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Lançamento de livro tem o intuito de mudar a vida das crianças

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Publicado por R7

Crer é o primeiro passo para que os sonhos sejam realizados. Beatriz Peres de Oliveira, de apenas 11 anos, natural de São Francisco dos Sul, nunca deixou de acreditar em seu sonho: ser escritora. Mesmo na luta constante pela vida, Bia, como é carinhosamente chamada por todos, foi diagnosticada em 19 de março de 2013 com tumor cerebral maligno, de grau 4 – meduloblastoma.

De lá para cá, foram cerca de 10 cirurgias na cabeça, dois meses sem conseguir falar e comer (alimentação era apenas por sonda), sessões de radioterapia e quimioterapia, três internações em UTI – Unidade de Terapia Intensiva (a última ocorreu entre abril e maio deste ano, devido a uma infecção generalizada).

Foi exatamente, na véspera de uma internação para a realização de quimioterapia, ainda em 2013, que Bia resolveu resgatar uma história que escreveu quando tinha apenas 6 anos. “Aos 5 anos de idade, a Bia já estava alfabetizada. O seu sonho sempre foi publicar um livro para ajudar os animais de rua e, aos 6 anos, ela deu vida ao Tob, o personagem de seu livro. Um cachorrinho de rua que encontrou um lar com muito amor para morar”, relata a mãe, Fabiane Peres.

A intenção da Bia foi levar o livro para que a professora Fabiana Goldmann, responsável pela pedagogia do Hospital de Santo Antônio, instituição hospitalar em que seu tratamento foi realizado, pois seria a pessoa certa para ajudar a realizar seu sonho. E foi assim, com o apoio da professora em conjunto com Secretaria de Educação de Blumenau e muitos outros parceiros que o livro tomou forma e foi lançando durante o Encontro de Pedagogia Hospitalar, em 25 de setembro de 2014.

Lançamento Oficial

Mas Bia pediu para ir além. Afinal, seu anseio agora é que o livro possa ser um exemplo para todas as crianças. “Desejo que meu livro mude a vida das crianças, que minha história possa servir de motivação para que nenhuma criança desista, por mais difícil que seja a caminhada”, comenta Bia.

Por isso, no dia 17 de novembro, às 19h30min, o lançamento do livro “TOB, o cachorro campeão” será realizado em sua terra natal, São Francisco do Sul, no Cine Teatro X de Novembro, na rua Hercílio Luz, 50.

O exemplar pode ser adquirido ao valor de R$ 15,00 e o kit, com livro e o TOB de pelúcia, por R$ 40,00. A renda obtida com as vendas será destinada para a realização de tratamento alternativo de reabilitação da Bia, obtenção de fundos para a edição de outros livros (sim, a Bia já tem outro livro escrito e muitas outras histórias para contar) e para ajudar os animais de rua, seu principal sonho.

E, claro, que agora outros sonhos estão presentes na vida da Bia. Hoje ela sonha em poder ver seu livro divulgado no Domingão do Faustão e conhecer pessoalmente o cantor Thiaguinho. Alguém tem dúvida de que ela chegue lá? Acho que não, não é mesmo?!!

O que? Lançamento do livro “TOB, o cachorro campeão”
Onde?
Cine Teatro X de Novembro
Rua Hercílio Luz, 50
Centro
São Francisco do Sul (SC).
Quando? Dia 17/11, segunda-feira, às 19h30min

VIII Encontro de Blogs de Letras

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Wilson, no Estante do Wilson

Blog-de-Letras

No dia 08 de novembro de 2014 tive o privilégio de participar do VIII Encontro de Blogs de Letras mediado pela Cássia Carrenho do Publishnews e Sérgio Pavarini do blog Pavablog com convidados de primeiríssima qualidade.

O evento contou com a participação da Editora Saraiva que está celebrando 100 anos e para comemorar, o selo Benvirá foi o destaque desse encontro.

O selo Benvirá tem apenas 4 anos de vida, no entanto, já é um grande sucesso com publicações de ficção e não ficção voltado para jovens e adultos.

E para compor o bate papo as editoras Débora Guterman e Paula Carvalho deram detalhes sobre as publicações deste selo que tem em seu catálogo desde biografias de grupos musicais até literatura fantástica.
Tivemos também uma gincana para descontrair e aprender um pouquinho mais do mundo literário. Neste encontro as perguntas estavam mais difíceis e a disputa foi emocionante.

O ponto máximo do encontro foi a participação do jornalista Klester Cavalcanti que possui larga experiência que adquiriu em grandes veículos de comunicação.

Recebeu vários prêmios internacionais e nacionais dentre os nacionais destaca-se o Prêmio Vladimir Herzog e Três prêmios Jabuti de literatura.
Klester Cavalcanti contou um pouquinho sobre sua cobertura da guerra na Síria cuja experiência serviu de base para escrever o seu livro Dias de Inferno na Síria que está na minha lista de prioridade.

A sua narrativa deixou todos os participantes hipnotizados com tamanha aventura num país em guerra. Estou ansioso pela leitura desta obra.

dias de inferno na siria


Título: Dias de Inferno na Síria
Autor: Klester Cavalcanti
ISBN: 978-85-64065-82-6
Páginas: 488
Editora: Editora Benvirá
Nota: 4,1
Estante: Skoob

Sérgio Pavarini, o mediador, é jornalista formado pela Cásper Líbero com pós-graduação em Marketing pela Fundação Álvares Penteado. É criador também do Pavablog que em 2010 foi considerado o Melhor Blog do Brasil na categoria Entretenimento.

Cassia Carrenho é Gerente Geral da Publishnews empresa do segmento mercado editorial e que mediou o encontro com maestria. Com esse time nota Dez o bate papo foi permeado de conhecimento e dicas valiosas de cultura, portanto, NOTA DEZ para o encontro e que venha mais.

Diante disso parabenizo os idealizadores do encontro a Cássia Carrenho e o Sérgio Pavarini, bem como os Blogs que estiveram presentes.

Crônicas avulsas: VIII Encontro de Blogs de Letras

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Marcelo Caldas, no …Marcelo Caldas…

encontro-blogs-de-letras

Para mim, a criatividade tem a ver, antes de qualquer coisa, com coragem – a disposição para correr riscos, experimentar coisas novas e compartilhar as experiências com os outros. E isso não só eu tenho de sobra, como todos os blogueiros e blogueiras que participam do Encontro de Blogs de Letras. Talvez por isso – encontro após encontro, lá estamos todos nós juntos, compartilhando do mesmo pão sagrado: literatura.

Sou fã de Jorge Luis Borges, mas discordo de uma frase linda sua que diz:

“Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de biblioteca”.

Penso que Paraíso mesmo é você estar em um lugar onde as pessoas gostam das mesmas coisas que você, onde não existe “A” ou “B”, todos são iguais, sem competições mesquinhas e falsa humildade. Por isso que dá tão certo o encontro do Blogs de Letras, que foi criado pela Cássia Carrenho do (http://www.publishnews.com.br) e pelo Sérgio Pavarini do (http://www.pavablog.com). Ou seja, um espaço de perfeita comunhão em torno da literatura que é o nosso Paraíso.

Nesse último encontro tivemos um bate-papo extremamente rico com a Paula Carvalho e Débora Guterman, ambas editoras da Saraiva (que dispensa comentários). Depois fomos imersos na narrativa estonteante do Klester Cavalcanti sobre seu livro: “Dias de Inferno na Síria”. Aliás, o Klester já ganhou o prêmio Jabuti por 3 vezes, fora outros prêmios nacionais e internacionais. Um jornalista que faz a diferença em seu meio. Algo que me marcou muito foi que enquanto o Klester narrava tudo que passou na Síria em plena guerra (que até hoje perdura) um silêncio tomou conta do encontro, e todos os olhares e atenção estavam voltados para ele, que de forma muito corajosa nos narrou tudo que viveu na Síria. Quando sua narração acabou, me veio à mente de forma arrebatadora, um trecho do poema: Aos que virão depois de nós, do genial Bertolt Brecht:

“Eu vim para a cidade no tempo da desordem,
quando a fome reinava.
Eu vim para o convívio dos homens no tempo
da revolta
e me revoltei ao lado deles.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.
Eu comi o meu pão no meio das batalhas,
deitei-me entre os assassinos para dormir,
Fiz amor sem muita atenção
e não tive paciência com a natureza.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.”

Comecei a ler seu livro hoje, e tive a honra de ter meu exemplar autografado por ele, já estou na página 50, devorando cada página dessa história realista, corajosa e tenebrosa de tudo que ele viveu na Síria – em plena guerra. Uma verdadeira lição de jornalismo.

Indo para casa depois de ouvir tudo que aconteceu na sede da Editora Saraiva, nesse dia de evento maravilhoso, senti um pouco do peso dessa frase do Erico Verissimo do seu livro autobiográfico – Solo de Clarineta:

“Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a idéia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.”

Creio que todos os blogueiros e blogueiras continuarão ascendo suas lâmpadas, hoje e sempre. Pois a nossa paixão pelos livros é a alma de tudo o que fazemos; sem ela, não se fica aqui por muito tempo…

Sem biblioteca, crianças da zona rural aproveitam festival para ler livros

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A possibilidade de ler dezenas de livros levou crianças ao Festival de Oeiras.
Evento cultural começou nesta quarta-feira e segue até o dia 15.

Crianças na Feira Literária de Oeiras (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

Crianças na Feira Literária de Oeiras (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

Gilcilene Araújo, no G1

A paixão pelos livros foi que o motivou as estudantes Karine Maria, 12 anos, Lia Raquel, 11 anos, e Thalita Rauanna, 12 anos, a acordar cedo nesta quinta-feira (13) para participar da II Feira do Livro que acontece dentro do IX Festival de Cultura de Oeiras, localizada a 316 Km de Teresina. As adolescentes, que moram em um povoado da zona rural do município, contam que o evento estava sendo bastante aguardado porque, segundo elas, este é o momento em que podem ter acesso a outros títulos.

Amigas aproveitaram o evento para conhecer novos livros, em Oeiras (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

Amigas aproveitaram o evento para conhecer novos
livros, em Oeiras (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

“Gosto de ler, mas não tenho muitas possibilidades de praticar porque moro na zona rural. Além disso, não temos uma biblioteca na localidade e eu já conheço a história de todos os livros que estão disponíveis na biblioteca da escola. Então, espero ansiosamente pela Feira de Livros da cidade. Quando chego aqui não quero saber das outras oficinas. Me dedico somente para os livros e para os fascínios que eles trazem, pois fico imaginando cada cena escrita pelo autor”, ressaltou a adolescente que em duas horas havia lido seis livros.

Segundo Lia Raquel, a meta é ler o maior número de livros possíveis. “Quando retornamos a nossa realidade, não teremos esta quantidade de livros disponíveis para leitura, por isso mal terminamos de ler um livro, já pegamos outros”, disse a estudante.

O Festival de Cultura e a Feira literária acontecem paralelamente nos dias 13 a 15 de novembro na Praça da Vitória, no Centro de Oeiras. De acordo com a Prefeitura do município, organizadora dos eventos, cerca de 30 mil pessoas são esperadas nos três dias.

Dezenas de livros ficam expostos de forma gratuita, em Oeiras (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

Dezenas de livros ficam expostos de forma gratuita,
em Oeiras (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

Os 30 alunos do Centro Educacional Construindo o Amanhã, localizado na cidade de Paulistana, Sul do Piauí, acordaram cedo nesta quinta-feira (13) e percorreram mais de 200 Km para ter um encontro com o mundo dos livros durante a II Festival de livro .

A coordenadora da excursão literária, Helkileny de Araújo, 52 anos, disse que os alunos estavam ansiosos para participar da feira e ficaram encantados com a quantidade de livros que estão disponíveis para leitura na Praça da Vitória.“A viagem durou cerca de três horas porque saímos de Paulistana às 6 e chegamos por volta de 9h em Oeiras. Nem mesmo o cansaço tirou o ânimo das crianças”, contou a coordenadora.

O escritor O.G Rêgo de Carvalho, natural de Oeiras, que faleceu em 2013 é o homenageado do Festival. A programação do evento conta ainda com participação do cartunista Ziraldo, criador de personagens mais famosos da literatura infantil: o menino maluquinho.
Nesta edição as atrações musicais são: Luan e Forró estilizado, show do cantor e humorista João Cláudio Moreno com a cantata Gonzaguiana, as bandas Martini Cadillac e Top Gun, entre outros.

Favela do Rio sedia ‘Olimpíada da poesia’; veja vídeo

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Luiza Franco, na Folha de S.Paulo

Veja o vídeo

Na Grécia Antiga, quem declamasse poemas medíocres podia levar uns tabefes da audiência. Hoje, o público costuma ser menos raivoso, mas é a ele que os praticantes do poetry slam, competição de poesia falada, devem sua glória ou vergonha –o júri que elege o vencedor é escolhido aleatoriamente entre a plateia.

O primeiro campeonato internacional desse gênero na América Latina, o Rio Poetry Slam, acontece na favela da Mangueira, no Rio de Janeiro, a partir desta quinta-feira (13). A final será no domingo (16).

Competidores de 16 países tentarão ganhar o público da terceira edição da Flupp (Festa Literária Internacional das Periferias), que começa nesta quarta-feira (12).

O poeta português Alexandre Diaphra e a brasileira Roberta Estrela D'Alva, na favela da Mangueira / Mauro Pimentel/Folhapress

O poeta português Alexandre Diaphra e a brasileira Roberta Estrela D’Alva, na favela da Mangueira / Mauro Pimentel/Folhapress

O evento terá discussões sobre temas como a situação da mulher e o movimento indígena, além de homenagem ao ativista e parlamentar Abdias do Nascimento (1914-2011), um dos criadores do Dia da Consciência Negra.

A tradução dos poemas em língua estrangeira —há poetas falantes de alemão, francês, inglês e italiano— será projetada ao fundo.

ESPORTE DA POESIA

No slam, a performance dura três minutos e é proibido recorrer a acompanhamento musical ou cênico.

“É você e a palavra”, resume a curadora da disputa, Roberta Estrela D’Alva, 36. “Tem gente que diz que o slam é o esporte da poesia falada e os slammers são os atletas.”

Ela acredita que a competição seja ideal para um evento como a Flupp, criado para formar novos leitores e autores na periferia das grandes cidades brasileiras.

“É uma desculpa para criar o interesse na poesia. Hoje existem mais de 500 comunidades de slam no mundo”, diz Estrela D’Alva.

O objetivo de todo slammer é dar uma “pancada emocional” no espectador. “Slam [batida, em inglês] é poesia com impacto”, diz o poeta português Alexandre Diaphra, que participa da disputa. “[No Brasil], geralmente temas fortes, políticos, funcionam”, explica Estrela D’Alva.

Segundo a poeta, em 2008 havia apenas uma competição no país. Hoje, são dez.

O gênero nasceu nos Estados Unidos nos anos 1980 e chegou até a Casa Branca, que sediou uma disputa em 2009.

Estrela D’Alva vê com bons olhos a popularidade do slam —para ela, trata-se de um ato político. “Política também é conviver, pensar, conversar”, afirma. “A gente faz política porque quer ser livre. Enquanto isso, a gente fica inventando o slam, o rap, a conversa.”

FLUPP – FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DAS PERIFERIAS
ONDE Escola de Artes Técnicas Luís Carlos Ripper, r. Visconde de Niterói, 1.364, Mangueira, RJ
QUANDO qua.(12) a dom. (16), das 8h às 22h
QUANTO grátis

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