Contando e Cantando (Volume 2)

escritores

As 10 musas da literatura

0

Texto de João Paulo Oliveira publicado originalmente no site Mais1Livro

Existe uma tese (representada pelo gráfico abaixo) que defende que quanto melhor uma mulher escreve, mais feia ela é. Nós discordamos. É lógico que existem alguns casos que corroboram com a teoria. Porém, selecionamos algumas boas provas contrárias – e definitivas.

É claro que para falar sobre as musas da literatura não podemos apenas contrariar a teoria acima. O assunto é muito mais… interessante.  A beleza não poderia ser nosso único parâmetro, simplesmente porque para ser musa não basta ser bonita. Se fosse o caso, chamaríamos nossa lista de “as escritoras mais gatas” ou algum outro título semelhante.

Procurávamos por 10 escritoras que, além de serem surpreendentemente belas, tivessem alguma qualidade literária, umas em menor grau, outras em maior grau. Normal. Procurávamos, também, criar uma lista eclética (eita palavra odiosa), com escritoras de países e épocas diferentes.  Para nossa felicidade – e dificuldade na hora da seleção – encontramos bem mais do que dez nomes. Encontramos também ótimas histórias para contar sobre todas elas. Sem mais enrolação, vamos lá,

Eis nossas 10 musas da literatura:

 

#10 Colette

Sidonie-Gabrielle Claudine Colette Gauthiers-Villars de Jouvanel Goudeket
Saint-Sauveur Pulsaye, França, 1873
Obra selecionada: Gigi

Como você já deve ter percebido, Colette foi uma figura exótica. Sua literatura é considerada uma defesa à liberação moral, cheia de feminilidade e sexualidade, temas inspirados na sua segunda profissão: dançarina de cabaré. A escritora foi a segunda mulher a receber a Legião de Honra, foi eleita para a Real Academia Francesa e teve uma amizade duradoura com a Rainha Elizabeth. Sua popularidade era tamanha que, quando morreu, em 1954, recebeu as honras de um funeral de Estado. Isso é que é perfil. E ainda era considerada, digamos assim, um sex symbol no começo do século XX.

 

#9 Marisha Pessl

Marisha Pessl
Detroit, Estados Unidos, 1977
Obra selecionada: Tópicos Especiais em Fisica das Calamidades

Por enquanto, Marisha Pessl é escritora de um só livro: Tópicos especiais em física das calamidades. Lançado em 2006, fez um sucesso considerável lá fora, chegando à lista de best-sellers do New York Times. Pra ser sincero, as poucas páginas que li não conseguiram me convencer do talento literário da moça, mas uma coisa é inegável: quando o assunto é escritoras, sua beleza está bem acima da média

 

#8 Sylvia Plath

Sylvia Plath
Boston, Estados Unidos, 1932
Obra selecionada: The Colossus and Other Poems

Bela, mas infeliz. Única poetisa da nossa lista, Sylvia Plath viveu uma vida tão trágica que rendeu uma teoria: o chamado Efeito Sylvia Plath. Criada pelo psicólogo James C. Kaufman, a teoria defende que escritores criativos são mais suscetíveis a doenças mentais. Não resta dúvida que sua conturbada vida pessoal serviu como material para sua escrita, principalmente em sua poesia confessional, influência importante para o movimento feminista que explodiu alguns anos após seu suicídio. Plath foi interpretada por Gwyneth Paltrow no filme Sylvia – Paixão além das palavras, de 2003.

  (mais…)

“A pirataria de e-books pode destruir o mundo editorial”, diz autor campeão de vendas

0

Publicado originalmente na Folha

O autor e advogado norte-americano Scott Turow, 52, best-seller mundial por thrillers jurídicos como “Acima de Qualquer Suspeita” ­- que originou o filme homônimo de 1990, dirigido por Alan J. Pakula e estrelado por Harrison Ford– disse hoje em sabatina da Folha ver com preocupação a forma como os livros digitais vêm sendo pirateados.

“É preciso ter uma ação contra isso, ou eles vão destruir a base financeira do mundo editorial. E não são os autores best-seller quem mais tem a perder com isso, e sim os que estão só começando”, afirmou o escritor na entrevista, conduzida pela editora da Ilustrada, Fernanda Mena, no Teatro Folha.

O escritor Scott Turow, durante Sabatina realizada pela Folha e o UOL, no Teatro Folha
O escritor Scott Turow, durante Sabatina realizada pela Folha e o UOL, no Teatro Folha

O autor tratou da discussão a respeito dos livros digitais ao ser questionado por Assis sobre artigo que publicou no “New York Times” criticando leis de flexibilização dos direitos autorais propostas pela organização sem fins lucrativos Creative Commons. “Concordo com [Lawrence] Lessig [fundador da organização] em algumas coisas. Não acho que direitos autorais deveriam ser estendidos do jeito que vêm sendo nos EUA no que diz respeito a estúdios de cinema, por exemplo.”

Turow, que participa neste domingo (11) na Bienal do Livro Rio, em mesa às 15h30 com Marc Levy, veio ao Brasil também para lançar o thriller “O Inocente”, sequência de “Acima de Qualquer Suspeita” – romance que o norte-americano sempre disse que não teria continuação. “Uma coisa que aprendi desta experiência é que você nunca deve acreditar em um escritor quando ele diz que nunca escreverá sobre determinado assunto.”

‘Antes de virar escritor, limpava privadas’, diz autor de ‘A cabana’

0

William P. Young está no Brasil para a 15ª Bienal do Livro, no Riocentro. Em entrevista ao G1, escritor conta história por trás do best-seller.

Texto de Carla Maneghini publicado originalmente no G1

O escritor William P. Young fará palestra nesta sexta (9) na Bienal (Foto: Divulgação)

Mesmo depois de ter mais de 12 milhões de cópias vendidas de seu livro “A cabana”, o canadense William P. Young afirma que não é exatamente um escritor. “Sou um autor acidental”, diz Young, que está no Rio para participar da 15ª Bienal do Livro. Ele fará uma palestra para fãs nesta sexta-feira (9), às 19h30.

Em entrevista exclusiva ao G1, o autor do best-seller contou a história por trás de “A cabana”, que já foi traduzido para 41 línguas.

“Antes de virar escritor, tinha três empregos. No principal deles, fazia serviços de empacotamento e limpeza em uma fábrica, limpava até privadas”, conta o autor canadense, que escreveu o romance sem intenção de publicá-lo. “Deus tem um grande senso de humor quando planeja nosso destino”, diz.

“Eu sempre gostei de escrever, e minha mulher me deu a ideia de criar uma história para dar de presente para meus filhos no Natal”, lembra Young, que tem seis filhos. “Escrevi e fiz 15 cópias por conta própria para entregar à família e amigos. As crianças não ligaram, mas os amigos gostaram tanto que começaram a mostrar para outras pessoas, e ‘A cabana’ foi se espalhando”, conta.

Infância em cultura tribal
O autor diz que muito de sua história de vida está presente em “A cabana”. Filho de missionários, ele morou dos 10 meses aos 10 anos em Papua Nova Guiné e estudou teologia nos EUA.

“Cresci em uma família religiosa, sempre pensei muito sobre a relação das pessoas com Deus. Mas a convivência em uma cultura tribal durante tanto tempo me fez pensar nessas coisas por uma outra perspectiva”, afirma.  “O romance vem do desejo de criar uma língua por meio da qual as pessoas possam se conectar a Deus sem ser pela religião”, completa.

(mais…)

Vender um milhão de livros é ‘razoável’, diz autor de ‘1808’ e ‘1822’

0

Publicado no G1

Ganhador do Prêmio Jabuti, Laurentino Gomes tirou do jornalismo algumas técnicas que acredita terem ajudado seus livros de estreia a entrarem na lista dos mais vendidos do Brasil, alcançando juntos a marca de 1,2 milhão de exemplares. Autor de “1808” e “1822”, que tratam de momentos-chave da história do Brasil, ele diz que texto fácil, senso de oportunidade, capa cativante e marketing corpo a corpo tornam possível virar best-seller com o primeiro livro. “Uma obra com linguagem acessível chega a 1milhão de exemplares sem susto. Não é um número excessivamente ambicioso. É razoável”, disse, em entrevista ao G1.

Apesar de todo o otimismo, Gomes alega que não esperava que seu livro se tornasse tão popular. “É uma surpresa para mim que livros de história do Brasil possam se tornar best-sellers. Minha meta pessoal ao publicar “1808” era vender 20 mil livros. Até hoje me pergunto o que aconteceu.”

Desse questionamento, ele tirou as explicações que costuma dar quando fala sobre a “fórmula do best-seller”. “É essencial ter linguagem acessível e fácil de entender. É preciso ter uma boa fórmula de capa e título, para atrair o leitor, algo que até hoje é pouco explorado pelo mercado editorial brasileiro. É bom ter também o senso de oportunidade, aproveitar datas e grandes acontecimentos. E o contato com os leitores é importante”, disse.

Jornalismo e marketing
Membro da Academia Paranaense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Gomes trabalhou como repórter e editor em jornais e revistas de grande porte no país. Dessa experiência, tirou as técnicas empregadas em seus livros.

A questão da capa, diz, trata-se de uma técnica jornalística tradicional. “Aprendemos que é preciso atrair o leitor pela capa, pelo título. E livros que queiram se tornar best-sellers têm que incorporar essa fórmula”, disse.

A explicação é semelhante no caso do “senso de oportunidade”. “Em jornalismo, isso é chamado de ‘gancho’. É aproveitar o interesse por um determinado assunto em um dado momento para oferecer livros que se encaixem no tema”. Como exemplo, ele explica que lançou “1808” em 2007, aproveitando que haveria o interesse no tema por conta dos 200 anos da vinda da família real portuguesa para o Brasil.

Depois de produzir a obra com a cabeça de jornalista, ele explica que vem o intenso trabalho de marketing. “Rodo o Brasil inteiro com a divulgação dos meus livros. Fui a 22 estados, fiz cerca de 350 palestras. Livro precisa de boca a boca. É como uma campanha eleitoral, corpo a corpo. Por isso estou sempre aberto a falar sobre o assunto, mesmo quando é para ouvir críticas”, disse.

Segundo ele, essa abertura é não apenas a críticos, mas a todos os leitores dos seus livros. “O contato com os leitores é importante. O leitor percebe que a obra está ligada à imagem do autor. Estou o tempo todo plugado nos meus leitores. Tento responder a todos os e-mails que recebo deles, e isso acaba tendo efeito no mercado. Dá muito trabalho, mas é muito prazeroso”, disse. (mais…)

Em livro, mulher relata como é ser casada com um serial killer

0
Via BBC
Cathy Wilson conheceu Peter Tobin aos 16 anos, mas só descobriu que ele era um assassino oito anos depois. Foto: BBC BrasilCathy Wilson conheceu Peter Tobin aos 16 anos, mas só descobriu que ele era um assassino oito anos depois

Quando tinha apenas 16 anos, em 1986, a britânica Cathy Wilson se encantou com um homem 24 anos mais velho, que dizia ter sido agente do Exército, “muito charmoso e contador de histórias exóticas, que me fazia sentir especial”.

Anos depois, ela descobriu que esse mesmo homem, Peter Tobin, era um serial killer, hoje cumprindo pena após ser condenado pela morte de três jovens. Ele ainda é suspeito de outros crimes.

A versão de Wilson para a história do casal acaba de ser lançada em livro, Escape from Evil (“Escapada do mal”, em tradução livre). Em entrevista ao programa “Newsnight”, da BBC, na última quinta-feira, Wilson diz que o marido era violento e controlador, mas nunca imaginou que ele fosse um assassino.

Wilson se casou com Tobin em 1989 e pouco depois deu à luz a um bebê, mas, dois anos depois, pediu a separação. Segundo ela, quando pediu o divórcio, ele ameaçou jogar o filho do casal, Daniel, da escada. Três meses depois, em um dia em que Tobin saiu à noite com amigos, ela foi embora com o bebê.

Crimes
Questionada a respeito do comportamento criminoso do marido, ela disse que nunca se deu conta de nada até ter sido convocada pela polícia, em 1994. Nessa época, Tobin já era suspeito pelo desaparecimento de duas jovens, Vicky Hamilton, 15 anos, e Dinah McNicol, 18 anos, além do estupro de duas meninas de 13 anos.

Ao depor à polícia e ouvir as acusações que recaíam sobre o ex-marido, Wilson entrou em choque: “Não pode ter sido esse homem. Não é o homem que eu conheci. Mas uma menina confirmou (a identidade dele)”, relembra a britânica, que então deu pistas à polícia de onde Tobin poderia ser encontrado.

No mesmo ano, ele foi condenado a 14 anos de prisão pelo estupro das duas meninas, mas cumpriu apenas nove anos da sentença, após ser libertado pela Justiça. Em setembro de 2006, a estudante polonesa Angelika Kluk, 23 anos, é estuprada e morta. Seu corpo é descoberto sob o piso de uma igreja em Glasgow. Dias depois, Tobin foi indiciado pelo crime.

“Fiquei revoltada. Foi uma morte desnecessária”, diz Wilson. “Se ele tivesse cumprido a pena inteira, uma menina estaria viva hoje.”

Tobin foi condenado à prisão perpétua pela morte das três jovens, mas seu passado continua sendo investigado. Em janeiro deste ano, a polícia britânica identificou sete mulheres que dizem ter sido vítimas de estupro cometido por ele.

Wilson acha que nunca percebeu nada porque pode ter sido sedada durante o casamento. “De algumas noites, não me lembro de nada”, diz, sentindo-se “afortunada” por não ter sido vítima do ex-marido. “Acho que, quando tive seu filho, mudei perante os olhos dele”, afirma. “Por isso ainda estou viva. Não era para eu estar aqui hoje.

Go to Top