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Os cinco livros que mudaram minha vida

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Marília Cardoso, no Tramp

Sou uma leitora voraz. Adoro ler, principalmente livros que me ensinem algo. Nada contra romances e aventuras, mas o que eu gosto mesmo é de terminar um livro cheia de novos insights para o meu trabalho e para a vida como um todo.

Nesse sentido, um livro que me marcou muito foi Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, de Yuval Noah Harari, um historiador brilhante que conta a história da humanidade desde os tempos da pedra, mostrando a idiossincrasias do comportamento humano. Ao longo das páginas, somos constantemente surpreendidos por reflexões que fazem total sentido, mas que nunca paramos para pensar porque as coisas são como são.

Outro livro capaz de nos fazer pensar muito é Modernidade Líquida, de Zygmunt Bauman, um sociólogo polonês que define o mundo pós-modernidade como líquido. Segundo ele, hoje as coisas são tão rápidas e efêmeras, que não há tempo suficiente para se solidificar. Isso se estende também às relações, onde ao menor sinal de “defeito”, pessoas são descartadas tal qual como objetos defeituosos.

Na linha de psicologia, uma das minhas paixões, gostei muito de Mindset: A nova psicologia do sucesso, de Carol Dweck. A psicóloga conclui que há dois tipos de pessoas: as de mindset fixo e as de mindset de crescimento. Quem tem um pensamento fixo, costuma ser rígido e dar pouco valor ao esforço. Já as pessoas com mentalidade voltada ao crescimento tendem a transformar adversidades presentes em sucessos futuros, crescendo com as próprias superações.

Como trabalho com inovação, um livro obrigatório na minha estante é Organizações Exponenciais, de Salim Ismail. O autor desvenda os segredos das empresas de crescimento exponencial, demonstrando quais são os requisitos necessários para quem deseja escalar uma empresa. Além de uma leitura deliciosa e envolvente, muitos cases super interessantes são apresentados.

Para terminar, um dos meus gêneros favoritos: biografia. A que eu me apaixonei mais recentemente foi a de Elon Musk. O empresário obstinado a levar o homem para Marte dá uma série de lições sobre perseverança e foco, mostrando que é preciso muita dedicação e empenho para se chegar onde se deseja. Independentemente de gostar dele ou não, o livro compensa principalmente pelos aprendizados que ficam nas entrelinhas.

São tantos livros inspiradores que fica difícil escolher os cinco melhores. Termino essa reflexão morrendo de medo de estar sendo injusta com tantos outros que me ensinaram tanto. O bom é que haverá sempre uma ótima companhia na cabeceira da minha cama, me aguardando para horas e horas de grandes descobertas.

por Marília Cardoso, fundadora da InformaMídia, agência de comunicação, e sócia-fundadora da PALAS, consultoria de inovação e gestão

Profissionais apaixonados por leitura dão sugestões de livros para comprar no Dia Nacional do Livro

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Publicado na Exame

Hoje, 29 de outubro, comemora-se o Dia Nacional do Livro. Sabe-se que a leitura é um componente indispensável no processo de desenvolvimento intelectual, pois tem o poder de tornar as pessoas críticas e reflexivas. Contudo, para que tenha efeito, precisa ser um processo contínuo que se confunda até mesmo com o próprio fato de estar no mundo. Abrangendo não apenas a leitura da palavra, mas, todo e qualquer tipo de leitura que induza o indivíduo a compreender o mundo que o cerca. Ela é o melhor caminho para expandir o conhecimento tanto no campo do autoconhecimento, quanto do conhecimento de mundo.

Quem possui o hábito da leitura, torna-se mais analítico e contextual, aumentando a capacidade criativa e raciocínio lógico. O mestre e cirurgião doutor bucomaxilofacial, Fábio Sato, tem o hábito diário da leitura e acredita que isso fez com que ele se tornasse mais comunicativo e adquirisse cada vez mais conhecimento. “Eu costumo estar sempre lendo algo técnico por conta da minha especialidade, mas gosto muito de livros que contem a história nacional”, afirma o mestre.

O autor Laurentino Gomes é o preferido do Dr. Fábio Sato, que indica o 1808 para todos os brasileiros entenderem a chegada da Família Real no Brasil. “Grande parte do povo brasileiro só sabe o que aprendeu na escola, mas ler 1808 é um grande aprendizado sobre a história do nosso país e, ainda acredito, que faz muito sentido para entender os dias atuais”, explica o doutor.

Pedro Hermano, especialista em marketing digital, também é apaixonado pela leitura e prefere os livros mais técnicos, pois ajudam na profissão. Um dos livros que ele indica para quem quer começar na área de usabilidade web é o “Não Me Faça Pensar”, dos autores Steve Krug e Daniel Croce. Essa área é uma das principais dentro de qualquer estratégia online e um dos principais diferenciais hoje nas empresas.

Outro livro que o especialista gosta muito de ler e acha fundamental quem trabalha na área conhecer é o “Growth Hacker Marketing”, escrito por Ryan Holiday. “Um growth hacker utiliza dados para analisar e entender o comportamento de seus clientes para impulsionar o crescimento”, completa Pedro.

É possível perceber que o poder da leitura é transformador e esclarecedor, pois quem tem esse costume, consegue interpretar os conteúdos de uma melhor forma. Alberto Manguel afirma em seu livro “Uma História da Leitura, que todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, quase como respirar, é a nossa função essencial”.

Conheça as biografias de maior sucesso no momento

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Publicado no UOL

Biografia é o gênero favorito de muito leitor. É bem interessante ler sobre a vida de alguém que a gente já admira. E, ultimamente, foram lançadas várias biografias interessantes, como a da atriz Fernanda Montenegro e da Irmã Dulce, recentemente canonizada. Fizemos uma seleção das biografias favoritas de quem compra livros pela Amazon. Confira.

Imagem: Amazon

Prólogo, ato, epílogo: Memórias

Neste livro, Fernanda Montenegro narra suas memórias numa prosa afetiva, cheia de inteligência e sensibilidade. Ela coloca no papel a saga de seus antepassados lavradores portugueses, do lado paterno, e pastores sardos, do lado materno.

Imagem: Amazon

Mauricio

Com mais de 80 anos de vida e quase 60 de carreira, Mauricio de Sousa tem uma história tão fascinante quanto os personagens da Turma da Mônica, que seguem encantando gerações de leitores.

Imagem: Amazon

Minha História

Nesta autobiografia, a primeira afro-americana a ocupar a posição de primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, conta sua vida ao lado de seu marido durante os anos em que Obama presidiu os Estados Unidos em alguns dos momentos mais angustiantes da história do país.

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Aprendizados: Minha caminhada para uma vida com mais significado

A caminhada de Gisele Bündchen começou no Rio Grande do Sul, numa casa com cinco irmãs, jogando vôlei e resgatando cães e gatos de rua. Nessa época, a carreira dos sonhos de Gisele estava bem longe das passarelas e mais próxima das quadras de vôlei. Mas, aos 14 anos, numa viagem a São Paulo, o destino colocou um olheiro em seu caminho.

Imagem: Amazon

Minha vida de menina

Da estagnação econômica ao surgimento de inúmeras modalidades de trabalho entre a escravidão e o regime salarial, Helena Morley compõe um painel multicolorido, desabusado e inconformista de um momento histórico singular no Brasil. De lambuja, o leitor é apresentado às inquietações de uma jovem espevitada às vésperas de um novo século.

Imagem: Amazon

Elis e eu: 11 anos, 6 meses e 19 dias com minha mãe

João Marcello Bôscoli resolveu escrever tudo ao alcance da sua memória e compartilhar como se cada leitor ou leitora fosse um amigo ou amiga com quem tem intimidade a tempo. Não houve pesquisa externa, consultas biográficas ou conversas; apenas suas lembranças.

Imagem: Amazon

A elegância do agora

Ao completar 80 anos, a empresária Costanza Pascolato revê sua trajetória associando memórias da sua vida a dicas de elegância e estilo. Sem perder charme e ternura, feminista sem fúria, foi à luta para ocupar espaços, defender suas paixões, ser respeitada e conseguir trabalho.

Imagem: Amazon

Leonardo da Vinci

Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo.

Imagem: Amazon

Uma Autobiografia

Este livro é um retrato contundente das lutas sociais nos estados unidos durante os anos 1960 e 1970 pelo olhar de uma das maiores ativistas de nosso tempo. Angela Davis, à época com 28 anos, narra a sua trajetória, da infância à carreira como professora universitária, interrompida por aquele que seria considerado um dos mais importantes julgamentos do século 20.

Imagem: Amazon

Irmã Dulce, a santa dos pobres

Entre tragédias pessoais e fatos inesperados, a vida de Irmã Dulce (1914-1992) sempre foi definida por reviravoltas: filha de uma família privilegiada, ela descobriu a fé e abandonou o conforto material, deixando as angústias do povo pobre penetrarem em seu coração. Mulher de senso prático, ela fez alianças com políticos e empresários controvertidos para abrigar doentes, construir um hospital e prover teto e educação para crianças abandonadas.

5 livros escritos em período de exílio

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Conheça as obras memoráveis que foram censuradas ao longo da História, juntamente com seus escritores

Publicado na Aventuras na História

1. O cavaleiro da esperança, de Jorge Amado (1942)

A obra foi escrita por Jorge Amado enquanto ele estave exilado em Buenos Aires e foi publicada originalmente na Argentina, em 1942, até que foi proibida e queimada por ordem do governo de Juan Domingo Perón.

O cavaleiro da esperança chegou no Brasil apenas em 1945, mas durante a ditadura militar voltou a ser censurado. A obra narra a trajetória de Luís Carlos Prestes.

2. Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões (1572)

Camões escreveu o clássico Os Lusíadas enquanto esteve excluso no Oriente, por conta de uma série de adversidades. Nesse período foi preso várias vezes e serviu ao lado das forças portuguesas. Na obra, o escritor enaltece a coragem dos portugueses ao explorarem o oceano Atlântico, em busca de encontrar uma nova rota para as Índias. Em Os Lusíadas, os navegadores enfrentam também deuses mitológicos, como Baco e Netuno.

3. Educação como prática da liberdade, de Paulo Freire (1967)

A obra foi escrita enquanto o autor esteve exilado no Chile, entre 1964 a 1969. O pensador aborda diversos temas como: liberdade, democracia e justiça. Para ele essas três palavras expressam um grande poder libertador e são um instrumento de transformação global do ser humano diante à sociedade. Além disso, estabelece ideais de coletivo e nacional de desenvolvimento para ativar a democracia.

4. Dentro da Noite Veloz, de Ferreira Gullar (1975)

Este volume de poemas apresenta uma grande carga política. A obra foi escrita enquanto o escritor esteve exilado por conta do regime militar no Brasil. O autor denuncia a desigualdade social eminente no país. Seus poemas apresentam aventura, perigo e mistério.

5. Convívio, de Dante Alighieri (1304 – 1307)

A obra foi escrita entre 1304 e 1307, enquanto o autor esteve exilado. O Convívio é composto por uma série de poemas sobre amor e filosofia, que podem ser interpretados como explicações filosóficas, literárias, morais e políticas desta época. O autor escolheu a língua italiana para que todos tivessem acesso ao conhecimento, não somente os letrados em latim.

6 livros para conhecer Olga Tokarczuk e Peter Handke, vencedores do Nobel

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Olga Tokarczuk e Peter Handke, vencedores de 2018 e 2019, respectivamente (Foto: Reprodução Nobel Media)

Escritores receberam prêmios de 2018 e 2019, respectivamente

Giuliana Viggiano, na Galileu

Um escândalo envolvendo participantes do comitê do Prêmio Nobel atrasou a consagração da escritora polonesa Olga Tokarczuk, que deveria ter sido laureada em no ano passado. Mas, ao que parece, são águas passadas: ela e seu colega de profissão, Peter Handke, receberam as honrarias de 2018 e 2019, respectivamente.

A Academia ressaltou a imaginação narrativa de Tokarczuk, que “com paixão enciclopédica, representa o cruzamento de fronteiras como uma forma de vida”. Já Handke teve seu trabalho descrito como influente e engenhoso, pois explora “a periferia e a especificidade da experiência humana”.

Como sabemos que nossos leitores curtem literatura e amam ficar antenados nas novidades, a GALILEU separou três livros de cada um desses escritores para conhecer melhor o trabalho deles. Confira:

Olga Tokarczuk

1. Escrituras de Jacó, 2014
Ainda sem tradução para o português, esta obra de Tokarczuk lhe rendeu o maior Prêmio Nike, o mais importante da Polônia. No livro, o leitor é conduzido a buscar Jacob Frank, uma figura histórica controversa do século 18. A jornada passa por cenas dos impérios Habsburgo e Otomano e pela Comunidade Polaco-Lituana.

Ao longo da história, descobre-se que Frank é o líder de um grupo misterioso e herético de judeus — que, anteriormente, já seguira o Islã e o Catolicismo. O livro é narrado pelos seguidores do “messias”, destacando suas proezas e boas ações.

A obra, apesar de muito elogiada pela crítica, rendeu a Tokarczuk ameaças de morte por parte de grupos extremistas da Polônia. Isso porque, para os membros da direita, o romance histórico desafia a “pureza” das origens polonesas.

2. Sobre os ossos dos mortos, 2009
Um suspense eletrizante, este livro consagrou Tokarczuk e está na lista do The Guardian de melhores livros do século 21. A história se passa em uma remota vila polonesa, onde a protagonista, Janina, trabalha como tradutora e caseira de casas de verão.

A mulher é famosa na região por amar estudar astrologia — e por simpatizar muito mais com animais do que com seres humanos. Sua personalidade reclusa se torna um problema quando uma série de assassinatos macabros começam a ocorrer no vilarejo.

Janina decide investigar os acontecimentos, pois tem certeza de que sabe quem é o autor dos crimes. Nessa obra, o leitor é levado a uma jornada que mistura investigação policial com um intenso suspense psicológico.

3. Os vagantes, 2007
O livro que tornou Tokarczuk a primeira pessoa da Polônia a vencer o Man Booker Prize é um conjunto de contos. Em cada uma das histórias, o leitor conhece um viajante que, por motivos tão diversos quanto curiosos, se vê na necessidade de sair de sua casa para explorar o mundo.

Em uma das histórias, por exemplo, a autora conta a jornada de uma jovem que se vê obrigada a voltar à Polônia com um objetivo peculiar: envenenar seu ex-namorado, que está em estado terminal. Em outra parte do livro, conhecemos a vida de uma mulher que largou tudo para ir morar em Moscou e vagar pelas estações de metrô da cidade.

Falando sobre vida e morte, a escritora mistura relatos que conheceu em suas próprias viagens com uma dose de imaginação para criar um livro intenso e reflexivo, mas nem por isso menos divertido.

Peter Handke

1. Asas do desejo, em parceria com Wim Wenders, 1987

Handke se uniu ao seu amigo e parceiro de longa data, Wenders, para escrever o roteiro, que se tornou um dos clássicos do cinema franco-alemão. A narrativa é situada em Berlim, na época em que o Muro que dividia o país ainda existia.

Dois anjos têm a tarefa de observar os humanos, mas não conseguem sentir ou se emocionar como nós. Eles veem tudo o que acontece com os berlinenses, até mesmo ouvir seus pensamentos e confortá-los em momentos difíceis.

A história se complica quando um desses representantes divinos se apaixona por uma trapezista humana – para viver tal romance, precisará abrir mão sua condição de anjo e se tornar mortal.

2. Offending the audience (“Ofendendo a audiência”, em tradução livre), 1969
Neste texto dramático, Handke abusa da metalinguagem para deixar claro aos espectadores que, apesar de estarem em um teatro, aquilo que está sendo apresentado não é uma peça.

A história por si só não tem um grande clímax ou desfecho, a genialidade do autor se mostra na construção de um texto que fala sobre teatro dentro do próprio teatro, convidando o espectador a participar de sua evolução.

3. Die hornissen (“As vespas”, em tradução livre), 1966
Esta foi a primeira obra publicada por Handke, também um texto teatral. Nele, o narrador conta a história de seus dois irmãos, que brincavam nas margens de um rio quando se afogaram e morreram.

O terceiro irmão, que narra a história, fica cego naquele mesmo dia e inicia uma rotina na qual repassa as percepções e sensações daquela tarde, tentando compreender melhor o que ocorrera com eles. A narrativa é um belo mosaico de acontecimentos que conduz o leitor a caminhos cheios de reviravoltas.

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