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Após mais de 40 anos, Livraria Camões, no Centro do Rio, encerra suas atividades

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Livros estão sendo vendidos com descontos | Nelson Lima Neto

Nelson Lima Neto, no Blog do Ancelmo Gois

A vida da Livraria Camões, a histórica loja que há mais de 40 anos ocupa o mesmo espaço no Edifício Central, na Av. Rio Branco, encerra-se hoje. Durante os últimos dias, como se vê na foto, a loja colocou os livros à venda com descontos que fizeram o movimento triplicar — no horário do almoço, ficava difícil até circular pelo salão. Será o fim da última livraria física no Rio dedicada à literatura portuguesa.

Desde 2014, o espaço foi assumido pela editora Almedina, que passou a oferecer suas edições de livros, a maioria sobre especialidades como o Direito, Ciências Sociais e Humanos, e Economia.

Conheça duas duas livrarias na China de tirar o fôlego

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Projeto assinado pelo escritório Alberto Caiola Design funciona como livraria, café e loja de móveis (Foto: Reprodução)

Projetos impressionam pelo toque de ousadia ao repensar a experiência da compra de livros

Maria Beatriz Gonçalves, na Casa e Jardim

A combinação de livraria e café é bastante comum mundo afora. Mas dois projetos recentes na China redefiniram o conceito de livraria contemporânea com consideráveis níveis de ousadia.

Multifuncionais, os arcos funcionam como divisores de espaço, como estante e até apoio para o caixa. (Foto: Reprodução)

Na Harbook, em Hangzhou, o escritório Alberto Caiola Design criou arcos que são o grande destaque do projeto. Multifuncionais, eles são usados como divisores de espaço, como estante e até apoio para o caixa. Com 600 m², o espaço é dividido em livraria, café e showroom de móveis de design.

Outra livraria bem enfeitada e extravagante é a rede do editor de livros Jin Hao, de Xangai. Para enfrentar a concorrência (vinda principalmente das lojas virtuais), Jin convidou o designer Li Xiang, da XL-Muse, para ajudá-lo a reimaginar o espaço de 930 m². Tetos espelhados e estantes coloridas marcam os abientes inspirados na natureza.

Tetos espelhados e estantes coloridas marcam o espaço, inspirado na natureza. (Foto: Reprodução) 

Não importa se os livros estão em decadência ou voltando com tudo, são dois lugares para gastar um tempo a mais.

Travessa: uma das melhores livrarias do Brasil chegou a Lisboa

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Fica no Príncipe Real e tem uma curadoria e programação cultural cuidada.

Ricardo Farinha, no NIT

Rui Campos tinha 19 anos quando se mudou para o Rio de Janeiro, no Brasil, vindo de Belo Horizonte. Era o ano de 1975 e a ditadura ainda era uma realidade naquele país, pelo que o trabalho de livreiro não era fácil.

Na loja tentavam comprar livros a editoras de vários países, incluindo Portugal, mas muitos autores e temas eram proibidos e os exemplares acabavam por ficar na alfândega. Essa primeira livraria onde trabalhou, a Muro, acabou por fechar. Em 1986 Rui Campos lançava o próprio negócio, na Travessa do Ouvidor, e foi assim que ficou batizada a Livraria da Travessa.

O resto, como se costuma dizer, é história. No Brasil existem oito espaços atualmente e a 18 de maio foi inaugurada a primeira fora do país — o local escolhido foi o Príncipe Real, em Lisboa. Está integrada no piso térreo da Casa-Pau Brasil, que já era conhecida por acolher várias marcas brasileiras de diferentes áreas.

São paredes e paredes com estantes com livros, num espaço de 300 metros quadrados que pretende receber apresentações e tertúlias com regularidade, entre outras iniciativas culturais.

As obras estão divididas em áreas como Literatura, Fotografia, Arquitetura, Artes, Ciências Humanas ou Biografias. Apesar de haver bastantes autores brasileiros — como Vinicius de Moraes, Machado de Assis, Chico Buarque, Caetano Veloso, Jorge Amado ou Milton Hatoum —, os portugueses também estão em destaque na Travessa.

Nas várias estantes podemos encontrar livros de nomes como Antônio Lobo Antunes, Mia Couto, Alexandra Lucas Coelho, Miguel Torga ou Eça de Queirós, entre outros.

Nas próximas semanas, vai ser instalada uma cafeteria no espaço, que será explorada pela Brigadeirando, que serve brigadeiros e vai ter sumos brasileiros naturais. A Travessa pode ser visitada todos os dias: de segunda-feira a sábado entre as 10 e as 22 horas, sendo que aos domingos abre mais tarde, pelas 11 horas, e fecha mais cedo, às 20 horas.

A tendência na capital portuguesa tem sido mais o encerramento das livrarias, mas o negócio da Travessa parece estar a correr bem. Depois desta, Rui Campos vai abrir a sua décima livraria em São Paulo.

Livraria Blooks abrirá loja no Paço Imperial, onde funcionava a Arlequim

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Livraria Arlequim, no Paço Imperial, fecha as portas no dia 18 de maio Foto: Gustavo Miranda / Agência O Globo

Anúncio foi feito no dia 28 nas redes sociais; loja inicia suas atividades dia 1º de julho

Publicado em O Globo

RIO — O Paço Imperial terá uma nova livraria a partir do próximo 1º de julho. Após o fechamento da tradicional Arlequim no último dia 18 de maio, o centro cultural abrigará uma loja da Blooks. O anúncio foi feito pelo antigo dono da Arlequim, Ronald Iskin, e a dona da Blooks, Elisa Ventura, em suas redes sociais.

A Blooks ficará no mesmo espaço em que a Arlequim funcionou nos últimos 25 anos.

“Num momento em que acompanhamos livrarias e outras atividades voltadas à produção cultural encerrando suas atividades, é motivo de muito otimismo sabermos que o Paço Imperial segue dedicando sua área de lojas à difusão de produtos culturais de alto nível e relevância”, escreveram Ronaldo e Elisa.

O Centro do Rio, cuja tradição de livrarias remete aos tempos de Machado de Assis — frequentador da Garnier, na Rua do Ouvidor — vem sofrendo com o fechamento de importantes lojas do ramo nos últimos anos . Em março deste ano, a Travessa teve que fechar sua loja na Avenida Rio Branco, pois o espaço, que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, avisou que o prédio vai entrar em obras.

No ano passado, a Livraria Cultura da Rua Senador Dantas encerrou as atividades após seis anos funcionando no local. O fechamento ocorreu pouco antes de a rede entrar com pedido de recuperação judicial, devido à crise do mercado editorial. Também fecharam as portas nos últimos anos o tradicional sebo Al-Farábi, point cultural localizado na Rua do Rosário, e a Livraria Marins, na praça Tiradentes .

Tradicional Livraria Arlequim, no Centro do Rio, vai fechar as portas

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Livraria Arlequim, no Paço Imperial, fecha as portas no dia 18 de maio Foto: Gustavo Miranda / Agência O Globo

Loja que fica no Paço Imperial está fazendo saldão de seus produtos

Jan Niklas, em O Globo

RIO — Uma das mais tradicionais livrarias do Centro do Rio de Janeiro irá fechar as portas. Em funcionamento há 25 anos, a Arlequim, que fica no Paço Imperial, se despede definitivamente dos cariocas no dia 18 de maio, confirma um funcionário da casa.

O local, onde também funciona um bistrô, é famoso por reunir um acervo de obras de filosofia, história, literatura e artes. Além disso, o espaço vende CDs de gravadoras independentes brasileiras, jazz e clássicos de selos importados e nacionais. A Arlequim contava ainda com uma programação cultural que recebia apresentações de música e lançamentos de livros.

— Aqui tem uma miscêlanea que é rara de se encontrar no Rio. Desde Thelonious Monk e Chet Baker, até Voltaire e Ingmar Bergman, de toda essa cultura você podia encontrar obras aqui — afirma o funcionário.

Até o fechamento definitivo do espaço, os produtos comprados pela loja (que não são consignados) estão sendo vendidos em um saldão com descontos de até 80%.

O Centro do Rio, cuja tradição de livrarias remete aos tempos de Machado de Assis — frequentador da Garnier, na Rua do Ouvidor — vem sofrendo com o fechamento de importantes lojas do ramo nos últimos anos . Em março deste ano, a Travessa teve que fechar sua loja na Avenida Rio Branco, pois o espaço, que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, avisou que o prédio vai entrar em obras.

No ano passado, a Livraria Cultura da Rua Senador Dantas encerrou as atividades após 6 anos funcionando no local. O fechamento ocorreu pouco antes da rede entrar com pedido de recuperação judicial, devido a crise do mercado editorial. Também fecharam as portas nos últimos anos o tradicional sebo Al-Farábi, point cultural localizado na Rua do Rosário, e a Livraria Marins, na praça Tiradentes .

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