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Nora Roberts anuncia 50° livro da série “In Death”, assinado por seu pseudônimo JD Robb

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Victor Tadeu, no Desencaixados

Nora Roberts revelou nesta segunda-feira (13) durante uma entrevista com a EW o lançamento do 50° livro da série In Death, onde ela assina com o pseudônimo JD Robb.

Golden in Death é o nome do lançamento e conta a história da detetive de homicídios Eve Dallas investigando um assassinato com um motivo misterioso – e uma arma aterrorizante. A autora afirmou na entrevista que é um desafio cruzar com Dallas em seus livros.

Já faz 25 anos, e ainda assim eu sou desafiado e entretido toda vez que eu deslizo de volta para o mundo de Eve Dallas”, reflete Roberts. “Como uma escritora que olha para frente, é apenas em marcos como este que eu me sento e fico maravilhado com a corrida.”

A série é publicada desde 1995 e os leitores só ficam sabendo que Nora era a autora por trás do pseudônimo em 2001 após o sucesso estrondoso dos títulos. No Brasil a Bertrand, selo editorial do Grupo Editorial Record, é responsável pelo lançamento de In Death, traduzida para Série Mortal.

Nora Roberts está comemorando esse marco, pois não imaginava que chegaria tão longe com a série. Ela é muito renomada nos Estados Unidos e tem grandes histórias publicadas no Brasil, ainda na entrevista ela revelou como In Death deixou de ser uma trilogia.

A trilogia me deu a oportunidade de explorar seu crescente relacionamento além de um único livro, e de os personagens evoluírem como indivíduos”, continua Roberts. “No momento em que o terceiro livro foi publicado, eu não queria deixar ir, dizer adeus a essas pessoas ou ao mundo delas. Quando minha editora manifestou interesse em mais, eu agarrei a chance.”

Golden in Death será lançado em fevereiro de 2020, sem previsão de lançamento no Brasil.

Sequência de “Bird Box” vai retomar ideia deixada de lado no primeiro livro

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Lello Lopes, no UOL

Josh Malerman é um escritor prolífico. Desde que lançou “Bird Box” (que ganhou o nome de “Caixa de Pássaros” no Brasil) em 2014 ele já publicou outros sete livros. Em outubro chega mais um: “Malorie”, sequência da história que virou sucesso na Netflix em filme lançado no final do ano passado.

Josh Malerman, autor de “Bird Box” Imagem: Chris Stranad Photography

Em entrevista ao UOL, por email, Malerman contou um pouco de “Malorie” e falou sobre o sucesso de “Bird Box”, visto por mais de 80 milhões de pessoas segundo a Netflix.

O escritor, que esteve no Brasil em 2015, voltará ao país para a Bienal do Rio, entre o final de agosto e o começo da setembro, para divulgar um outro livro lançado em 2019, “Inspection”.

Veja a entrevista:

Você esperava o enorme sucesso de “Bird Box” na Netflix?

Eu acho que ninguém poderia prever que o filme faria o que fez. Não estou dizendo que eu não tinha confiança ou esperança, mas ele explodiu de uma maneira que nenhum de nós previu. Que jornada, hein? Incrível.

O que você acha sobre o Desafio Bird Box (com as pessoas fazendo atividades cotidianas de olhos vendados) que muita gente fez após ver o filme?
Bem, no começo eu amei. Até pensei em eu mesmo fazer um. Então isso ficou esquisito quando uma garota dirigiu daquele jeito e bateu o carro. Graças a Deus ela ficou bem, mas a partir daquilo nós tivemos que dizer, tipo, ‘hey, em vez disso tente fazer um sanduíche de olhos vendados. É tão emocionante!'”.

Por que escrever uma sequência de “Bird Box”? Que tipo de história você vai nos contar?

O rascunho de “Bird Box” era duas vezes maior que a versão que acabou sendo publicada e lá tinha uma trama que eu tirei, uma trama que eu realmente gostava. Eu pensava nela frequentemente e imaginei que algum dia a faria.

O sucesso do filme, e consequentemente o do livro, meio que definiu que, se eu fosse escrever “Malorie”, agora seria a hora certa. Então no final eu consegui incluir essa trama perdida nesse segundo livro e é ótimo porque essa foi uma ideia que nasceu praticamente ao mesmo tempo do livro original.

O que você sabe sobre a adaptação de “Piano Vermelho” para o cinema?

Eu sei que os produtores são pessoas incríveis. Scott Free e Atlas Industries têm grandes pensadores que estão procurando por histórias originais e empolgantes, e eu me sinto completamente em casa falando e trabalhando com eles. Também sei que o roteirista, Barnett Brettler, é um cara incrível e brilhante, e eu amo a sua visão para a história. Bom, vamos ver como isso se desenvolve, mas no momento eu me sinto ótimo sobre como está.

Capa de “Malorie” Imagem: Reprodução/Esquire… – Veja mais em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/12/sequencia-de-bird-box-vai-retomar-ideia-deixada-de-lado-no-primeiro-livro.htm?cmpid=copiaecola

O seu novo livro, “Inspection”, promete uma discussão sobre gêneros. Como você vê o debate sobre o assunto nos dias de hoje?

Eu escrevi o rascunho de “Inspection” em 2007, então reescrevi completamente nos últimos anos. Meu publisher conhecia a ideia e meu editor achou que era o momento perfeito para lançar uma história como essa, com o tema de igualdade de gênero. Ela é intencionalmente fria, sem sexo e sombria. Mas, de alguma forma, apesar desses fatores, eu acho que o livro é quente ao dizer que você pode tentar empurrar a natureza dentro de uma caixa, mas ela achará um jeito de escapar, não importa o que você faça.

Você conhece alguma coisa da literatura brasileira? Tem algum autor favorito?

Eu amo o Rapahel Montes e a Janda Montenegro. Mentes brilhantes, pessoas brilhantes.

Autora Jarid Arraes é confirmada para a Flip

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Foto: Reprodução/Jarid Arraes

Publicado no Diário de Pernambuco

A escritora, cordelista e poeta cearense Jarid Arraes está confirmada para a Flip 2019, que será realizada entre 10 e 14 de julho, em Paraty.

Autora de As Lendas de Dandara, Heroínas Negras Brasileiras: Em 15 Cordéis e Um Buraco Com Meu Nome, Jarid trabalha sobre narrativas tradicionais e questões de ancestralidade para construir uma literatura de luta.

Seu primeiro livro de contos sai em junho, Redemoinho em Dia Quente.

Conheça os escritores que usavam tarô e os jogos de sorte na escrita de seus livros

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William Butler Yeats, Philip K. Dick e Jorge Luís Borges eram alguns que se influenciaram pelas cartas e moedas nos rumos tomados em suas obras

André Nogueira, na Aventuras na História

O tarô e os jogos de sorte são elementos importantes para algumas pessoas quando se trata de tomada de decisões. O tarô, por exemplo, pode recriar trajetórias de vida e projetar sua continuidade e, assim, produzir uma narrativa sobre o futuro.

Muitos artistas tiveram suas vidas marcadas pelo gosto pelas cartas e pela sorte aleatória. Philip K. Dick, por exemplo, autor de O Homem do Castelo Alto, decidiu a trajetória de sua obra tendo como principal influência uma moeda que lançava corriqueiramente sobre sua mesa para decidir rumos narrativos. O famoso “cara ou coroa” guiou boa parte da história que conta a vida estadunidense após a vitória alemã na guerra e a tomada do país pelos nazistas.

P. K. Dick / Crédito: Wikimedia Commons

Nessa época, Dick estava também muito influenciado pela sua recente descoberta: um jogo místico chamado I-Ching, de origem chinesa, muito próximo do esquema do tarô, mas que funciona a partir de números e moedas. O autor usava a diversidade de rumos possibilitados pelo uso do I-Ching para sua massiva produção de obras. Os jogos de moedas usados por Dick eram essenciais para sua produção literária.

O I-Ching é um jogo que permite o diálogo. As moedas respondem suas perguntas com o positivo e o negativo (sim e não). Já no tarô, a experiência é mais profunda e modificadora.

Tarólogos dizem que o uso das cartas é uma forma de traçar um relato compreensível em meio à confusão da vida. Seria uma estratégia de conceber um trajeto delineável e narrável em meio às múltiplas possibilidades de caminhos já percorridos e a se percorrer. Essa característica do tarô fez com que o jogo atraísse a atenção e o afeto de grandes nomes da literatura mundial.

O tarô começa na mesa como num mapa / Crédito: Reprodução

Sylvia Plath, por exemplo, usou o tarô para produzir pelo menos três poemas completos da compilação Ariel, de 1965, e, a partir deles, concebeu o desenvolvimento de uma trajetória guiada, como em um jogo de tarô.

William Butler Yeats, conhecido por sua ligação com filosofias ocultistas, usou frequentemente o tarô em sua obra, não somente na tomada de decisões, mas no próprio imaginário poético de sua narrativa.

A pintora e escritoa Leonora Carrington imaginava o tarô como o equivalente a espelhos, pois mostram aquilo que não conseguimos ver, e usou essa metáfora em diversas obras surrealistas que produziu.

Pamela Lyndon Tavers teve sua vida bastante influenciada pela crença no tarô. Sua principal obra, Mary Poppins, é marcada pelo clima obscuro e incerto, muito mais do que as versões cinematográficas. Tavers era frequentadora constante de sessões de tarô, mesmo que não necessariamente para pensar o rumo de suas obras, mas para pensar em sua vida pessoal. A adoção de sua filha e a mudança de casa foram frutos diretos do resultado de seu jogo de cartas, por exemplo.

P. L. Tavers / Crédito: Wikimedia Commons

Jorge Luís Borges, talvez o maior escritor da história argentina, também era um adorador desses jogos de sorte. Muito afeito ao tarô, Borges se deixou influenciar muito, na vida privada e em sua obra artística, pelas sessões de carta. Chegou a escrever uma poesia cuja principal influência era o I-Ching, chamada Para uma versão do I-Ching, em A Moeda de Ferro (1976):

Nosso futuro é tão irrevogável

Quanto o rígido ontem. Não há nada

Que não seja uma letra calada

Da eterna escritura indecifrável

Cujo livro é o tempo. Quem se demora

Longe de casa já voltou. A vida

É a senda futura e percorrida.

Nada nos diz adeus. Nada vai embora.

Não te rendas. A masmorra é escura,

A firme trama é de incessante ferro,

Porém em algum canto de teu encerro

Pode haver um descuido, a rachadura,

O caminho é fatal como a seta,

Mas Deus está à espreita entre a greta.

J. L. Borges / Crédito: Wikimedia Commons

O uso dessas formas de pensar o futuro foi tão influente na arte, em tantas partes do mundo, que em muitos aspectos a presença do tarô e do I-Chang não pode ser ignorada para pensar o desenvolvimento artístico e autoral de diversas figuras centrais da literatura.

Para muitos, o campo místico e supersticioso da análise do tempo pessoal é suporte básico para a vivência pessoal e para a experiência artística e da sublimação, servindo como preenchimento dos vácuos que a vida propriamente material não consegue acessar.

O tarô, que muitas vezes sofre preconceitos e represálias, foi fonte primal para o nascimento de romances e contos que não podem ser negados pelos que presam a arte. Afinal, é muito difícil negar a qualidade dos contos de Borges, das alucinadas histórias de Dick ou dos quadros de Carrington e todos eles se basearam na sorte e na superstição para poderem existir hoje.

Game of Thrones: George R. R. Martin diz que spin-off será gravado em 2019 e outros dois estão a caminho

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George R. R. Martin está envolvido em três novas séries baseadas no universo de Game of Thrones (Foto: Evan Agostini / AP)

Enquanto a HBO ainda não confirma quais serão as continuações de Game of Thrones, o criador dos livros traz importante atualização

Publicado na Rolling Stone

A série Game of Thrones está perto do fim, mas possivelmente a saudade não vai existir por muito tempo. De acordo com uma nova notícia publicada pela CNN, pelo menos três spin-offs, ou séries derivadas, estão sendo trabalhadas pela HBO.

Quem confirmou foi o próprio George R. R. Martin, criador dos livros As Crônicas de Gelo e Fogo, que deram origem à série Game of Thrones. A diferença é que Martin não chama as novas produções de spin-offs e, sim, de “séries sucessoras”.

Em uma publicação no seu blog pessoal, Martin revelou o seguinte: “Nós tivemos cinco diferentes sucessores de Game of Thrones em desenvolvimento com a HBO. E três delas estão seguindo em frente.””

“Um deles, que eu não não posso chamar de THE LONG NIGHT [Martin escreveu desta forma, em letras maiúsculas, algo como “A Longa Noite”] será filmado ainda neste ano. Outros dois ainda estão na fase de construção de roteiro, mas estamos chegando perto do fim.”

A HBO há tempos diz que quer usufruir do sucesso de Game of Thrones o máximo possível. O fato de dividir uma temporada em duas, a sétima e a oitava, já mostrava isso.

“Estão dizendo na imprensa, todo mundo, que temos três ou quatro spin-offs e eles todos supõem que todos eles vão acontecer e que nós teremos um show novo de Game of Thrones por trimestre”, disse Casey Bloys, presidente de programação da HBO, dois anos atrás.

“Não é isso que vai acontecer. A ideia não é fazer as quatro séries. O nível estabelecido por Game of Thrones é tão alto que espero que pelo menos um desses novos seriados faça justiça à original.

Ao questionado sobre a viabilidade das novas séries, Martin diz:

“Talvez alguns de vocês [jornalistas] deveria pegar uma cópia de Fogo & Sangue [lançado recentemente por Martin, que conta a história da família Targaryen] e criar as suas próprias teorias”, ele diz, sobre o livro recente, lançado em 2018.

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