. Sobre os ossos dos mortos, 2009
Um suspense eletrizante, este livro consagrou Tokarczuk e está na lista do The Guardian de melhores livros do século 21. A história se passa em uma remota vila polonesa, onde a protagonista, Janina, trabalha como tradutora e caseira de casas de verão.

A mulher é famosa na região por amar estudar astrologia — e por simpatizar muito mais com animais do que com seres humanos. Sua personalidade reclusa se torna um problema quando uma série de assassinatos macabros começam a ocorrer no vilarejo.

Janina decide investigar os acontecimentos, pois tem certeza de que sabe quem é o autor dos crimes. Nessa obra, o leitor é levado a uma jornada que mistura investigação policial com um intenso suspense psicológico.

3. Os vagantes, 2007
O livro que tornou Tokarczuk a primeira pessoa da Polônia a vencer o Man Booker Prize é um conjunto de contos. Em cada uma das histórias, o leitor conhece um viajante que, por motivos tão diversos quanto curiosos, se vê na necessidade de sair de sua casa para explorar o mundo.

Em uma das histórias, por exemplo, a autora conta a jornada de uma jovem que se vê obrigada a voltar à Polônia com um objetivo peculiar: envenenar seu ex-namorado, que está em estado terminal. Em outra parte do livro, conhecemos a vida de uma mulher que largou tudo para ir morar em Moscou e vagar pelas estações de metrô da cidade.

Falando sobre vida e morte, a escritora mistura relatos que conheceu em suas próprias viagens com uma dose de imaginação para criar um livro intenso e reflexivo, mas nem por isso menos divertido.

Peter Handke

1. Asas do desejo, em parceria com Wim Wenders, 1987

Handke se uniu ao seu amigo e parceiro de longa data, Wenders, para escrever o roteiro, que se tornou um dos clássicos do cinema franco-alemão. A narrativa é situada em Berlim, na época em que o Muro que dividia o país ainda existia.

Dois anjos têm a tarefa de observar os humanos, mas não conseguem sentir ou se emocionar como nós. Eles veem tudo o que acontece com os berlinenses, até mesmo ouvir seus pensamentos e confortá-los em momentos difíceis.

A história se complica quando um desses representantes divinos se apaixona por uma trapezista humana – para viver tal romance, precisará abrir mão sua condição de anjo e se tornar mortal.

2. Offending the audience (“Ofendendo a audiência”, em tradução livre), 1969
Neste texto dramático, Handke abusa da metalinguagem para deixar claro aos espectadores que, apesar de estarem em um teatro, aquilo que está sendo apresentado não é uma peça.

A história por si só não tem um grande clímax ou desfecho, a genialidade do autor se mostra na construção de um texto que fala sobre teatro dentro do próprio teatro, convidando o espectador a participar de sua evolução.

3. Die hornissen (“As vespas”, em tradução livre), 1966
Esta foi a primeira obra publicada por Handke, também um texto teatral. Nele, o narrador conta a história de seus dois irmãos, que brincavam nas margens de um rio quando se afogaram e morreram.

O terceiro irmão, que narra a história, fica cego naquele mesmo dia e inicia uma rotina na qual repassa as percepções e sensações daquela tarde, tentando compreender melhor o que ocorrera com eles. A narrativa é um belo mosaico de acontecimentos que conduz o leitor a caminhos cheios de reviravoltas.

‘Doutor Sono’: Stephen King explica porque decidiu escrever a sequência de ‘O Iluminado’

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Allan Torres, no CinePop

Em entrevista para o Cinema Blend, Stephen King explicou porque decidiu expandir a história contada em ‘O Iluminado’ ao publicar ‘Doutor Sono’.

Para quem não conhece, o livro lançado em 2013 acompanha Danny Torrance, agora adulto, tentando se livrar dos traumas de infância causados pelo Hotel Overlook.

“Eu sempre questionei o que teria acontecido com Danny quando ele se torna adulto. Eu senti que tinha algo a contar para o público… Uma das coisas que eu queria ver era um homem no limite. Você não consegue se recuperar de um trauma até chegar ao limite, e eu queria ver isso acontecendo com Danny.”, disse o autor.

Lembrando que ‘Doutor Sono‘ será adaptado para o cinema e estreia em 07 de novembro.

Dirigido por Mike Flanagan, o longa é estrelado por Ewan McGregor, Rebecca Ferguson, Jocelin Donahue, Zahn McClarnon, Emily Alyn LindeJacobTremblay.

Na infância, Danny Torrance conseguiu sobreviver a uma tentativa de homicídio por parte do pai, um escritor perturbado por espíritos malignos, tornado-se um adulto igualmente traumatizado e alcoólatra. Sem residência fixa, ele se estabelece em uma pequena cidade, onde consegue um emprego no hospício local e cria um vínculo telepático com uma menina, paciente da instituição.

Autor de As Vantagens de Ser Invisível, Stephen Chbosky lança primeiro livro em 20 anos

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Famoso por “As Vantagens de Ser Invisível”, Stephen Chbosky lança novo livro – Reprodução/Twitter/Divulgação

O livro foi lançado na terça-feira (1º), nos Estados Unidos

Publicado no Exitoína

Em fevereiro de 1999, Stephen Chbosky lançou seu primeiro livro. Nele, um garoto se comunicava, através de cartas, com um correspondente desconhecido enquanto descobria formas de lidar com o suicídio do melhor amigo e tentava criar novas amizades e amores para lidar não só com a tragédia, mas antigos traumas também.

Anos depois, As Vantagens de Ser Invisível tornou-se popular ao ser adaptado para um filme estrelado por Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller, com roteiro e direção do próprio Chbosky, que também roteirizou a adaptação cinematográfica do sucesso off-Broadway Rent, em 2005, e foi responsável pelo roteiro e direção do longa Extraordinário, com Jacob Temblay, Julia Roberts e Owen Wilson no elenco.

Agora, vinte anos depois, o escritor e roteirista lançou um novo livro, batizado de Imaginary Friend (Amigo Imaginário, em tradução livre), na última terça-feira (1º). A publicação conta a história de Christopher, um garoto disléxico de sete anos que, após mudar-se com a mãe, Kate, busca um lugar para se encaixar.

Na tentativa, o menino recebe orientações de alguém que se materializa como um rosto no céu ou uma voz no vento e diz ao garoto para que construa uma casa da árvore na floresta enquanto conta a ele os segredos enterrados da cidade.

Em entrevista ao Entertainment Weekly, Chbosky descreveu o livro como misterioso e com um toque de horror, mas que não deixa de lado os elementos que fizeram de seu primeiro livro um sucesso. “Ele tem o coração, a alma e os componentes emocionais que As Vantagens tinha e, em muitos casos, é sobre muitos dos mesmos temas”, conta. “Há uma história épica sobre uma cidade pequena. Há muitos sustos divertos. Mas, no fundo, é uma história sobre uma mãe e um filho e sobre ser jovem e vulnerável”.

Ainda não há informações sobre quando o livro deve ser lançado no Brasil.

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