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Esperar editora é utópico, diz autor recordista em livros publicados

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Publicado originalmente no G1

Série Como publicar o primeiro livro. A Bienal do Livro do Rio acontece até 11 de setembro e movimenta o mercado literário. O G1 publica nesta semana uma série de reportagens sobre o processo para publicar um livro no país.

Autor de 1.100 livros, Ryoki Inoue decidiu publicar ele mesmo suas obras. Para editor, livros independentes têm mercado grande e segmentado.

“Cansei de ficar esperando prestações de contas. E também cansei de esperar que essas grandes editoras fizessem alguma coisa do ponto de vista de divulgação e marketing”, disse. Em sua empresa, a Ryoki Inoue Produções, o escritor diz ter um controle maior do processo de publicação, da divulgação, da distribuição (com vendas especialmente pela internet) e do retorno financeiro pelos livros vendidos.

Médico, Inoue mudou de profissão e se tornou escritor nos anos 1980. Ele começou a publicar livros de bolso para leitura rápida, com títulos de westerns e pequenos romances históricos vendidos em bancas de revistas. A necessidade de ter uma renda fixa com este trabalho fez com que desenvolvesse técnica para escrever rápido e conseguir publicar muitas obras (até 12 livros por semana), o que o fez alcançar a marca de recordista mundial. Mais recentemente, ele se tornou autor de obras maiores, como “Saga” (Ed. Globo) e “Fruto do Ventre” (Record), mas não ficou satisfeito com a relação com as editoras.

“As editoras grandes, ditas convencionais, estão preocupadas em investir só em autores de retorno certo. Um principiante dificilmente encontra um lugar ao sol”, disse. Segundo ele, a dificuldade em conseguir falar com os editores é outro motivo que o faz escolher e incentivar a publicação independente. “É mais fácil uma boa relação com uma editora pequena do que com uma grande.”

Além de lançar os livros que ele escreve, a produtora de Inoue passou a investir em lançar livros de outros escritores novos, oferecendo serviços de consultoria, edição e impressão de trabalhos independentes. Segundo ele, publicar por grandes grupos editorias só é vantajoso “se o autor considera como real vantagem a vitrine de livrarias, sim. Mas não é o acontece, na realidade”, disse.

Ele alega ainda que os escritores devem assumir o papel de principais divulgadores e vendedores dos seus próprios livros de forma independente. “Um dentista, para poder trabalhar, tem de investir em seu consultório. Um escritor tem de investir em seu próprio trabalho. Esperar que apareça uma editora que invista em sua obra é bastante utópico.”

Usei o Facebook para conseguir lançar meu livro, diz autora estreante

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Publicado originalmente no G1

Jornalista entrou em contato direto com editor em vez de mandar original. Para editora, redes sociais são boa alternativa para contato de autores.

Parto com amor, de Luciana Benatti e Marcelo Min

Parto com amor, de Luciana Benatti e Marcelo Min

Toda vez que a jornalista Luciana Benatti entra em uma livraria, ela se emociona. Ver seu primeiro livro, “Parto com amor”, na prateleira a deixa com vontade de chorar, e ela ainda tira fotos para guardar o momento. “É muito gratificante”, disse, em entrevista ao G1. E tudo isso, segundo ela, só aconteceu graças ao Facebook, rede social que ela usou para entrar em contato com o editor que abriu as portas para que seu projeto fosse publicado.

“Numa noite, estava ansiosa com o projeto, frustrada por ele ter sido rejeitado por uma primeira editora que procurei e decidi tentar publicar pela Panda Books. Achei o perfil do editor no Facebook e mandei uma mensagem privada para ele me apresentando e contando do meu projeto” contou. Ela diz que nem se animou muito, mas o editor respondeu no dia seguinte demonstrando interesse e pedindo para ela mandar o modelo do livro. “Pouco tempo depois tivemos uma reunião e um mês depois o projeto estava aprovado”, disse.

O livro foi publicado neste ano, e é uma parceria de Luciana e seu marido, o fotógrafo Marcelo Min. Ele trata do parto humanizado, com o mínimo de intervenção médica possível, contando a história de nove mulheres. “É muito diferente do que conhecíamos e respeita mais a mulher”, disse. A ideia surgiu quando a própria Luciana teve seu primeiro filho, Arthur. “Minha experiência me fez querer escrever. Precisávamos contar essa história”, disse. Em pouco tempo, os 3 mil exemplares da primeira impressão foram vendidos, e outro lote já foi distribuído.

Investimento

Para tornar seu projeto mais atraente, Luciana pagou R$ 1.500 para que uma designer que conhecia criasse um “boneco”, uma miniatura de como o livro ficaria quando estivesse pronto, com textos e imagens. O boneco tinha os primeiros capítulos do livro e já permitia vislumbrar a obra finalizada. “Autor estreante tem que investir em seu projeto. É preciso gastar muito tempo, trabalhar muito e gastar dinheiro em coisas deste tipo também”, disse Luciana.

Com o boneco do livro nas mãos, Luciana começou a procurar editoras. Chegou a ir para uma reunião com uma das grandes, que ela prefere não dizer o nome, mas ouviu que o livro dela não venderia. “Fiquei decepcionada. Eu tinha certeza que venderia”, disse. Foi quando ela usou o Facebook e conseguiu fechar o contrato para publicação.

Segundo Luciana, o retorno da publicação é fantástico e vai muito além da questão financeira. “Autor estreante não consegue viver de direito autoral, mas é muito gratificante”. O retorno dos leitores também é emocionante, contou. Até mulheres de Portugal entram em contato para falar do livro. Além disso, Luciana se tornou uma referência para falar de parto humanizado. “Dou palestras e invisto muito na divulgação do meu trabalho”, disse.

O tema já está até rendendo uma continuação, e Luciana contou que está fazendo entrevistas para um segundo livro sobre partos. “Agora, com um livro já publicado, tudo fica mais fácil”, falou.

‘Paulo Coelho da França’ participa da Bienal

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Publicado originalmente em O Dia

Autor do livro que originou o longa ‘E Se Fosse Verdade’ se apresenta sábado

 Rio – Romancista francês que mais vende em seu país e no mundo, superando a marca dos 23 milhões de exemplares, Marc Levy é uma das atrações da Bienal do Livro. Ele participa, sábado, às 15h30, da mesa ‘Da Letra à Tela’, ao lado do também best-seller Scott Turow (do livro ‘Acima de Qualquer Suspeita’, que virou filme).

Levy viu seu primeiro romance, ‘E Se Fosse Verdade…’, de 2000, ganhar versão para o cinema produzida por Steven Spielberg, com direção de Mark S. Waters, com Mark Ruffalo e Reese Witherspoon nos papéis principais. “É bem diferente do livro, mas é uma comédia romântica muito bonita”, analisa o autor.

Ele jura que o sucesso não sobe à cabeça. “É uma coisa boa, mas não é nenhuma glória. Não fico pensando nisso o tempo todo. Mas claro que fico feliz por ser traduzido em 43 idiomas, ser convidado para a Bienal do Livro no Rio…”.

Essa é a segunda vez de Levy por aqui — ele participou da Bienal de 2005, mas diz não conhecer a literatura brasileira. “Só Paulo Coelho, que conheço pessoalmente”, conta. Além do sucesso de vendas, os dois têm em comum o fato de serem alvo de críticas. “Prefiro ter muitos leitores a vender pouco e ser elogiado por uns alguns críticos”, diz Levy.

Ele também esteve em evidência na última campanha para a presidência da França, em 2007, quando foi apontado como ‘affair’ da então mulher do então candidato Nicolas Sarkozy, Cécilia. “Foi desagradável para a minha família. Eu nem a conhecia”, garante Levy.

O oitavo romance dele, ‘Tudo Aquilo que Nunca Foi Dito’ (ed. Suma de Letras, 244 págs., R$ 29,90), sai agora por aqui. No livro, um homem morre e volta em forma de androide para reparar os erros na relação difícil com a filha.

Os ídolos pop da literatura juvenil

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Bienal do Livro abre alas para um segmento repleto de best-sellers com espaço para jovens leitores se aproximarem de seus autores preferidos

Texto de Lilian Fontes publicado originalmente na Veja

 

Hillary Duff posa com fãs na porta do Copacabana Palace, onde está hospedada durante a Bienal do Livro

Hillary Duff posa com fãs na porta do Copacabana Palace, onde está hospedada durante a Bienal do Livro (André Freitas e Delson Silva/AgNews)

A comoção na porta do hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, foi digna de popstar internacional. Mas a estrela em questão faz parte de uma categoria relativamente recente nessa turma que faz adolecentes dar gritinhos, roer unhas e bater palmas de felicidade quando conseguem uma foto com seu ídolo. Além de cantora e estrela de seriado de televisão, Hillary Duff é escritora, e é no desempenho desse papel que ela está no Rio de Janeiro, convidada para a XV Bienal Internacional do Rio de Janeiro. Seu livro Elixir, lançado no Brasil pela editora iD, está na lista dos mais vendidos do The New York Times e confirma o fabuloso potencial da literatura juvenil.

Na Bienal do Rio, esse rico filão está sintetizado em um espaço novo, o Conexão Jovem, que vai receber Hillary e outros fenômenos de vendas. Também participarão das sessões de bate-papo e tietagem explícita Alyson Noël, cuja série Os Imortais (Editora Intrínseca) vendeu mais de 300 mil exemplares em um ano e meio no Brasil; Lauren Kate, da série Fallen, e a best-seller brasileira Thalita Rebouças, que estourou com a série “Fala sério” (mãe, pai, professor etc) e no final de junho comemorou a venda de seu primeiro milhão de livros. O fenômeno é mundial. Segundo Jorge Oakim, da Intríseca e Ana Lima, do selo Galera Record, (Grupo Record) tanto na Europa, como nos Estados Unidos, este é o setor que mais cresce.

Cena da primeira parte de Crepúsculo - Amanhecer

Meg Cabot, autora americana da série de dez volumes, O Diário da Princesa e da série As leis de Allie Finkle para meninas (Galera Record), pode ser considerada uma autora best-seller no Brasil, pois já ultrapassou a faixa de um milhão de títulos vendidos.
Atualmente, quem vem ocupando os primeiros lugares de venda é o americano Rick Riordan, autor de O Herói Perdido, O Ladrão de Raios e O Último Olimpiano, editado no Brasil pela Editora Intrínseca. A série Percy Jackson e os Olimpianos, sobre mitologia grega, vendeu, só aqui, 1,4 milhão de exemplares.

A temática predileta dos autores juvenis versa sobre titãs, semideuses, magia e vampiros, mesclados com uma dose de romance e fantasia – que atrai também adultos que gostam de mitologias e aventura. Um filão iniciado pelo escritor britânico J.R.R. Tolkien, cujo O Senhor dos Anéis, escrito entre 1937 e 1949 e traduzido para mais de 40 línguas, vendeu mais de 150 milhões de cópias, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século XX. A escola de Tolkien tem entre seus seguidores Stephenie Meyer, autora da saga de amor de Bella Swann pelo vampiro Edward Cullen – que rendeu à Editora Intrínseca seu primeiro best-seller, com O Crepúsculo e Lua Nova – – Editora Intrínseca),e a já clássica J.K. Rowling, de Harry Potter.

Ao ver esse mercado crescer, algumas editoras passaram a criar selos exclusivos para atender a esse setor, como é o caso da Galera Record, do Grupo Record e da Rocco Jovens Leitores, da Editora Rocco.
No Brasil, Pedro Bandeira, autor de a, A Droga da Obediência, A Droga do Amor, da série Os Karas (Editora Moderna) e de mais de setenta livros, dentre eles alguns infantis, até 2010, tinha vendido mais de vinte e dois milhões de exemplares.

E preparem-se: com a era dos livros digitais – as editoras já estão se movimentando para o lançamento dos títulos em e-book – a galera familiarizada com iPhones e iPads, com a possibilidade de baixar os livros em seus gadgets, vai ler ainda mais.

André Barcinski: ‘Um livro divertidíssimo sobre economia. Juro!’

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Texto escrito por André Barcinski, na Folha.com

Nunca imaginei que um livro sobre economia pudesse ser tão divertido. Mas “Crash – Uma Breve História da Economia, da Grécia Antiga ao Século 21” (Leya), de Alexandre Versignassi, me provou o contrário.

Trabalhei com Alexandre na Folha. Hoje ele é editor das revistas “Superinteressante” e “Aventuras na História”, e lançou esse livro, que li em duas noites, em ritmo de “thriller” policial, cheio de histórias curiosas, picaretagens inesquecíveis e roubalheiras indecentes.

Se até eu, um confesso analfabeto em economia, curti o livro, acho que qualquer um vai gostar também.

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