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Os ídolos pop da literatura juvenil

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Bienal do Livro abre alas para um segmento repleto de best-sellers com espaço para jovens leitores se aproximarem de seus autores preferidos

Texto de Lilian Fontes publicado originalmente na Veja

 

Hillary Duff posa com fãs na porta do Copacabana Palace, onde está hospedada durante a Bienal do Livro

Hillary Duff posa com fãs na porta do Copacabana Palace, onde está hospedada durante a Bienal do Livro (André Freitas e Delson Silva/AgNews)

A comoção na porta do hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, foi digna de popstar internacional. Mas a estrela em questão faz parte de uma categoria relativamente recente nessa turma que faz adolecentes dar gritinhos, roer unhas e bater palmas de felicidade quando conseguem uma foto com seu ídolo. Além de cantora e estrela de seriado de televisão, Hillary Duff é escritora, e é no desempenho desse papel que ela está no Rio de Janeiro, convidada para a XV Bienal Internacional do Rio de Janeiro. Seu livro Elixir, lançado no Brasil pela editora iD, está na lista dos mais vendidos do The New York Times e confirma o fabuloso potencial da literatura juvenil.

Na Bienal do Rio, esse rico filão está sintetizado em um espaço novo, o Conexão Jovem, que vai receber Hillary e outros fenômenos de vendas. Também participarão das sessões de bate-papo e tietagem explícita Alyson Noël, cuja série Os Imortais (Editora Intrínseca) vendeu mais de 300 mil exemplares em um ano e meio no Brasil; Lauren Kate, da série Fallen, e a best-seller brasileira Thalita Rebouças, que estourou com a série “Fala sério” (mãe, pai, professor etc) e no final de junho comemorou a venda de seu primeiro milhão de livros. O fenômeno é mundial. Segundo Jorge Oakim, da Intríseca e Ana Lima, do selo Galera Record, (Grupo Record) tanto na Europa, como nos Estados Unidos, este é o setor que mais cresce.

Cena da primeira parte de Crepúsculo - Amanhecer

Meg Cabot, autora americana da série de dez volumes, O Diário da Princesa e da série As leis de Allie Finkle para meninas (Galera Record), pode ser considerada uma autora best-seller no Brasil, pois já ultrapassou a faixa de um milhão de títulos vendidos.
Atualmente, quem vem ocupando os primeiros lugares de venda é o americano Rick Riordan, autor de O Herói Perdido, O Ladrão de Raios e O Último Olimpiano, editado no Brasil pela Editora Intrínseca. A série Percy Jackson e os Olimpianos, sobre mitologia grega, vendeu, só aqui, 1,4 milhão de exemplares.

A temática predileta dos autores juvenis versa sobre titãs, semideuses, magia e vampiros, mesclados com uma dose de romance e fantasia – que atrai também adultos que gostam de mitologias e aventura. Um filão iniciado pelo escritor britânico J.R.R. Tolkien, cujo O Senhor dos Anéis, escrito entre 1937 e 1949 e traduzido para mais de 40 línguas, vendeu mais de 150 milhões de cópias, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século XX. A escola de Tolkien tem entre seus seguidores Stephenie Meyer, autora da saga de amor de Bella Swann pelo vampiro Edward Cullen – que rendeu à Editora Intrínseca seu primeiro best-seller, com O Crepúsculo e Lua Nova – – Editora Intrínseca),e a já clássica J.K. Rowling, de Harry Potter.

Ao ver esse mercado crescer, algumas editoras passaram a criar selos exclusivos para atender a esse setor, como é o caso da Galera Record, do Grupo Record e da Rocco Jovens Leitores, da Editora Rocco.
No Brasil, Pedro Bandeira, autor de a, A Droga da Obediência, A Droga do Amor, da série Os Karas (Editora Moderna) e de mais de setenta livros, dentre eles alguns infantis, até 2010, tinha vendido mais de vinte e dois milhões de exemplares.

E preparem-se: com a era dos livros digitais – as editoras já estão se movimentando para o lançamento dos títulos em e-book – a galera familiarizada com iPhones e iPads, com a possibilidade de baixar os livros em seus gadgets, vai ler ainda mais.

André Barcinski: ‘Um livro divertidíssimo sobre economia. Juro!’

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Texto escrito por André Barcinski, na Folha.com

Nunca imaginei que um livro sobre economia pudesse ser tão divertido. Mas “Crash – Uma Breve História da Economia, da Grécia Antiga ao Século 21” (Leya), de Alexandre Versignassi, me provou o contrário.

Trabalhei com Alexandre na Folha. Hoje ele é editor das revistas “Superinteressante” e “Aventuras na História”, e lançou esse livro, que li em duas noites, em ritmo de “thriller” policial, cheio de histórias curiosas, picaretagens inesquecíveis e roubalheiras indecentes.

Se até eu, um confesso analfabeto em economia, curti o livro, acho que qualquer um vai gostar também.

‘Me senti hostilizado’, diz Ziraldo sobre confusão na Bienal do Livro

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Carla Meneghini, no G1

Poucas horas após se envolver em uma confusão com estudantes que faziam protesto na Bienal do Livro, na tarde desta quinta-feira (1º), o escritor Ziraldo falou ao G1 sobre o ocorrido. Segundo manifestantes, o autor teria se exaltado e xingado participantes do movimento depois que foi cercado e criticado por jovens que protestavam.

“Me senti hostilizado”, diz Ziraldo. “Eu sou um escritor, fui levar um presente para a presidente Dilma, estava no meu direito”, conta o autor, que no momento da confusão entrava na cerimônia de abertura do evento, com a presença da presidente.

“Quando tentei entrar no auditório, um menino me disse: ‘não entra’. E me cercaram. Eu disse a eles que poderia até ser o mensageiro deles, poderia levar uma mensagem à presidente, mas eles gritavam, não queriam conversa, queriam exercer poder.”

Em seguida, o autor do “Menino maluquinho” teria reagido. “Um deles começou a me ofender, e eu disse a ele: ‘deixa de ser babaca, rapaz’. E ele continuou, disse que eu deveria respeitar os estudantes. E eu disse: ‘vocês têm que me respeitar’”, conta Ziraldo.

Ziraldo diz que ficou “chateado”, porque tem um histórico de militância política. “Será que eles não entendem que eu sou da turma deles? Já protestei, já lutei muito”, afirma.

A manifestação tinha como integrantes alunos e professores da rede federal de ensino que pedem mais investimentos na educação e melhorias salariais.

Foto: Ana Colla/Divulgação/Melhoramentos

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