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Este estudante fez um ensaio fotográfico ‘romântico’ com sua tese

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Publicado no Catraca Livre

Você também está em um relacionamento sério com sua tese? Todo estudante de pós-graduação ou mestrado que passa por todos estes meses de convívio com a pesquisa cria um laço afetivo com ela.

Para mostrar o apego por sua tese, o estudante Morris Vanegas, de 26 anos, mestrando no curso de Engenharia Mecânica e Aeroespacial no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), decidiu protagonizar um divertido (e romântico) ensaio fotográfico com sua tese após a conclusão dos estudos.

A série de imagens ganhou o nome de Uma Carta de Amor à Minha Tese. Segundo Morris, o objetivo era de despedir de forma de romântica de seu projeto.

“Você me transformou em uma pessoa melhor, me apoiando quando eu quis desistir. Seu senso de humor é como o meu. É como se estivéssemos sempre na mesma página. Espero ver seu rosto novamente, nas referências dos futuros trabalhos sobre trajes espaciais”, declarou o estudante.

Confira abaixo este ensaio apaixonado:

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10 capas de livros com uma perfeita ilusão de ótica

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Publicado no Boa Informação

Para quem acha que as capas de livros são sempre parecidas, saiba que as coisas não são bem assim. Ao menos é o que acontece com os modelos que trouxemos.

Nas mãos de pessoas criativas, elas acabam gerando cenas divertidas quando misturadas ao mundo real.

O ângulo e posição onde está colocada acaba gerando o resultado curioso!

Confira abaixo 10 exemplos de capas de livros com uma perfeita ilusão de ótica.

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Para quem acha que as capas de livros são sempre parecidas, saiba que as coisas não são bem assim. Ao menos é o que acontece com os modelos que trouxemos. Foto: powiat-slupca

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Foto: bored panda

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(mais…)

Oito passos para garantir que seu original não será publicado

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Fale mal dos escritores. Eles não merecem estar nas editoras e são seus concorrentes

Raphael Montes, em O Globo

Ao terminar de escrever…

1. Não revise nem releia exaustivamente. Sem dúvida, seu texto está pronto tão logo o ponto final seja colocado. Não é preciso lapidar o texto, deixá-lo descansar alguns meses, corrigir erros de ortografia, repensar frases, situações e diálogos. Sua mãe leu e disse que sua linguagem lembra Machado de Assis e Guimarães Rosa (ao mesmo tempo). Trate de imprimir logo o material e enviar para as editoras. Elas estão desesperadas para conhecer seu original.

2. Envie o texto da maneira que julgar mais adequada. Não importa o formato, o tamanho da letra, a encadernação. Normalmente, as editoras possuem uma “política de envio”, mas ignore. Ignore também o catálogo e a linha de publicação da editora. Atire para todos os lados. Você acaba de escrever uma obra-prima e mesmo aquela editora de livros religiosos vai querer publicar seu romance de fantasia. Afinal, é quase a mesma coisa, não?

3. Seja impaciente. Paciência é para os fracos e pouco talentosos. Espere a resposta em um mês ou, melhor, em uma semana. Então, envie e-mails reiteradamente, ligue para a editora, para o editor e, em último caso, vá atrás do editor e o torture até que ele tenha lido e aprovado seu livro.

4.Outra opção: envie junto com o envelope do seu original um aparelho de celular descartável. Espere alguns dias e ligue para o telefone. Possivelmente, seu envelope começará a emitir uma musiquinha no meio da pilha de envelopes e alguém na editora vai encontrá-lo e atender o telefone. Você estará em contato direto com seu editor! (Juro que essa aconteceu de verdade.)

5. Ignore os prêmios literários. São todos comprados, armação das mais cabeludas, máfia da literatura. Se você não conhece ninguém na comissão julgadora, melhor nem enviar. Eles só premiam mesmo livros sobre imigrantes ou escritores do Sul do Brasil.

6.Evite agentes literários. Esses profissionais são o lado negro da força, roubam descaradamente uma porcentagem do escritor e, apesar de estarem há anos no mercado e existirem aos montes na Europa e nos Estados Unidos, não servem para nada.

7. Fale mal das editoras. Xingue muito no Twitter, no Facebook e em todas as demais plataformas que puder. Editoras são essas empresas mesquinhas que mal leem o seu original e, por isso, deixam de reconhecer sua genialidade. O mercado é feroz, e a culpa é das editoras, claro.

8. Fale mal dos escritores também. Em geral, eles não merecem estar nas editoras em que estão e são seus concorrentes. Por isso, espalhe fofocas, ofenda (anonimamente ou não) e desconfie de todos. Nenhum deles é melhor do que você. É muito injusto que já estejam publicados, e o mundo precisa saber disso. Sem dúvida, aquela famosa autora teve alguém pra indicá-la e aquele jovem fazendo sucesso passou no teste do sofá com algum figurão.

16 dramas que todo universitário enfrenta fazendo o TCC

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AVISO: Neste 1 ano é capaz que você perca um pouco (ou muito) da sua sanidade física e mental

Luisa Celiberto, no Terra

Você achava que entrar na faculdade era difícil – até que você descobriu como é muito mais difícil sair! Afinal, para se formar você só precisa (entre outras coisas) desenvolver um super projeto científico, diferente de tudo que já foi produzido na área! Fácil, né? Pois é, estamos falando aqui do TCC – o terror da vida de todo universitário !

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Ah, o TCC…
Foto: Reprodução / ObaOba

Quem já está fazendo, entende a dimensão do terror de que estamos falando aqui. Quem já fez, arrepia só de lembrar! E quem ainda vai fazer, se prepare porque não é tranquilo, nem favorável. Dá uma olhada nesses 16 dramas que todo universitário enfrenta fazendo o TCC pra você se identificar:

1. Tudo começa com a escolha do seu tema: só precisa pensar em algo que nunca se foi pensado antes, básico.

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Foto: ObaOba

2. E isso com a leve pressão de que esse é o trabalho mais importante da sua graduação, que deve resumir todos os seus conhecimentos.

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Foto: ObaOba

Ainda muito básico.

3. Sabe aquela piadinha de que TCC na faculdade é: Truco, Cerveja e Churrasco?

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Foto: ObaOba

Então… A realidade é um pouquinho nada a ver com isso.

4. Aí você consegue escolher um tema e agora precisa escolher seu orientador ♥

5. Mas é lógico que o professor que você quer já está cheio de projetos – e, eventualmente, você pode cair com um orientador nada a ver.

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Foto: ObaOba

6. Ou com aquele professor que, no fundo, você sabe que te odeia .

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Foto: ObaOba

7. Aí vem a dúvida: projeto individual (onde você faz tudo sozinho) ou em grupo (onde você faz quase tudo sozinho, porque muita gente acaba não fazendo nada)?

8. Você pode até ter um trabalho bom, mas (óbvio) que tem que complicar – aí criaram a ABNT !

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Foto: ObaOba (mais…)

Educador explica como uma piada pode ser homofobia

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Publicado em UOL Educação

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Quatro a cada dez homens gays relatam que já foram agredidos fisicamente enquanto estavam na escola, segundo dados da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) de 2009. A escola ainda é um ambiente hostil aos adolescentes homossexuais, afirma Lula Ramires, graduado em filosofia e mestre em educação pela USP (Universidade de São Paulo) com a dissertação “Habitus de gênero e experiência escolar: jovens gays no ensino médio em São Paulo”.

Segundo o educador, para mudar essa realidade, é necessário trazer o tema para a sala de aula, como qualquer outro, e debatê-lo de forma tranquila. Além disso, investir na formação dos professores, para que eles entendam a questão da diversidade e combatam o preconceito na escola.

UOL Educação – O que é homofobia?
Lula Ramires – Para entender a homofobia, é necessário entender a heteronormatividade. A gente vive numa sociedade em que a norma, o que é aceito, é o relacionamento entre pessoas de sexos diferentes. Toda vez que alguém ameaça sair dessa norma, sofre algum tipo de advertência ou punição. Por exemplo, se um homem, independente da orientação sexual, resolve usar uma camisa cor-de-rosa, ele vai sofrer uma advertência, um breque. A homofobia começa aí. É como uma luz vermelha que acende quando alguém descumpre essa heteronormatividade. Por um lado, ela tem uma sutileza: é o comentário, a chacota, a piadinha. Isso vai ficando cada vez mais agressivo. Por achar que alguém é homossexual na escola, podem tirar o lanche, tirar os pertences, tirar do grupo de amigos, isolar. Muitas vezes o professor não intervém. No máximo faz uma advertência. E fica nisso. A homofobia vai ficando mais séria e pode chegar a atos de violência, tanto psicológica quanto física, e até ao assassinato.

UOL – O que é o modelo heteronormativo de escola?
Ramires – A escola reitera a heteronormatividade. Todos os modelos que ela utiliza, desde os contos de fada até a literatura clássica, são sempre histórias de um homem e uma mulher que se conheceram e se apaixonaram. Você nunca encontra algo que está fora do modelo tradicional de família: branco, de classe média, cristão, escolarizado, heterossexual e chefiado por homens. A escola não trabalha a diversidade, a ideia de que existem outros modelos. Não que o papel da escola seja negar esse modelo [tradicional] de família, o problema é apresentá-lo como o único legítimo, o único possível.

O aluno sempre que vê um modelo de família que escapa daquele apresentado pela escola acredita que é anormal, que falta algo, que não é o ideal. Ele pensa: “se existe, paciência, mas não deveria ser assim”. E é o papel da escola provar que outras famílias são possíveis e isso é válido e legítimo.

UOL – Como os educadores devem trabalhar a homossexualidade na escola?
Ramires – Em primeiro lugar, eu acho que não tem uma receita de bolo. A primeira atitude que um professor pode tomar é desenvolver uma sensibilidade para lidar com a diferença. Isso não fica restrito à sexualidade, está na deficiência física, nas questões de classe social e étnico-racial. Ele deve se informar, existe hoje muita literatura sobre o tema.

Depois tentar dialogar com os alunos de uma forma muito tranquila. Não é algo que deve ser uma cobrança. Por exemplo, se você não souber como responder algo a respeito de sexualidade, você não deve ser reprovado.

Existem filmes, livros de contos ou romances que podem ser trabalhados; entidades que trabalham com isso e podem ser convidadas a falar. Você pode organizar um festival. São atividades que podem ser lúdicas, que a escola pode fazer para trabalhar este tema. Um mundo em que a gente respeite o outro como ele é, é um mundo melhor para todos. Uma escola que respeite um aluno negro, gay, lésbica, travesti, ela não é uma escola boa para eles, é uma escola boa para todo mundo. A escola hoje não leva em consideração essas questões. Muitas vezes, ela se torna um ambiente hostil para uma criança negra, pobre, que mora na favela, ou um adolescente homossexual. E assim por diante. É isso que está em jogo: construir uma escola para todo mundo, sem nenhuma restrição.

UOL – Existe uma idade certa para começar a trabalhar o tema?
Ramires – Existe um trabalho que deve ser feito em relação às questões de gênero, do papel de homem e mulher, para desfazer as hierarquias que ainda existem. Acho que isso tem de ser feito desde o berçário: eliminar a ideia da roupinha azul para o menino e a rosa para a menina; a boneca para a menina e o carrinho para o menino. Discutir a questão de gênero é fundamental desde muito cedo.

Agora falar especificamente sobre orientação sexual envolve atração física, desejo erótico, possibilidade de estabelecer um relacionamento, beijar e ter relação sexual. Isso é uma coisa que só é adequada a partir do momento em que o aluno tem maturidade, inclusive física, para tocar nesse assunto. Acho que a partir dos 12 anos, quando começa, em princípio, a chamada adolescência tem que falar da sexualidade em geral.

UOL – Como o professor deve agir diante da situação de preconceito?
Ramires – O princípio básico é não se calar diante do preconceito. É muito comum o professor continuar a aula, como se nada tivesse acontecido. Quando o professor age dessa maneira, ele está legitimando o preconceito, porque se calou diante dele. Se surgir uma situação de preconceito na sala de aula ou no pátio da escola, os professores ou a coordenação devem intervir. Eles devem explicar que aquilo é inaceitável.

UOL – Em uma escala maior, como o senhor avalia o momento do Brasil no estabelecimento de políticas para tratar da homossexualidade nas escolas?
Ramires – Infelizmente a gente está vivendo hoje um momento de retrocesso nessa questão. Prova disso é que os planos municipais de educação, em sua grande maioria, excluíram a menção de trabalhar com gênero e orientação sexual nas escolas. É o temor dos conservadores de todo mundo virar LGBT. Acho que hoje o contexto político é bastante desfavorável. Muitos [políticos agem] por desconhecimento, por ignorância e também por má-fé. Fazer esse trabalho é extremamente necessário. A gente vive numa sociedade extremamente machista na qual a violência contra a mulher está aí colocada e não dá para discutir isso sem falar da desigualdade entre homem e mulher.

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