listas

Leituras recomendadas: 3 livros para ler antes de começar uma faculdade

0
Fonte: Shutterstock

Fonte: Shutterstock

Inspire-se a dar seus primeiros passos na universidade com três dicas literárias

Publicado na Universia Brasil

Durante o Ensino Médio, é comum que os professores passem uma lista com títulos da literatura nacional – geralmente os clássicos – para ajudar os estudantes a se prepararem para os vestibulares. Embora a intenção seja boa, esta obrigatoriedade costuma desmotivar alguns jovens que, depois do último ano na escola, abandonam o hábito da leitura.

No entanto, a literatura pode ensinar muitas coisas além dos conteúdos exigidos pelo Enem e demais exames do segundo semestre. Por esta razão, a Universia Brasil reuniu três livros que podem te passar grandes ensinamentos que serão muito úteis para a sua preparação antes da primeira semana de aulas na faculdade. Confira a seguir e boa leitura:

“Eu sou Charlotte Simmons”, de Tom Wolfe

A expectativa de começar uma vida nova num cenário cheio de novidades costuma atrapalhar ou, ao menos, confundir alguns estudantes nos primeiros meses de faculdade. Este foi o caso de Charlotte Simmons, uma garota da zona rural da Carolina do Norte que foi aceita na renomada – e fictícia – Universidade de Dupont. Focada nos estudos, ela percebe que nem todos os seus colegas têm os mesmos objetivos e começa a se encantar com esta nova perspectiva. Para os críticos, esta obra, além de pertencer a um dos maiores cronistas americanos, retrata ironicamente a juventude do início do século XXI.

“Anna Karenina”, de Liev Tolstói

Um clássico da literatura russa, “Anna Karenina”, pode ser o primeiro romance desafiador que você lerá depois da escola. Nas pouco mais de 800 páginas, Tolstói conta o romance proibido de Anna, uma mulher casada, com o sedutor Vronski. No cenário da Rússia nos tempos dos czares, o autor questiona o que é justiça social apresentando uma história na qual a destruição e as mentiras estão muito presentes.

“Faça acontecer”, de Sheryl Sandberg

Você provavelmente já ouviu ou participou de uma discussão sobre a equidade de gênero. Neste livro, a diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, compartilha as dificuldades que ela enfrentou no mercado de trabalho, apresentando estatísticas e relatos pessoais sobre como ela superou cada um dos obstáculos. “Faça acontecer” pode te introduzir a essas discussões que estão cada vez mais presentes nas universidades e ainda te incentivar a correr atrás dos seus sonhos apesar dos empecilhos.

Os 35 livros que todos deviam ler pelo menos uma vez na vida

2
478092

Shutterstock

Publicado no SOL

Por muito que gostemos de livros de ficção científica, policiais ou romances, algumas obras transcendem o gênero e tornam-se ‘leituras obrigatórias’.

O fórum Reddit perguntou aos seus utilizadores ‘ qual o livro que todas as pessoas deviam ler pelo menos uma vez na vida’, chegando assim ao top das 35 obras. A revista Time compilou a informação e fez uma lista:

– ‘Zen and the Art of Motorcycle Maintenance’, de Robert M. Pirsig;

– ‘Era Uma Vez em Watership Down’, de Richard Adams;

– ‘A Última Aula’, de Randy Pausch and Jeffrey Zaslow;

– ‘Breve História de Quase Tudo’, de Bill Bryson;

– ‘Em Busca de Sentido’, de Viktor Frankl;

– ‘A Guerra Eterna’, de Joe Haldeman;

– ‘Cosmos’, de Carl Sagan;

– ‘Bartleby, o Escriturário’, de Herman Melville;

– ‘Maus: A Survivor’s Tale’, de Art Spiegelman;

– ‘Por Quem os Sinos Dobram’, Ernest Hemingway;

– ‘Kafka à beira-mar’, Haruki Murakami;

– ‘O Principezinho’, de Antoine de Saint-Exupéry;

– ‘A Estrada’, de Cormac McCarthy;

– ‘100 Anos de Solidão’, de Gabriel García Márquez;

– ‘A Leste do Paraíso’, John Steinbeck;

– ‘Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas’, de Dale Carnegie;

– ‘Crime e Castigo’, de Fiódor Dostoiévski;

– ‘Os Irmãos Karamazov’, de Fiódor Dostoiévski;

– ‘O Estrangeiro’, de Albert Camus;

– ‘Dune’, de Frank Herbert;

– ‘Crónica de uma Serva’, de Margaret Atwood;

– ‘Anne de Green Gables’, de L. M. Montgomery;

– ‘Fahrenheit 451’, de Ray Bradbury;

– ‘A Árvore Generosa’, de Shel Silverstein;

– ‘Na Sombra e no Silêncio’, de Harper Lee; (mais…)

9 livros que Steve Jobs achava que todos deveriam ler

0
Steve Jobs , cofundador da Apple (Foto: Getty Images)

Steve Jobs , cofundador da Apple (Foto: Getty Images)

O fundador da Apple passou sua vida adulta aprendendo o que significa ser humano lendo esta série de livros

Publicado na Época Negócios

“A razão pela qual a Apple é capaz de criar produtos como o iPad é porque nós sempre tentamos ser a interseção entre tecnologia e artes liberais”, disse Jobs uma vez.

Em um artigo, a Business Insider listou os livros que tiveram a maior influência sobre Jobs e seu trabalho – assim como seu legado.

Rei Lear – William Shakespeare
Jobs começou a ler Shakespeare no final do ensino secundário. Esta tragédia teatral conta a história de um monarca envelhecido que vai sucumbindo à loucura, após ser traído ao dividir seu reino entre duas de suas três filhas.

Moby Dick – Herman Melville
Clássico conto de uma tripulação em sua busca por uma baleia branca, Moby Dick era um dos livros favoritos de Jobs. Em sua biografia, “Jobs”, o autor Walter Isaacson compara Jobs ao capitão Ahab, um dos personagens mais orientados e obstinados da literatura.

Poemas reunidos de Dylan Thomas – Dylan Thomas
Em “Como pensar como Steve Jobs”, o autor Daniel Smith diz que a poesia de Thomas “captou sua atenção com suas maravilhosas novas formas e seu apelo irresistivelmente popular”. O poema de Thomas “Não entre docemente naquela noite” teria sido um dos favoritos de Jobs.

Esteja aqui agora – Ram Dass
“Foi profundo”, disse Jobs sobre este guia de meditação e seus relatos de encontros com metafísicos do Sul da Ásia. Ele leu este livro em seu primeiro ano da faculdade e disse que “me transformou assim como vários dos meus amigos”.

Diet for a small planet – Frances Moore Lappe
Jobs leu este livro popular sobre vegetarianismo rico em proteínas em seu primeiro ano na faculdade. “Foi quando eu decidi não comer mais carne”, disse.

Sistema de cura da dieta sem muco – Arnold Ehret
Ehret, um educador alemão no início do século 20, recomenda práticas como jejum intermitente de sucos. “Eu adotei essa dieta no meu estilo meio estranho”, disse Jobs. Ele começou a tentar uma série de dietas extremas a partir da faculdade.

Autobriograph of an Yogi – Paramahansa Yogananda
Jobs leu este livro escrito por um guru de yoga indiano no ensino secundário e depois voltou a lê-lo quando ficou em uma pousada ao pé do Himalaia, na Índia. A partir de então, passou a relê-lo a cada ano.

Zen Mind, Beginner’s Mind – Shunryu Suzuki
Nos anos 1970, Jobs participou de aulas dadas pelo monge japonês que escreveu este livro. “Zen tem sido uma profunda influência em minha vida deste então”, disse.

O dilema da Inovação – Clayton M. Christensen
Este livro ensinou a Jobs que companhias algumas vezes precisam interromper seu processo e se questionar. “É importante que nós façamos essa transformação, por causa do que Clayton Christensen chama de dilema da inovação, no qual as pessoas que inventam alguma coisa normalmente são as últimas a enxergar além, e nós certamente não queremos ser deixados para trás”, disse.

Os 10 livros que todo estudante de jornalismo deve ler

1

gay-talese-1-20152807

Jonatan Silva, na Contracapa

O jornalismo – assim como a maioria dos trabalhos com a escrita – se aprende lendo. Por isso, selecionei 10 livros que considero indispensáveis para qualquer estudante de jornalismo – e também para os jornalistas que já deixaram passar essas pequenas pérolas.

Hiroshima – John Hershey (1946)

Vencedor do Prêmio Pulitzer, Hiroshima foi um dos primeiros trabalhos a explorar o Japão pós-guerra. O material foi coletado por Hershey na cidade que dá nome ao livro e conta o dia a dia de sobreviventes à bomba, retratando o antes e o depois do incidente. Hiroshima fou publicado pela primeira vez na edição de 31 de agosto de 1946 da revista New Yorker. Posteriormente, o autor voltou à cidade para conversar com os personagens.

A Sangue frio – Truman Capote (1954)

A Sangue frio, assim como Hiroshima, nasceu para ser uma reportagem, mas acabou por se tornar um dos pilares do jornalismo literário. Quando Capote foi convidado para escrever uma matéria sobre o assassinado da família Clutter, no Kansas, em 1959, ele já era um romancista renomado. Aos poucos, o escritor foi se envolvendo mais e mais no caso e suas “investigações” duraram 5 anos.

A Mulher do próximo – Gay Talese (1981)

Após mais de oito anos de pesquisa e um casamento quase arruinado, A Mulher do próximo se revela uma das empreitadas mais ambiciosas do jornalista norte-americano Gay Talese. O mote principal da outra é remontar a história da literatura erótica e das publicações como a revista Playboy por meio dos seus antessentes históricos.

A Feijoada que derrubou o governo – Joel Silveira (2004)

O texto que dá nome à coletânea de relatos de Joel Silveira mostra as articulações em um jantar para derrubar o governo de João Goulart. Mas o livro vai além e é um reflexo da política brasileira visto por um dos jornalistas mais brilhantes. O olha de Joel é lúcido, capaz de perceber os nuances da cena política como poucos fizeram.

Abusado – Caco Barcellos (2003)

Pérola do jornalismo literário contemporâneo, Abusado remonta o cotidiano do tráfico de drogas no morro Santa Marta, no Rio de Janeiro. A percepção de Barcellos vai além da situação que vê pela ótica jornalística, mas percebe também o poder que o Comando Vermelho tem sobre os moradores e a criação de um nova geração de criminosos.

Os Sertões – Euclides da Cunha (1902)

Muito antes de existir o termo “jornalismo literário”, o escritor Euclides da Cunha já transformava a Guerra de Canudos em um exemplo do gênero. (mais…)

Os 10 livros que todo estudante de direito deve ler

0

dostoievski_

Jonatan Silva, na Contracapa

A Contracapa selecionou 10 livros de literatura que todo estudante de direito deveria ler. Confira a lista.

Crimes – Ferdinand von Schirach

Advogado criminalista e leitor voraz, von Schirach recria no seu primeiro livro muito dos casos que vivenciou em tribunais alemãs. O grande feito de Crimes está no poder de argumentação e persuasão apresentado pelo autor. Lançado em 2009, vendeu mais de 400 mil exemplares na Alemanha.

Culpa – Ferdinand von Schirach

Segundo e mais recente livro de von Schirach lançado no Brasil, Culpa retorna à estética de Crimes e permite ao leitor entrar em um universo incrível. Assim como na obra anterior, o autor usa da própria experiência delimitar o que é culpa perante o tribunal.

O Processo – Franz Kafka

Romance inacabado do escritor tcheco, O Processo é uma alegoria à culpa e à burocracia. Joseph K. se vê às voltas com uma acusação que não sabe qual é e repentinamente abandona o cotidiano suburbano que tinha.

Na Colônia penal – Franz Kafka

Novela magistral de Kafka, Na Colônia penal narra a macabra prisão em que os detentos têm gravado na pele a sua sentença. O escritor novamente dialoga com a burocracia e inscreve um ambiente mórbido, beirando o expressionismo.

Crime e castigo – Dostoievski

Um dos pilares da literatura mundial, Crime e castigo é a história do estudante Raskólnikov que, graças ao seu meio, comete um crime nas ruas de São Petersburgo. A sua salvação pode estar na teoria que criou para justificar seu ato. Os exemplos do pobre rapaz? César e Napoleão.

1984 – George Orwell

O ano é 1984 e a população é dominada por um partido que cria guerras para fomentar o lucro. As pessoas são proíbas de pensar e se relacionar com outras. Todos são vigiados pelo Grande Irmão. O partido possui o lema “Guerra é paz; liberdade é escravidão; ignorância é força”.

O Mercador de Veneza – Shakespeare

A peça foi escrita entre 1596 e 1598 e conta os dias de um mercador do século XVI que precisa se livrar de uma dívida com um judeu. O caso vai a julgamento quando o comerciante deixa o coração como garantia de pagamento.

O Estrangeiro – Albert Camus

Mersault é um homem sem grandes qualidades, mas que se mantém alheio ao mundo que o cerca. A morte da mãe parece não tocá-lo. Sua única intensão é acabar com os trâmite burocráticos e voltar para casar para sair com a vizinha. O clímax do livro acontece quando Mersault mata um árabe em uma praia. A partir de então, o homem tem suas convicções testadas pela sociedade.

Laranja Mecânica – Anthony Burgess

Alex é um delinquente juvenil, capaz dos atos mais violentos. Depois de ser apanhado, o jovem é usado em um experimento de reabilitação. Aos poucos, Alex vai percebendo o ser humano que era e, como um ato de vingança, o passado retorna, mas, desta vez, ele próprio é a vítima.

Os Sofrimentos do jovem Werther – Goethe

A história de amor de Werther é também uma das mais trágicas, a ponto de causar uma onda de suicídio entre seus leitores. Considerado como o precursor do romantismo, Os Sofrimentos do jovem Werther é um dos pilares da literatura mundial.

Go to Top