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Os 10 livros que todo estudante de jornalismo deve ler

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Jonatan Silva, na Contracapa

O jornalismo – assim como a maioria dos trabalhos com a escrita – se aprende lendo. Por isso, selecionei 10 livros que considero indispensáveis para qualquer estudante de jornalismo – e também para os jornalistas que já deixaram passar essas pequenas pérolas.

Hiroshima – John Hershey (1946)

Vencedor do Prêmio Pulitzer, Hiroshima foi um dos primeiros trabalhos a explorar o Japão pós-guerra. O material foi coletado por Hershey na cidade que dá nome ao livro e conta o dia a dia de sobreviventes à bomba, retratando o antes e o depois do incidente. Hiroshima fou publicado pela primeira vez na edição de 31 de agosto de 1946 da revista New Yorker. Posteriormente, o autor voltou à cidade para conversar com os personagens.

A Sangue frio – Truman Capote (1954)

A Sangue frio, assim como Hiroshima, nasceu para ser uma reportagem, mas acabou por se tornar um dos pilares do jornalismo literário. Quando Capote foi convidado para escrever uma matéria sobre o assassinado da família Clutter, no Kansas, em 1959, ele já era um romancista renomado. Aos poucos, o escritor foi se envolvendo mais e mais no caso e suas “investigações” duraram 5 anos.

A Mulher do próximo – Gay Talese (1981)

Após mais de oito anos de pesquisa e um casamento quase arruinado, A Mulher do próximo se revela uma das empreitadas mais ambiciosas do jornalista norte-americano Gay Talese. O mote principal da outra é remontar a história da literatura erótica e das publicações como a revista Playboy por meio dos seus antessentes históricos.

A Feijoada que derrubou o governo – Joel Silveira (2004)

O texto que dá nome à coletânea de relatos de Joel Silveira mostra as articulações em um jantar para derrubar o governo de João Goulart. Mas o livro vai além e é um reflexo da política brasileira visto por um dos jornalistas mais brilhantes. O olha de Joel é lúcido, capaz de perceber os nuances da cena política como poucos fizeram.

Abusado – Caco Barcellos (2003)

Pérola do jornalismo literário contemporâneo, Abusado remonta o cotidiano do tráfico de drogas no morro Santa Marta, no Rio de Janeiro. A percepção de Barcellos vai além da situação que vê pela ótica jornalística, mas percebe também o poder que o Comando Vermelho tem sobre os moradores e a criação de um nova geração de criminosos.

Os Sertões – Euclides da Cunha (1902)

Muito antes de existir o termo “jornalismo literário”, o escritor Euclides da Cunha já transformava a Guerra de Canudos em um exemplo do gênero. (mais…)

Os 10 livros que todo estudante de direito deve ler

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Jonatan Silva, na Contracapa

A Contracapa selecionou 10 livros de literatura que todo estudante de direito deveria ler. Confira a lista.

Crimes – Ferdinand von Schirach

Advogado criminalista e leitor voraz, von Schirach recria no seu primeiro livro muito dos casos que vivenciou em tribunais alemãs. O grande feito de Crimes está no poder de argumentação e persuasão apresentado pelo autor. Lançado em 2009, vendeu mais de 400 mil exemplares na Alemanha.

Culpa – Ferdinand von Schirach

Segundo e mais recente livro de von Schirach lançado no Brasil, Culpa retorna à estética de Crimes e permite ao leitor entrar em um universo incrível. Assim como na obra anterior, o autor usa da própria experiência delimitar o que é culpa perante o tribunal.

O Processo – Franz Kafka

Romance inacabado do escritor tcheco, O Processo é uma alegoria à culpa e à burocracia. Joseph K. se vê às voltas com uma acusação que não sabe qual é e repentinamente abandona o cotidiano suburbano que tinha.

Na Colônia penal – Franz Kafka

Novela magistral de Kafka, Na Colônia penal narra a macabra prisão em que os detentos têm gravado na pele a sua sentença. O escritor novamente dialoga com a burocracia e inscreve um ambiente mórbido, beirando o expressionismo.

Crime e castigo – Dostoievski

Um dos pilares da literatura mundial, Crime e castigo é a história do estudante Raskólnikov que, graças ao seu meio, comete um crime nas ruas de São Petersburgo. A sua salvação pode estar na teoria que criou para justificar seu ato. Os exemplos do pobre rapaz? César e Napoleão.

1984 – George Orwell

O ano é 1984 e a população é dominada por um partido que cria guerras para fomentar o lucro. As pessoas são proíbas de pensar e se relacionar com outras. Todos são vigiados pelo Grande Irmão. O partido possui o lema “Guerra é paz; liberdade é escravidão; ignorância é força”.

O Mercador de Veneza – Shakespeare

A peça foi escrita entre 1596 e 1598 e conta os dias de um mercador do século XVI que precisa se livrar de uma dívida com um judeu. O caso vai a julgamento quando o comerciante deixa o coração como garantia de pagamento.

O Estrangeiro – Albert Camus

Mersault é um homem sem grandes qualidades, mas que se mantém alheio ao mundo que o cerca. A morte da mãe parece não tocá-lo. Sua única intensão é acabar com os trâmite burocráticos e voltar para casar para sair com a vizinha. O clímax do livro acontece quando Mersault mata um árabe em uma praia. A partir de então, o homem tem suas convicções testadas pela sociedade.

Laranja Mecânica – Anthony Burgess

Alex é um delinquente juvenil, capaz dos atos mais violentos. Depois de ser apanhado, o jovem é usado em um experimento de reabilitação. Aos poucos, Alex vai percebendo o ser humano que era e, como um ato de vingança, o passado retorna, mas, desta vez, ele próprio é a vítima.

Os Sofrimentos do jovem Werther – Goethe

A história de amor de Werther é também uma das mais trágicas, a ponto de causar uma onda de suicídio entre seus leitores. Considerado como o precursor do romantismo, Os Sofrimentos do jovem Werther é um dos pilares da literatura mundial.

Os 12 livros mais vendidos da história

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Carlos Willian Leite, na Revista Bula

Em 2012 a Revista Bula publicou o primeiro levantamento sobre os dez livros literários mais vendidos da história, em 2015 repetimos o levantamento utilizando os mesmos critérios do levantamento anterior — pouco se alterou em relação ao resultado de três anos antes: apenas a inversão na ordem de alguns dos livros mais vendidos e a inclusão de dois novos títulos à lista. A metodologia para se chegar ao resultado foi a mesma utilizada em 2012: consultamos reportagens, entidades editoriais, empresas de pesquisas de mercado e publicações especializadas. Livros religiosos, políticos, educacionais e de curiosidades como: “Bíblia Sagrada”, “Iluminatti: Sociedade Secreta”, “Corão”, “Dicionário Xinhua Zidian”, “A Arte da Guerra” e “Livro Guiness dos Recordes” não foram contabilizados, apenas livros literários.

Participaram do levantamento as publicações: “The Paris Review”, “Washington Post”, “Open Culture”, “The Guardian”, “Telegraph”, “Toronto Star”, “New York Times”, “Global Times”, “Financial Times”; as entidades editoriais International Publishers Association (IPA), European and International Booksellers Federation (EIBF) e International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA); e as empresas de auditagem e pesquisas de mercado Nielsen e a GfK.

Os livros, “Cinquenta Tons de Cinza” e “O Senhor dos Anéis”, apesar de terem sido publicados em mais de um volume — foram considerados como um livro único — porque, originalmente, seus autores os conceberam como obra única, diferentemente da série Harry Potter.

Embora não exista concordância sobre os números exatos do mercado de livros ao longo dos séculos, os levantamentos das publicações, instituições e empresas mencionadas, parecem ser o que mais se aproximam do consenso editorial.

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1 — Harry Potter e a Pedra Filosofal
(J.K. Rowling)
Publicado em 1997, “Harry Potter e a Pedra Filosofal” é o primeiro volume da série Harry Potter, da britânica J. K. Rowling. O livro narra a história de um garoto órfão que vive infeliz com seus tios. Até que, repentinamente, ele recebe uma carta contendo um convite para ingressar em uma famosa escola especializada em formar jovens bruxos. Estima-se que tenha vendido entre 850 e 950 milhões de cópias.

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2 — Dom Quixote
(Miguel de Cervantes)

Publicado em Madrid em 1605, “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, é composto de 126 capítulos, divididos em duas partes. O livro narra a história de Dom Quixote de La Mancha, um cavaleiro errante que perdeu a razão e, junto com seu fiel escudeiro Sancho Pança, vive lutas imaginárias. Estima-se que tenha vendido entre 600 e 630 milhões de cópias.

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3 — O Conde de Monte Cristo
(Alexandre Dumas)

Publicado em 1844, “O Conde de Monte Cristo é, juntamente com “Os Três Mosqueteiros”, a obra mais conhecida de Alexandre Dumas e uma das mais celebradas da literatura universal. O livro narra a história de um marinheiro que foi preso injustamente. Quando escapa da prisão, e toma posse de uma misteriosa fortuna e arma uma plano para vingar-se daqueles que o prenderam. Estima-se que tenha vendido entre 300 e 350 milhões de cópias.

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4 — Um Conto de Duas Cidades
(Charles Dickens)

Publicado em 1859, “Um Conto de Duas Cidades”, de Charles Dickens, é um romance histórico que trata de temas como culpa, vergonha e retribuição. O livro cobre o período entre 1775 e 1793, da independência americana até a Revolução Francesa. Dickens evita o posicionamento político, centrando a narrativa nas observações de cunho social. Estima-se que tenha vendido entre 280 e 300 milhões de cópias.

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5 — O Pequeno Príncipe
(Antoine de Saint-Exupéry)

Publicado em 1943, “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, é uma das obras mais traduzidas da história. Por meio de uma narrativa poética, o livro busca apresentar uma visão diferente de mundo, levando o leitor a mergulhar no próprio inconsciente. Estima-se que tenha vendido entre 250 e 270 milhões de cópias. (mais…)

14 livros que você deveria ler, segundo Mark Zuckerberg

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Publicado no Olhar Digital

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, fez uma lista com 14 livros que ele considera que todo mundo deveria ler. Ele inclusive criou o clube do livro “A Year of Books”, em que discute os livros que está lendo com membros da rede social. Confira a lista abaixo.

‘The Muqaddimah’, de Ibn Khaldun
O livro foi escrito em 1377 pelo historiador islâmico Ibn Khaldun e tenta despir preconceitos de registros históricos e encontrar elementos universais sobre o progresso da humanidade.

‘Sapiens: uma breve história da humanidade’, de Yuval Harari Noah
Publicado pela primeira vez em 2014, “Sapiens” é um aclamado best-seller que conta a evolução do Homo Sapiens. Zuckerberg escreveu que ‘Sapiens’ é uma perspectiva contemporânea ao que é em ‘The Muqaddimah’.

‘The New Jim Crow’, de Michelle Alexander
A professora de direito da Universidade Estadual de Ohio Michelle Alexander abre a discussão da “Guerra às Drogas” em seu livro e conta a criação de uma cultura que criminaliza população negra.

‘O fim do poder’, de Moisés Naím
Naím é ex-diretor executivo do Banco Mundial e membro sênior do Carnegie Endowment for International Peace. Em seu livro, ele faz uma investigação histórica sobre a mudança de poder em governos autoritários, militares e de grandes empresas sobre a população.

‘Criatividade S.A.’, de Ed Catmull
O livro conta a história da Pixar e é escrito por um dos seus fundadores. A história intercala a narrativa com lições de gestão e empreendedorismo.

‘Os anjos bons da nossa natureza’, de Steven Pinker
No livro, Pinker estuda como a violência tem diminuído ao longo do tempo, apesar de ser ampliada pelo noticiário e mídia social. Vale ressaltar que Bill Gates também considera esse livro como um dos melhores que já leu. (mais…)

8 livros brasileiros que vão mudar a sua vida

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(Foto: flickr - creative commons / Juan Carlos Mejía)

(Foto: flickr – creative commons / Juan Carlos Mejía)

Publicado na Galileu

Pedimos aos nossos leitores, através das redes sociais, recomendações de livros escritos por autores brasileiros. Mas livros especiais, que haviam mudado a vida das pessoas e que eles recomendavam. Confira aqui algumas das melhores indicações:

Senhora – José de Alencar (por Aline Goulart)

“Me fez ver como ‘amor e ódio andam juntos’, e como o pódio da vingança depois de alcançada não resta nada além da solidão. Fora que é digno de filme estilo Hollywood”

Meu pé de laranja lima – José Mauro de Vasconcelos (por Rita Burnatowiski)

“O primeiro que li e que me despertou para esse universo maravilhoso”

Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis ( por Will Conserva)

“Simplesmente me fez ver a vida de uma perspectiva que eu jamais vi, me inspira como compositor, nas minhas tentativas de ser escritor. Machado de Assis foi um ser humano fantástico”

O Alienista – Machado de Assis (por Patrick Castilho)

“Porque faz uma reflexão sobre os hábitos e costumes que temos como ‘normais’. Estes que usamos como parâmetros para julgar as outras culturas como exóticas, loucas e bárbaras”

Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres – Clarice Lispector (por Clarissa Olivares)

Identificação resume. Além de amar o mar – presença forte na obra da Clarice -, a narrativa poética (ainda que em prosa) da autora me encanta. Destaque para o trecho: “Aí estava o mar, a mais ininteligível das existências não-humanas. E ali estava a mulher, de pé, o mais ininteligível dos seres vivos.(…)” até “(…) O sal, o iodo, tudo líquido deixam-na por uns instantes cega, toda escorrendo – espantada de pé, fertilizada.”(pág. 91/92)

Grande sertão: veredas – Guimarães Rosa (também por Clarissa Olivares)

Fiquei pensando em “Guimarês” por uns 20 dias (rs), pela narrativa cheia de neologismos que coloca o leitor ainda mais dentro do universo do sertão. Ainda trago comigo vários trechos. Destaco este: “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”

Capitães da areia – Jorge Amado (por Mayara Freitas)

Mudou minha vida porque foi através dele que despertei para o hábito da leitura.

Éramos Seis – Maria José Dupré (por Valéria Lisboa)

Li, menina, pequena, e me encantei com aquele mundo caseiro, a Avenida Angélica, a São Paulo antiga, a família, o amor da Dona Lola e a sua abnegação pelos filhos…Li e reli. Inúmeras vezes. Sinto saudade da menina que fui e das histórias em que acreditei, piamente, durante a minha primeira infância. Tudo tão pueril! E tão mais bonito…

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